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Analise o seguinte excerto doutrinário: a anulabilidade é a invalidade menos gravosa dos atos jurídicos, acarretada pela incapacidade relativa de um dos sujeitos ou por algum dos defeitos do ato considerados leves. Em sede de processo, a anulabilidade deve ser alegada pela parte para que o juiz, se procedente a alegação, desconstitua o ato. Frise-se que não se admite o conhecimento ex officio da causa ensejadora da anulabilidade. (NUNES, Elpídio Donizetti; QUINTELLA, Felipe. Curso didático de direito civil. São Paulo: Atlas, 2012). Considerando o trecho colacionado, bem como a disciplina legal da anulabilidade dos atos jurídicos, assinale a alternativa correta:
É anulável o negócio jurídico celebrado por pessoa absolutamente incapaz.
A fraude contra credores é causa de nulidade do negócio jurídico.
Aquele que pagou ao incapaz pode, anulada a obrigação que gerou esse pagamento, pedir a repetição dos respectivos valores em qualquer situação.
Os atos praticados por menor relativamente incapaz não são anuláveis se o menor tiver ocultado, dolosamente, sua idade do sujeito com quem negociou, ao ser questionado sobre o fato.
Anulado o negócio jurídico, as partes serão restituídas ao estado em que antes dele se achavam, sendo incabível o pedido de indenização caso tal restituição seja impossível.
Analise as proposições abaixo acerca do negócio jurídico e marque a alternativa CORRETA:
I- O negócio jurídico requer, para a sua validade, agente capaz, objeto lícito, possível, determinado ou determinável, além de forma prescrita ou não defesa em lei, mas a impossibilidade inicial do objeto não invalida o negócio jurídico se for relativa ou se cessar antes de realizada a condição a que ele estiver subordinado.
II- Se for suspensiva a condição, enquanto esta se não realizar, vigorará o negócio jurídico, podendo ser exercido, desde sua conclusão, o direito por ele estabelecido.
III- São anuláveis os negócios jurídicos quando as declarações de vontade emanarem de erro substancial que poderia ser percebido por pessoa de diligência normal, em face das circunstâncias do negócio.
IV- Vicia o negócio jurídico a coação que decorrer de terceiro, mesmo que a parte a que aproveite dela não tivesse ou devesse ter conhecimento, mas apenas o autor da coação responderá por todas as perdas e os danos que houver causado ao coacto.
V- É nulo o negócio jurídico simulado, mas subsistirá plenamente o que se dissimulou, se válido for na substância e na forma.
As alternativas I, II e V estão corretas.
As alternativas II, III e V estão corretas.
As alternativas I, III e IV estão corretas.
As alternativas II, III e IV estão corretas.
As alternativas I, III e V estão corretas.
Analise as proposições abaixo e assinale a alternativa CORRETA:
As alternativas II e III estão corretas.
As alternativas I e II estão corretas.
As alternativas III e IV estão corretas.
As alternativas I e IV estão corretas.
As alternativas II e IV estão corretas.
NO QUE TANGE AOS NEGÓCIOS JURÍDICOS:
O erro de cálculo, quando viciar o consentimento, pode gerar a anulação do negócio jurídico;
O dolo positivo ocorre quando uma das partes ocultar algo que, se a outra fosse sabedora, não efetivaria o negócio;
O negócio jurídico é anulável tanto em virtude de vícios sociais quanto em virtude de vícios de consentimento;
O erro de direito, para gerar a anulação do negócio, tanto pode recair sobre normas cogentes quanto sobre normas dispositivas.
Considere a seguinte situação hipotética.
Daniel recebeu por herança de sua avó um imóvel rural. Ao completar 16 anos, ele decidiu administrar pessoalmente o bem herdado e firmou contrato de arrendamento rural com Severino, que desconhecia a menoridade civil do primeiro contratante. No curso do contrato, Daniel alienou o imóvel arrendado sem respeitar o direito de preferência do arrendatário.
Nessa situação, Severino deverá ajuizar ação de perdas e danos contra os genitores de Daniel, pois os contratos firmados por este são nulos de pleno direito.