

Seu próximo nível começa aqui
Com a Assinatura Ilimitada, você tem tudo que precisa para sua aprovação.
Com a Assinatura Ilimitada, você combina prática, teoria e método em uma única assinatura com tudo que você precisa para sua aprovação.
Os direitos relativos à saúde são garantidos pela seguridade social, que compreende um conjunto integrado de ações de iniciativa dos poderes públicos e da sociedade destinadas a assegurar os direitos relativos à saúde, à previdência e à assistência social.
O Programa Farmácia Popular do Brasil, criado há dez anos com o objetivo de ampliar o acesso a medicamentos essenciais a toda a população, disponibiliza mais de cem medicamentos, entre eles captopril, enalapril, sinvastatina, atenolol, omeprazol, ácido acetilsalicílico e metformina.
Assinale a opção que apresenta corretamente a definição de um dos princípios doutrinários e organizativos do SUS.
Universalização é o acesso às ações e serviços de saúde garantida a todas as pessoas, independentemente de sexo, raça, ocupação, ou outras características sociais ou pessoais.
Descentralização é a consideração das pessoas como um todo, atendendo-se a todas as suas necessidades.
Equidade significa tratar igualmente todas as regiões do país, investindo os recursos de forma igual, independentemente das necessidades específicas de cada região ou grupo populacional.
Participação popular é a presença da sociedade civil nos conselhos e conferências de saúde por meio da representação exclusivamente sindical.
Hierarquização é a organização dos serviços de saúde partindo dos municípios até o governo central.
Pelo princípio de equidade são garantidas a igualdade na assistência à saúde e a priorização das ações e dos serviços de saúde, conforme as necessidades individuais de cada grupo.
O cenário político, no final da década de 70, foi marcado por movimentos sociais, impulsionados pelas diversas esferas da sociedade, como sindicatos, associações de profissionais, entidades religiosas, movimentos por direitos humanos e setores do corpo técnico dos serviços públicos. A discussão se dava em torno da precariedade das condições de vida, a carência das periferias e a ditadura militar já em crise. Nesse contexto, foram desenvolvidos estudos e debates que resultaram no Movimento pela Reforma Sanitária, em que foram colocadas e debatidas propostas para a criação de um sistema único de saúde, o que passaria a ser conhecido como SUS. Nos anos 80 aconteceu a VIII Conferência Nacional de Saúde, que resultou na publicação de um documento que serviu de base para os trabalhos da Assembleia Constituinte. Sobre o Sistema único de Saúde, assinale a alternativa correta:
O SUS foi criado pela Lei nº 8080, de 1990, denominada Lei Orgânica da Saúde.
O SUS foi criado pela Constituição Federal promulgada em 1988, e alterou profundamente o sistema de competências da área de saúde, estabelecendo a responsabilidade do governo federal quanto à prestação e defesa da saúde.
Segundo o artigo 199 da Constituição Federal, as Instituições de saúde privada não poderão participar do sistema único de saúde.
Entre os níveis de atenção à saúde tem-se a atenção primária, que diz respeito a serviços de alta complexidade, realizada por especialistas de diferentes áreas, requerendo, em geral, algum tipo de internação.
O Sistema Único de Saúde será financiado com recursos do orçamento da seguridade social, da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos municípios com atendimento integral e prioridade para as atividades preventivas.
Diante da crescente demanda de uma população que envelhece e em acordo com os direitos previstos na Constituição de 1988, em 1994 foi promulgada a Política Nacional do Idoso, através da Lei 8.842/94, regulamentada em 1996 pelo Decreto 1.948/96. Dado esse contexto, é CORRETO afirmar que:
Em 1996 a Portaria Ministerial n. 1.395/96 estabelece a Política Nacional de Saúde do Idoso, na qual se determina que os órgãos do Ministério da Saúde relacionados ao tema promovam a elaboração ou a adequação de planos, projetos e ações em conformidade com as diretrizes e responsabilidades nela estabelecidas.
Em 2000 é proposta a organização e implantação de Centros Estaduais de Assistência à Saúde do Idoso (Portaria GM/MS n. 702/2002).
A gestão e a divisão de responsabilidades da assistência ao idoso foi definidas pela Norma Operacional de Assistência à Saúde (NOAS 2000).
Em 2003, o Congresso Nacional aprova e o Presidente da República sanciona o Estatuto do Idoso, considerado uma das maiores conquistas sociais da população idosa em nosso país, ampliando a resposta do Estado e da sociedade às necessidades da população idosa.
Em 19 de dezembro de 2002, foi assinada a portaria n. 2.528 do Ministério da Saúde, que aprova a Atenção à Saúde da Pessoa Idosa, representando, assim, a atualização da antiga portaria (n. 1935/96).
As duas últimas décadas foram marcadas por intensas transformações no sistema de saúde brasileiro, intimamente relacionadas com as mudanças ocorridas no âmbito político-institucional. Simultaneamente ao processo de redemocratização iniciado nos anos 80, o país passou por grave crise na área econômico-financeira. A ordem correta de criação/implementação dos sistemas de saúde no Brasil é:
PIASS, SUDS, AIS, SUS.
PIASS, AIS, SUDS, SUS.
AIS, SUDS, PIAS, SUS.
AIS, PIASS, SUDS, SUS.
A criação do SUS se deu através da:
Constituição de 1988.
Lei no 8.080, de 19 de setembro de 1990.
Lei no 8.150, de 28 de dezembro de 1990.
Lei no 8.070, de 16 de julho 1990.
Norma operacional da Assistência à Saúde/ SUS - NOAS-SUS 01/02.
Em seu artigo 23, capítulo II, a Constituição determina que “é competência comum da União, Estados, Distrito Federal e Municípios, cuidar da saúde e assistência públicas, da proteção e garantia das pessoas portadoras de deficiências”. Dado esse contexto, é INCORRETO afirmar que:
A Portaria do Ministério da Saúde, MS/GM n. 1.060, de 5 de junho de 2002, instituiu a Política Nacional de Saúde da Pessoa com Deficiência;
O conceito relativo à deficiência vem evoluindo em todo o mundo, especialmente após a década de 80, quando se formulou um conceito que reflete a estreita relação entre as limitações que as pessoas com deficiência experimentam, a estrutura do meio ambiente e as atitudes da comunidade.
O ano de 1981 foi declarado o Ano Internacional da Pessoa Deficiente. Em 1982, a Organização das Nações Unidas (ONU) aprovou o Programa de Ação Mundial para Pessoas com Deficiência;
A Organização dos Estados Americanos editou, em 1999, a Convenção Interamericana para a Eliminação de Todas as Formas de Discriminação contra as Pessoas Portadoras de Deficiência, promulgada, no Brasil, pelo Decreto n. 3.956/01.
Em 2001, a aprovação da Classificação Internacional de Deficiências, Incapacidades e Desvantagens (CIF), pela Organização Mundial da Saúde (OMS), enfatiza o apoio, os contextos, ambientais e as potencialidades dos indivíduos ao invés de valorizar as incapacidades e limitações.
Antes da implantação do Sistema Único de Saúde (SUS), a partir da Constituição Federal, de 1988, e da Lei nº 8080, de 1990, o Sistema de Saúde Pública no Brasil tinha as seguintes características, EXCETO
excludente, pois parte importante da população não tinha direito à assistência.
essencialmente voltado para a assistência médica curativa.
descentralizado e com grande poder de gestão local.
baseado em rede terceirizada e pagamento por produção.
As bases do movimento da Reforma Sanitária, efetivadas na Constituição Federal e na Lei Orgânica da Saúde, apontaram o rumo da construção do modelo de atenção à saúde fundamentado nas necessidades e demandas da população por ações e serviços de:
assistência domiciliar e hospitalar
atenção terciária e educação em saúde.
promoção, proteção e recuperação da saúde.
prevenção e centralização dos serviços.
desenvolvimento dos processos participativos e atenção primária.
A 12ª Conferência Nacional de Saúde, realizada em dezembro de 2003, afirma a necessidade de: “Estimular e fortalecer a mobilização social e a participação cidadã nos diversos setores organizados da sociedade, com a aplicação dos meios legais disponíveis, visando efetivar e fortalecer o Controle Social na formulação, regulação e execução das políticas públicas, de acordo com as mudanças desejadas para a construção do SUS que queremos.” Assinale a alternativa que corresponde ao modelo de gestão adotado pelo Ministério da Saúde para o SUS, em consonância com a 12º Conferência Nacional de Saúde:
Gestão Estratégica que pressupõe a ampliação de espaços públicos e coletivos para o exercício do diálogo e de pacto frente às diferenças, de forma a construir um conhecimento compartilhado sobre saúde.
ParticipanetSUS que consolida o caráter deliberativo, fiscalizador e de gestão colegiada dos conselhos, com composição paritária entre usuários e demais segmentos, cujo presidente deve ser eleito entre seus membros.
Gestão Sistêmica que integra as três esferas de governo para o SUS.
ParticipaSUS mediante aperfeiçoamento dos atuais canais de participação social, criação e ampliação de novos canais de interlocução entre usuários e sistema de saúde e de mecanismos de escuta do cidadão.
Gestão Participativa que possibilitam a formulação e a deliberação pelo conjunto de atores no processo de controle social.
Em relação ao Sistema de Saúde (SUS), considere as seguintes afirmativas:
1. A Constituição Federal de 1988 destaca como competência do Sistema Único de Saúde (SUS) a execução das ações de vigilância sanitária e epidemiológica, bem como as de saúde do trabalhador.
2. Diretoria Colegiada da Saúde e Diretoria Técnica da Saúde são instâncias colegiadas estaduais do Sistema Único de Saúde.
3. A Lei Orgânica da Saúde é incisiva nos seus princípios e diretrizes quando destaca a utilização da epidemiologia na definição de prioridades e orientação no planejamento das ações dos serviços de saúde.
Assinale a alternativa CORRETA.
Somente a afirmativa 2 é verdadeira.
Somente as afirmativas 1 e 3 são verdadeiras.
Somente as afirmativas 1 e 2 são verdadeiras.
Somente a afirmativa 3 é verdadeira.
As afirmativas 1, 2 e 3 são verdadeiras.
Ao Ministério da Educação e Saúde Pública – MESP, criado em 1930, cabia a prestação de serviços de saúde pública a todos:
que faziam parte dos Institutos de Aposentadorias e Pensões, bem como a seus familiares e dependentes.
que não estavam habilitados a usufruir dos serviços oferecidos pelas caixas e pelos serviços previdenciários.
os trabalhadores assalariados que faziam parte do sistema previdenciário comandado pelo Departamento Nacional de Saúde Pública.
os servidores públicos militares e aos trabalhadores da indústria e do comércio que não tinham seguro saúde.
os trabalhadores cadastrados no Instituto Nacional de Previdência Social (INPS) e a alguns trabalhadores rurais.
O movimento que originou a reforma sanitária brasileira foi impulsionado pela concepção de saúde como ausência de doenças; por isso, nesse movimento, defendia-se a construção de um modelo de saúde centrado na atenção médica.
O Suds reafirmava o princípio da participação, tornada obrigatória nas comissões interinstitucionais, com a recomendação de que fossem criados conselhos de saúde, cuja composição e atribuição, no entanto, não eram estipuladas. O Programa de Desenvolvimento dos Sistemas Unificados e Descentralizados de Saúde – Suds, foi criado através do decreto:
n° 96.757/87.
n° 94.657/87.
n° 94.333/87.
n° 96.657/87.
Um dos fundamentos centrais do Sistema Único de Saúde está contido no projeto de Reforma Sanitária e refere-se à
separação do sistema em dois setores: hospitalar e básico.
reatualização do modelo médico-assistencial.
unificação dos serviços.
universalidade do direito à saúde.
medicalização da saúde.
Três tipos de práticas são identificados no âmbito do movimento sanitário brasileiro: a teórica, a ideológica e a política.
A elaboração da política de saúde pós-Constituição de 1988 é resultado de intenso movimento de atores sociais na montagem de um sistema universal de acesso ao direito à saúde. Acerca da ação dos atores sociais responsáveis pela mobilização nacional em favor da saúde, assinale a alternativa correta.
Os profissionais de saúde, representados por suas entidades, trabalharam na inclusão da temática saúde em seus programas e na promoção de debate no Congresso, para discussão da política.
Os partidos políticos de oposição atuaram na realização de eventos e na articulação com outras entidades da sociedade civil.
Os profissionais de saúde, representados por suas entidades, trabalharam na realização de eventos e na articulação com outras entidades da sociedade civil.
Os movimentos sociais urbanos trabalharam na realização de eventos e na articulação com outras entidades da sociedade civil.
O movimento sanitário, representado pelo Centro Brasileiro de Estudos de Saúde (CEBES), trabalhou na inclusão da temática saúde em seus programas e na promoção de debate no Congresso, para discussão da política.
A reforma sanitária foi o principal movimento na construção do SUS vigente no Brasil. O marco referencial definitivo na institucionalização das propostas desse movimento foi:
A VIII Conferência Nacional de Saúde/86.
A IX Conferência Nacional de Saúde/93.
A Conferência Internacional de Alma Ata/78.
A política das ações integradas de saúde/80.
A Assembléia Nacional Constituinte/88.