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No que concerne aos recursos minerais, assinale a opção correta.
A autorização de lavra de recursos minerais é direito fora do comércio, não podendo ser cedida nem transferida e, caso seja suspensa pelo poder público antes do prazo determinado, não é sequer indenizável.
A pesquisa e a lavra de recursos minerais somente poderão ser efetuadas mediante autorização, permissão ou contrato de concessão, no interesse nacional.
A exploração de recursos minerais não beneficia financeiramente o proprietário do imóvel, pois tais recursos, para efeito de exploração e aproveitamento, pertencem à União.
O minério, desde que extraído, passa a pertencer ao minerador, que poderá utilizá-lo ou comercializá-lo livremente.
O regime de concessão de lavra é formalizado mediante contrato administrativo.
Considere a hipótese de o Município de Belo Horizonte desejar incentivar a edificação em determinada área da cidade e, para isso, admita a utilização de terrenos públicos por particular. De acordo com as características descritas, tal uso se dará mediante o seguinte instituto:
enfiteuse
cessão de uso
permissão de uso
concessão de direito real de uso
concessão de uso especial para fins de moradia
No que diz respeito aos bens públicos e às limitações administrativas, assinale a opção correta.
A faixa de fronteira é bem de uso especial da União pertencente ao seu domínio indisponível, razão pela qual é vedada a alienação de terras nela situadas.
A autorização de uso de bem público é ato administrativo bilateral e discricionário, por intermédio do qual a administração consente que o particular utilize a coisa sem exclusividade.
Consoante o STJ, é ilegal a cobrança, pelo poder público, da concessionária de serviço público, pelo uso do solo, subsolo ou espaço aéreo para a instalação de postes, dutos ou linhas de transmissão.
De acordo com posicionamento do STJ, as benfeitorias realizadas em bem público que se incorporam ao imóvel devem ser indenizadas quando há a rescisão do contrato de concessão de uso por inadimplemento das prestações mensais, ainda que o contrato contenha cláusula em sentido contrário.
A afetação de bens públicos não pode ser tácita.
Ter possuído, até 30 de junho de 2001, como seus, por cinco anos, ininterruptamente e sem oposição, até duzentos e cinqüenta metros quadrados de imóvel público situado em área urbana, utilizando-os para sua moradia ou de sua família, desde que não seja proprietário ou concessionário, a qualquer título, de outro imóvel urbano ou rural. Esses são os requisitos para que se exerça o direito
à concessão de direito real de uso, o que depende de concordância discricionária da Administração Pública.
à concessão de uso especial para fins de moradia, cujo título pode ser obtido por via administrativa ou judicial.
ao usucapião pro moradia de imóvel público, o que depende de decisão judicial.
ao usucapião extraordinário de imóvel público, o que depende de decisão administrativa ou judicial.
de aforamento sobre bens públicos, o que depende de processo administrativo perante o órgão registral competente.
Assinale a alternativa correta.
Os bens públicos que não cumprem sua função social não são atingidos pela imprescritibilidade.
Os bens públicos não podem ser penhorados; no entanto, não há vedação no que tange a serem onerados como garantia real.
O contrato de compra e venda de imóvel, realizado entre o Estado, exercendo o ius gestionis, e um particular, obedece ao regime jurídico público, sob pena de violação do princípio da moralidade administrativa.
O direito à concessão de uso especial de bem público para fins de moradia só será reconhecido uma vez ao mesmo possuidor.
A autorização de uso de bem público por um determinado particular, atendendo primordialmente o interesse deste, fere o princípio da impessoalidade;
Em relação ao instituto do direito real de uso, referente a bens do domínio público, não é correto afirmar:
pode-se dar de forma remunerada ou gratuita.
salvo reserva contratual, este direito é transmissível por ato inter vivos ou causa mortis.
é oponível erga omnes.
pode-se dar em relação ao espaço aéreo sobre a superfície de terrenos públicos.
a sua duração é sempre por prazo indeterminado, salvo se o concessionário descumprir cláusula resolutória do ajuste.