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Considerando o disposto no artigo 5º da Constituição Federal de 1988, identifique a opção INCORRETA.
O preso será informado de seus direitos, entre os quais o de permanecer calado, sendo-lhe assegurada a assistência da família e de advogado.
O preso tem direito à identificação dos responsáveis por sua prisão ou por seu interrogatório policial.
Apenas a prisão de brasileiros natos será comunicada imediatamente ao juiz competente e à família do preso ou à pessoa por ele indicada, sendo dispensável tal comunicação no caso de brasileiros naturalizados.
Ninguém será preso senão em flagrante delito ou por ordem escrita e fundamentada de autoridade judiciária competente, salvo nos casos de transgressão militar ou crime propriamente militar, definidos em lei.
O Estado prestará assistência jurídica integral e gratuita aos que comprovarem insuficiência de recursos.
Para o acompanhamento das alternativas penais, cada ator envolvido possuiu competências próprias. Dessa forma, compete ao Poder Executivo Estadual:
instituir mecanismos de controle e participação social
garantir a adequada gestão da informação sobre as alternativas penais
articular com as organizações da sociedade civil visando a ampliar e a complementar a rede de serviços necessários ao acompanhamento das alternativas penais
assegurar a disponibilização dos serviços da rede pública municipal voltados ao acompanhamento das alternativas penais e ao acesso aos direitos das pessoas em alternativas penais
Acerca dos direitos dos presos guarnecidos pela Constituição Federal, assinale a alternativa CORRETA.
O direito à identificação dos responsáveis por sua prisão ou por seu interrogatório policial busca prevenir a prisão arbitrária e autoritária, bem como o interrogatório que ofenda preceitos legais.
O direito do acusado em manifestar-se livremente e em ser ouvido no momento processual adequado é extrínseco à natureza do julgamento, cujo principal proposito e justificar a formação da culpa, como resultado legal justamente obtido, concedendo-lhe o respeito e a consideração que qualquer cidadão merece.
A prisão de qualquer pessoa e o local onde se encontre serão comunicados imediatamente ao juiz competente e à família do preso ou à pessoa por ele indicada. Aplica-se, entretanto, somente aos presos em flagrante, uma vez que e totalmente inaplicável aos presos preventivos, temporários e já na fase de execução de pena.
Não havendo a autoridade policial esclarecido ao acusado quanto aos seus direitos, inclusive que ele não era obrigado a produzir prova contra si, não torna ilícita a prova produzida no momento da sua prisão.
E vedada a imposição, por via administrativa, de medida privativa e restritiva de liberdade a policiais e bombeiros militares por transgressões disciplinares, dado o caráter indispensável de medidas rigorosas para a manutenção da higidez e da integridade das corporações militares.
De acordo com os direitos e as garantias fundamentais, mais especificamente os direitos e deveres individuais e coletivos, expressos na Constituição Federal, é CORRETO afirmar:
Nenhuma pena passará da pessoa do condenado, podendo a obrigação de reparar o dano e a decretação do perdimento de bens ser, nos termos da lei, estendidas aos sucessores e contra eles executadas, até o limite do valor do patrimônio transferido.
Nenhum brasileiro será extraditado, inclusive o naturalizado, ainda que em caso de crime comum, praticado antes da naturalização.
A pena será cumprida em estabelecimentos idênticos, sendo vedada a distinção em virtude da natureza do delito, da idade e do sexo do apenado.
Em nenhum caso haverá penas de morte, de caráter perpétuo, de trabalhos forçados, de banimento ou cruéis.
A lei regulará a individualização da pena e poderá adotar apenas a privação ou restrição da liberdade, a multa, a prestação social alternativa e a suspensão ou interdição de direitos, sendo incabível a perda de bens.
Bianca, brasileira, condenada pelo crime de tráfico de drogas, está cumprindo pena em estabelecimento prisional. Ela está grávida e muito preocupada com o período de amamentação do seu filho. Em relação aos direitos das presidiárias grávidas, a Constituição Federal de 1988 estabelece que:
Serão asseguradas condições para que elas possam permanecer com seus filhos durante o período de amamentação.
O filho ficará sob responsabilidade da família da presidiária, não podendo ter qualquer contato com a mãe.
Assim que nascer, o filho será adotado por outra pessoa.
Não existe qualquer previsão de que as presidiárias fiquem com seus filhos.
O filho ficará com a mãe no estabelecimento prisional durante todo o tempo do cumprimento da pena.


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Leia o trecho a seguir.
Dom Paulo Jackson visita presídio feminino Bom Pastor
A visita do arcebispo dom Paulo Jackson, nesta quinta- feira (26), ao Presídio Feminino Bom Pastor, na Iputinga, foi acompanhada por membros da pastoral carcerária e da ONG Instituto Fênix, que promove a ressocialização de presos. O Presídio Bom Pastor foi reconhecido em 2018 pelo Conselho Nacional de Justiça como modelo para todo o país.
Dom Paulo conheceu as instalações do Presídio com a diretora da penitenciária, Maria Andréia Ferraz. O arcebispo abençoou os funcionários e ouviu sobre a realidade da unidade prisional.
Em sua visita, que foi monitorada pelos agentes penitenciários, dom Paulo conheceu o berçário onde as detentas grávidas e lactantes se alojam.
Em seguida, Dom Paulo visitou as celas, sendo ao todo 343 presas pelos mais diversos delitos. Pacientemente, o arcebispo ouviu o desabafo de quem sofre a solidão atrás das grades. Dom Paulo também entrou nas celas, apertou as mãos e levou uma palavra de conforto para quem se sente abandonado.
Fonte: https://www.arquidioceseolindarecife.org/dom-paulo-jackson-visita-presidio-feminino-bom-pastor/
Assinale a alternativa correta com relação à situação apresentada e considerando o texto da Constituição Federal brasileira.
A visita do arcebispo é amparada por lei, pois é violável a liberdade de consciência e de crença, sendo coibido o livre exercício dos cultos religiosos e garantida, na forma da lei, a proteção aos locais de culto e a suas liturgias.
A visita do arcebispo é desamparada por lei, pois é vedada a prestação de assistência religiosa, nas entidades civis de internação coletiva.
A visita do arcebispo é ilegal. Às pessoas que estejam em uma prisão é retirado integralmente o direito ao exercício da sua religião.
A visita do arcebispo é legal, baseada no fato de que é livre a expressão da atividade intelectual, artística, científica e de comunicação, independentemente de censura ou licença.
A visita do arcebispo é amparada por lei, pois a prestação de assistência religiosa é assegurada, nos termos da lei, nas entidades civis de internação coletiva.
Paula deu à luz a um filho enquanto cumpria pena em um estabelecimento penal. Após o nascimento de seu filho, ela solicitou que lhe fossem proporcionadas as condições necessárias para amamentar e cuidar de seu filho dentro da instituição prisional. No entanto, a direção do presídio informou que não possuía instalações adequadas para permitir que ela permanecesse com o bebê e propôs que ele fosse entregue a um familiar ou a um abrigo até que ela cumprisse sua pena. Com base no caso apresentado, assinale a alternativa correta em relação à situação.
A decisão do presídio está correta, pois a falta de instalações adequadas justifica a separação entre Paula e seu filho durante o período de amamentação.
Paula deveria acatar a sugestão do presídio, já que a segurança do bebê não pode ser garantida nas instalações penais.
O presídio está violando os direitos de Paula garantidos pela Constituição, que assegura às presidiárias condições para permanecer com seus filhos durante o período de amamentação.
A situação é considerada uma exceção, e o presídio não é obrigado a modificar suas instalações se comprovadamente não houver recursos disponíveis para tal.
O presídio deve negociar com ONGs e entidades de direitos humanos para encontrar uma solução rápida e eficaz que assegure os direitos de Paula, sem comprometer a segurança institucional.
Na vigência do estado de defesa, é correto afirmar que
não é necessária a comunicação da detenção de alguém ao juiz competente, desde que a prisão seja acompanhada de declaração, pela autoridade, do estado físico e mental do detido no momento de sua autuação.
a prisão por crime contra o Estado, determinada pelo executor da medida, será por este comunicada imediatamente ao juiz competente, que a relaxará, se não for legal, facultado ao preso requerer exame de corpo de delito à autoridade policial.
a prisão de qualquer pessoa poderá ser superior a dez dias, desde que por ordem escrita e fundamentada da autoridade policial competente.
é permitida a imposição da incomunicabilidade do preso.
é permitida a busca e apreensão em domicílio, sem consentimento do morador e sem mandado judicial.
Jonas foi preso em flagrante pela prática do crime de tráfico ilícito de substâncias entorpecentes. Ao ser conduzido à delegacia de polícia, foi qualificado e comunicado por um agente policial que, embora portasse sua carteira de identidade, deveria ser submetido à identificação dactiloscópica. O advogado de Jonas, por sua vez, afirmou que essa prática não seria correta.
À luz da sistemática constitucional, com abstração de qualquer regulamentação legal, é correto afirmar que:
é vedada, em qualquer caso, a identificação de Jonas;
é compulsória a identificação de qualquer preso, inclusive de Jonas;
é obrigatória a identificação de Jonas, considerando as circunstâncias indicadas na narrativa;
é vedada a identificação nas circunstâncias indicadas, ressalvadas as hipóteses previstas em lei;
é imperativa a identificação de Jonas, sendo resguardado o seu direito de se negar a colaborar.