Questões de Concurso sobre Quanto ao Vício Objetivo

 
 
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Com base na Lei Federal nº 10.406, de 10/01/2002 - Institui o Código Civil, marque a alternativa CORRETA sobre o direito de posse e de propriedade.


A

O possuidor de boa-fé responde pela perda ou deterioração da coisa mesmo que não tenha dado causa.


B

Ao possuidor de má-fé serão ressarcidas somente as benfeitorias necessárias.


C

A posse justa é aquela em que o possuidor ignora o vício, ou o obstáculo que impede a aquisição da coisa.


D

A Usucapião é uma forma de aquisição da propriedade e aplica-se somente aos bens imóveis.

Acerca da classificação da posse, assinale a alternativa correta.


A

A posse injusta é aquela praticada com má-fé.


B

Há presunção juris et de jure de posse de boa-fé quando o possuidor da coisa é portador do chamado justo título.


C

Os atos de mera permissão e tolerância tornam a posse justa.


D

A posse direta, em regra, é temporária, pois se extingue ao fim do tempo que a determina.


E

Considera-se de boa-fé a posse pública, pacífica, não precária e que observa sua função social e os deveres com o meio ambiente.

Se o possuidor ignorar o vício ou o obstáculo que impede a aquisição da coisa, é de boa-fé a posse.


C

Certo


E

Errado

De acordo com o Código Civil, a posse pode ser classificada em justa


A

quando decorrente de ocupação de prédios públicos.


B

se o possuidor ignora o vício, ou o obstáculo que impede a aquisição da coisa.


C

somente quando tiver justo título.


D

quando duas ou mais pessoas possuírem coisa indivisa.


E

se não for violenta, clandestina ou precária.

Quanto à classificação da posse, é correto afirmar que a posse pode ser


A

direta, sendo exemplificada pelo locador.


B

injusta, sendo aquela que não recebe a proteção legal, em nenhuma medida, o que a torna inexistente para o direito, enquanto permanecer contaminada por algum dos vícios previstos em lei.


C

indireta, sendo exemplificada pelo locatário.


D

de má-fé e, ainda que restringida em seus efeitos, não goza da proteção possessória, razão pela qual não pode ser considerada lícita.


E

justa, sendo aquela decorrente de atos de mera permissão e tolerância.

Sobre posse, considere:

I. O convalescimento da posse adquirida de forma violenta ou clandestina, é permitido pela cessação da violência ou clandestinidade e pelo decurso de ano e dia.

II. Em regra não convalesce a posse precária.

III. Se a posse se estender por mais de ano e dia, não haverá convalescimento da posse adquirida de forma violenta.

IV. Apenas convalesce a posse clandestina se for de boa-fé.

Está correto o que consta APENAS de


A

II e IV.


B

III e IV.


C

I e IV.


D

I e II.


E

I, II e III.

Abel, sabendo que um terreno de propriedade de seu irmão Caim estava vazio e desocupado, resolveu invadi-lo. No dia da invasão, Caim, ao tomar conhecimento de que o seu terreno estava sendo invadido por Abel, foi até o imóvel e, por sua própria força, tentou retirá-lo, mas foi violentamente impedido, após um confronto físico entre ambos. A respeito do caso, pode-se corretamente afirmar que


A

Caim cometeu crime de exercício arbitrário das próprias razões, pois não poderia, por força própria, mesmo antes da invasão se consumar, tentar impedir a invasão.


B

a posse de Abel é precária.


C

a posse de Abel é injusta.


D

Abel, em razão da tentativa de retomada de Caim, tem posse justa, mas violenta.


E

Abel deverá ajuizar ação de manutenção de posse, tendo em vista ter posse justa, em razão da violência praticada por Caim.

Relativamente à posse, assinale a alternativa que corresponda às afirmativas verdadeiras:


I. É justa a posse que não for violenta, clandestina ou precária.

II. É de boa-fé a posse, se o possuidor ignora o vício, ou o obstáculo que impede a aquisição da coisa.

III. Induzem posse os atos de mera permissão ou tolerância assim como não autorizam a sua aquisição os atos violentos, ou clandestinos, senão depois de cessar a violência ou a clandestinidade.

IV. O possuidor de boa-fé não tem direito, enquanto a posse durar, aos frutos percebidos.



A

I e III.


B

I e II.


C

II e III.


D

II e IV.

Fernando recebeu por comodato a posse de uma casa. Entretanto, Flávio, proprietário do imóvel, após alguns meses, notificou extrajudicialmente Fernando para que lhe devolvesse o bem. Caso Fernando recuse a restituição, em afronta à boa-fé objetiva e à proteção da confiança legítima, estar-se-á diante da:

A
legítima defesa da posse, tornando-a em posse de má-fé.

B
interversão da posse, tornando-a em posse injusta em razão da violência.

C
interversão da posse, tornando-a em posse injusta em razão da clandestinidade.

D
interversão da posse, tornando-a em posse injusta em razão da precariedade.

E
legítima defesa da posse, por ser a posse de boa-fé.

Pedro cedeu a posse de um terreno de 250 m2 a Joaquim. Aquele, contudo, adquiriu a posse mediante ameaças e agressões físicas contra o antigo possuidor do terreno. Joaquim pretende erigir no terreno adquirido uma casa para morar com sua família e desconhece a forma pela qual Pedro adquiriu a posse que lhe transmitiu.

É correto afirmar que a posse de Joaquim é de


A
má-fé e injusta.

B
má-fé e violenta.

C
boa-fé e injusta.

D
boa-fé e justa.

E
má-fé e precária.

Sobre tratamento que o Código Civil dá à Posse e sua Classificação, analise as afirmativas a seguir.


I. A posse direta, de pessoa que tem a coisa em seu poder, temporariamente, em virtude de direito pessoal, ou real, não anula a indireta, de quem aquela foi havida, podendo o possuidor direto defender a sua posse contra o indireto.

II. Considera-se detentor aquele que, achando-se em relação de dependência para com outro, conserva a posse em nome deste e em cumprimento de ordens ou instruções suas.

III. É justa a posse, se o possuidor ignora o vício, ou o obstáculo que impede a aquisição da coisa.

IV. É de boa-fé a posse que não for violenta, clandestina ou precária.


Estão corretas apenas as afirmativas


A

I e II.


B

I e IV.


C

II e III.


D

III e IV.

Sobre posse, é correto afirmar:

A
O locatário, em que pese possuidor direto, não pode invocar proteção possessória contra terceiro esbulhador do imóvel por ele locado, pois lhe falta o animus domini.

B
O defeito da posse injusta não pode ser invocado contra o herdeiro que desconhecia essa característica da posse exercida pelo falecido.

C
O fato de o esbulhador ter adquirido sua posse mediante violência física inquina vício em sua posse mesmo que, posteriormente, compre o bem do esbulhado.

D
O comodatário, devidamente notificado para sair do bem dado em comodato, e que não o faz no prazo assinalado, passa a exercer posse precária.

E
A posse ad usucapionem é aquela que, além dos elementos essenciais à posse, deve sempre se revestir de boa-fé, decurso de tempo suficiente, ser mansa e pacífica, fundar-se em justo título e ter o possuidor a coisa como sua.

Sobre o estudo da posse e suas implicações, assinale a alternativa CORRETA.


A

Um movimento popular, ao invadir, à noite e sem violência, uma propriedade rural produtiva que cumpre função social e está sendo utilizada pelo proprietário, assume a posse do imóvel com o vício de precariedade.


B

O possuidor de boa-fé responde pela perda, ou deterioração da coisa, ainda que acidentais, salvo se provar que de igual modo se teriam dado, estando ela na posse do reivindicante.


C

A posse, mesmo que injusta, ainda é posse e pode ser defendida por ações do juízo possessório, não contra aquele de quem se tirou a coisa, mas sim em face de terceiros.


D

A lei ressalva que se considera possuidor aquele que, achando-se em relação de dependência para com outro, conserva a posse em nome deste e em cumprimento de ordens e instruções suas.

Sobre a posse, é correto afirmar que:


A

Considera-se de boa-fé a posse que não for violenta, clandestina ou precária.


B

O locatário exerce detenção, não posse, do bem alugado.


C

A posse direta anula a indireta de quem foi havida.


D

A reintegração de posse não pode ser concedida contra o titular do domínio.


E

Aposse injusta pode ser de boa-fé.

Sobre a posse injusta, é INCORRETO afirmar que

A
é passível de convalescimento (interversão) em posse justa por ato consensual.

B
pode ser apta a gerar usucapião (posse ad usucapionem).

C
ocorre somente quando a posse é violenta, clandestina ou precária.

D
permite ao possuidor injusto o direito à retenção em razão de benfeitorias úteis, desde que de boa-fé.

E
ocorre quando o possuidor se apodera da coisa imbuído de má-fé.

Assinale a opção correta a respeito de posse e propriedade.


A

A clandestinidade da posse é considerada um vício relativo, uma vez que a posse é adquirida via processo de ocultamento em relação àquele contra quem é praticado o apossamento, embora seja pública para os demais.


B

Há presunção absoluta de que a posse do imóvel abrange as coisas móveis que nele estiverem.


C

O proprietário do solo poderá opor-se a todas as atividades que sejam realizadas tanto no espaço aéreo como no subsolo correspondente ao solo de sua propriedade.


D

Não havendo registro da propriedade de determinadas terras, existe em favor do Estado a presunção iuris tantum de que sejam essas terras devolutas, caso em que se dispensa a prova da titularidade pública do bem e consideram-se as terras imóveis inalcançáveis pela usucapião.


E

É justa a posse que não seja violenta, clandestina ou precária, incluindo-se na noção de violência o temor reverencial.

No que se refere a posse, assinale a opção correta


A

Para merecer proteção possessória, o possuidor deverá demonstrar que a posse é justa.


B

A mudança de intenção do possuidor altera o caráter da posse


C

Para cessar a clandestinidade, não se exige que a vítima demonstre ciência do esbulho.


D

Ao esbulhador não será reconhecida posse plena e exclusiva.


E

Não sendo clandestina, precária ou violenta, a posse não terá vícios.

A posse precária adquirida pelo de cujus não perde esse caráter quando transmitida mortis causa aos seus sucessores, ainda que estes estejam de boa-fé.

C
Certo

E
Errado

Com relação ao direito das coisas, assinale a opção correta.


A

Entre as causas de perda da propriedade inclui-se a usucapião, que, sendo extraordinária e rural, exige justo título, boa fé e moradia do possuidor e de sua família no imóvel pelo prazo de cincos anos ininterruptos, sem que haja oposição por parte do proprietário.


B

A servidão predial, que tem como pressuposto a existência de dois prédios vizinhos — o serviente e o dominante —, pertencentes a donos diversos ou não, consiste na obrigação de possibilitar a utilização mais cômoda do prédio dominante.


C

Se o possuidor houver adquirido a posse de uma casa por meio de comodato verbal, essa posse é caracterizada como justa e de boa-fé. Configurada a boa-fé do possuidor que tenha realizado, no imóvel alheio, benfeitorias ou acessões, impõe-se ao titular do domínio obrigação de indenizá-las, bem como direito à retenção da coisa pelo possuidor.


D

O interdito proibitório é medida preventiva utilizada pelo possuidor que tenha fundado receio de que a sua posse sobre um imóvel seja prejudicada em sua natureza por obra em construção.


E

O constituto possessório acarreta a perda da posse, pois o possuidor modifica a relação possessória, passando a possuir em nome próprio aquilo que possuía em nome alheio, ou seja, o possuidor direto adquire a posse plena.

Um particular invadiu área pública do Distrito Federal, situada no interior de um Parque Ecológico. Lá erigiu uma casa. Constada a invasão o Distrito Federal notificou o particular a abandonar a área, restituindo-a ao seu status quo ante. Sobre o caso descrito, é correto afirmar:


A

é lícita a pretensão do Distrito Federal de que a área seja desocupada, mas, considerando-se posse um poder fático, o particular inegavelmente a exerce, fazendo jus à retenção do bem até que seja indenizado pela integralidade do valor da casa lá erguida.


B

o particular exerce posse clandestina sobre a área pública, tendo-se transformado em possuidor tão logo tenha terminado a sua construção, usando ostensivamente a área como seu novo lar.


C

o particular sequer poderá ser considerado possuidor, sendo a ele indevido o reconhecimento de direito de retenção.


D

o particular tem posse precária sobre o bem, sendo este o motivo pelo qual não se lhe reconhece o direito de retenção.


E

o particular, embora tenha posse ad interdicta, não tem posse ad usucapionem sobre o imóvel por ele ocupado.

 
 
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