Questões de Concurso sobre Complicações Pós Operatórias

 
 
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Estima-se que em todo o mundo são realizadas 234 milhões de cirurgias por ano, com a maioria das Feridas Cirúrgicas (FC) resultando em cicatrização por primeira intenção. As FC de primeira intenção podem tornar-se complexas quando apresentam complicações. Sobre essas complicações, analise as proposições abaixo.


1) Infecção, seroma e hematoma causam deiscência da FC.

2) Quando apresentam complicações, as FC podem demandar cicatrização por segunda intenção.

3) O agravamento das FC está associado com o aumento da morbidade, mortalidade e custos para os sistemas de saúde, com internações e tratamentos.

4) Alguns fatores que contribuem para complicações na cicatrização da FC incluem diabetes mellitus, uso de antibiótico sistêmico, doença renal crônica, imunossupressores, tabagismo e múltiplas morbidades.


Estão corretas:


A

1, 2, 3 e 4.


B

1 e 2, apenas.


C

1 e 3, apenas.


D

2 e 3, apenas.


E

1 e 4, apenas.

Diversos fatores e condições podem aumentar os riscos de complicações em cirurgias. Portanto, as enfermeiras perioperatórias devem reconhecer as mudanças fisiológicas, cognitivas/psicológicas e sociológicas associadas ao envelhecimento e entender que a idade, por si só, coloca as pessoas em risco de complicações cirúrgicas (POTTER, 2013). O conhecimento dos fatores de risco permite que a enfermeira tome as precauções necessárias no planejamento do cuidado. Em relação aos fatores fisiológicos que colocam os idosos em risco durante uma cirurgia, considere as afirmativas abaixo.


I A alteração degenerativa no miocárdio e nas valvas diminui a reserva cardíaca e coloca o idoso em risco de aumento do débito cardíaco, especialmente durante períodos de estresse, o que pode ocasionar bradicardia, fadiga e arritmias.

II O aumento na amplitude de movimento do diafragma diminui a capacidade residual do pulmão, reduzindo a quantidade de ar novo que entra a cada respiração.

III As perdas sensitivas, incluindo sensibilidade tátil reduzida e aumento da tolerância à dor diminui a capacidade do idoso de responder precocemente aos sinais de alerta de complicações cirúrgicas.

IV A diminuição da função renal, com redução do fluxo sanguíneo para os rins aumenta o risco de choque quando há perda de sangue, e risco aumentado de desequilíbrio hídrico e eletrolítico.


Estão corretas as afirmativas


A

II e IV.


B

III e IV.


C

I e III.


D

I e II.

As principais complicações no pós-operatório tardio são:


A

náusea e vômitos.


B

instabilidade hemodinâmica e dor.


C

sangramento e instabilidade hemodinâmica.


D

retenção urinária e confusão/delírio em idosos.


E

apneia obstrutiva por ptose de língua ou colapso de faringe.

Assinale a alternativa que apresenta complicações da angioplastia.


A

Embolização, hematoma.


B

Hemoptise, vertigem.


C

Nictúria, ortopneia.


D

Onosmia, hematoma.


E

Parorexia, êmese.

Pseudoaneurisma ou fístula arteriovenosa são complicações tardias que provocam diminuição do pulso distal ao local de inserção da bainha, com extremidade fria, cianótica e dolorosa.

C
Certo

E
Errado
Ano: 2018
Banca: Comissão permanente de Concursos - UFAM - COMPEC
Prova: COMPEC - UFAM - Técnico em Enfermagem - 2018

No Pós-Operatório (PO) imediato, o choque hipovolêmico é o mais comum dentre os tipos de choques. O choque hipovolêmico é provocado pela perda sanguínea excessiva ou reposição hídrica ou sanguínea inadequada durante ou após a cirurgia. Assinale a alternativa CORRETA, quanto ao cuidado de enfermagem ao paciente com risco de choque hipovolêmico.


A

A venóclise deve ser mantida enquanto se aguarda a conduta médica.


B

Montar o material de emergência somente se necessário.


C

Atentar para os sinais de choque, como pulso taquicárdico e cheio.


D

O profissional de enfermagem deve agir somente com o comando do médico


E

A primeira ação do profissional de enfermagem é realizar o curativo compressivo na ferida operatória, em caso de choque.

O extravasamento arterial de sangue para dentro do espaço retroperitoneal provoca o hematoma retroperitonial, que pode ser detectado a partir de queixas de dor nas costas ou no flanco, hipotensão arterial, taquicardia e agitação.

C
Certo

E
Errado

As principais complicações no pós-operatório imediato são:


A

trombose venosa profunda e desidratação.


B

pneumonia e retenção urinária.


C

evisceração e pneumonia.


D

dor, náuseas/vômitos e sangramento.


E

desidratação e retenção urinária.

A Organização Mundial de Saúde recomenda algumas medidas para a prevenção da Hemorragia Pós-parto (HPP). Sobre elas, assinale a alternativa CORRETA.


A

A massagem uterina contínua não é recomendada como intervenção para prevenir a HPP em mulheres que receberam ocitocina profilática.


B

Todas as parturientes devem receber uterotônicos durante a segunda fase do parto para a prevenção da HPP, mantendo-se a ocitocina no terceiro e no quarto estágio.


C

A palpação abdominal não é fidedigna para a identificação da atonia uterina pós-parto.


D

Recomenda-se a utilização de misoprostol via retal em todas as parturientes como primeira opção para a correção de HPP por hipotonia.


E

A massagem uterina não é recomendada como recurso para o tratamento da HPP.

A obesidade é reconhecida como fator de risco para diferentes agravos à saúde. Constitui risco de complicações cirúrgicas no período pós-operatório em paciente obeso:


A
distensão abdominal e retenção de gases.

B
dor pela imobilidade.

C
edema devido à dificuldade de deambulação.

D

cicatrização retardada pela camada de tecido adiposo exacerbada.


E
hipoglicemia pelo jejum prolongado.

Assinale a opção que apresenta apenas complicações cirúrgicas.


A

hemorragia e infecção da ferida operatória.


B

choque hipovolêmico, e traqueostomia.


C

deiscência e infecção da ferida operatória.


D

hemorragia e deiscência.


E

pneumonia e tromboflebite.

A trombose de veia profunda é uma complicação comum em pós-operatório, podendo levar a embolia pulmonar. Sendo assim, assinale a opção que apresenta uma intervenção de enfermagem que deve ser executada nos casos de trombose de veia profunda.


A

Introduzir uma sonda nasogástrica para diminuir a ação dos esfíncteres


B

Verificar a presença do sinal de Murphy positivo


C

Hidratar adequadamente o paciente no pós-operatório para evitar hemoconcentração


D

Manter coxins para promover a constrição dos vasos do joelho


E

Observar a elevação da temperatura, pulso, respiração e queixas de dor torácica

Para Smeltzer e Bare (2011) podem ocorrer alterações do estado mental e cognitivo após a paracentese. Nesse caso, a complicação esperada é:


A

Encefalopatia


B

Angústia respiratória


C

Sangramento do local


D

Hipervolemia

A utilização de raquianestesia se baseia na administração de anestésico local, diretamente no espaço subaracnóideo. Leia as frases e assinale a alternativa incorreta.

A
As principais complicações desse tipo de anestesia são: bloqueio simpático e a cefaleia pós punção meníngea

B
A toxicidade sistêmica é praticamente nula, devido as baixas dosagens de anestésico utilizadas

C
A associação de adrenalina com solução de lidocaína, provoca uma maior profundidade de bloqueio, e maior duração do mesmo

D
A raquianestesia apresenta rápida ação e alta confiabilidade, sendo por esses motivos, muitas vezes utilizada nas cirurgias de bloqueio regional

E
Facilmente executável em pacientes obesos, sendo por isso a primeira escolha nesses pacientes

Dentre as prescrições de enfermagem para uma paciente adulta submetida a uma histerectomia, encontra-se o monitoramento de complicações potenciais. Em relação às alternativas abaixo, qual agrupamento define as principais complicações para essa cirurgia?


A

Hemorragia, concussões, pneumonia.


B

Dor, isquemia, acidente vascular cerebral.


C

Dor, flatulência, enxaqueca, concussões.


D

Hemorragia, trombose venosa profunda, disfunção vesical, infecção.


E

Câncer de ovário e conização uterina.

A cefaleia, um sintoma comum que pode ocorrer em pós-operatórios onde se utiliza raquianestesia ou peridural, é causada pela saída de líquor durante a punção lombar realizada para a introdução do anestésico. Assinale a alternativa que NÃO apresenta os cuidados e/ou orientações prescritos para esse caso.


I- Hidratar adequadamente por VO e/ou EV, bem como aplicar os analgésicos prescritos.

II- Orientar o paciente para inspirar e expirar em um saco de papel, porque o dióxido de carbono diminui a irritação nervosa.

III-Orientar o paciente para colocar as mãos, com os dedos entrelaçados, sobre a incisão cirúrgica; ou utilizar-se de um travesseiro, abraçando-o e expectorando no lenço de papel.

IV-Elevar a cabeceira acima de 65 graus após 12 horas de pós-operatório.

V- Realizar movimentos e deambulação precoces, lateralizar a cabeça do paciente com vômito e não infundir soluções endovenosas pelos membros inferiores.


A

Alternativas I e II estão corretas.


B

Alternativas II, III e IV estão corretas.


C

Alternativas II, III, IV e V estão corretas.


D

Somente a alternativa II está correta.


E

Todas as alternativas estão corretas.

Nos cuidados de enfermagem para o paciente que apresentar deiscência pós-cirúrgica torácica ou abdominal, o profissional de saúde deve

A
levar o paciente ao sanitário, irrigar o períneo deste com água morna e abrir a torneira da pia para que o barulho da água corrente sirva de estímulo.

B
fazer o controle de diurese e temperatura corporal do paciente, oferecer líquidos por via oral ou controlar a hidratação venosa.

C
manter secas as roupas de cama, trocar curativos e não mobilizar drenos.

D
acalmar o paciente, cobrir as vísceras deste com compressa estéril e avisar o cirurgião imediatamente.

E
liar o aspecto dos pontos cirúrgicos e a liberação de secreção e orientar o paciente sobre a execução correta da técnica de tosse.

Uma das complicações no pós-operatório é a infecção do sítio cirúrgico (ISC), levando ao aumento do tempo de internação, dos custos dos cuidados e do risco de complicações posteriores. Sobre esse aspecto, é INCORRETO afirmar:


A

Múltiplos fatores colocam o paciente em risco de infecção da ferida, um deles é a classificação dessa ferida. As feridas, de acordo com seu grau de contaminação, são classificadas em limpas, potencialmente contaminadas, contaminadas e infectadas.


B

As infecções do sítio cirúrgico são classificadas em superficial e profunda, sendo que as infecções profundas envolvem qualquer parte do sítio anatômico (órgãos, espaços ou cavidades).


C

São considerados alguns riscos para a ISC, relacionados ao paciente: idade, diabetes mellitus, estado nutricional, tabagismo, infecções a distância e duração da internação pré-operatória.


D

Como medida de prevenção para a ISC, recomendam-se o preparo adequado da pele, o uso de material esterilizado, a paramentação cirúrgica da equipe e a profilaxia antimicrobiana.


E

Os sinais e sintomas da infecção da ferida compreendem a elevação da temperatura corporal do paciente, inchação, calor, dor ou secreção na ferida. Os sinais locais podem estar ausentes quando a infecção é profunda.

Em relação às orientações para evitar complicações pós-operatórias, é correto afirmar:


A

Para levantar-se do leito, virar-se para o decúbito dorsal e empurrar-se para cima com uma das mãos enquanto coloca as pernas para fora do leito.


B

Para imobilização do tórax ao tossir, inclinar-se um pouco para diante a partir da posição sentada no leito; entrelaçar os dedos e colocar as mãos sobre o local da incisão para agir como um suporte semelhante a uma tala quando tossir.


C

Para a respiração diafragmática, adotar uma posição de Trendlemburg, reclinando no leito com as costas e os ombros bem apoiados com travesseiros e expirar suavemente e por completo à medida que as costelas afundam e se deslocam para dentro no sentido da linha média.


D

Para virar de lado, virar-se para decúbito ventral com a perna superior mais flexionada e apoiada sobre um travesseiro e segurar a grade lateral como auxílio para manobra lateral.

   
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