Questões de Concurso sobre Anulabilidades ou Nulidade Relativa do Negócio Jurídico (Art. 172 ao 184)

 
 
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O negócio jurídico é anulável quando celebrado por pessoa absolutamente incapaz, assegurando‑se a preservação dos direitos dos terceiros de boa‑fé.


C

Certo


E

Errado

Segundo a redação do Código Civil, assinale a alternativa correta.


A

Os bens dominicais, que constituem o patrimônio das pessoas jurídicas de direito público, como objeto de direito pessoal, ou real, de cada uma dessas entidades, não são passíveis, em hipótese alguma, nem de usucapião, nem de alienação.


B

Têm domicílio necessário os menores de 18 anos, o servidor público, o militar, o marítimo e o preso.


C

Nas declarações de vontade, não se atenderá apenas ao sentido literal da linguagem, mas, na mesma medida, à intenção nelas consubstanciada, levando-se em consideração a boa-fé e os usos e costumes do lugar de sua celebração.


D

É de quatro anos o prazo de decadência para pleitear-se a anulação do negócio jurídico, contado, no caso de coação, do dia em que ela cessar e, no caso de erro, dolo, fraude contra credores, estado de perigo ou lesão, do dia em que se realizou o negócio jurídico.


E

É anulável o negócio jurídico por incapacidade relativa do agente, quando não revestir a forma prescrita em lei, ou por vício resultante de erro, dolo, coação, estado de perigo, lesão ou fraude contra credores.

Considerando as disposições sobre a validade do negócio jurídico, assinale a alternativa que apresenta uma hipótese em que o negócio jurídico é anulável:


A

Quando for celebrado por pessoa absolutamente incapaz.


B

Quando não revestir a forma prescrita em lei.


C

Quando o motivo determinante, comum a ambas as partes, for ilícito.


D

Quando o objeto for ilícito, impossível ou indeterminável.


E

Quando houver vício resultante de erro, dolo, coação, estado de perigo, lesão ou fraude contra credores.

Um terreno de propriedade de determinada Prefeitura Municipal, localizado em área urbana, está abandonado há décadas e não possui qualquer afetação a um uso público específico. Um grupo de famílias de baixa renda ocupa a área e, após cinco anos de posse ininterrupta e pacífica, busca o reconhecimento da usucapião. Com base no regime jurídico dos bens públicos, qual o desfecho da ação?


A

O pedido será julgado improcedente, pois os imóveis públicos, independentemente de sua categoria (uso comum, uso especial ou dominical), são insuscetíveis de usucapião.


B

O pedido será julgado procedente, pois se trata de usucapião especial urbana, e o imóvel não cumpria sua função social, aplicando-se as mesmas regras de um imóvel privado.


C

O pedido será julgado procedente, pois, embora bens públicos não possam ser usucapidos, a posse por famílias de baixa renda para fins de moradia é uma exceção constitucional.


D

O pedido será julgado improcedente, mas o juiz deverá determinar que a Prefeitura Municipal conceda às famílias a Concessão de Uso Especial para fins de Moradia, como medida de justiça social.


E

O pedido será julgado procedente apenas se o município, por meio de lei, desafetar o bem, transformando-o em bem privado, para então permitir a usucapião.

Sobre os defeitos e as hipóteses de invalidade do negócio jurídico, à luz do Código Civil, analise as assertivas e assinale a alternativa que aponta a(s) correta(s).


I. A existência de simulação absoluta acarreta a nulidade do negócio jurídico, ainda que celebrado com observância dos requisitos formais, salvo se não causar prejuízo direto a terceiros.

II. É nulo o negócio jurídico cujo motivo determinante, comum a ambas as partes, seja ilícito.

III. O erro sobre a pessoa, quando for relevante à natureza do negócio, pode torná-lo anulável.

IV. O negócio jurídico pode ser invalidado por coação, mesmo que exercida por terceiro, se a parte beneficiada tiver conhecimento do vício.


A

Apenas II, III e IV.


B

Apenas I, II e III.


C

Apenas I e II.


D

Apenas III e IV.


E

Apenas II.

João, desejando vender seu veículo, firma um contrato de compra e venda com Pedro, no qual ambos concordam com todas as condições, incluindo o preço e a forma de pagamento. No entanto, após a celebração do contrato, descobre-se que Pedro era menor de 16 anos no momento da venda. Diante dessa situação hipotética, assinale a alternativa correta de acordo com o código civil.


A

O negócio jurídico é plenamente válido, pois houve acordo de vontades entre as partes.


B

O contrato é anulável, pois Pedro poderia agir em nome próprio, desde que autorizado pelos pais.


C

O negócio jurídico é nulo, pois Pedro era absolutamente incapaz para praticar atos da vida civil.


D

O contrato é válido, desde que Pedro já tenha realizado o pagamento integral do veículo.


E

O negócio jurídico pode ser confirmado posteriormente por Pedro ao atingir a maioridade, tornando-se plenamente eficaz.

Roberta, comerciante individual, contraiu Covid-19 em 2022 e apresentou complicações graves. Durante a internação, os médicos alertaram a família de que ela necessitava com urgência de um medicamento de alto custo que não estava disponível no SUS. Diante da situação crítica, Roberta, sob forte abalo emocional, firmou contrato particular com Leandro, seu vizinho, no qual se comprometeu a transferir a ele um imóvel avaliado em R$ 600.000,00 em troca do pagamento imediato de R$ 100.000,00 pelo medicamento.


A transação foi formalizada por escritura pública no cartório, ainda durante o período de internação. Após a recuperação e retorno às suas atividades, Roberta, com o auxílio de advogado, ajuizou ação para anular o negócio jurídico, alegando que agiu em estado de perigo, e que Leandro se aproveitou da situação extrema para obter vantagem manifestamente excessiva.


A ação foi proposta quase cinco anos após a celebração do contrato, e Leandro alegou em contestação que o prazo para anular o negócio havia se encerrado.


Com base na legislação aplicável, assinale a afirmativa correta.


A

A ação de anulação do negócio jurídico é imprescritível, pois o vício decorre de estado de necessidade, o que justifica a sua revisão a qualquer tempo.


B

O contrato é nulo de pleno direito, pois o estado de perigo afeta a validade do negócio jurídico, tornando-o inexistente.


C

A validade do contrato não pode ser questionada, pois Roberta agiu com autonomia e consciência, e a situação de risco não interfere na formação válida da vontade negocial.


D

O contrato é anulável, mas o prazo decadencial para ajuizar a ação é de dois anos, contados da cessação do estado de perigo, e a ação foi proposta dentro desse prazo.


E

A ação de anulação do contrato deve ser julgada improcedente, pois, mesmo havendo estado de perigo, o prazo decadencial de quatro anos para propositura da ação foi ultrapassado.

Marcos alienou seu único veículo em fraude contra credores com o intuito de ficar insolvente e prejudicar Amanda, com a qual já possuía dividas anteriores à alienação. Nessa situação, o negócio jurídico é


A

anulável e, portanto, insuscetível de confirmação pelo decurso do tempo.


B

anulável no prazo decadencial de 4 anos, contado do dia em que este se realizou.


C

mulo, devendo a ação ser ajuizada no prazo prescricional de 3 anos, contado da ciência da venda do veículo por Amanda.


D

nulo e, portanto, insuscetível de confirmação pelo decurso do tempo.


E

anulável no prazo prescricional de 5 anos, contado da ciência da venda do veículo por Amanda.

Em junho de 2021, Bruno, médico recém-formado e com pouca experiência em negociações imobiliárias, adquiriu um imóvel em zona urbana por valor muito superior ao de mercado, sob forte pressão do corretor e do vendedor, que o convenceram da existência de “altíssimo potencial de valorização”.

Em 2023, ao descobrir que o imóvel estava em área sem previsão de regularização fundiária e com baixíssimo valor de revenda, Bruno ajuizou ação anulatória do contrato de compra e venda, alegando vício de consentimento por erro substancial e dolo por omissão de informação relevante.

Durante o curso do processo, a parte ré alegou que o negócio, ainda que anulável, produziu efeitos válidos até eventual decisão judicial, e que o negócio não poderia ser invalidado, pois o imóvel havia sido parcialmente reformado por Bruno com recursos próprios.

Com base nas disposições do Código Civil sobre a anulabilidade dos negócios jurídicos, é correto afirmar que:


A

o contrato celebrado por Bruno é nulo de pleno direito, pois o vício de consentimento decorrente de erro substancial e dolo torna o negócio automaticamente ineficaz desde a sua origem;


B

Bruno poderia simplesmente desconsiderar o contrato, independentemente de decisão judicial, já que a anulabilidade dispensa qualquer provimento jurisdicional para produzir efeitos;


C

ainda que afetado por erro ou dolo, o contrato celebrado por Bruno produz efeitos válidos até eventual decisão judicial que o anule, podendo inclusive ser convalidado com o decurso do prazo decadencial ou por confirmação expressa das partes;


D

o contrato de Bruno, uma vez celebrado sob influência de vício de consentimento, não pode ser objeto de ratificação futura, sendo obrigatória a anulação judicial como forma de preservar a segurança jurídica;


E

a reforma realizada por Bruno no imóvel impede a anulação do contrato, pois a modificação do bem descaracteriza os efeitos da anulabilidade previstos no Código Civil.

Pedro e Juan simularam um empréstimo a fim de prejudicar interesse de terceiro. De acordo com o Código Civil, tal negócio é


A

anulável, sujeitando-se a prazo prescricional de 3 anos.


B

nulo, sujeitando-se a prazo decadencial de 4 anos.


C

anulável, sujeitando-se a prazo decadencial de 2 anos.


D

nulo, não se sujeitando à decadência.


E

anulável, sujeitando-se a prazo decadencial de 4 anos.

Ana e Bruno são irmãos e proprietários de um imóvel comercial no centro da cidade. Precisando de dinheiro, decidem vendê-lo para Carlos por R$ 200.000,00. No contrato, ambos os irmãos comprometem-se solidariamente a entregar o imóvel livre de quaisquer ônus e impedimentos. Alguns dias depois, descobre-se que Ana, no momento da assinatura do contrato, estava sob o efeito de forte medicação, que prejudicava sua capacidade de entendimento e manifestação de vontade.


Diante da situação hipotética, é correto afirmar que o negócio jurídico celebrado


A

é anulável, sendo certo que a anulabilidade depende do julgamento por sentença para ter efeito.


B

pode ser declarado anulável de ofício pelo juiz.


C

pode ser anulado em até 4 (quatro) anos contados da data de sua celebração.


D

é nulo, sendo certo que a nulidade aproveita a qualquer interessado.


E

é nulo, mas pode ser confirmado pelas partes, ressalvado direito de terceiro.

Caso um bem imóvel seja alienado em evidente fraude contra credores, a alienação é considerada


A

nula de pleno direito, e a declaração de nulidade depende de requerimento firmado perante a autoridade judicial apenas pelos credores que possuam garantia real sobre o imóvel alienado.


B

nula de pleno direito, e a declaração de nulidade depende de requerimento firmado perante a autoridade judicial apenas pelos credores quirografários do devedor.


C

anulável, e a declaração de anulabilidade independe de requerimento firmado perante a autoridade judicial, podendo ser conhecida de ofício pelo juiz.


D

anulável e depende de requerimento de qualquer credor quirografário do devedor.


E

nula de pleno direito, e a declaração de nulidade depende de requerimento firmado perante a autoridade judicial por qualquer credor do devedor.

Além dos casos expressamente declarados em lei, é anulável o negócio jurídico quando


A

a lei taxativamente o declarar nulo, ou proibir-lhe a prática, sem cominar sanção.


B

for preterida alguma solenidade que a lei considere essencial para a sua validade.


C

não revestir a forma prescrita em lei ou for indeterminável o seu objeto.


D

ocorrer vício resultante de erro, dolo, coação, lesão ou fraude contra credores.


E

o motivo determinante, comum a ambas as partes, for ilícito.

Os negócios jurídicos envolvendo bens do espólio que tenha herdeiros menores são anuláveis se realizados sem autorização judicial e oitiva do Ministério Público.


C

Certo


E

Errado

Sobre a invalidade dos negócios jurídicos, à luz do Código Civil de 2002, é correto afirmar:


A

É nulo o negócio jurídico por vício resultante de fraude contra credores.


B

É nulo o negócio jurídico simulado, mas subsistirá o que se dissimulou, se válido for na substância e na forma.


C

A invalidade parcial de um negócio jurídico, respeitada a intenção das partes, não o prejudicará na parte válida, se esta não for separável.


D

O prazo para anulação, quando a lei dispuser que determinado ato é anulável, sem estabelecer prazo para se pleiteá-la, será de três anos, a contar da data da conclusão do ato.

Segundo as disposições do Código Civil, é anulável o negócio jurídico


A

quando for indeterminável o seu objeto.


B

se o motivo determinante, comum a ambas as partes, for ilícito.


C

por incapacidade relativa do agente.


D

não revestido da forma prescrita em lei.


E

quando for preterida alguma solenidade que a lei considere essencial para a sua validade.

Jacira decidiu comprar um aparelho celular seminovo de sua amiga Joana. Conversando com a amiga, Jacira explicou que seu celular anterior fora danificado depois de cair no fundo de uma piscina na semana anterior. Por essa razão, afirmou Jacira, ela apenas aceitaria comprar doravante modelos de celular que fossem completamente à prova d’água. Joana, por sua vez, tranquilizou a amiga, afirmando que o celular que estava vendendo para ela era totalmente impermeável. As duas, assim, fecharam negócio. Após pagar pelo aparelho e levá-lo para casa, Jacira mostrou o celular para seu filho, que, tão logo viu o objeto, explicou para a mãe que aquele modelo tinha apenas uma resistência leve à água, mas não era totalmente impermeável, fato amplamente noticiado em todas as campanhas publicitárias do produto. Indignada, Jacira procurou um advogado, solicitando-lhe que tomasse as medidas judiciais cabíveis contra Joana.


Sobre o negócio jurídico celebrado por Jacira e Joana, é correto afirmar que:


A

não produziu nenhum efeito jurídico;


B

pode vir a convalescer com o decurso do tempo;


C

pode ter sua invalidade conhecida de ofício pelo juiz;


D

não admite confirmação por qualquer das partes;


E

qualquer pessoa pode invalidá-lo, inclusive o Ministério Público.

O Hospital Sua Saúde move ação de cobrança de despesas hospitalares de Roseli Silva, requerendo o pagamento de todas as despesas referentes à internação e tratamento de Augusto César, já falecido.

Em sua defesa, Roseli Silva alega que, na qualidade de empregada/cuidadora do falecido Augusto César, o acompanhou em sua internação no Hospital Sua Saúde, pois Augusto César passou mal durante a madrugada e nenhum dos filhos conseguiria chegar em tempo hábil para acompanhar o pai ao hospital. Afirma que assinou a documentação exigida e disponibilizada pelo Hospital, na qualidade de acompanhante, sem ter conhecimento de que estaria assumindo obrigações por despesas médico-hospitalares de seu empregador. Ao contrário, afirma que foi informada que a assinatura dos documentos era apenas para viabilizar a internação.


Diante da situação hipotética narrada, assinale a opção que indica, corretamente, o negócio jurídico celebrado entre Roseli Silva e o Hospital Sua Saúde.


A

É válido, pois a responsabilização pelo pagamento das despesas consta do contrato assinado.


B

É anulável por erro essencial quanto à natureza do negócio e ao objeto principal da declaração.


C

É anulável por estado de perigo, no prazo decadencial de quatro anos.


D

É anulável por dolo, no prazo decadencial de dois anos.


E

É nulo, pois configura coação moral absoluta.

Quanto às disposições do Código Civil que regem os negócios jurídicos, é correto afirmar que


A

o negócio jurídico celebrado com pessoa absolutamente incapaz é anulável.


B

o negócio nulo pode ser confirmado pelas partes, salvo quanto a direito de terceiro.


C

a anulabilidade não tem efeito antes de julgada por sentença, nem se pronuncia de ofício.


D

a invalidade do instrumento induz a do negócio jurídico, ainda que este pudesse ser comprovado por outro meio.


E

é de cinco anos o prazo decadencial para pleitear a anulação do negócio jurídico, contado, no caso de coação, do dia em que ela cessar.

 
 
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