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Quanto a aplicação da Escala de Coma de Glasgow [versão atualizada], na avaliação de “abertura ocular”, assinale a alternativa que aponta a “pontuação” determinada para um indivíduo que apresenta “olhos fechados devido a fator local”:
3 (três).
2 (dois).
1 (um).
0 (zero).
NT (não testável).
A sequência ideal de ações para avaliação primária de pacientes vítimas de trauma para identificar fatores de risco à vida segue o mnemônico “A, B, C, D, E”, no qual cada letra indica algo a ser avaliado. A alternativa que descreve corretamente aquilo que deve ser avaliado na referida sequência de ações é:
A-vias aéreas; B-respiração; C- nível de consciência; D-disfunção neurológica; E- evolução.
A-vias aéreas; B-batimentos cardíacos; C-nível de consciência; D-distúrbios hemorrágicos; E-exposição.
A-vias aéreas; B-respiração; C-circulação/hemorragias; D- disfunção neurológica; E-exposição.
A-vias aéreas; B-batimentos cardíacos; C-circulação; D-distúrbios hemorrágicos; E-evolução.
A escala de coma de Jouvet é utilizada para avaliação de pacientes com alteração de nível de consciência e estados de coma. V1-V2 são parâmetros associados à
perceptividade.
reatividade inespecífica.
reatividade específica à dor.
reatividade autonômica.
recuperação funcional.
A Organização Mundial de Saúde (OMS) define incidente com múltiplas vítimas (IMV) como um evento que gera simultaneamente um maior número de vítimas de forma a comprometer a capacidade de resposta local disponível rotineiramente.
Sobre esse tema, é correto afirmar:
Um dos métodos mais utilizados internacionalmente e amplamente difundido no Brasil é o START que utiliza uma classificação de prioridades das vítimas em cores, sendo a cor verde a prioridade imediata e as demais cores, em ordem decrescente de prioridade, são o amarelo, o vermelho e o preto.
Uma das estratégias de atendimento ao IMV é o processo de triagem pré-hospitalar, que tem por objetivo identificar e priorizar pacientes que necessitam de intervenção imediata e/ou remoção.
Em um processo de classificação das vítimas em um IMV, aquela que na primeira abordagem encontra-se sem respirar, mesmo após abertura de vias áreas, deverá ser classificada como viável, sendo a primeira a receber o atendimento e as manobras de Reanimação.
A zona quente em uma cena de atendimento a múltiplas vítimas é considerada a mais segura e é neste ambiente que se indica a realização dos atendimentos.
Em IMV com crianças e idosos entre as vítimas, elas deverão ser atendidas primeiramente, independente da classificação que receberem.
Uma senhora de 68 anos sofreu atropelamento, com fratura exposta e dilaceração do MID, fratura MSE e quadril, e corte profundo na cabeça. Nos primeiros minutos após o acidente estava responsiva, consciente, informou seu nome e que fazia uso de anti-hipertensivo. O socorro demorou cerca de 40 minutos e, quando chegou, a senhora já apresentava diminuição no nível de consciência, resposta verbal confusa, abertura ocular somente após pressão no leito ungueal, flexão anormal dos MMSS e pupilas fotorreagentes.
De acordo com a pontuação obtida na escala de coma de Glasgow, essa paciente apresenta trauma:
leve;
brando;
moderado;
grave sem necessidade de intubação;
grave com necessidade de intubação.
Considerando-se a escala de Manchester, a cor amarela indica que o indivíduo está em uma situação urgente, devendo ser atendido em até 50 minutos.
Certo
Errado
A Classificação de Risco nos serviços de urgência e emergência é um processo dinâmico de identificação dos pacientes que necessitam de tratamento imediato, de acordo com o potencial de risco, agravos à saúde ou grau de sofrimento. É imprescindível ao profissional da enfermagem o conhecimento desse processo, a fim de informar os usuários sobre o seu funcionamento. Sendo assim, assinale a alternativa que NÃO compreenda uma informação correta sobre a classificação de risco.
Pacientes com necessidade de atendimento o mais rápido possível, com risco iminente de vida, são classificados com a cor verde.
Pacientes com a classificação de cor vermelha deverão ser encaminhados diretamente à Sala Vermelha (emergência) devido à necessidade de atendimento imediato.
Consultas de baixa complexidade são classificadas com a cor azul.
Após realizado o acolhimento com a classificação de risco, o profissional informa o tempo de espera estimado para o atendimento.
Um dos objetivos da classificação de risco é reduzir o tempo para o atendimento médico, fazendo com que o paciente seja visto precocemente de acordo com a sua gravidade.
A Escala de Coma de Glasgow é uma ferramenta bastante útil na avaliação neurológica do paciente intensivo. Quando o paciente é arguido verbalmente, a melhor resposta verbal esperada deverá ser:
Paciente orientado.
Produção de suspiros.
Verbalização com Gasping.
Verbalização com gemidos.
Palavras isoladas e espaçadas.
Assinale a opção correta no que diz respeito à escala de coma de Glasgow (ECG).
Uma pontuação igual a 6 ou menor, na ECG, configura coma ou lesão cerebral grave, ao passo que a pontuação de 7 a 10 na ECG configura lesão moderada, e de 11 a 15, lesão leve.
Abertura ocular, reflexo córneo-palpebral e resposta motora são as dimensões avaliadas na ECG tradicional, que é a escala ainda mais utilizada na avaliação do nível de consciência do paciente.
A ECG-P, versão atualizada da ECG tradicional, inclui a avaliação pupilar em sua pontuação, que passa a variar de 1 a 15 pontos.
Quando não for possível testar a dimensão avaliada, atribui-se a nota de menor valor da ECG.
A resposta à dor é a referência atual na avaliação motora de pacientes em coma por meio da ECG.
O ABCDE representa os passos que deverão ser seguidos durante a avaliação primária de um paciente traumatizado/politraumatizado, a saber: (A= Via aérea, B= Respiração, C= Circulação, D= Avaliação neurológica, E= Exposição/Meio Ambiente). Em sua 9º edição, o PHTLS traz uma nova abordagem para a avaliação primária, que reconhece as ameaças imediatas e potencialmente irreversíveis representadas por um membro que sangra, representado pela letra (X). A seguir, marque a alternativa correta que representa, a partir dessa atualização, a ordem correta a ser seguida na avaliação primária de um paciente traumatizado/politraumatizado.
XABCDE.
ABCDEX.
ABCDXE.
ABCXDE.
ABXCDE.
Após a avaliação da segurança da cena, cada paciente será avaliado. Essa avaliação terá como foco a análise das condições que possam levar a óbito e a possibilidade de perda de membros.
Certo
Errado
Sobre os aspectos fundamentais do suporte básico de vida (SBV) no adulto, a respeito da realização das compressões torácicas, assinale a alternativa correta.
Para realização das compressões torácicas, deve-se estender os braços e mantê-los cerca de 75º acima da vítima.
É preciso minimizar interrupções das compressões, pausando, no máximo, 15 segundos para realização de duas ventilações.
Deve-se permitir o retorno completo do tórax após cada compressão, evitando apoiar-se no tórax da vítima.
É necessário comprimir com profundidade de, no mínimo, 2,5 cm (evitando compressões com profundidade maior que 4 cm).
Para maximizar a perfusão, recomenda-se minimizar as pausas das compressões torácicas, a fim de que a fração das compressões torácicas (FCT) seja de pelo menos 50% e, idealmente, de 60%.
Um homem de 35 anos, intoxicado, foi atendimento pelo SAMU após ter se envolvido em uma briga. Ele apresenta vários ferimentos produzidos por facadas no tronco e nos membros superiores. Apresenta FC: 100 bpm, PA: 112x80mmHg, FR: 24 mrpm e pontuação da ECG: 13. Há uma ferida produzida por golpe de faca sobre a região torácica anterior, logo abaixo do mamilo esquerdo, e outra nas adjacências da cicatriz umbilical, além de vários ferimentos no braço e antebraço direito. Há um hematoma de 10 cm no braço que está exsudando ativamente. Qual a conduta correta nesse caso?
Você irá aplicar o mnemônico XABCDE, buscando potenciais complicações que comprometam a vida do paciente e aplicar as condutas apropriadas para o atendimento préhospitalar, como o fornecimento de oxigênio a rápida instalação de um acesso venoso de boa qualidade.
Como o paciente apresenta múltiplas lesões, você vai avaliar a segurança da cena, sua segurança e do paciente e, em seguida, providenciar transporte rápido para o centro de trauma, onde ele possa ser atendido cirurgicamente, se necessário.
Você irá se preocupar primeiro com a lesão no braço e antebraço, pois está produzido um hematoma de tamanho significativo e há sangramento ativo, realizando a compressão direta.
Como não há suspeita de pneumotórax, hemotórax ou lesão diafragmática, não há necessidade de realização de exame físico torácico nesse paciente.
Sobre a avaliação da glicemia capilar, é correto afirmar que
devido ao posicionamento anatômico das terminações nervosas, a punção na lateral da extremidade das polpas digitais é indicada por reduzir a percepção da dor.
para pacientes com baixa perfusão, aplicar gelo nas extremidades ou elevar o membro superior direito para facilitar a extração do sangue capilar.
caso o equipamento registre HI ou high, trata-se de hipoglicemia e deve-se proceder à administração de soro glicosado.
se deve desprezar lanceta e fita reagente no coletor de resíduo perfurocortante após o procedimento.
caso não haja exteriorização de sangue suficiente para o preenchimento da área capilar, calçar luva de procedimento e realizar compressão das polpas digitais.
O pequeno Dudu, quatro anos de idade, soltou a mão do avô e atravessou a rua correndo. Não viu o veículo que se aproximava na via, vindo a colidir frontalmente com a lateral do carro, projetado por cima do capô e arremessado para o outro lado da via, caindo sobre um gramado. O avô se precipitou, recolhendo a vítima ao colo. Dudu estava pálido, mas falando e rindo muito, sem entender o ocorrido. Considerando a cinemática do trauma, após a avaliação primária, a conduta do enfermeiro do APH deve ser:
manter a criança no colo do avô, instalando O2 com máscara.
considerar a possibilidade de injúria na coluna cervical, imobilizar o pequeno Dudu usando prancha e colete de três pontos, instalar O2 por máscara, e proceder a remoção para o pronto-socorro mais próximo.
presumir a possibilidade de ferimentos internos decorrentes do impacto sofrido, realizar protocolo de trauma e transferir a vítima rapidamente para um hospital de referência.
solicitar ao avô que contate o pediatra da criança para avaliação e conduta pormenorizada.
realizar a abordagem secundária, monitorizar sinais vitais e, caso não se verifiquem alterações, remover a vítima para a UBS mais próxima recomendando observação nas próximas horas e reavaliação clínica.
Independentemente se o paciente é adulto, idoso, criança ou gestante, a avaliação primária é realizada em todos e feita com a mesma abordagem.
Certo
Errado
O uso da escala de coma de Glasgow é uma ferramenta que auxilia sobremaneira a avaliação neurológica do paciente.
Assinale a alternativa correta em relação ao assunto.
A escala é composta de 3 critérios (abertura ocular, resposta verbal e resposta motora), sendo a pontuação máxima total de 15 pontos.
Na avaliação da resposta motora, são indicados os estímulos dolorosos como a fricção do esterno.
A escala considera 5 aspectos a serem avaliados, podendo cada um deles ter uma pontuação máxima de 3 pontos, sendo que o somatório final da melhor pontuação será de 15 pontos.
Se uma área não puder ser avaliada durante a aplicação da escala, será aferida uma pontuação numérica mínima de um ponto àquela região e será considerada “não testável”.
A abertura ocular possui pontuação máxima de 5 pontos e considera como opção de resposta: abertura espontânea ao estímulo verbal, ao estímulo sonoro, ao estímulo doloroso ou nenhuma resposta.
Em casos de calamidade pública, a colaboração, com outros ministérios, na assistência às populações atingidas e no restabelecimento da normalidade constitui uma das competências do exército brasileiro. Assim sendo, equipes de saúde que atuam em situações de desastres naturais e catástrofes com múltiplas vítimas devem estar familiarizadas com sistemas de triagem como o método START, adotado pelo SAMU, em que uma vítima incapaz de se movimentar, apresentando frequência respiratória inferior a 30 movimentos por minuto e enchimento capilar maior do que 2 segundos, deve ser classificada com a cor
verde.
cinza.
preta.
amarela.
vermelha.
Após as etapas de preparação e triagem, deve-se efetuar a avaliação primária das vítimas de trauma, que consiste em uma avaliação das prioridades e estabelecimento das lesões e sinais vitais. No que diz respeito à avaliação primária da vítima de trauma, assinale a alternativa INCORRETA.
A avaliação primária ABCDE foi recentemente atualizada para XABCDE.
O X significa controle de hemorragias externas graves.
Antes de iniciar a manutenção de vias aéreas com controle de cervical (A), deve-se conter as grandes hemorragias.
Uma vez que a etapa X foi realizada de forma adequada, não há necessidade de realizar a etapa C.
Frente ao atendimento pré-hospitalar (APH), em um incidente com múltiplas vítimas, o enfermeiro tem papel essencial, tanto na avaliação da gravidade das lesões, quanto na instituição de manobras para a manutenção da vida. Mundialmente o método mais utilizado no APH, para a realização da triagem primária, é o Método START. Neste, as vítimas são classificadas pelo estado de gravidade e cada categoria utiliza uma cor para fácil identificação no momento de evacuação e transporte da cena. De acordo com essa classificação, assinale a alternativa INCORRETA.
A classificação de cor azul não requer atendimento. A vítima pode sair do local da cena e/ou ajudar outras vítimas mais debilitadas.
A classificação de cor vermelha requer socorro imediato, primeira prioridade ou prioridade imediata. São vítimas que requerem atenção imediata no local ou que têm prioridade no transporte. Exemplo: trauma torácico com tórax instável.
Vítimas com ferimentos moderados são classificados com cor amarela, podem aguardar um tempo na cena até tratamento definitivo. Exemplo: membros fraturados.
A classificação verde requer prioridade tardia. São vítimas deambulando, com lesões menores e que não requerem atendimento imediato. Exemplo: contusões, hematomas, escoriações.
A classificação cinza (ou preto) requer prioridade zero ou última prioridade. São vítimas consideradas em morte óbvia ou em situações de grande dificuldade para reanimação.