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O serviço de praticagem, de acordo com as definições e as finalidades estabelecidas na NORMAM-311, consiste em um conjunto de atividades profissionais de assessoria técnica aos Comandantes de embarcações, sendo a sua natureza jurídica e operacional caracterizada como:
atividade essencialmente pública, executada por militares da ativa da Marinha do Brasil em todos os portos nacionais
serviço privado, de utilidade pública, que visa a garantir a segurança da navegação, a salvaguarda da vida humana e a prevenção da poluição ambiental
consultoria técnica facultativa para embarcações de qualquer calado, independentemente da Zona de Praticagem em que se encontrem
serviço de transporte de mercadorias entre o cais e as embarcações fundeadas em áreas de espera
Para realizar a manobra de girar por boreste em águas limitadas com um navio parado, partindo-se do repouso, o procedimento tecnicamente adequado para obter o máximo efeito evolutivo consiste em:
manter o leme a meio e dar toda força atrás, permitindo que a pressão lateral das pás empurre a popa para boreste
carregar todo leme a boreste e dar máquina adiante, seguido de máquina atrás a toda força e, simultaneamente, carrega-se o leme 10º a 15° para bombordo
carregar todo o leme a bombordo e dar adiante com a máquina, a fim de aproveitar a corrente de sucção inicial
alternar sucessivamente entre máquina adiante e atrás com leme fixo a meio, utilizando apenas a corrente de esteira para o giro
A lancha de praticagem é o meio de transporte utilizado para levar o prático até a embarcação que será manobrada e, para sua identificação visual obrigatória e operação segura. Essa lancha deve apresentar o seguinte padrão:
casco pintado integralmente na cor branca com a palavra "PILOTO" em azul marinho
casco na cor vermelha e a superestrutura em branco com a letra “P” que deve estar pintada (ou fixada) em ambos os bordos da superestrutura, devendo ser utilizada tinta preta do tipo refletora.
luzes de sinalização rotativas de cor verde para indicar prioridade de manobra sobre embarcações de carga
ausência de marcas de identificação para evitar confusão com embarcações de fiscalização da Capitania dos Portos
O processo de despacho de embarcações mercantes em portos brasileiros é composto por etapas obrigatórias que visam à segurança e ao controle, sendo que a última etapa desse ciclo consiste na:
comunicação de saída ao Órgão de Despacho no prazo máximo de quatro horas após a partida efetiva
solicitação de entrada apenas quando a embarcação estiver transportando cargas das classes 1 e 7 do Código IMDG
emissão do Passe de Saída pelo representante da embarcação logo após o término das operações de carga e descarga
autorização prévia por via diplomática com antecedência mínima de noventa dias para qualquer navio de bandeira nacional
No início do movimento de um navio de um só hélice de passo direito, partindo do repouso e logo em seguida colocando a máquina adiante com o leme a meio, a tendência da proa guinar para bombordo é explicada fundamentalmente por:
predominância da pressão lateral das pás inferiores, que empurram a popa para boreste por atuarem em águas mais densas
efeito imediato da corrente de descarga do propulsor sobre a face de bombordo da porta do leme
influência da corrente de sucção, que atrai a popa para o bordo de bombordo devido ao vácuo parcial gerado
formação de uma zona de baixa pressão no costado de boreste devido ao sentido de rotação das pás superiores
Para o controle e o gerenciamento da água de lastro, as embarcações que optarem pelo método de troca pelo fluxo contínuo (flow-through) devem bombear um volume de água correspondente a, no mínimo:
uma vez o volume de cada tanque de água de lastro
duas vezes o volume total da capacidade de lastro da embarcação
três vezes o volume de cada tanque de água de lastro
cinco vezes o volume dos tanques localizados abaixo da linha d'água
Na construção naval moderna, o processo de montagem por blocos considera eficiência, padronização e racionalização do trabalho. Sendo assim, a edificação de blocos permite:
construção artesanal
eliminação da soldagem
redução da produtividade
construção modular com ganho de prazo
Em construção naval, o projeto estrutural busca priorizar a segurança e a durabilidade da embarcação frente às condições marítimas. Dessa forma, as estruturas navais são projetadas principalmente para:
substituir estruturas civis
trabalhar apenas em compressão
reduzir o peso das embarcações sem resistência
suportar cargas e esforços em ambiente marítimo
Em construção naval, a escolha do material estrutural considera resistência, durabilidade e comportamento em ambiente marítimo. Portanto, o material mais utilizado em estruturas navais metálicas é:
cobre
aço carbono
ferro fundido
alumínio puro
Durante uma atividade prática no Laboratório de Construção Naval do Instituto Federal do Ceará, foi observada uma discrepância sistemática nas medições da espessura das chapas metálicas, que seriam utilizadas para a fabricação de um modelo estrutural. O paquímetro digital empregado, com resolução nominal de 0,01 mm, exibiu uma diferença constante de aproximadamente 0,08 mm em relação às medições obtidas por micrômetro externo, que possui certificado de calibração válido e rastreável à Rede Brasileira de Calibração (RBC), dentro do prazo de validade correspondente. Com base nos princípios da metrologia aplicada, rastreabilidade das medições e procedimentos de gestão de equipamentos em laboratório institucional, a ação tecnicamente apropriada que o Técnico de Laboratório deve adotar é
realizar a compensação direta das leituras registradas pelo paquímetro, utilizando uma correção fixa que corresponda à diferença identificada.
suspender o uso do micrômetro, tendo em vista que instrumentos com maior resolução são mais propensos a variações operacionais.
remover o paquímetro de uso e enviá-lo para calibração, garantindo a verificação formal e o registro da rastreabilidade metrológica antes de sua liberação.
continuar utilizando o paquímetro para medições com tolerâncias dimensionais menos rigorosas, mesmo sem um registro formal.
considerar a média aritmética das medições feitas pelos dois instrumentos como valor final.
Um Técnico de Laboratório, ao operar um equipamento mecânico de ensaio de elevação de cargas no laboratório de Construção Naval, observa que o sistema possui um dispositivo que interrompe automaticamente o movimento quando a altura máxima segura é atingida. Esse dispositivo é exemplo de
Six Sigma de prevenção.
5W2H de prevenção.
5S de prevenção.
Poka Yoke de prevenção.
Kanban de prevenção.
Na fabricação de painéis planos e juntas longitudinais contínuas de chapas espessas, em ambiente industrial de estaleiro, utilizando processo automatizado ou mecanizado, o método de soldagem amplamente empregado na construção de blocos estruturais navais, devido à sua elevada taxa de deposição, alta produtividade e excelente qualidade do cordão, é
soldagem oxiacetilênica.
soldagem por resistência elétrica.
soldagem TIG (GTAW) manual.
soldagem por arco submerso (SAW).
brasagem com liga de cobre.
Na aula da disciplina Materiais Compósitos, no Laboratório de Construção Naval do IFCE, os alunos confeccionaram um painel estrutural em Plástico Reforçado com Fibra de Vidro (PRFV), utilizando laminação manual com resina poliéster. Após a cura, o painel foi submetido a ensaio de flexão em três pontos, apresentando rigidez inferior ao valor teórico estimado. A inspeção visual revelou como evidência principal a presença significativa de vazios e regiões com impregnação incompleta das fibras. Do ponto de vista da mecânica dos compósitos laminados, assinale a alternativa que apresenta a explicação técnica adequada para o desempenho insatisfatório.
A presença de vazios favorece a redistribuição de tensões no laminado, contribuindo para aumento da resistência estrutural.
A impregnação incompleta compromete a aderência fibra-matriz, reduzindo a transferência de esforços e a resistência ao cisalhamento interlaminar.
A redução da rigidez pode estar relacionada à orientação inadequada das fibras em relação à direção principal do carregamento aplicado no ensaio.
A presença de vazios altera a fração volumétrica do compósito, resultando em elevação do módulo de elasticidade.
O desempenho mecânico do compósito apresenta baixa influência das condições de laminação manual empregadas na fabricação.
Uma longarina de fundo fabricada em aço naval possui tensão de escoamento de 250 MPa. Adotando coeficiente de segurança igual a 2,5, a tensão admissível do material é
62,5 MPa.
75,0 MPa.
150,0 MPa.
125,0 MPa.
100,0 MPa.
Em um estaleiro que adota o sistema Just in Time (JIT), a principal condição estrutural para que o modelo opere de forma eficiente é a
manutenção de estoques reguladores estratégicos dimensionados por análise probabilística de risco logístico, garantindo absorção de variações da demanda produtiva.
autonomia operacional dos setores produtivos, permitindo ajustes independentes no ritmo de fabricação conforme capacidade instalada.
redução da variabilidade produtiva por meio de compras antecipadas em grande escala, minimizando exposição a oscilações externas de mercado.
consolidação das atividades de suprimentos e armazenagem sob gestão centralizada, assegurando controle físico absoluto dos materiais.
sincronização rigorosa entre planejamento e controle da produção (PCP), programação de montagem e confiabilidade da cadeia de suprimentos, com fluxos puxados pela demanda real.
Em um simulador de embarcação no IFCE, durante inspeção de portas de escape na aula sobre procedimentos de emergência na construção naval, verificou-se que algumas portas necessitavam de chave para serem abertas. Seguindo as normas de abandono de embarcações, assinale a alternativa que apresenta o que deve ser feito nesse caso.
Colocar avisos indicando que a chave deve ser utilizada apenas em caso de emergência.
Reduzir a largura das portas para controlar o fluxo de pessoas.
Instalar fechaduras elétricas com controle remoto para emergências.
Manter as portas com chave, desde que exista equipe responsável e treinada para destrancá-las.
Substituir portas por modelos que não exijam chave para abertura.
Considere a situação em que uma embarcação “A” avista uma embarcação “B” por sua proa ou quase por sua proa, de forma que, à noite, veja a luz dos mastros da embarcação “B” enfiada ou quase enfiada. Em termos de manobras, pode-se dizer que a embarcação:
“A” e a embarcação “B” devem manter o rumo
“A” deve guinar para bombordo, e a embarcação “B” deve guinar para boreste
“B” deve guinar para bombordo, e a embarcação “A” deve guinar para boreste
“A” e a embarcação “B” devem guinar para boreste
De acordo com as definições gerais do regulamento, a expressão "embarcação com capacidade de manobra restrita" designa a unidade que, devido à natureza de seu trabalho, possui limitações para se afastar da rota de outra, incluindo aquela dedicada:
à pesca de corrico em movimento
à navegação à vela em mar aberto
às operações de limpeza de minas
ao transporte de passageiros em rios
No que se refere aos sistemas de monitoramento e controle do tráfego marítimo, as embarcações de carga de bandeira brasileira, com Arqueação Bruta (AB) igual ou superior a 300, engajadas em viagens internacionais, são obrigadas a aderir aos sistemas:
SISTRAM e LRIT apenas
SIMMAP e SISTRAM apenas
SISTRAM, LRIT e SIMMAP simultaneamente
LRIT e SIMMAP, ficando dispensadas do envio de mensagens ao SISTRAM
A extremidade de um cabo que fica livre durante a confecção de um nó ou manobra é tecnicamente chamada de:
amarra
chicote
seio
perna