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Em caso de exposição ocupacional ao HIV, ainda não existe qualquer tipo de quimioprofilaxia absolutamente segura, o que reforça a necessidade do estabelecimento rigoroso de normas universais de biossegurança para reduzir o risco a essa exposição.
As precauções básicas e universais, relativas à manipulação de sangue, secreções, mucosas ou peles não íntegras, são medidas de prevenção indicadas preferencialmente aos pacientes com diagnóstico definido ou presumido de doenças infecciosas.
A prevenção da exposição ao sangue ou a outros materiais biológicos é a principal medida para que não ocorra contaminação por patógenos de transmissão sanguínea nos serviços de saúde. Nos casos de exposição aos materiais biológicos, é correto afirmar:
recomenda-se como primeira conduta, após lavagem exaustiva do local exposto com água e sabão neutro, o uso de hipoclorito.
nas exposições de mucosa, deve-se lavar exaustivamente com água ou com solução salina fisiológica.
deve-se realizar expressão do local exposto como forma de facilitar o sangramento espontâneo.
os critérios de gravidade na avaliação do risco do acidente não dependem do volume de sangue e da quantidade de vírus presente.
recomenda-se que o prazo máximo, para início da quimioterapia pós-exposição ocupacional, seja de 48 horas.
Diante do risco biológico e da probabilidade da exposição ocupacional a agentes biológicos, é CORRETO afirmar que as medidas de proteção
devem ser adotadas a partir do resultado da avaliação da chefia imediata.
exigem calçados limpos e antiderrapantes sejam eles abertos ou fechados.
vedam o consumo de alimentos e bebidas nos postos de trabalho.
permitem o uso de adornos como anéis, alianças e brincos desde que pequenos e discretos.
Para a prevenção de exposição a agentes patógenos de transmissão sanguínea, recomenda-se evitar contato direto com fluidos corporais, como saliva, urina e líquido amniótico, pois são considerados meios de transmissão.
Qual é o critério de análise que o enfermeiro do trabalho utiliza quando, na avaliação de risco dos agentes biológicos, considera a capacidade de manutenção do potencial infeccioso de um agente biológico no meio ambiente?
Concentração.
Estabilidade.
Virulência.
Letalidade.
M.D.C., 32 anos, 18 semanas de gestação, técnica de enfermagem, trabalha em um hospital geral. No dia 31 de dezembro, sofreu um acidente com material perfurocortante: lesão na palma da mão com agulha utilizada na sutura de um ferimento provocado por arma branca. Ressalta-se que não utilizava luvas no momento do acidente. O paciente era um adolescente de 15 anos que deu entrada no prontoatendimento com sinais de embriaguez e evadiu-se do local logo após o procedimento. Após o acidente, M.D.C, lavou abundantemente o local com água e sabão, fez a antissepsia do local com clorexinina e avisou a enfermeira responsável pelo plantão, sendo encaminhada para um hospital de referência. No preenchimento da ficha, observou-se que M.D.C., tomou 3 doses de vacina para Hepatite B, a última delas foi administrada há 8 anos. O médico solicitou os testes rápidos para HIV e Hepatite B, ambos resultaram negativos. Iniciou a quimioprofilaxia com AZT e encaminhou a profissional para a enfermeira orientar sobre a profilaxia da Hepatite B. Para esse caso, o manual de condutas diante de exposição ocupacional a material biológico recomenda:
Aplicar mais uma dose da vacina, verificar a necessidade de reiniciar o esquema vacinal, administrar imunoglobulina hiperimune (HBIG), fazer o controle sorológico 1 ano após a administração.
Aplicar imunoglobulina hiperimune (HBIG), realizar o controle sorológico e aguardar o parto para refazer o esquema vacinal.
Considerar o esquema vacinal, repetir a sorologia em 2 meses para reavaliação da necessidade de imunoglobulina hiperimune (HBIG) e se necessário, repetir o esquema vacinal após o parto.
Reiniciar o esquema de imunização para hepatite B (HBIG) imediatamente, repetir a sorologia em 2 meses para avaliação da necessidade de imunoglobulina hiperimune.
Quanto à infraestrutura do serviço de saúde, especificamente com objetivo de evitar exposição aos agentes biológicos, recomenda-se que tenha
bancada com lavatório comunitário para degermação das mãos, lixeira aberta para armazenagem de resíduos infectantes e caixa para o descarte de agulhas.
pia para lavagem de mãos e limpeza de materiais críticos, lixeira comum para descarte de resíduos radioativos e caixa para descarte de material perfuro-cortante.
capela de fluxo laminar para o preparo do medicamento e vacinas, lixeira provida de sistema de abertura com contato manual e caixa para o descarte de material perfuro-cortante.
bancada para degermação de braços e mãos, lixeira comum para o descarte de agulha desconectada da seringa, utilizada após aplicações por via IM.
lavatório exclusivo para higiene das mãos com água corrente, sabonete líquido, toalha descartável, lixeira com sistema de abertura sem contato manual e caixa para descarte de material perfuro-cortante.
Em caso de exposição a material biológico, além da lavagem exaustiva do local exposto, da coleta de exames sorológicos e laboratoriais do profissional, solicitação de testes anti-HIV, anti-HCV e HbsAg do paciente fonte, acompanhamento pós-exposição e registro do acidente de trabalho, que outro procedimentos devem ser adotados?
Quimioprofilaxia expandida para o HIV o mais precoce possível, até, no máximo, 72 horas após o acidente, com duração de 14 dias, conforme avaliação do risco de exposição; quimioprofilaxia para o HBV independente da situação vacinal do profissional e situação sorológica do paciente fonte.
Quimioprofilaxia básica para o HIV o mais precoce possível, até, no máximo, 48 horas após o acidente, com duração de 14 dias, conforme a carga viral do paciente fonte; quimioprofilaxia para HBV, conforme situação sorológica do paciente fonte.
Quimioprofilaxia básica ou expandida para o HIV o mais precoce possível, até, no máximo, 72 horas após o acidente, com duração de 28 dias, conforme avaliação do risco de exposição; quimioprofilaxia para o HBV conforme situação vacinal e sorológica do profissional e HBsAg do paciente fonte.
Quimioprofilaxia básica para o HIV o mais precoce possível, até, no máximo, até 24 horas após o acidente, com duração de 7 dias, em situações de alto risco, quando houver resistência viral; quimioprofilaxia para o HBV conforme situação vacinal e sorológica do profissional e HBsAg do paciente fonte.
No caso de acidentes ocupacionais envolvendo material biológico, a realização do teste anti-HIV pressupõe o consentimento esclarecido por escrito do acidentado.
São medidas individuais do profissional da área de saúde para prevenção de acidentes ocupacionais envolvendo material biológico, EXCETO:
Realizar o esquema completo da vacinação contra a Hepatite tipo B (três doses).
Adotar as precauções-padrão independente do diagnóstico do paciente.
Manipular, com cuidado, as agulhas e instrumentos cortantes.
Reencapar as agulhas ou retirá-las da seringa com as mãos antes de descartá-las.
Desprezar todo material pérfuro-cortante, mesmo que estéril, em recipientes adequados.
Se a condição sorológica do paciente for
positiva para HBV e o profissional estiver imunizado, este deverá receber imunoglobulina hiperimune contra hepatite B.
desconhecida para HCV, o profissional deve iniciar a profilaxia pós-exposição em período não superior a duas horas.
negativa ou desconhecida para HBV, o profissional deve submeter-se a vacinação em duas doses contra a hepatite B.
desconhecida para HIV, não se recomenda a profilaxia pós-exposição, exceto se houver probabilidade de infecção ou história epidemiológica para HIV e outras DST.
positiva para HIV, deve-se repetir as sorologias do profissional semanalmente, até completar 12 meses após o acidente.
A erradicação de determinadas doenças ainda está sofrendo uma batalha ativa para os órgãos públicos. Um bacilo de grande relevância é o de Koch. Este é responsável por qual doença?
I – Poliomielite.
II – Coqueluche.
III – Tuberculose.
IV – Difteria.
V – Tétano.
Está CORRETO:
O item IV.
O item III.
O item II.
O item V.
O item I.
Os acidentes de trabalho com sangue e outros fluidos potencialmente contaminados devem ser tratados como situações de emergência médica.
Os ferimentos com perfurocortantes estão primariamente associados à transmissão ocupacional dos vírus da hepatite B (HBV), hepatite C (HCV) e HIV.
Os óculos de proteção devem ser usados somente durante os procedimentos em que haja possibilidade de risco à saúde do profissional: por respingo de substâncias ou na aplicação de medicamentos quimioterápicos.
Os recipientes específicos para descarte de material devem ser preenchidos no limite de sua capacidade total e ser colocados sempre próximos ao local onde é realizado o procedimento de descarte.
O técnico de enfermagem perfurou o dedo antes da aplicação de medicamento por via parenteral. Nessa situação, após o atendimento a este profissional, a medida administrativa cabível é:
Comunicar para o cadastro de moléstias do trabalho − CMT.
Registrar no centro nacional de infectologia e notificação − CINAN.
Notificar para o cadastro de notificação de moléstias infectocontagiosas − CNMI.
Registrar a comunicação de acidente de trabalho − CAT.
Registrar nas normas de afecções relacionadas ao trabalho − NART.