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Quando falamos do acolhimento como atitude e tecnologia de cuidado, como mecanismo de ampliação do acesso e como dispositivo de (re)organização do processo de trabalho das equipes, imprimimos sentidos e perspectivas a ele que são fundamentais aos sujeitos em ação que pretendem constituir novos modos de receber e escutar os usuários na atenção básica. No entanto, sobretudo quando estamos falando do acolhimento à demanda espontânea, é fundamental traduzir tais sentidos e perspectivas em arranjos e práticas concretas, mesmo que provisoriamente. São exemplos de algumas modelagens de acolhimento utilizadas em diferentes lugares, EXCETO:
Acolhimento pela equipe de referência do usuário.
Equipe de acolhimento do dia.
Acolhimento misto.
Acolhimento coletivo.
Acolhimento programado.
O eixo azul é o eixo dos pacientes aparentemente não graves. Esse eixo é composto por ao menos três planos de atendimento, sendo importante que tenha fluxos claros, informação e sinalização. Sobre tais planos, assinale a alternativa correta.
Plano 1: espaços para acolhimento, espera, recepção, classificação do risco e atendimento administrativo. A diretriz principal, neste plano, é acolher, o que pressupõe a criação de espaços de encontros entre os sujeitos.
Plano 2: é neste plano que está a sala (ou as salas) para classificação de risco, devendo cada uma delas ser ampla o suficiente para facilitar o processo de trabalho e manter fluxo fácil com consultórios e com a área vermelha.
Plano 3: áreas de procedimentos médicos e de enfermagem (curativo, sutura, medicação, nebulização). A sala de sutura deverá ter fácil acesso e estar mais distante da entrada. As áreas para atendimento pediátrico deverão ser separadas, com a criação de um ambiente lúdico.
Somente no plano 1 o acompanhante poderá estar presente em todos os momentos, sendo necessário prever espaços internos para espera tanto para eles quanto para os usuários que aguardam diagnósticos e reavaliações.
A classificação de risco é uma ferramenta que garante o atendimento imediato do paciente com grau de risco elevado. Sendo assim, quando o paciente é avaliado pelo profissional e este o classifica com a cor amarela, significa que o atendimento deverá ser:
imediato
o mais rápido possível
de acordo com o horário de chegada
quando a equipe estiver disponível e completa
Nenhuma das Alternativas Dadas.
O Acolhimento é o ponto inicial do atendimento ao paciente no Centro de Atenção Psicossocial. Momento de atitude humanizada e receptiva dos profissionais ao receber, ao escutar (escuta qualificada) e ao responder as demandas do paciente. Assinale a alternativa que indica condutas necessárias para a realização do Acolhimento pelo técnico em enfermagem.
Apresentar-se pelo nome, pela profissão e explicar rapidamente sobre a finalidade do acolhimento; coletar dados de identificação, residência e exigir a apresentação de documentos e de relatórios de encaminhamento antes de iniciar o atendimento.
Proporcionar ambiente privativo, calmo e acolhedor; realizar escuta rápida sobre a demanda apresentada pelo paciente e/ou seu acompanhante.
Sempre verificar sinais vitais; realizar exame físico e fazer uma escuta qualificada com o paciente e o familiar/acompanhante ao mesmo tempo.
Realizar orientações sobre o acompanhamento multiprofissional e a destinação às atividades; realizar contrato terapêutico conforme rotina do serviço.
Os profissionais de enfermagem devem estar atentos e preparados para atuarem em situações que envolvam pacientes em risco de vida, auxiliando com técnicas científicas. Neste contexto sabe-se que a____________é caracterizada como um evento grave, mas que não possui um caráter imediatista, ou seja, deve haver um empenho para ser tratada e pode ser planejada para que este paciente não corra risco de morte. Já a____________é uma situação gravíssima que deve ser tratada imediatamente, caso contrário, o paciente vai morrer ou apresentará uma sequela irreversível.
Marque a alternativa que complete, na sequência apresentada, e conforme a literatura científica clássica, as lacunas no texto:
urgência; prevalência.
emergência; urgência.
urgência; emergência.
prevalência; emergência.
O sistema de classificação de pacientes que consiste no agrupamento de pacientes de acordo com o grau de dependência da equipe de enfermagem em cuidados mínimos, intermediários, alta dependência, semi-intensivo e intensivo, e contribui com decisões administrativas quanto à organização do plano assistencial de enfermagem é:
Escala de NAS
Escala de MORSE
Escala de RANSAY
Escala de FUGULIN
O acolhimento é um dos primeiros passos dentre as orientações da Linha de Cuidado Integral à Pessoa Idosa no SUS. A Atenção Primária em Saúde, como porta de entrada do sistema de saúde, visa à estratificação de perfis de idosos independentes ou dependentes funcionalmente, de promoção da saúde e qualidade de vida (BRASIL, 2018). Sobre o assunto, assinale a alternativa CORRETA:
A insuficiência familiar não é contextualizada como sinal de alerta para Atenção Primária em Saúde
A pessoa idosa precisa ser atendida apenas com foco na Hipertensão Arterial Sistêmica, pois todos os indivíduos vão utilizar remédios anti-hipertensivos a partir dos 60 anos.
A polifarmácia não é considerada um sinal de alerta para a pessoa idosa na Atenção Primária em Saúde.
As suspeitas de violência ao idoso não são incluídas como sinais de alerta.
É essencial que a equipe de saúde identifique precocemente sinais de alerta como multimorbidades, polifarmácia, síndromes geriátricas e suspeitas de violência entre pessoas idosas na comunidade.
A implantação do Acolhimento e Classificação de Risco das gestantes nas maternidades, passa pela articulação dos seguintes movimentos de mudanças:
classificação por parte do médico, do enfermeiro obstetra ou da obstetriz da gravidade clínica da gestante, devendo-se, porém, assegurar a ordem de chegada ao serviço de modo a satisfazer a usuária.
estabelecimento de prioridades por ordem de chegada para atendimento a cidadania da mulher e satisfação da usuária e posterior avaliação da gravidade clínica.
atendimento médico ou do enfermeiro obstetra para classificação da gravidade clínica, por ordem de chegada, fazendo com que a usurária seja imediatamente assistida.
atendimento médico, do enfermeiro obstetra, ou de obstetriz em tempo oportuno, abandonando a lógica da ordem de chegada e de acordo com a sua gravidade clínica.
De acordo com os protocolos de Acolhimento e Classificação de Risco em Obstetrícia, uma paciente que deu entrada em uma unidade de saúde inconsciente, saturação O₂ = 85% e sinais de choque, deve ser classificada como
emergência (cor vermelha), necessita de atendimento imediato.
muito urgente (cor laranja), necessita ser atendida em, no máximo, 15 minutos.
urgente (cor amarela), necessita de atendimento rápido, mas pode aguardar.
pouco urgente (cor verde), pode aguardar atendimento ou ser encaminhada para uma unidade básica de saúde.
não urgente (cor azul), deve ser encaminhada para uma unidade básica de saúde.
Na triagem realizada em situações de desastres, a faixa amarela de classificação corresponde à vítima
sem lesões, a qual após o atendimento no setor específico, provavelmente será referenciada ao domicílio, após a chegada de familiar responsável no local de atendimento.
com lesões graves, mas, por não estar em situação de risco iminente, tem menor prioridade que os pacientes de alto risco, já que sua sobrevivência independe de cuidados imediatos.
com lesões de extrema gravidade, com prognóstico sombrio, que, mesmo atendida imediatamente por equipe médica experiente, irá falecer.
com lesões severas, em situação de risco iminente e cuja probabilidade de sobrevivência depende de cuidados imediatos, por equipe médica experiente, em local adequado.
com lesões leves e baixo nível de risco, a qual atendida rapidamente, no setor específico, pode ser liberada e referenciada para controle ambulatorial.
Sobre a participação do enfermeiro na atividade de classificação de riscos, é INCORRETO afirmar que
a classificação de riscos correspondente à priorização do atendimento em serviços de urgência.
o processo de acolhimento e de classificação de risco é parte das atividades do técnico de enfermagem, desde que supervisionado pelo enfermeiro.
a classificação de risco é um procedimento que deve ser executado no contexto do processo de enfermagem.
é imprescindível que o profissional busque qualificação e atualização específica e continuada para atuar no processo de priorização da assistência à saúde e da classificação de risco.
para atuar no processo da classificação de risco, o enfermeiro deverá estar dotado de conhecimentos técnico-científicos e o processo de trabalho fundamentado na sistematização da assistência de enfermagem.
O acolhimento como dispositivo tecno-assistencial permite refletir e mudar os modos de operar a assistência, pois O Acolhimento com Classificação de Risco (ACCR) e as mudanças possíveis no trabalho nos serviços de urgência Acolhimento e Classificação de Risco nos Serviços de Urgência questiona a clínica no trabalho em saúde, os modelos de atenção e gestão e o acesso aos serviços. A avaliação de risco e vulnerabilidade não pode ser considerada prerrogativa exclusiva dos profissionais de saúde: o usuário e sua rede social devem também ser considerados neste processo. Em relação aos eixos e áreas para o ACCR, pode afirmar que:
EIXO AMARELO: Este eixo está relacionado à clínica do paciente grave, com risco de morte.
EIXO AZUL: é o eixo dos pacientes aparentemente mais graves. O arranjo do espaço deve favorecer o acolhimento do cidadão e a classificação do grau de risco.
Área Amarela: composta por uma sala de retaguarda para pacientes ainda não estabilizados, porém que ainda requerem cuidados especiais (pacientes críticos ou semicríticos).
Área vermelha: composta pelas salas de observação, que devem ser divididas por sexo (feminino e masculino) e idade (crianças e adultos), a depender da demanda.
Área Vermelha: é nesta área que está a sala de emergência, para atendimento imediato dos pacientes com risco de morte, e a sala de procedimentos especiais invasivos.
A triagem em uma situação com múltiplas vítimas consiste em detectar as mais graves de forma simples e rápida por meio do Método START (Simple Triage and Rapid Treatment), que consiste em classificar as vítimas por cores- vermelha, amarela, verde e preta. Uma vítima de acidente automobilístico, 39 anos, sexo masculino, que não obedece a comandos simples e apresenta frequência respiratória acima de 30 irm, deve ser classificada com a cor:
Preta.
Verde.
Amarela.
Vermelha.
O principal papel do profissional que faz a primeira escuta na classificação de risco é organizar o acesso dos usuários que buscam a unidade. No primeiro contato e na primeira avaliação, os pacientes devem ser informados a respeito do processo de trabalho da equipe e do fluxo do cuidado do usuário na demanda espontânea. O profissional deve esclarecer a possibilidade de diferentes tempos de espera e de manejo de cada caso, considerando o processo de avaliação de risco e vulnerabilidades. Faz parte do processo de trabalho da equipe “na primeira escuta do usuário”:
I-Avaliar a necessidade de cuidados imediatos e Prestar ou facilitar os primeiros cuidados.
II-Identificar as vulnerabilidades individuais ou coletivas.
III-Classificar o risco para definir as prioridades de cuidado e encaminhar o usuário para o cuidado de acordo com a sua classificação.
IV-Organizar a disposição dos pacientes no serviço, de modo a acomodar os que necessitam de observação, ou administração de medicação, ou que estejam esperando remoção para outro serviço, ou que sejam suspeitos de portar doenças infectocontagiosas de transmissão aérea(meningite, por exemplo).
Está correto o que se afirma em:
I, III e IV, apenas
II e III, apenas
I, II e III, apenas
I, II, III e IV
É um processo constitutivo das práticas de produção e promoção de saúde que implica responsabilização do trabalhador/equipe pelo usuário, desde a sua chegada até a sua saída que consiste em ouvir a queixa do paciente, considerando suas preocupações e angústias. Nesse processo, deve-se fazer uso de uma escuta qualificada que possibilite analisar a demanda, colocando os limites necessários, garantindo atenção integral e resolutiva, segundo a Política Nacional de Humanização. Tratase:
da Gestão Participativa
da Clínica Ampliada
do Acolhimento
da Ambiência
As Infecções relacionadas à Assistência à Saúde (IRAS), principalmente as adquiridas no ambiente hospitalar, estão entre as principais causas de morbidade e de mortalidade e, consequentemente, da elevação de custo para o tratamento do doente. Parte considerável das infecções hospitalares pode ser evitada com a aplicação de medidas de prevenção. Assim, em um paciente com doença meningocócica que está em isolamento por gotículas, são procedimentos recomendados para a equipe assistencial, EXCETO
usar avental limpo ao entrar no quarto durante o atendimento ao paciente e retirá-lo antes de deixar o quarto.
isolar o paciente em quarto privativo para um único paciente ou dividido por pacientes com confirmação da mesma patologia, com distância mínima de 1 metro entre dois pacientes.
higienização das mãos, enfatizando a importância dessa ação, utilizando antisséptico como o álcool gel ou soluções degermantes.
uso obrigatório de máscara tipo PFF2 – Peça Facial Filtrante II (Máscara N95) – por todo profissional que prestar assistência ao paciente.
uso de luvas limpas ao entrar no quarto durante o atendimento ao paciente, trocando de luvas após contato com material biológico e retirando as luvas antes de deixar o quarto.
A “triagem classificatória de risco”, proposta pelo Ministério da Saúde, a ser implantada no acolhimento das Unidades de Atendimento de Urgência como um instrumento reorganizador dos processos de trabalho, deve
ser capaz de acolher o cidadão e garantir um melhor acesso aos serviços de urgência/emergência, humanizando o atendimento.
ser realizado pelos profissionais da recepção, a partir de treinamento específico e sob a supervisão do enfermeiro.
agilizar o atendimento dos casos de menor gravidade, a fim de que a equipe possa se dedicar mais aos pacientes graves.
atuar como um instrumento de agilidade para o estabelecimento do diagnóstico de uma doença.
selecionar os pacientes que realmente precisam ser atendidos e aqueles que podem ser encaminhados à unidade de saúde.
A classificação de risco é uma ferramenta que, além de organizar a fila de espera e propor outra ordem de atendimento que não a ordem de chegada, também prevê:
que os pacientes sejam avaliados uma única vez, não estando prevista nenhuma reavaliação periódica
que o monitoramento seja realizado por qualquer membro da equipe de enfermagem independentemente do nível de formação
dar melhores condições de trabalho para os profissionais pela discussão da ambiência e implantação do cuidado horizontalizado
referir os pacientes classificados como azul, sem mesmo serem atendidos, para a unidade básica de saúde mais próxima da sua casa
O acolhimento realizado pela equipe de enfermagem é fundamental para que o médico obtenha informações preliminares relacionadas ao paciente. Alguns aparelhos são usados pela enfermagem e garantem um atendimento mais completo. Escolha a alternativa que não corresponde a um aparelho de enfermagem usado no acolhimento do paciente:
Esfigmomanômetro
Seringa
Termômetro clínico
Estetoscópio
Oxímetro
O Acolhimento com Classificação de Risco é uma ferramenta utilizada para organização dos fluxos, baseada em critérios visando priorizar os atendimentos aos usuários conforme o grau de prioridade, atentando para a criticidade do quadro de saúde / doença. Nesse contexto, dos protocolos abaixo qual é utilizado para sistematizar o fluxo de atendimento em serviços de urgência e emergência?
Protocolo de Maharatma.
Protocolo de Manchester.
Protocolo de Brian.
Protocolo de Edmond.
Protocolo de Washington.