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Paciente, 58 anos, internado por pneumonia com sepse, em oxigenoterapia por máscara a 5 L/min. SSVV: PA 92/58 mmHg, FC 118 bpm, FR 28 irpm, T 38,9 °C. Gasometria arterial: pH 7,28; PaCO₂ 27 mmHg; HCO₃⁻ 12 mEq/L; PaO₂ 62 mmHg; SaO₂ 89%; Na⁺ 138 mEq/L; K⁺ 4,5 mEq/L; Cl⁻ 100 mEq/L; e lactato 6,0 mmol/L.
Nesse caso, o distúrbio metabólico predominante é a
acidose metabólica com ânion gap elevado.
acidose respiratória aguda isolada.
alcalose metabólica com hipoventilação.
acidose metabólica hiperclorêmica isolada.
alcalose metabólica hiperclorêmica isolada.
Exame Laboratorial Gasometria é um grupo de exames, muito utilizado em Unidades de Terapia Intensiva – UTI, feitos em conjunto que medem o pH e as quantidades de:
oxigênio (O2) e dióxido de carbono (CO2) no sangue.
oxigênio e (O2) e nitrogênio (N2) no sangue.
oxigênio (O2) e óxido nitroso (N2O) no sangue.
oxigênio (O2) e nitrito (NO2) no sangue.
E.T.S, 65 anos, em seu 4ª dia de internação em uma unidade de terapia intensiva. Ao realizar uma gasometria arterial, obteve-se os seguintes parâmetros: pH: 7,17; O²: 99%, CO²: 51; HCO³: 24. É possível identificar o seguinte distúrbio:
Acidose respiratória
Alcalose respiratória
Alcalose metabólica
Acidose metabólica
Distúrbio misto
Sobre o procedimento de gasometria arterial, é correto afirmar que:
É o exame realizado por meio da coleta de sangue venoso na região do pulso, seguido pela análise dos gases sanguíneos em um laboratório clínico.
É um exame que avalia os níveis de eletrólitos no sangue, como sódio e potássio, por meio de uma amostra de sangue capilar retirada da fossa cubital do paciente.
É o exame no qual uma pequena quantidade de sangue é retirada de uma artéria periférica, geralmente da artéria radial ou braquial, e analisada para medir os níveis de oxigênio, dióxido de carbono e pH, entre outros parâmetros.
É realizado exclusivamente em pacientes com problemas cardíacos, a fim de avaliar a eficácia da circulação sanguínea e a oxigenação dos tecidos.
É o procedimento que envolve a coleta de sangue venoso no membro inferior, seguida pela análise dos gases sanguíneos em um dispositivo portátil de diagnóstico.
Os sistemas tampão e respiratório são capazes de reagir rapidamente às alterações no pH corporal. Já os rins levam mais tempo para apresentar resposta compensatória. Considerando que distúrbios ácido-básicos podem ser de origem respiratória ou metabólica, segue caso clínico para análise:
Paciente do sexo masculino, 73 anos, dá entrada no Pronto Atendimento com pressão arterial 100x50mmHg, frequência respiratória 26irpm, frequência cardíaca 112bpm, glicemia capilar 88mg/dL. Apresenta oligúria, cefaleia, confusão mental, fraqueza e relata três episódios de vômito. Resultados de exames laboratoriais - Gasometria arterial: pH 7,23; Bicarbonato (HCO3−) 15mEq/L; PaCO2 48mmHg; PaO2 85mmHg; Saturação O2 94% e BE -3 mmol/L. Bioquímica: Creatinina (Cr) 1,6 mg/dL; Sódio (Na+) 140mEq/L; Potássio (K+) 4,2mEq/L e Cloro (Cl−) 102mEq/L. Assinale a alternativa CORRETA que descreve o(s) distúrbio(s) apresentado(s) pelo paciente:
Acidose hiperclorêmica e alcalose respiratória.
Distúrbio ácido-base misto com resposta compensatória.
Acidose metabólica e acidose respiratória associada.
Acidose metabólica hiperclorêmica.
Um exemplo de situação que pode levar à alcalose metabólica é quando ocorrem vômitos persistentes ou quando há um uso excessivo de diuréticos. Por exemplo, em casos de vômitos frequentes, há uma perda significativa de ácido clorídrico do estômago. Como o ácido clorídrico é um ácido forte, sua perda resulta em um aumento relativo do bicarbonato no sangue em relação ao ácido, levando à alcalose metabólica. Da mesma forma, o uso excessivo de diuréticos, medicamentos que aumentam a produção de urina, pode causar uma perda excessiva de água e eletrólitos, incluindo o ácido clorídrico. Isto também pode desencadear alcalose metabólica. Os sintomas da alcalose metabólica podem incluir respiração rápida e profunda, fraqueza muscular, espasmos musculares, confusão e, em casos graves, convulsões. O tratamento geralmente envolve corrigir a causa subjacente, como a reposição de líquidos e eletrólitos perdidos, e, às vezes, a administração de ácido para normalizar o pH sanguíneo. Considerando o contexto apresentado, assinale a alternativa que corresponde a uma gasometria com alcalose metabólica:
. pH = 7,0; H = 45mEq/l; PCO2 = 30mmHg; HCO3 = 31mEq/l.
pH = 7,9; H = 35mEq/l; PCO2 = 45mmHg; HCO = 48mEq/l.
pH = 7,9; H = 32mEq/l; PCO2 = 30mmHg; HCO3 = 31mEq/l.
pH = 7,0; H = 44mEq/l; PCO2 = 52mmHg; HCO3 = 45mEq/l.
pH = 6,8; H = 45mEq/l; PCO2 = 30mmHg; HCO3 = 31mEq/l.
A capnografia é o registro do gás carbônico no final da expiração (ETCO2). Ela contribui diretamente para a monitoração da função respiratória. De acordo com o livro Enfermagem em Terapia Intensiva: Práticas e Vivências (2011), qual situação ocasiona um aumento súbito no ETCO2?
Hiperventilação súbita.
Parada cardíaca.
Queda repentina do débito cardíaco.
Embolia pulmonar maciça.
Aumento do débito cardíaco.
No que se refere à técnica de coleta de gasometria arterial na artéria radial, com base nas Diretrizes Internacionais de Boas Práticas para Procedimentos Invasivos, assinale a alternativa que apresenta a sequência técnica correta.
Antissepsia com gluconato de clorexidina alcoólica 0,5%, angulação da agulha em 30°, aspiração de 3 mL de sangue, compressão por dois minutos e encaminhamento em temperatura ambiente em até 15 minutos.
Antissepsia com PVPI alcoólico, punção com agulha 25G em 45°, aspiração até preencher seringa heparinizada, compressão por cinco minutos e transporte em gelo reciclável.
Antissepsia com clorexidina aquosa 2%, agulha 23G em ângulo de 90°, aspiração de 1 mL de sangue, compressão por 10 minutos e análise imediata.
Antissepsia com álcool 70%, punção com scalp 23G em 45°, aspiração até visualizar sangue pulsátil, compressão por três minutos e homogeneização com movimento de inversão.
A gasometria arterial é frequentemente realizada em situações clínicas críticas, como em pacientes com insuficiência respiratória, choque, distúrbios metabólicos ou durante procedimentos cirúrgicos. Os resultados ajudam os profissionais de saúde a avaliarem a função respiratória e identificarem distúrbios ácido-base. Sobre a coleta da gasometria, é correto afirmar:
O teste de Allen não é indicado para pacientes não colaborativos ou inconscientes.
O teste de Allen é utilizado para a verificação da circulação colateral da mão por meio da análise de perfusão das artérias radial e braquial.
O teste de Allen é subjetivo, qualitativo e depende da análise do observador. Para aumentar a sua confiabilidade, poderá ser utilizada a oximetria de pulso, simultaneamente.
Para a técnica de coleta, deve-se segurar a seringa com agulha (25x7.0) com o bisel para cima, inclinado num ângulo de 30º a 45º para artérias profundas e 90º para as periféricas.
NÃO é recomendado o uso de capnografia para
posicionamento da cânula orotraqueal.
exclusão de intubação esofágica.
monitoramento da saturação de oxigênio.
avaliação da eficácia das compressões torácicas.
retorno da circulação espontânea.
A capnometria é a medida da pressão parcial de dióxido de carbono ao final da expiração (ETCO2). Quanto à medida da ETCO2, analise as assertivas abaixo:
I. Embora os valores da pressão parcial arterial de dióxido de carbono (PaCO22) e do ETCO22 sejam similares, o ETCO22 é em geral maior que a PaCO22 em torno de 2 a 5 mmHg.
II. Na parada cardiorrespiratória, o direcionamento das compressões torácicas para um valor de ETCO2 de pelo menos 10 mmHg e, como ideal, 20 mmHg ou mais, pode ser útil como um marcador da qualidade da Reanimação Cardiopulmonar.
III. A exatidão das leituras de ETCO2 pode ser afetada pela interferência do vapor d’água com a absorção da luz infravermelha, o que pode causar medições falsamente baixas.
IV. A forma de onda do dióxido de carbono expirado é demonstrada no monitor como um gráfico do ETCO2 versus o tempo, chamado de capnograma, o qual fornece uma leitura gráfica contínua do nível de ETCO2 do paciente a cada expiração.
V. Em pacientes graves, a ETCO2 não pode refletir a pressão parcial arterial de dióxido de carbono (PaCO2) em virtude de alterações pulmonares, como consolidações e edemas.
Estão CORRETAS as assertivas:
II, IV e V, apenas.
I, II e IV, apenas.
I, II, III e IV, apenas.
III, IV e V, apenas.
Um paciente com sepse grave apresenta gasometria com pH 7,15, PaCO2 35 mmHg e HCO3- 10 mEq/L. Qual é o resultado de gasometria e qual é a prioridade de intervenção da Enfermagem, respectivamente?
Acidose respiratória – iniciar ventilação mecânica.
Acidose metabólica compensada – administrar bicarbonato de sódio.
Acidose metabólica descompensada – corrigir a causa subjacente e monitorar perfusão tecidual.
Alcalose mista – avaliar as funções renal e respiratória.
Acidose mista – corrigir os distúrbios respiratórios e metabólicos simultaneamente.
No que concerne aos parâmetros gasométricos que caracterizam uma acidose respiratória aguda descompensada, considerando os valores de referência e as alterações fisiopatológicas, assinale a alternativa que indica os achados laboratoriais correspondentes.
pH = 7,31; PaCO2 = 55 mmHg; HCO3- = 28 mEq/L; BE = +2; PaO2 = 85 mmHg; SaO2 = 92%; lactato = 1,8 mmol/L.
pH = 7,42; PaCO2 = 48 mmHg; HCO3- = 32 mEq/L; BE = +4; PaO2 = 88 mmHg; SaO2 = 95%; lactato = 1,2 mmol/L.
pH = 7,28; PaCO2 = 35 mmHg; HCO3- = 16 mEq/L; BE = -8; PaO2 = 92 mmHg; SaO2 = 94%; lactato = 3,5 mmol/L.
pH = 7,34; PaCO2 = 42 mmHg; HCO3- = 22 mEq/L; BE = -1; PaO2 = 90 mmHg; SaO2 = 96%; lactato = 1,5 mmol/L.
A gasometria arterial é essencial na avaliação do paciente com insuficiência respiratória aguda (IRespA). Paciente chega ao serviço de emergência apresentando IRespA, sendo intubado no box de estabilização. Após atendimento inicial, foi transferido para a sala vermelha, onde apresentou os seguintes valores de gasometria arterial:

Com base nesses valores e na história clínica atual do paciente, é correto afirmar que essa gasometria apresenta uma
acidose respiratória.
alcalose respiratória.
acidose metabólica.
alcalose metabólica.
hipoxemia.
Durante plantão em uma unidade de pronto atendimento (UPA), a enfermeira da sala vermelha analisa o exame de gasometria arterial cujo resultado é: pH=7,50; PaCo2= 40mmHg; e HCo3 = 35mEq/L. Esses parâmetros indicam
acidose mista.
acidose metabólica.
alcalose metabólica.
alcalose respiratória.
De acordo com Brunner e Suddarth (2010), o exame de gasometria arterial tem a finalidade de avaliar a _______________, determinar o nível de _______________ e monitorar a _______________.
Assinale a alternativa que preenche, correta e respectivamente, as lacunas do trecho acima.
anemia – hemólise – ausência de hemoglobina
troca gasosa – ácido básico – terapia respiratória
reserva de ferro – ferro sérico – saturação
filtração glomerular – lesão renal – creatinina
Doença Arterial Coronariana (DAC) – desnutrição – necrose hepática celular
Paciente JMB internado em unidade de terapia intensiva há três dias, com quadro de Síndrome Respiratória Aguda, evolui com piora dos padrões respiratórios, sendo necessários ajustes na ventilação mecânica e coleta de gasometria arterial. O enfermeiro assistente, responsável pelo paciente, recebe o seguinte resultado da gasometria arterial:
pH = 7.29;
PO2 = 96 mmHg;
PCO2 = 48 mmHg;
HCO3 = 25 mEq/l;
BE = +1 mEq/l; e
Saturação de oxigênio = 98%.
Considerando os valores obtidos na gasometria arterial, o PROVÁVEL diagnóstico de distúrbio é:
Acidose metabólica descompensada.
Acidose mista.
Acidose respiratória sem compensação metabólica.
Alcalose respiratória compensada.
A coleta de gasometria arterial consiste na obtenção de uma amostra de sangue arterial para análise das trocas gasosas e do equilíbrio acidobásico.
Sobre a técnica de coleta, marque a alternativa correta:
Não há mais indicação de realização do teste de Allen modificado
Deve-se utilizar seringas de 5ml a 10ml, previamente heparinizadas
A artéria mais utilizada é a radial, por ser de fácil acesso, palpável e não estar associada a complicações graves
Priorizar a punção repetida no mesmo local, evitando desconforto em múltiplas regiões do paciente
Após a coleta, aplicar compressão no local por cerca de 30 segundos
A Gasometria é um conjunto de exames feitos para medir pH e as quantidades de oxigênio, (O2) e dióxido de carbono, (CO2), no sangue. A Gasometria arterial é um exame de rotina nas unidades de urgência e emergência, nas unidades de terapia intensiva, tornando-se importante o profissional adquirir conhecimento adequado para avaliação e interpretação. Considerando-se a interpretação da Gasometria arterial pH 7.40- pCO2 52 mmHg- pO2 68- Hct 29%- HCO3 32.2 mmol/L, chegamos a seguinte conclusão:
Compensado.
Parcialmente compensado.
Descompensado.
Condições Normais.
Corrente.
A gasometria arterial é um exame para o qual uma amostra de sangue é obtida diretamente de uma artéria. A principal finalidade desse teste é a avaliação dos níveis de oxigênio e gás carbônico no sangue. Quando esses níveis não estão normais, significa que a troca gasosa não está ocorrendo como deveria, o que pode representar um problema na função pulmonar.
Desse modo, os valores normais do exame gasometria arterial são:
I. pH: 7.35 – 7.45
II. PCO2 (pressão parcial de gás carbônico): 35 – 45 mmHg
III. Bicarbonato (HCO3): 22 – 26 mEq/L
IV. pO2 (pressão parcial de oxigênio): 80 – 100 mmHg
Estão CORRETAS:
I, II, III, apenas.
III, IV apenas.
II, III apenas.
I e III apenas.
I, II, III, IV.