Questões de Concurso sobre Choque hipovolêmico

 
 
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Um paciente em choque apresenta:


A

Tosse seca e dor torácica.


B

Temperatura elevada e sudorese.


C

Dor de cabeça e visão turva.


D

Náusea e diarreia.


E

Pressão arterial baixa e pulso fraco.

Homem de 35 anos, pós-colisão, com taquicardia, pele fria, PA 80 × 50 mmHg e dor abdominal difusa. Suspeita-se de hemorragia interna com choque hipovolêmico. Qual conduta inicial do técnico favorece estabilização e preparo para transferência?


A

Providenciar acessos venosos calibrosos, coletar exames, preparar e instalar aquecimento e infusão de cristaloide conforme prescrição, monitorando e registrando sinais seriados.


B

Iniciar infusão rápida de solução hipotônica, realizar massagem abdominal e encaminhar o paciente para a sala de espera.


C

Estimular deambulação leve, hidratação oral e desativar o monitor cardíaco por conforto.


D

Aplicar bolsa de gelo sobre o abdome, evitar mensurações repetidas e orientar retorno ambulatorial.

Um paciente em pós-operatório imediato apresenta pressão arterial de 80/50 mmHg, pele fria e úmida, taquicardia e enchimento capilar lento.


O enfermeiro reconhece que esse quadro indica alteração do equilíbrio hemodinâmico, caracterizada por


A

hipotensão arterial associada a hipoperfusão tecidual.


B

hipertensão arterial acompanhada de aumento do débito cardíaco.


C

estabilidade circulatória com manutenção da perfusão periférica.


D

hipertensão venosa central associada a normotermia.


E

homeostase hemodinâmica com adequada distribuição sanguínea.

Na avaliação de um paciente com sinais e sintomas de choque, o profissional de Enfermagem identificou características de choque hipovolêmico Classe II.


Assinale a opção que apresenta um sinal ou sintoma relacionado a esse tipo de choque.


A

Pressão de pulso normal.


B

Frequência cardíaca = 115 bpm.


C

Enchimento capilar < 2 segundos.


D

Perda sanguínea de cerca de 1600 mL.


E

Frequência respiratória > 40 mpm.

Paciente, 43 anos, deu entrada no pronto-atendimento hospitalar após acidente de trânsito. Na avaliação primária, apresenta-se consciente e agitado. O enfermeiro identifica turgência jugular, redução da expansibilidade torácica e extremidades cianóticas. À palpação, pele fria e sudoreica, enchimento capilar > 3 segundos, pulso paradoxal, precórdio hipomóvel e macicez cardíaca ampliada. Na ausculta, hipofonese de bulhas cardíacas e murmúrios vesiculares preservados. SSVV: FC 124 bpm, FR 28 irpm e PA 80/50 mmHg persistente.


Diante do quadro do paciente, a conduta imediata que o enfermeiro deve priorizar é:


A

acionamento da equipe médica, aspiração traqueal, instalação de venóclise e preparo de trombolítico endovenoso, frente à suspeita de embolia pulmonar maciça.


B

monitorização multiparamétrica, acionamento da equipe médica e preparo de material para pericardiocentese, diante da suspeita de tamponamento cardíaco.


C

monitorização multiparamétrica, preparo de aminas vasoativas em bomba de infusão e acionamento da equipe médica, para compensação do choque cardiogênico refratário.


D

acionamento da equipe médica, venóclise e preparo de material para expansão volêmica com concentrado de hemácias para reversão do choque hipovolêmico.


E

oferta de oxigênio suplementar em baixo fluxo, acionamento da equipe médica e preparo de punção torácica intercostal para alívio do pneumotórax hipertensivo.

Choque é definido como colapso e falência progressivos do sistema cardiovascular e pode ocorrer de forma gradual ou abrupta. Considere os seguintes sinais e sintomas:

I - Cefaleia intensa, alteração do nível de consciência, paralisia facial central.

II - Hematêmese, alteração da temperatura (febre ou hipotermia), disartria.

III - Alterações neurológicas, pressão sanguínea sistólica inferior a 80 mmHg, taquipneia.

Quais assertivas estão relacionadas ao choque


A

I, apenas.


B

II, apenas.


C

II e III, apenas.


D

I, II e III.


E

III, apenas.

Um paciente vítima de queda de altura (acima de 5 metros) chega à unidade de trauma com fraturas expostas de fêmur e úmero esquerdos, hipotensão (PA 88×50 mmHg), taquicardia, palidez cutânea e estado de alerta preservado. A ambulância aplicou colar cervical, imobilização com talas e acesso venoso periférico com infusão lenta de soro fisiológico. Considerando os critérios de risco para choque hipovolêmico, as condutas do protocolo ABCDE e a atuação imediata da equipe de enfermagem em trauma complexo, qual é a conduta mais tecnicamente adequada?


A

Solicitar exames laboratoriais e radiológicos, postergando reposição volêmica até definição clínica de estabilidade circulatória.


B

Iniciar protocolo de trauma com controle de vias aéreas, infusão rápida de solução cristaloide, monitoramento contínuo e acionamento da cirurgia.


C

Remover o colar cervical para facilitar manuseio torácico e aplicar compressas compressivas sobre os focos hemorrágicos visíveis.


D

Priorizar imagem tomográfica antes de iniciar analgesia ou medidas hemodinâmicas, conforme fluxo hospitalar para trauma grave.


E

Iniciar antibioticoterapia empírica intramuscular e administrar solução hipertônica em bolus como medida inicial de estabilização clínica.

Um paciente, vítima de trauma, apresenta confusão mental, hipotensão com PA 70×40 mmHg, taquicardia, extremidades frias e enchimento capilar lento. Assinale a alternativa que representa qual deve ser a conduta inicial no Suporte Avançado de Vida (SAV).


A

Administrar noradrenalina.


B

Administrar solução glicosada.


C

Reposição volêmica com cristaloide isotônico.


D

Administrar diurético.


E

Administrar sedativo.

Uma puérpera de 28 anos evolui com hemorragia intensa após parto vaginal. Inicialmente, manifesta palidez, tontura e pele fria e úmida, evoluindo rapidamente para taquicardia e hipotensão arterial. Ao exame físico, observam-se extremidades frias e enchimento capilar lento, indicando um quadro de choque. O Índice de Choque calculado é de 1,5. A paciente é estabilizada e transferida imediatamente para a Unidade de Terapia Intensiva para manejo avançado. A investigação aponta atonia uterina como a causa da hemorragia. Sobre o caso apresentado, é CORRETO afirmar que:


A

trata-se de um choque distributivo, no qual existe uma distribuição errônea do fluxo sanguíneo para as células, resultando em hipoperfusão tecidual.


B

trata-se de um choque circulatório, que resulta de deslocamento do volume sanguíneo, criando uma hipovolemia relativa e liberação inadequada de oxigênio para as células.


C

trata-se de um choque neurogênico, que se caracteriza pela pele fria e úmida e pela taquicardia.


D

trata-se de um choque cardiogênico, em que a hipoperfusão tecidual é provocada pela falência do coração em bombear o sangue de maneira eficiente.


E

trata-se de um choque hipovolêmico, o tipo mais comum de choque, sendo o cuidado de enfermagem focado na restauração do volume intravascular e no tratamento da causa subjacente.

Durante o atendimento a um paciente masculino de 62 anos, portador de diabetes tipo 2 e hipertensão, a equipe do SAMU é acionada por quadro súbito de confusão mental, palidez cutânea, sudorese fria, pulso filiforme, pressão arterial de 74/40 mmHg e frequência cardíaca de 138 bpm. O paciente encontra-se lúcido, mas hiporresponsivo, com queixas vagas de dor abdominal difusa. A glicemia capilar é de 122 mg/dL. Não há sinais de trauma.


Com base na suspeita clínica e nas diretrizes de manejo pré-hospitalar do estado de choque, qual deve ser a conduta prioritária do enfermeiro intervencionista?


A

Iniciar infusão de solução cristaloide em acesso venoso calibroso, monitorar sinais vitais e solicitar regulação médica para definição da unidade de referência.


B

Administrar 1 ampola de glicose hipertônica endovenosa rápida, em função da hiporresponsividade, associada à suspeita de hipoglicemia.


C

Iniciar ventilação com bolsa-válvula-máscara e monitor cardíaco contínuo, pois os sinais indicam prioridade ventilatória imediata.


D

Iniciar administração de vasopressor intramuscular para estabilização da pressão arterial, até chegada à unidade hospitalar.


E

Estimular o paciente a ingerir líquido por via oral, desde que lúcido, para garantir expansão volêmica antes do transporte.

O choque pode ser entendido como uma consequência da perfusão tissular ineficiente, resultando em oxigenação celular inadequada e acúmulo de resíduos metabólicos, em decorrência da incapacidade do sistema circulatório de nutrir os tecidos ou remover metabólicos tóxicos. Considerando o estado evolutivo do choque, relacionar as colunas e assinalar a sequência correspondente.


(1) Choque compensado.

(2) Choque descompensado.

(3) Choque irreversível.


( ) Observa-se falha na resposta cardiovascular à infusão de volume e de fármacos vasoativos.

( ) Ocorre a falência dos mecanismos compensatórios. Com isso, as disfunções orgânicas tornam-se mais acentuadas.

( ) É caracterizado por mecanismos compensatórios, sendo eles a taquicardia e o aumento da contratilidade miocárdica, mediado por catecolaminas e vasoconstrição dos sistemas venoso e arterial.


A

1 - 2 - 3.


B

3 - 2 - 1.


C

2 - 3 - 1.


D

2 - 1 - 3.

Durante o atendimento pré-hospitalar, o técnico de enfermagem socorrista deve ser capaz de reconhecer rapidamente condições críticas e aplicar medidas de suporte básico e primeiros socorros adequadas a cada situação. O conhecimento das condutas corretas em casos de choque, convulsões, desmaios, intoxicações, queimaduras, ferimentos, fraturas e hemorragias é essencial para evitar agravamento do quadro e garantir segurança até a chegada da equipe médica. Com base nessas situações, analise as afirmativas a seguir e identifique qual é a única verdadeira.


A

Em um episódio convulsivo, a prioridade imediata é conter fisicamente o paciente para evitar lesões durante os espasmos, devendo-se introduzir um objeto macio entre os dentes para impedir mordedura da língua.


B

No atendimento a vítimas em choque hipovolêmico, o socorrista deve manter a vítima em posição supina, elevar os membros inferiores (se não houver contraindicação) e garantir vias aéreas pérvias, controle de hemorragias e suporte ventilatório.


C

Em casos de queimaduras químicas, recomenda-se neutralizar a substância utilizando outro agente químico de pH oposto antes da irrigação com água corrente, a fim de equilibrar a reação e reduzir o dano tecidual.


D

Em casos de suspeita de fratura exposta, deve-se realinhar o membro afetado antes da imobilização, a fim de restaurar a anatomia e evitar complicações circulatórias.

No pós-operatório imediato, o choque hipovolêmico é uma das complicações que pode levar o paciente a óbito.


Assinale a alternativa que apresenta corretamente os principais sinais e sintomas que o técnico de enfermagem pode observar nesse caso.


A

Bradicardia ou taquicardia, hipotensão, cianose central, congestão pulmonar, dispneia intensa e estertores crepitantes.


B

Taquicardia associada à hipotensão, rubor cutâneo, urticária, edema de face e vias aéreas superiores, dispneia e sensação de colapso.


C

Taquicardia filiforme, hipotensão arterial, dispneia, palidez cutâneo-mucosa, sudorese fria, hipotermia, cianose periférica, agitação psicomotora, oligúria ou anúria.


D

Febre alta, hipotensão persistente, taquicardia, pele quente e ruborizada, confusão mental, diurese reduzida, sinais de inflamação sistêmica.


E

Hipotensão leve, taquicardia discreta, palidez cutâneo-mucosa localizada, diurese levemente reduzida, dispneia apenas sob esforço.

Jussara, 45 anos, vítima de acidente de moto, apresenta perda estimada de sangue que varia entre 1.500 e 2000 mL (30 a 40%), compatível com choque hipovolêmico classe III, segundo o PHTLS (2023). O técnico de enfermagem está na linha de frente da assistência, realizando a monitorização contínua dos sinais vitais e do estado geral da paciente.


Fonte: National Association of Emergency Medical Technicians (Naemt). PHTLS: Prehospital Trauma Life Support. 10. ed. Burlington, MA: Jones & Bartlett Learning, 2023.


Considerando o contexto apresentado, assinale a alternativa que relaciona CORRETAMENTE dois sinais clínicos esperados em um paciente com o tipo de choque apresentado por Jussara.


A

Enchimento capilar < 2 segundos e hipotensão.


B

Taquipneia e hipertensão.


C

Ansiedade ou confusão e bradicardia.


D

Aumento na produção de urina e bradipnéia.


E

Hipotensão e taquicardia.

Em relação aos sinais e sintomas do choque, analise as afirmativas e assinale a alternativa correta:


A

O choque leve ou precoce é caracterizado por hipotensão intensa, pulso irregular e respiração superficial.


B

O choque leve ou precoce pode apresentar pele quente, ruborizada, aumento da pressão do pulso e alterações na orientação.


C

A fase moderada do choque é marcada por aumento da diurese, hipertensão e pele quente.


D

O choque grave ou tardio apresenta apenas pele quente e ruborizada, sem alteração no nível de consciência.


E

O choque grave é limitado à palidez cutânea e aumento do débito urinário, sem outras alterações sistêmicas.

Durante o atendimento a um paciente em Unidade de Pronto Atendimento, o profissional de saúde observa os seguintes sinais e sintomas: confusão mental, pele fria e pegajosa, sudorese intensa, palidez, taquicardia e hipotensão.


Esses sinais são sugestivos de


A

choque potencialmente grave.


B

hiperglicemia leve, sem risco imediato.


C

acidente vascular cerebral hemorrágico.


D

ansiedade leve, com manifestações psicossomáticas.


E

crise hipertensiva controlada, sem necessidade de intervenção imediata.

A enfermagem possui um papel central em realizar avaliação rápida com reconhecimento e resposta precoce ao choque. Em relação à avaliação e intervenções de enfermagem ao paciente adulto em estado de choque, assinale a alternativa incorreta.


A

O enfermeiro deve estabelecer monitorização do débito urinário com sondagem vesical de demora, avaliando balanço hídrico em intervalos regulares e comunicando alterações.


B

Principalmente no choque cardiogênico, é importante que o enfermeiro monitore os sinais de congestão pulmonar durante reposição volêmica.


C

No choque, a liberação excessiva de catecolaminas estimula a gliconeogênese e a resistência à insulina, portanto, o enfermeiro beira leito deve realizar controle rigoroso de glicemia.


D

Na suspeita de choque neurogênico por lesões traumáticas ao neuroeixo, o enfermeiro precisa estar atento aos sinais e sintomas de hipertensão arterial, taquicardia e vasoconstrição periférica.


E

Os pacientes no estágio progressivo do choque são tratados no ambiente de cuidado intensivo para facilitar o monitoramento cuidadoso e, possivelmente, as intervenções com tecnologias de suporte, sendo imprescindível os cuidados com higiene e conforto realizados pela equipe de enfermagem.

Em relação à assistência de enfermagem ao paciente politraumatizado em ambiente pré-hospitalar, segundo o protocolo do PHTLS, analise as afirmativas.


I. Choque é definido como a ausência de perfusão tecidual (oxigenação) em nível celular, levando ao metabolismo anaeróbico e à perda da produção de energia necessária à vida.

II. O choque pode ser classificado como hipovolêmico, distributivo ou cardiogênico, se forem considerados os seguintes componentes do sistema de perfusão: o coração, o volume de líquidos, os vasos sanguíneos e as células corporais.

III. Dentre as manifestações do choque estão a hipotensão arterial, a taquicardia, a pele fria e úmida, a hipóxia, a tríade de back e midríase.

IV. Pacientes considerados como grandes queimados devem ser avaliados pelo método da “Regra dos Dez” para determinação da quantidade da reposição volêmica na prevenção de choque.

V. A sequência mnemônica do XABCDE, segundo o PHTLS, sugere o tratamento do choque no A, que significa “Abertura das vias aéreas e controle de hemorragias com reposição volêmica”.


Está correto o que se afirma em


A

I, II e III, apenas.


B

I e II, apenas.


C

III, IV e V, apenas.


D

IV e V, apenas.

Leia o enunciado abaixo e responda:


Resulta de uma relativa inadequação do volume intravascular causada por vasodilatação arterial ou venosa; o volume de sangue circulante é normal. Em alguns casos, o débito cardíaco (e EDO2) é alto, mas o fluxo sanguíneo aumentado nas anastomoses arteriovenosas se desvia dos leitos capilares; essa derivação, associada ao transporte de oxigênio celular dissociado, causa hipoperfusão celular (demonstrada por menor consumo de oxigênio). Em outras situações, O sangue se acumula em leitos venosos de capacitância e o débito cardíaco cai.


O enunciado se refere à


A

Choque hipovolêmico.


B

Choque térmico.


C

Choque distributivo.


D

Choque cardiogênico.


E

Choque obstrutivo.

 
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