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Durante a assistência de enfermagem em um paciente com crise hipertensiva, qual é a medida prioritária a ser tomada para o controle imediato da pressão arterial elevada?
Administrar um agente anti-hipertensivo intravenoso.
Solicitar um eletrocardiograma para avaliar a função cardíaca.
Posicionar o paciente em decúbito dorsal elevado.
Realizar a administração de oxigênio suplementar.
Iniciar a monitorização contínua da pressão arterial.
De acordo com Knobel et al (2006), qual fármaco tem indicação na crise hipertensiva, dissecção de aorta e insuficiência cardíaca congestiva?
Dobutamina.
Dopamina.
Noradrenalina.
Nitroprussiato de sódio.
Nitroglicerina.
A crise hipertensiva pode surgir em qualquer idade e representa o desencadeamento da hipertensão de causas variadas. Sobre a crise hipertensiva, analise as afirmativas a seguir:
I- É uma situação em que ocorre uma diminuição da pressão arterial.
II- No momento de crise os valores pressóricos podem chegar a 100mmHg/50mmHg.
III- A crise pode levar a lesão aguda em órgãos-alvo, como olhos, coração, rim e cérebro.
IV- A técnica da medida da pressão arterial, exige que o manguito seja acoplado preferencialmente no braço direito.
Estão CORRETAS as afirmativas:
I e II apenas.
II e III apenas.
III e IV apenas.
I e IV apenas.
Após um acidente, certo acidente foi encontrado gravemente ferido e em estado de choque. Considerando a condição clínica que expressa o estado de choque, assinale a alternativa INCORRETA.
O choque resulta da incapacidade do sistema circulatório suprir as demandas celulares de oxigênio.
Por se tratar de um problema de fácil manejo, o paciente em choque não representa uma emergência médica.
Choque deve ser suspeitado em pacientes com sintomas e sinais de hipoperfusão tecidual.
Taquipneia é um sintoma precoce em pacientes em choque.
Choque resulta em hipóxia celular, tecidual e orgânica.
Pedro estava em seu horário de almoço na empresa que trabalha quando se deparou com um colega de trabalho passando mal. Pedro, formado no curso de Bombeiro Civil decidiu realizar a Avaliação da vítima e aferiu sua pressão arterial, chegando ao resultado de 170 x 100 mmHg.
Pedro então decidiu acionar o SAMU para o transporte de seu colega até a Unidade de Pronto Atendimento, onde relatou que a vítima estava sofrendo uma CRISE HIPERTENSIVA. Pedro, conhecedor dos sintomas de uma CRISE HIPERTENSIVA, sabe que também são características deste tipo de Emergência Clínica os seguintes sintomas abaixo, EXCETO:
Cefaléia ou dor em outras regiões (Tórax, abdômem, membros)
Escotomas
Epistaxe
Bradicardia
Considerando que a crise hipertensiva é uma situação clínica que se caracteriza pela elevação aguda da pressão arterial, assinale a afirmativa INCORRETA.
É capaz de colocar o paciente em risco de morte.
Pode causar lesão em órgãos-alvo como coração; cérebro; rins; e, artérias.
Pode se apresentar sob duas formas distintas em relação à gravidade e ao prognóstico.
Ocorre quando há o aumento súbito da pressão arterial ultrapassando o valor de 150 x 100 mmHg.
Sobre crise hipertensiva, leia as afirmativas abaixo:
I. As urgências hipertensivas (UH) são situações clínicas sintomáticas em que há elevação acentuada da pressão arterial (PA) (definida arbitrariamente como PA sistólica (PAS) ≥ 180 e/ou diastólica (PAD) ≥ 120 mm Hg) sem lesão aguda e progressiva em órgãos-alvo (LOA) e sem risco iminente de morte. II. A emergência hipertensiva não é definida pelo nível da PA, apesar de frequentemente encontrar-se muito elevada, mas predominantemente pelo status clínico do paciente. Pode manifestar-se como um evento cardiovascular, cerebrovascular, renal ou com envolvimento de múltiplos órgãos, ou mesmo, na forma de pré-eclâmpsia com sinais de gravidade/eclâmpsia. III. O acidente vascular encefálico isquêmico (AVEI) e o edema agudo de pulmão (EAP) são as situações mais encontradas nas emergências hipertensivas. IV. No acidente vascular encefálico hemorrágico (AVEH), a elevação da PA aumenta o risco de expansão do hematoma e o risco de morte, além de piorar o prognóstico da recuperação neurológica. |
Estão CORRETAS
apenas I e IV.
apenas I e III.
apenas II e III.
I, II, III e IV.
apenas III e IV.
Sobre os cuidados de enfermagem nas suspeitas de casos de síndromes hipertensivas da gestação (Protocolos de Intervenção para o SAMU 192, BRASIL,2016) é CORRETO:
Inspecionar a vulva quanto à presença de hemorragias, perdas líquidas e partes fetais.
Higienizar períneo com soro fisiológico 0,9%, gazes e compressas estéreis se disponíveis.
Posicionar a paciente em decúbito lateral direito.
Oferecer oxigênio suplementar sob máscara não reinalante se SatO2 < 86%.
Desconsiderar a provisão de material para intubação orotraqueal.
Em situações de crise hipertensiva com sintoma referido de cefaleia no acolhimento da UBS, ao se aferir a pressão arterial de um adulto com os valores de 185 x 140 mmHg, as condutas apropriadas consideram corretamente que
a pressão diastólica não está acima dos níveis normais, portanto, é possível que essa verificação já tenha ocorrido após alguma medida farmacológica hipotensiva.
os valores não caracterizam uma emergência hipertensiva, permitindo referenciar esse paciente para buscar um pronto atendimento hospitalar por conta própria.
o paciente deve ser submetido imediatamente à oxigenoterapia de alto fluxo na unidade, com membros inferiores elevados, para otimizar a perfusão cerebral.
a terapêutica farmacológica deve ser imediata, objetivando queda vertiginosa da PA, monitorada pela equipe de enfermagem, para que ocorra a hipotensão.
há riscos de lesão de órgãos-alvo, requerendo manejo imediato, medidas de redução da ansiedade e encaminhamento ao serviço de urgência e emergência.
Na Atenção Primária em Saúde também chegam diariamente pacientes com quadros de urgências ou emergências, como a crise hipertensiva, que exige um atendimento rápido e preciso. Nesse contexto, a hipertensão arterial é um importante fator de risco cardiovascular que, associada a outros fatores de risco, como idade avançada e estilo de vida não saudável, eleva a preocupação com complicações e surgimento de doenças cardiovasculares secundárias. No mundo, a prevalência de hipertensão arterial é estimada entre 10 e 20% e dados da Organização Mundial da Saúde apontam que doenças cardiovasculares são responsáveis por cerca de 17 milhões de morte por ano.
Sobre a crise hipertensiva e o seu contexto de ocorrência, marque a alternativa CORRETA.
O indivíduo acometido por crise hipertensiva é aquele que está em tratamento clínico de sua condição de hipertenso e realiza o tratamento (através do uso de medicamento ou outro) corretamente, sem a possibilidade de não ter sido diagnosticado para hipertensão.
As causas de uma crise hipertensiva são inúmeras, mas o que pode ser descartado é a falta de acompanhamento, a falta de medicação na farmácia básica e o descuido do paciente consigo mesmo. Esses acontecimentos ligados à crise hipertensiva inexistem, tanto nos serviços de urgência e emergência, quanto nos serviços ambulatoriais e de atenção básica, uma vez que esses serviços, considerados portas de entrada da rede, possuem profissionais preparados para prestar assistência a esse tipo de atendimento de urgência.
A sobrecarga no funcionamento de estruturas cardíacas e vasculares, evitando lesões em órgãos como coração, cérebro, rins e artérias, e, consequentemente, morbidades e mortalidades, é minimizada na ocorrência de hipertensão arterial. Assim, a atuação dos profissionais da saúde na prevenção da crise hipertensiva é mínima, com rastreamento ocasional, consistindo na verificação da pressão arterial mediante procura do paciente pelo serviço.
O controle dos níveis tensionais dos hipertensos, nos serviços públicos e privados, é um dos principais êxitos conseguidos pelos serviços de saúde, em razão da mudança do estilo de vida pelas pessoas, com alimentação adequada, sobretudo consumo de sal a gosto, controle do peso, prática de atividade física ocasional, tabagismo e uso excessivo de álcool. Esses fatores, adequadamente abordados, têm impacto igual à administração de doses progressivas de medicamentos para alcançar os níveis recomendados de pressão arterial.
A crise hipertensiva é caracterizada por severa e abrupta elevação da pressão arterial, acompanhada de sintomas que poderão ser leves (cefaleia, tontura, zumbido) ou graves (dispneia, dor precordial, coma e até morte), com ou sem lesão aguda de órgãos-alvo.
A crise hipertensiva é caracterizada pela elevação aguda da pressão arterial (PA) sistólica ≥ 180 mmHg e/ou PA diastólica ≥ 120 mmHg que pode resultar ou não em lesões de órgãos-alvo.
(Sociedade Brasileira de Cardiologia, 2020.)
Considerando tal assunto, assinale a afirmativa correta.
A emergência hipertensiva é definida pelo valor da pressão arterial.
É classificada em: quadro hipertensivo, urgência hipertensiva e emergência hipertensiva.
As urgências hipertensivas são situações clínicas assintomáticas em que ocorre a crise hipertensiva; porém, com risco iminente de morte.
As emergências hipertensivas são situações clínicas sintomáticas em que ocorre a crise hipertensiva, com lesão de órgão-alvo aguda e progressiva, com risco iminente de morte.
O nitroprussiato de sódio é indicado para reduzir a pressão sanguínea em crises hipertensivas, além de ser utilizado para produzir hipotensão controlada durante intervenções cirúrgicas enquanto o paciente está sob anestesia.
Sobre o medicamento citado, é CORRETO afirmar que:
Provoca aumento do consumo miocárdico de oxigênio no infarto agudo do miocárdio.
Promove aumento da pré e pós-carga.
Age aumentando GMPc na célula muscular lisa, causando relaxamento e vasodilatação.
Causa vasoconstrição das arteríolas aumenta a resistência vascular periférica.
Promove diminuição do débito cardíaco na insuficiência cardíaca severa.
Sobre o atendimento a pessoas com hipertensão arterial sistêmica, é correto afirmar que
crise hipertensiva nível IV é o aumento da pressão arterial com risco de morte ou de lesão de órgãos-alvo.
urgência hipertensiva é importante rebaixamento da pressão arterial (em geral PA diastólica < 130 mmHg), sem sintomas graves e sem risco imediato à vida ou de dano agudo a órgãos-alvo ou comprometimento vascular, mas que pode evoluir para complicações graves.
emergência hipertensiva é quando existe evidente dano agudo e progressivo vascular e de órgãos-alvo, com rápida descompensação da função de órgãos vitais e com risco iminente à vida ou de lesão orgânica irreversível, demandando início imediato da redução dos níveis pressóricos.
emergência hipertensiva grau IV refere-se a quadros de encefalopatia hipertensiva, AVE (hemorragia subaracnóidea), complicações cardiovasculares (IAM, angina instável com dor, falência de ventrículo esquerdo, dissecção de aorta, edema agudo de pulmão) e falência renal.
emergência hipertensiva grau V refere-se a quadros de encefalopatia hipertensiva, AVE (hemorragia subaracnóidea), complicações cardiovasculares (IAM, angina instável com dor, falência de ventrículo esquerdo, dissecção de aorta, edema agudo de pulmão) e falência renal.
Na abordagem do paciente com obstrução de vias aéreas por corpo estranho, sendo esta uma obstrução leve onde o paciente é capaz de responder se está engasgado, consegue tossir, falar e respirar, está INCORRETO:
Monitorar e oferecer suporte de O2, se necessário.
Assinale a alternativa correta em relação a crise hipertensiva.
As Emergências Hipertensivas (EH) são situações clínicas sintomáticas em que há elevação acentuada da PA (definida arbitrariamente como PAD ≥ 120 mmHg) sem LOA (Lesão de Órgão Alvo) aguda e progressiva.
Pacientes com queixas de cefaleia, dor torácica atípica, dispneia, estresse psicológico agudo e síndrome de pânico associados à PA elevada podem caracterizar uma pseudocrise hipertensiva.
O tratamento da EH deve ser iniciado após um período de observação clínica em ambiente calmo, condição que ajuda a afastar casos de pseudocrise (tratados somente com repouso ou uso de analgésicos ou tranquilizantes), usando-se anti-hipertensivos orais para reduzir gradualmente a PA em 24 a 48 horas, pois as reduções rápidas e acentuadas da PA na UH podem resultar em isquemia tecidual.
O tratamento dos pacientes com UH visa redução rápida da PA, com a finalidade de impedir a progressão das LOA. Pacientes devem ser admitidos em UTI, usarem anti-hipertensivos IV (Intravenosos) e ser monitorados cuidadosamente durante a terapia, para evitar hipotensão.
A crise hipertensiva (CH)
é caracterizada por um aumento súbito, inapropriado, intenso e sintomático da pressão arterial, com valores superiores a 190/140 mmHg, acompanhado ou não de lesão em órgãos-alvo.
acomete indivíduos a partir da terceira década de vida, podendo ser justificada pela associação entre aumento linear dos níveis pressóricos e progressão da idade.
ocorre com maior frequência, no Brasil, entre pacientes com histórico prévio de síndrome do pânico.
demanda a monitoração da pressão arterial, a realização de exames gráficos de atividade cardíaca e o controle de diurese de 24 horas.
requer a diferenciação entre Emergência Hipertensiva, Urgência Hipertensiva, e Pseudocrise Hipertensiva, para intervenção apropriada.
A Síndrome Hipertensiva Gestacional é uma importante complicação da gestação, estando entre as principais causas de morbimortalidade materna e fetal, em especial em países em desenvolvimento. Apesar da alta cobertura da assistência pré-natal na Atenção Primária à Saúde, a mortalidade materna decorrente da hipertensão arterial continua elevada, podendo-se presumir que um dos problemas é a qualidade do atendimento pré-natal. Desta forma, assinale o que se pede:
I) Um dos critérios para se conceituar hipertensão arterial na gestação é a observação de níveis tensionais absolutos iguais ou maiores do que 140mmHg de pressão sistólica e iguais ou maiores do que 90mmHg de pressão diastólica, mantidos em medidas repetidas, em condições ideais, em pelo menos três ocasiões.
II) A hipertensão arterial sistêmica (HAS) na gestação é classificada nas seguintes categorias principais: pré-eclâmpsia, eclâmpsia, pré-eclâmpsia superposta à HAS crônica, hipertensão arterial sistêmica crônica e hipertensão gestacional.
III) O acompanhamento da PA nas consultas de pré-natal deve ser avaliado em conjunto com o ganho de peso súbito e/ou a presença de edema, principalmente a partir da 24ª semana de gestação.
IV) O aumento de 30mmHg ou mais na pressão sistólica (máxima) e/ou de 15mmHg ou mais na pressão diastólica (mínima), em relação aos níveis tensionais pré-gestacionais e/ou conhecidos até a 16ª semana de gestação, constitui um dos parâmetros exatos para confirmação de hipertensão arterial na gestação.
V) Na presença de valores de PA > 140/90mmHg e proteinúria, deve-se referir imediatamente a gestante ao pré-natal de alto risco e/ou à unidade de referência hospitalar.
Assinale a alternativa que contempla as assertivas verdadeiras:
I, II e III e V
I, II, III, IV e V
II, III e IV
I, III, IV e V
III, IV e V
Conforme a Portaria nº 2.048/02, qual a melhor unidade para encaminhar esse paciente?
Pronto socorro de um hospital de grande porte, unidade mais apropriada para prestar uma assistência com todo suporte necessário.
UPA – Unidade de Pronto Atendimento, unidade primeiramente indicada para um atendimento pré-hospitalar.
A unidade em que você mesmo trabalha, pois ele já é acompanhado na mesma, e por tal motivo é a mais qualificada para intervir nesse quadro agudo.
Em um Centro Regional de Saúde, pois o quadro clínico do paciente não é grave e não requer intervenção imediata.
Esse quadro do paciente citado no caso trata-se de um caso crônico agudizado, fazendo-se necessário ser atendido de imediato:
Na atenção primária, pois é fundamental que o PSF se responsabilize pelo acolhimento de pacientes com quadros como esse.
Na atenção secundária, por ser uma unidade de nível intermediário, com suporte específico para acolher pacientes com quadros como este.
Na atenção terciária, pois a unidade hospitalar oferece a melhor condição de atendimento a pacientes com quadros como esse.
Na atenção terciária, pois paciente apresentando quadros agudos devem ser encaminhados e acolhidos, exclusivamente, em unidades desse tipo de nível.
Em pacientes com crise hipertensiva, o enfermeiro deve reconhecer as manifestações clínicas da emergência e da urgência hipertensiva. Qual alternativa apresenta um cuidado que NÃO é cuidado de enfermagem específico a ser instituído em relação a esses pacientes?
Controlar débito urinário.
Manter verificação rigorosa da pressão arterial.
Manter o paciente monitorizado com monitor multiparâmetros.
Coletar amostras laboratoriais prescritas.
Orientar o paciente sobre a adesão adequada das medicações e os riscos de não realizar o tratamento.