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No atendimento a um paciente com suspeita de choque, é importante o reconhecimento de sinais e sintomas associados ao quadro.
Assinale a alternativa que corresponda ao tempo de enchimento capilar sugestivo de choque.
< 2 segundos
> 2 segundos
< 3 segundos
> 3 segundos
A equipe de enfermagem, que promove assistência aos pacientes vítimas de choque ou com suspeição clínica, precisa dominar o conhecimento sobre os vários tipos de choque (hipovolêmico, cardiogênico, distributivo, neurogênico, anafilático e séptico), para identificar sintomas e prover cuidados (Rodrigues et al., 2020). Assinale a alternativa CORRETA relacionada ao choque séptico.
O fator causal desse tipo de choque é a reação alérgica, com produção de anticorpos contra antígenos (substância estranha), gerando uma reação antígeno-anticorpo, que libera substâncias vasoativas.
Pode ser causado por uma lesão ou anestesia a nível medular com comprometimento inervatório e perda de equilíbrio entre estimulação simpática e parassimpática, promovendo uma vasodilatação com volume de líquido deslocado, resultando em hipotensão arterial.
Pode ser denominado como choque circulatório e é definido pelo represamento do sangue nos vasos periféricos, sem prejuízo ao volume sanguíneo corrente, causando hipovolemia relativa, sem retorno do sangue ao coração.
É definido pela propagação da infecção ou sepse pelo sistema circulatório.
O paciente em estado de choque exige atenção total da equipe médica, devido ao risco iminente de morte. A abordagem do profissional inclui alguns procedimentos como os seguintes, exceto:
verificar o monitor multiparamétrico.
realizar oxigenoterapia.
promover carboxiterapia.
verificar a dor e realizar o controle.
controlar a glicemia capilar.
O choque circulatório pode ser definido como uma insuficiência circulatória aguda, com perfusão tissular distribuída de maneira inadequada ou inapropriada, resultando em hipóxia celular generalizada. O monitoramento hemodinâmico auxilia os enfermeiros no reconhecimento dos primeiros sinais de choque, facilita o controle, avalia a resposta ao tratamento e, potencialmente, reverte os estágios iniciais de sequelas irreversíveis. Referente às classificações de choque, analise as seguintes assertivas e assinale V, se verdadeiras, ou F, se falsas.
( ) O choque distributivo ocorre em decorrência de anormalidade da circulação periférica, podendo ser dividido em três tipos diferentes: neurogênico, anafilático e séptico.
( ) O choque obstrutivo é causado por obstrução circulatória, sendo elas: embolia pulmonar, pneumotórax espontâneo e tamponamento cardíaco.
( ) O choque hipovolêmico resulta em um débito cardíaco, aumentado e uma perfusão tissular aumentada.
( ) O choque cardiogênico aumenta o débito cardíaco, ocasionando taquicardia e vasodilatação dos vasos.
A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:
F – F – V – V.
V – V – F – F.
V – F – V – V.
F – V – V – F.
V – V – F – V.
O choque é uma condição com risco de morte que inclui diversas causas subjacentes. Uma maneira conveniente de se compreender as respostas fisiológicas e os subsequentes sinais e sintomas clínicos consiste em dividir o choque em estágios separados. Com relação aos estágios do choque, assinale a alternativa correta.
No estágio compensatório do choque, a pressão arterial e a frequência cardíaca aumentam e a contratilidade aumentada do coração contribui para manter o débito cardíaco adequado.
No primeiro estágio do choque, ocorrem a alcalose metabólica e a acidose respiratória compensatória, devido ao aumento da frequência respiratória.
No segundo estágio do choque, os mecanismos que regulam a pressão arterial não podem mais compensar e a pressão arterial média cai abaixo dos limites normais. Os pacientes mostram-se clinicamente hipotensos.
No estágio irreversível do choque, o prognóstico se agrava. O relaxamento dos esfíncteres pré-capilares faz com que o líquido extravase a partir dos capilares, criando o edema intersticial, e haja o retorno de menos líquido para o coração.
No terceiro estágio, o coração sobrecarregado torna-se disfuncional; a incapacidade do organismo para satisfazer os requisitos aumentados de oxigênio produz isquemia e os mediadores bioquímicos provocam a depressão miocárdica.
O choque é uma condição em que o sistema cardiovascular fica impossibilitado de manter a perfusão tecidual adequada, por vários motivos. Quando há demora no reconhecimento e tratamento, ocorre mais rapidamente a falência de múltiplos órgãos e óbito. Assim, para que as ações ajudem na identificação precoce do choque em situações de urgência e emergência, é importante a compreensão de como se dá esse fenômeno, entendendo sua classificação, fisiopatologia, tratamento e cuidados de enfermagem. Assinale a alternativa INCORRETA relacionada ao tema:
No atendimento pré-hospitalar em situações de trauma é importante que o técnico identifique sinais de choque hipovolêmico.
No atendimento pré-hospitalar em situações de trauma, pode ser percebida a alteração do nível de consciência, seguida de confusão mental e a vítima se torna irresponsiva devido à deterioração da perfusão cerebral.
Quando há hemorragias, os mecanismos compensatórios ativam o sistema nervoso central, promovendo a diminuição da frequência cardíaca e respiratória e a vasodilatação periférica.
No atendimento inicial ao paciente vítima de choque hipovolêmico, em eventos traumáticos, todos os esforços são voltados para a identificação da lesão responsável pelo choque. A prioridade é estabelecer o quadro hemodinâmico do paciente, infundindo soluções aquecidas isotônicas e avaliando a resposta da vítima ao tratamento.
São respostas da vítima na avaliação do tratamento para o choque hipovolêmico: resposta rápida, quando os parâmetros vitais melhoram e a vítima perdeu menos de 20% do volume sanguíneo; resposta transitória, quando apresenta melhora dos parâmetros vitais e volta a piorar hemodinamicamente, com perda de 20 a 40% da volemia e resposta mínima ou ausente, quando a vítima não apresenta melhora na fase de reanimação com reposição de solução isotônica.
De acordo com os tipos de choque, assinale a alternativa CORRETA.
Choque distributivo: acorre a falência do coração enquanto bomba cardíaca, pela diminuição da força de contração e o aumento da pressão venosa central, gerando a má destruição do sangue pelo corpo e consequentemente a má perfusão tecidual.
Choque obstrutivo: ocasionado em situações de fratura, pelo tamponamento cardíaco e pneumotórax, pois ocorre uma obstrução mecânica levando a um aumento do débito cardíaco e consequentemente aumento de perfusão tecidual. Também pode ocorrer em situações de tromboembolismo pulmonar e dissecção de aorta.
O choque distributivo pode ser classificado pela causa: anafilaxia, septicemia, trauma raquimedular e craniano, doenças endócrinas, síndrome vasoplégica, pós circulação extracorpórea.
O choque Hipovolêmico tem por causa mais frequente as queimaduras, mas ocorre também por hemorragias no trauma, diarreia e vômitos. A gravidade do choque Hipovolêmico independe da quantidade de líquidos perdidos. Quando se instala, dificilmente está associada a sangramentos nos compartimentos internos do corpo.
No sistema circulatório, as artérias fazem o transporte de sangue arterial para todo o corpo. O corpo tem várias artérias importantes, entre elas, a carótida. Assinale a alternativa que apresenta corretamente a região do corpo irrigada pela carótida.
Cavidade abdominal.
Região inguinal, coxas e genitália.
Cabeça e pescoço.
Cavidade torácica.
Músculo cardíaco.
De acordo com Suporte Avançado de Vida (BRASÍLIA, 2016), após realizar a avaliação primária e secundária de choque, é indicado instalar acesso venoso periférico ou considerar punção intraóssea (IO), após ________________ sem sucesso. Na impossibilidade da IO, realizar punção em __________.
Assinale a alternativa que preenche, correta e respectivamente, as lacunas do trecho acima.
uma tentativa – subclávia esquerda
duas tentativas – jugular externa
três tentativas – femoral
quatro tentativas – jugular interna
O choque cardiogênico é o resultado de um baixo débito cardíaco, levando a uma hipoperfusão tecidual, falência de múltiplos órgãos e morte. Analise as afirmativas abaixo e dê valores verdadeiro (V) ou falso (F) para os principais preditores de mortalidade no Choque Cardiogênico.
( ) Idade avançada (risco de morte 49% maior para cada aumento de 10 anos).
( ) Oligúria.
( ) IAM prévio.
( ) Alterações de exame físico (alteração de sensório, pele fria, pulso fino).
( ) Parâmetros hemodinâmicos desfavoráveis.
( ) Febre alta.
Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta de cima para baixo.
V - V - V - V - V - V
V - V - F - V - V - F
V - V - V - V - F - V
V - V - V - V - V - F
V - F - V - V - V - F
Choque é definido como colapso e falência progressivos do sistema cardiovascular e pode ocorrer de forma gradual ou abrupta. Considere os seguintes sinais e sintomas.
I - Cefaleia intensa, alteração do nível de consciência, paralisia facial central.
II - Hematêmese, alteração da temperatura (febre ou hipotermia), disartria.
III- Alterações neurológicas, pressão sanguínea sistólica inferior a 80mmHg, taquipneia.
Quais estão relacionadas ao choque?
Apenas I.
Apenas II.
Apenas III.
Apenas II e III.
I, II e III.
O choque é uma falha circulatória grave. Independentemente da sua causa, o sangue não está conseguindo circular fisiologicamente para o levar o oxigênio e nutrientes para o corpo, levando à falência gradual dos órgãos. “A circulação é afetada por pressão exercida ou no coração (tamponamento cardíaco) ou em grandes vasos do tórax (pneumotórax hipertensivo).”
O conceito acima se refere a qual tipo de choque:
Choque séptico.
Choque neurogênico.
Choque anafilático.
Choque obstrutivo.
Nenhuma das alternativas acima
Presença de pele fria e pegajosa, palidez, lábios descorados, pulso filiforme e rápido, sede, diminuição da pressão arterial, alteração do estado mental e supressão renal são sinais características de:
Infarto agudo do miocárdio.
Acidente vascular cerebral.
Choque.
Insuficiência cardíaca congestiva.
Insuficiência renal aguda.
Choque é uma síndrome caracterizada por hipoperfusão orgânica. Tal comprometimento sistêmico pode ser causado por diminuição do volume intravascular, da contratilidade cardíaca e/ou da resistência vascular sistêmica.
O choque distributivo é caracterizado como
diminuição do débito cardíaco resultante de disfunção miocárdica primária. As principais causas são: arritmias, pós-operatório de cirurgias cardíacas, cardiopatias congênitas, miocardite viral, intoxicações (medicamentos, quimioterápicos, toxinas) e distúrbios metabólicos (hipocalcemia, hipoglicemia e acidose metabólica).
diminuição do débito cardíaco secundário à hipovolemia. As principais causas são: diarreia, vômitos, derivações digestivas, diabetes, tubulopatias, queimaduras e hemorragias.
diminuição da resistência vascular sistêmica associada a aumento compensatório, porém insuficiente, do débito cardíaco. Ocorre distribuição irregular do fluxo sanguíneo, levando à inadequada perfusão tecidual. Causas: choque séptico em fase inicial, choque anafilático e choque neurogênico.
o comprometimento do débito cardíaco por obstrução física ao fluxo de sangue, produzindo aumento compensatório na resistência vascular periférica. Causas: tamponamento cardíaco, pneumotórax hipertensivo, tromboembolismo pulmonar e coarctação de aorta.
diminuição do débito cardíaco secundário à hipovolemia associada a uma obstrução física ao fluxo de sangue. Causas: tamponamento cardíaco, pneumotórax hipertensivo, diarreia, vômitos, derivações digestivas, diabetes, tubulopatias, tromboembolismo pulmonar e coarctação de aorta.
O choque é definido como um distúrbio orgânico ameaçador à vida, caracterizado pelo suprimento insuficiente de sangue para os tecidos e as células do corpo. No choque descompensado, ocorre a falência dos mecanismos compensatórios e as disfunções orgânicas se tornam acentuadas. O enfermeiro deve realizar um exame físico minucioso e monitorar cuidadosamente esses pacientes. Com base nessas informações, são parâmetros a serem avaliados e cuidados de forma contínua, EXCETO:
Hemodinâmica.
Eletrocardiograma.
Níveis de consciência.
Disglicemia.
Débito urinário.
Assinale a alternativa que apresenta um exemplo de sinal de choque que pode ocorrer na dengue.
Vômitos persistentes
Dor abdominal intensa e contínua
Diminuição progressiva do hematócrito
Letargia
Oligúria
O choque é uma síndrome caracterizada por uma redução considerável da perfusão tecidual sistêmica devido a diferentes etiologias e fisiopatologias, levando a uma baixa oferta de oxigênio e nutrientes aos tecidos. O choque hipovolêmico é o mais frequente. Sobre este tipo de choque, considere V para as sentenças verdadeiras e F para as falsas.
( ) É resultante da redução do volume intravascular secundária a perda de sangue ou fluidos e eletrólitos, gerando uma redução débito cardíaco.
( ) Podem ser ocasionados por causas hemorrágicas (trauma, gravidez ectópica), hemorragia digestiva ou não hemorrágicas (queimaduras extensas, febre, diarreia, vômitos).
( ) São sinais e sintomas presentes no choque: respiração e pulso lento, pele úmida, fria, midríase, alteração do estado mental e má perfusão periférica.
( ) Os cuidados de enfermagem envolvem preparar o paciente para situações que necessitem de intervenção cirúrgica imediata para controle do choque.
A sequência correta, de cima para baixo, é:
V, V, F, F.
V, F, V, F.
F, F, V, V.
F, V, F, V.
V, V, V, F.
Os tipos de choque podem ser classificados em quatro diferentes tipos de classes, sendo elas: choque hipovolêmico, choque cardiogênico, choque obstrutivo e choque distributivo. O choque hipovolêmico é aquele que resulta de baixo débito cardíaco por perda de volume sanguíneo ou plasmático, sendo classificado em quatro tipos de classes (a diferença está na perda sanguínea). Em um paciente com choque hipovolêmico de classe III, a perda sanguínea é em torno de:
< 750 ml.
750 a 1.500 ml.
1.500 a 2.000ml.
2.000 a 2.500ml.
> 2.500 ml.
Assinale a opção correta no que diz respeito a situações de choque, considerando protocolos e documentos instrucionais reconhecidos no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS).
A hipotermia é sinal ou sintoma de choques hemorrágicos, cardíacos, hipertensivos ou sépticos.
A venóclise deve ser realizada apenas em caso de paciente em que já esteja instalada situação de choque.
Em atendimentos pré-hospitalares sem possibilidade de avaliação cuidadosa de sinais e sintomas, a conduta mais segura é considerar hemorrágica a causa do choque do paciente.
É dispensável o controle da pressão venosa central em casos de potencial entrada em choque, diferentemente do controle da pressão arterial.
O choque é um distúrbio potencialmente fatal com múltiplas causas subjacentes, e cuja progressão não é linear nem previsível. Trata-se de uma síndrome caracterizada pela diminuição da perfusão tecidual e pelo comprometimento do metabolismo celular.
Considerando os tipos de choques a seguir, analise as alternativas e assinale a CORRETA:
Entre os efeitos respiratórios e cardiovasculares que se manifestam no estágio progressivo do choque identifica-se respectivamente: lesão pulmonar aguda e aumento de enzimas cardíacas.
No choque hemorrágico tipo III o paciente apresenta perda sanguínea entre 1500-2000ml o que representa de 30 a 40% de volume sanguíneo, apresenta PA diminuída, geralmente com quadro de ansiedade moderada e confusão sendo necessário repor sangue.
A vasopressina é um potente vasopressor exógeno que estimula receptores gama, aumenta a pressão arterial e a contratilidade miocárdica pela estimulação tanto dos receptores gama como beta 1, podendo ser utilizada na fase de ressuscitação do choque hipovolêmico.
Em todos os pacientes com choque devem ser monitorados os seguintes parâmetros: PAM, PoAp, Débito urinário e DC.
Os marcadores sistêmicos da hipoperfusão tecidual avaliados no choque são: saturação venosa de oxigênio, lactato arterial e CK-MB.