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Sobre o choque hipovolêmico e a assistência aos pacientes nessa situação, analise as afirmativas a seguir e assinale (V) para a verdadeira e (F) para a falsa.
( ) A administração de vasopressores é o primeiro passo no manejo do choque hipovolêmico, antes de qualquer tentativa de reposição volêmica.
( ) Com base no volume perdido, o choque hipovolêmico hemorrágico Classe II é aquele em que há perda de 750 a 1500 mL de sangue.
( ) São sinais de hipoperfusão tecidual pele fria e pegajosa, cianose de extremidades e rebaixamento da consciência.
As afirmativas são, respectivamente,
V – F – V.
V – V – F.
F – V – V.
V – F – F.
V – V – V.
O compêndio SHEA 2022 e documentos CDC/NHSN enfatizam pacote centrado em: elevação da cabeceira, higiene oral com escovação diária, tubos com aspiração subglótica, minimização de sedação com testes de respiração espontânea, manutenção adequada da pressão do cuff e evitar trocas rotineiras de circuito. Qual sequência operacional está mais alinhada?
Elevar cabeceira somente após extubação, usar clorexidina oral sempre, interromper aspiração subglótica, trocar circuito preventivamente, realizar sedação profunda, dispensar avaliação multidisciplinar diária.
Manter decúbito dorsal, realizar higiene oral com clorexidina obrigatória, trocar circuito semanalmente, sedação profunda contínua, evitar provas respiratórias, aspirar sistema aberto frequentemente.
Instituir massagem torácica preventiva, mudar cânula diariamente, restringir higiene oral, contraindicar aspiração subglótica, manter bloqueio neuromuscular contínuo, impedir mobilização precoce do paciente.
Aplicar azul de metileno rotineiro, deitar, realizar irrigação orofaríngea, substituir circuitos a cada plantão, suspender teste respiração espontânea, evitar ajuste pressão cuff.
Elevar cabeceira, higiene oral diária com escovação, tubo com aspiração subglótica, minimizar sedação, testes respiração espontânea diários, evitar trocas rotineiras de circuito.
Dona Helena, 67 anos, foi levada ao pronto atendimento após sofrer uma queda com impacto torácico. Relata dor intensa no lado esquerdo do tórax. A radiografia mostra fraturas costais múltiplas e suspeita de hemotórax. A paciente está pálida, com dispneia, taquicardia e sinais de choque. Durante a avaliação, observa-se aumento do volume torácico e sinais de sangramento interno. Qual o diagnóstico de enfermagem mais adequado, segundo a NANDA-I (2024–2026), diretamente relacionado à hemorragia interna?
Nutrição prejudicada.
Dor crônica.
Débito cardíaco diminuído.
Confusão aguda.
Em situação de choque hipovolêmico do paciente, a atuação do técnico de enfermagem é importante na implementação da assistência. Com relação ao posicionamento recomendado para o paciente no leito, assinale a alternativa CORRETA:
Manter o paciente em posição Fowler.
Orientar para o paciente para se manter em posição ortostática.
Manter o paciente em decúbito dorsal com as pernas elevadas, caso não haja contraindicações.
Manter o paciente em decúbito lateral, caso não haja contraindicações.
Manter o paciente em posição com membros inferiores abaixados.
Um paciente chega à emergência com sinais de choque hipovolêmico. Acerca da intervenção inicial é indicada, marque a alternativa CORRETA:
Elevar as pernas e iniciar reposição de líquidos intravenosa.
Administrar medicação sedativa.
Colocar o paciente em posição sentada.
Administrar antitérmico.
Um paciente vítima de acidente automobilístico apresenta fratura exposta de fêmur e sinais de choque hipovolêmico. Marque a conduta prioritária da equipe de enfermagem:
imobilizar o membro afetado e administrar analgesia para controle da dor
encaminhar o paciente diretamente para cirurgia sem estabilização prévia
iniciar reposição volêmica imediata e monitorar sinais vitais
lavar a ferida com solução salina e prescrever antibióticos profiláticos
O choque é uma condição grave caracterizada por perfusão tecidual inadequada e disfunção orgânica progressiva. Relacione corretamente os tipos de choque com suas principais características fisiopatológicas.
1. Choque hipovolêmico
2. Choque cardiogênico
3. Choque distributivo
4. Choque séptico
A. Redução da volemia circulante efetiva, levando a hipotensão e taquicardia compensatória.
B. Falha na função cardíaca, resultando em débito cardíaco insuficiente e congestão pulmonar.
C. Resposta inflamatória sistêmica exacerbada, podendo evoluir para disfunção multiorgânica.
D. Alterações da resistência vascular periférica, com vasodilatação excessiva e redistribuição inadequada do fluxo sanguíneo.
A relação correta é:
1-A, 2-B, 3-D, 4-C.
1-A, 2-D, 3-B, 4-C.
1-C, 2-B, 3-D, 4-A.
1-C, 2-D, 3-B, 4-A.
Durante o período pós-operatório imediato, um paciente submetido à colectomia parcial apresenta sinais de agitação, palidez, taquicardia e pressão arterial em queda. O técnico em enfermagem, ao realizar a monitorização dos sinais vitais e a inspeção do curativo abdominal, observa saturação de oxigênio em declínio e sudorese fria. Considerando os cuidados de enfermagem em clínica cirúrgica e as possíveis complicações no pós-operatório, assinale a alternativa correta quanto à conduta e às manifestações clínicas descritas.
O quadro é compatível com dor pós-operatória intensa, sendo indicado o aumento da analgesia antes de qualquer outra intervenção de enfermagem.
A conduta inicial deve ser elevar o cabeceiro do leito para favorecer a ventilação pulmonar, mantendo o paciente em posição de Fowler alta.
Os sinais descritos podem indicar choque hipovolêmico, sendo prioritária a notificação imediata à equipe médica e a manutenção do acesso venoso pérvio.
A presença de palidez, taquicardia e hipotensão indica hiperglicemia pós-operatória, devendo-se administrar glicose hipertônica conforme protocolo.
Qual a posição mais indicada para um paciente em choque hipovolêmico?
Decúbito ventral
Posição de Fowler
Trendelemburg
Decúbito lateral esquerdo
Durante a admissão de um paciente na sala de emergência, a equipe de Enfermagem identificou os seguintes sinais: palidez cutânea e extremidades frias; sudorese profusa; FC: 124 bpm;
PA: 92/58 mmHg; FR: 28 irpm; tempo de enchimento capilar: 5 segundos; débito urinário: 15 mL/h.
Paciente lúcido, porém agitado e referindo mal-estar. O paciente encontra-se sob monitorização contínua e hidratação venosa com solução cristaloide.
De acordo com a NANDA-I (2024–2026) e os princípios do Processo de Enfermagem, assinale a opção que indica o diagnóstico tecnicamente compatível com o quadro clínico apresentado.
Risco de choque séptico relacionado à infecção presumida; coletar culturas e iniciar antibioticoterapia.
Padrão respiratório ineficaz relacionado à taquipneia compensatória, evidenciado por FR aumentada.
Perfusão tissular ineficaz relacionada à hipovolemia, evidenciada por sinais periféricos de má perfusão.
Troca de gases prejudicada relacionada à hipoperfusão pulmonar, evidenciada por FR aumentada e sudorese.
Débito cardíaco diminuído relacionado à disfunção miocárdica, evidenciado por hipotensão e taquicardia.
Durante o atendimento a um paciente em choque hipovolêmico, é importante correlacionar essa condição à fisiologia cardiovascular, para entender a resposta do organismo ao choque. Nesse caso, para compensar a perda de volume sanguíneo por sangramento,
o sistema neurológico provoca redução da frequência cardíaca e vasodilatação periférica.
pode ocorrer taquicardia e vasoconstrição.
aumenta-se a diurese e há liberação do sistema renina-aldosterona.
há inibição da liberação de adrenalina e noradrenalina.
há redução de hormônio antidiurético e consequente edema com perda de água.
No período pós-operatório imediato, a equipe de enfermagem deve estar atenta a sinais de complicações. Um paciente que retorna da sala de recuperação anestésica, após uma cirurgia abdominal, apresenta-se pálido, com sudorese fria, taquicardia (120 bpm) e hipotensão (80x50 mmHg). Diante deste quadro, a suspeita principal e a conduta imediata do técnico de enfermagem são, respectivamente:
Infecção do sítio cirúrgico; e realizar a troca do curativo para avaliar a presença de secreção purulenta.
Choque hipovolêmico devido à hemorragia; e comunicar imediatamente o enfermeiro, enquanto eleva os membros inferiores do paciente, se não houver contraindicação.
Hiperglicemia por estresse cirúrgico; e realizar uma glicemia capilar e preparar a administração de insulina regular.
Reação alérgica aos anestésicos; e administrar um anti-histamínico conforme protocolo, antes de comunicar a equipe.
Diante de paciente politraumatizado com sangramento profuso e sinais de choque hipovolêmico, a priorização da assistência de enfermagem, segundo recomendações atualizadas, é:
Manter acesso venoso calibroso e iniciar reposição rápida com volume cristaloide, postergando contenção hemorrágica até estabilização da pressão arterial.
Aplicar compressão direta na fonte de hemorragia e monitorizar perfusão tecidual, utilizando-se de técnicas avançadas para prevenir exanguinação e agravos sistêmicos.
Priorizar imobilização de extremidades fraturadas e solicitar exame radiológico completo antes de intervir no sangramento externo aparente.
Realizar entubação orotraqueal de imediato, independentemente do estado respiratório, centralizando esforços exclusivamente na manutenção ventilatória.
Administrar vasopressores para elevar rapidamente a pressão arterial, mesmo sem controle prévio do sangramento exanguinante.
Durante triagem de urgência, um motociclista chega pálido, frialento, com pressão 80 × 50 mmHg e pulso 132 bpm; de acordo com protocolo de choque hipovolêmico, qual ação inicial cabe ao técnico em enfermagem após aviso à equipe?
Posicionar o paciente em Trendelenburg, aguardar gasometria arterial e liberar hidratação.
Administrar analgésico intravenoso para controlar dor e reduzir resposta simpática.
Preparar medicação vasopressora diluída para infusão periférica em gotejamento rápido.
Instalar dois cateteres periféricos calibre grande e iniciar infusão de cristaloide aquecido sob fluxo alto.
Pacientes com choque ou instabilidade circulatória apresentam uma condição grave, caracterizada pela inadequada oxigenação dos tecidos, devido à incapacidade do sistema circulatório de fornecer oxigênio suficiente, e requerem diagnóstico e tratamento imediatos para evitar a falência de múltiplos órgãos e a morte. Com base em pacientes com choque ou instabilidade circulatória, marque verdadeiro (V) ou falso (F) nas afirmativas abaixo.
(__)A infusão de fluidos deve ser administrada rapidamente, respeitando tipo e volume adequado, conforme protocolo.
(__)Medicação vasoativa nunca é indicada no contexto de choque, apenas reposição hídrica.
(__)Avaliação de perfusão periférica, diurese e lactato não é relevante em unidades de emergência.
(__)Monitorização de pressão arterial invasiva ou não invasiva permite ajuste terapêutico seguro.
Assinale a alternativa com a sequência CORRETA, de cima para baixo.
V, F, V, F.
F, V, V, F.
F, V, F, V.
V, F, F, V.
É um sinal sugestivo de choque hipovolêmico:
refluxo hepatojugular positivo.
pele pálida, fria e pegajosa.
sinal de Haller.
hipertensão arterial.
dor precordial.
Durante plantão, paciente pós-colecistectomia videolaparoscópica apresenta taquicardia progressiva, hipotensão leve e dor abdominal crescente. À luz dos protocolos NEWS2 e MEWS, qual sequência de ação é mais coerente com a prática segura e fundamentada?
Registrar a alteração dos sinais vitais e aguardar a visita médica programada para reavaliação do quadro clínico.
Reavaliar parâmetros, comunicar de imediato o enfermeiro, preparar material para acesso venoso e manter vigilância contínua à beira do leito.
Administrar pequena quantidade de líquidos orais para compensar a possível hipovolemia e observar a resposta hemodinâmica.
Repetir a aferição pressórica antes de acionar a equipe, confirmando se a tendência hipotensiva se mantém após dez minutos.
Administrar analgesia complementar e aguardar estabilização, considerando que a dor pós-operatória pode justificar os sinais apresentados.
Paciente de 24 anos, com atraso menstrual, dor pélvica unilateral e sangramento escuro moderado, apresenta palidez, extremidades frias e PA 90 × 60 mmHg. Diante da suspeita de gestação ectópica rota com choque hipovolêmico, qual é a conduta correta do técnico em enfermagem para estabilização antes da transferência?
Manter em decúbito dorsal, monitorar continuamente, providenciar acessos venosos calibrosos (14G e 18G), coletar amostras e iniciar aquecimento de fluidos conforme prescrição.
Elevar cabeceira, manter jejum, providenciar apenas um acesso 22G e aguardar confirmação ultrassonográfica antes de expandir volume.
Administrar oxigênio a 2 L/min por cateter nasal, coletar β-hCG e tipagem sanguínea e adiar acesso venoso calibroso até laudo de imagem.
Solicitar exame ginecológico em leito com analgesia tardia, priorizar formulários administrativos e postergar expansão volêmica.
Identifique com V ou F, conforme as afirmativas abaixo sejam verdadeiras ou falsas:
( ) O choque, independente da etiologia, é um déficit da perfusão dos tecidos que pode, por isquemia das células, ocasionar a morte tecidual.
( ) O choque hemorrágico é o tipo de choque mais comum nas primeiras horas do trauma.
( ) O choque séptico cursa inicialmente com vasoconstrição periférica, palidez e bradicardia.
( ) O choque neurogênico pode ser comum após traumatismo craniano e o paciente apresenta bradicardia e vasodilatação periférica.
A sequência CORRETA, de cima para baixo, é:
F, V, F, V.
F, V, V, F.
V, F, V, F.
V, V, F, V.
Em um cenário de emergência, um paciente de 50 anos, previamente saudável, apresenta quadro de hipotensão severa, taquicardia, pele fria e pegajosa, além de confusão mental. O médico solicita que a equipe de enfermagem tome as primeiras medidas para estabilização. De acordo com os tipos de choque e com as condutas adequadas, a alternativa que descreve corretamente o tipo de choque e a conduta de enfermagem a ser adotada nesse caso é:
o paciente apresenta sinais compatíveis com choque hipovolêmico, devido à perda de volume circulatório, logo, a conduta de enfermagem inclui a administração imediata de líquidos intravenosos, monitoramento da pressão arterial e encaminhamento rápido para avaliação médica
o paciente está em choque distributivo, causado por uma vasodilatação excessiva, logo, a conduta envolve a administração de vasopressores, restrição de líquidos intravenosos e monitoramento rigoroso da oxigenação
com os sinais apresentados, o paciente está em choque cardiogênico devido à falha do coração em bombear sangue adequadamente, logo, a conduta de enfermagem é iniciar massagem cardíaca imediatamente, além de fornecer oxigênio e líquidos intravenosos
o paciente está em choque obstrutivo, causado por uma obstrução no fluxo sanguíneo, logo, a conduta deve ser a administração de líquidos intravenosos e uso de vasodilatadores para aliviar a obstrução