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A hipertensão arterial sistêmica, HAS, é considerada uma das principais causas de cardiopatia hipertensiva, além de ser também um fator de risco para o desenvolvimento de doenças resultantes da aterosclerose e da trombose.
Para controle e tratamento da HAS, o Ministério da Saúde recomenda o rastreamento, que pode ser realizado nas Unidades Básicas de Saúde, UBS, e que consiste em aferir a pressão arterial, PA, de
todo adulto com 40 anos ou mais de idade que não tiver registro no prontuário de, ao menos, uma verificação da PA nos últimos dois anos.
todo adulto com 35 anos ou mais de idade que não tiver registro no prontuário de, ao menos, uma verificação da PA nos últimos dois anos.
todo adulto com 35 anos ou mais de idade que não tiver registro no prontuário de, ao menos, uma verificação da PA nos últimos cinco anos.
todo adulto com 18 anos ou mais de idade que não tiver registro no prontuário de, ao menos, uma verificação da PA nos últimos dois anos.
todo adulto com 18 anos ou mais de idade que não tiver registro no prontuário de, ao menos, uma verificação da PA nos últimos cinco anos.
A pressão arterial é um dos sinais vitais mais considerados para raciocínios clínicos. Diante de sua importância, cabe ao profissional que executa a aferição ter conhecimento e comprometimento com o procedimento. Enumere as etapas a seguir de acordo com a ordem correta de aferição da pressão arterial, conforme as Diretrizes Brasileiras de Hipertensão Arterial atuais.
( ) Proceder à deflação lentamente (velocidade de 2 mmHg por segundo).
( ) Colocar o manguito, sem deixar folgas, 2 a 3 cm acima da fossa cubital.
( ) Estimar o nível da pressão arterial sistólica pela palpação do pulso radial.
( ) Informar os valores de pressões arteriais obtidos para o paciente.
( ) Inflar rapidamente até ultrapassar 20 a 30 mmHg o nível estimado da pressão arterial sistólica, obtido pela palpação.
A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:
1 – 3 – 2 – 5 – 4.
2 – 4 – 3 – 1 – 5.
4 – 1 – 2 – 5 – 3.
3 – 4 – 1 – 2 – 5.
5 – 4 – 3 – 2 – 1.
Paciente após avaliação de sua pressão arterial apresenta resultado de categoria pré-hipertensão. É possível inferir que a pressão arterial sistólica (mmHg) apresenta:
120-139.
140-159.
Igual ou maior que 100.
Igual ou maior que 160.
Em relação às consultas de enfermagem para pessoas com PA limítrofe, para acompanhamento da HAS e para estratificação de risco para doenças cardiovasculares, correlacione a primeira coluna com a segunda e marque a alternativa correta:
I- consultas de enfermagem para pessoas com PA limítrofe | a- uso do Escore de Framingham |
II- consultas de enfermagem para acompanhamento da HAS | b- prevenção primária da doença |
III- consultas de enfermagem para estratificação de risco para doenças cardiovasculares | c- plano terapêutico construído junto com a pessoa trabalhando a prevenção secundária, dentre outras ações |
I-a; II-c; III-b.
I-b; II-c; III-a
I-b; II-a; III-c.
I-a; II-b; III-c.
Para obter o escore de Framingham, o enfermeiro deve utilizar os dados referentes a níveis pressóricos,
IMC, circunferência abdominal, glicemia de jejum e níveis de HDLc e LDLc.
idade, níveis de HDLc, LDLc e VLDLc, triglicérides e glicemia de jejum.
sexo, idade, tabagismo e níveis de HDLc e LDLc.
IMC, tabagismo, hemoglobina glicada e níveis de HDLc e VLDLc.
idade, sexo, níveis de HDLc, LDLc e VLDLc e triglicérides.
São os principais fatores de risco para Hipertensão Arterial, EXCETO:
Genética.
Sedentarismo.
Sexo e etnia.
Ambientais.
Considere os diferentes aspectos relacionados ao diagnóstico da hipertensão e das emergências hipertensivas e assinale a alternativa correta.
A obtenção de valores da pressão arterial, em medida única e com a técnica de aferição adequada, superiores a 160 x 100 mmHg, com evidência de lesão de órgão alvo, configura crise hipertensiva.
A hipertensão mascarada consiste na situação clínica em que a pressão arterial sistólica apresenta valores entre 121 e 139 mmHg e/ou pressão diastólica entre 81 e 89 mmHg no consultório, porém está normal na monitorização ambulatorial (MAPA) ou nas medidas residenciais da pressão arterial (MRPA), realizadas com técnica de aferição adequada.
O efeito do avental branco não muda o diagnóstico, pois, se o indivíduo é normotenso, permanecerá normotenso, e, se é hipertenso, permanecerá hipertenso, no entanto pode alterar o estágio e/ou dar a falsa impressão de necessidade de adequações no tratamento.
O diagnóstico de hipertensão pode ser definido em uma única visita se a pressão arterial do cliente adulto estiver maior ou igual a 160 x 100 mmHg e houver evidência de doença cardiovascular.
O Ministério da Saúde recomenda que, em campanhas de rastreamento da hipertensão, homens com mais de 18 anos de idade, que apresentem pressão arterial com valores entre 120 x 80 mmHg e 130 x 85 mmHg, devem ser encaminhados para consulta de enfermagem para estratificação de risco cardiovascular.
A Hipertensão Arterial (HA) é a doença crônica mais comum em adultos no planeta (Weber, Schiffrin, White, et al., 2014). É identificada como o principal fator de risco de morte prematura, incapacidade e ônus global, em termos de doença, porque pode resultar em Infarto Agudo do Miocárdio (IAM), insuficiência cardíaca, Acidente Vascular Encefálico (AVE). Desse modo, assinale a alternativa CORRETA.
Uma emergência hipertensiva é a situação na qual a pressão arterial está muito elevada e há evidências de lesão real ou provável em órgão-alvo, como cérebro, coração, entre outros.
A hipertensão arterial é definida pela American Society of Hypertension (ASH) como níveis de Pressão Arterial Sistólica (PAS) iguais ou superiores a 145 mmHg ou de PAD iguais ou superiores a 85 mmHg.
Hipertensão primária: pressão arterial alta em virtude de uma causa identificada, como por exemplo, nefropatia.
hipertensão sistólica isolada: condição mais comumente observada no paciente idoso, na qual a pressão arterial sistólica é inferior a 139 mmHg e a pressão arterial diastólica está inferior a 80 mmHg.
Tem-se uma hipertensão de rebote, quando a pressão arterial que é controlada com medicamento e que se torna descontrolada (anormalmente alta) mesmo com a manutenção da terapêutica medicamentosa.
No tratamento da hipertensão arterial, é classificado como diurético poupador de potássio:
Alisquireno.
Telmisartana.
Espironolactona.
Prazosina.
Com relação a hipertensão arterial, uma condição em que a força exercida pelo sangue nas paredes das artérias está acima do normal, representando grande fator de risco para outras complicações, como acidente vascular cerebral e doença renal. Sobre esse fato, assinale a alternativa correta.
Após ser confirmada a hipertensão arterial, o único meio de controlar a doença é com a tomada correta dos medicamentos, que deve ser feito de forma contínua, pois somente dessa forma o paciente pode alcançar a cura.
O agente de saúde desempenha papel crucial na prevenção e detecção da hipertensão arterial na comunidade, pois pode identificar grupos de risco, orientar quanto a práticas saudáveis e fazer o elo entre comunidade e serviço de saúde.
Para se realizar um diagnóstico precoce, as pessoas devem ser orientadas a medir a pressão arterial pelo menos duas vezes ao ano após os 40 anos e se houver histórico de hipertensão arterial na família, deve-se medir, logo aos 30 anos, no mínimo três vezes ao ano.
A hipertensão arterial é uma doença de início silencioso, ou seja, o paciente não apresenta sintomas até que tenha alguma alteração importante, ocorrendo manifestação de sintomas como dores de cabeça, dores da nuca, sangramento nasal, visão turva, entre outros e somente após o surgimento destes, é feito o diagnóstico.
A hipertensão arterial (HA) é uma doença crônica não transmissível (DCNT), definida por níveis pressóricos, em que os benefícios do tratamento superam os riscos.
Sobre fatores de risco para HA, leia as afirmações abaixo:
I. Os fatores genéticos não influenciam os níveis de PA. Parece haver uma relação direta, contínua e quase linear entre o excesso de peso e os níveis de PA.
II. Com o envelhecimento, a PAS torna-se um problema mais significante, resultante do enrijecimento progressivo e da perda de complacência das grandes artérias.
III. A etnia é um fator de risco importante para a HA, mas condições socioeconômicas e de hábitos de vida parecem ser fatores mais relevantes para as diferenças na prevalência da HA do que a implicação étnica propriamente dita.
IV. A ingestão elevada de sódio tem-se mostrado um fator de risco para a elevação da PA e, consequentemente, da maior prevalência de HA. A ingestão de sódio está associada à Doença Cardiovascular (DCV) e Acidente Vascular Encefálico (AVE), quando a ingestão média é superior a 5 g de sódio.
Estão CORRETAS apenas
I e III.
I, III e IV.
II e III.
I e II.
II, III e IV.
Assinale a alternativa que se refere à situação clínica na qual os valores da pressão arterial estão aumentados no consultório, porém, pelas medidas da monitorização ambulatorial ou residenciais, são considerados normais.
Hipertensão mascarada.
Pré-hipertensão.
Hipertensão do avental branco.
Hipertensão fantasma.
A Hipertensão Arterial (HA) é uma doença crônica não transmissível, multifatorial, caracterizada pela elevação persistente da Pressão Arterial (PA). Em vista desta condição, a Atenção Básica deve incorporar estratégias individuais e coletivas a fim de melhorar a qualidade da atenção e alcançar o controle adequado dos níveis pressóricos.
Considerando a medição realizada no consultório em indivíduos a partir de 18 anos de idade, a alternativa que apresenta a classificação da pressão arterial correta, de acordo com a Diretriz Brasileira de Hipertensão Arterial – 2020 é:
PA normal (PAS:<120mHg e PAD: <80mHg).
HA estágio 3 (PAS: >180mHg ou PAD: >110 mHg).
HA estágio 1 (PAS:150-159mHg e/ou PAD: 90-99 mHg).
Pré-hipertensão (PAS:130-139mHg e/ou PAD: 85-89 mHg).
A hipertensão arterial (HA) é uma doença crônica não transmissível (DCNT) e que afeta cada vez mais a população brasileira e mundial.
Assinale a alternativa correta sobre os mecanismos envolvidos na regulação da pressão e fatores de risco.
Os fatores ambientais e hábitos de vida podem contribuir para o estabelecimento da hipertensão arterial, porém os fatores genéticos não possuem relação.
A pressão arterial é inversamente proporcional ao débito cardíaco e à resistência vascular periférica.
Dentre os órgãos envolvidos no mecanismo de controle da pressão arterial está o rim, que contribui com a secreção da enzima conversora de angiotensina (ECA).
Dentre os fatores de risco para a hipertensão arterial estão o excesso do consumo de potássio na alimentação.
A pressão arterial é o produto da resistência vascular periférica e do débito cardíaco.
Um paciente do sexo masculino, 45 anos de idade, procurou o centro de saúde para fazer uma consulta com o enfermeiro a fim de verificar sua condição de saúde. Ele é sedentário, sem história de tabagismo e etilismo, e há antecedentes de hipertensão arterial em vários membros de sua família. Há um registro de pressão arterial elevada em seu prontuário na data da consulta.
Sobre as ações que devem ser adotadas pelo enfermeiro diante desse paciente, assinale a alternativa incorreta.
Realizar o exame físico e o histórico e considerar que o fato de vários membros da família serem hipertensos é um fator de risco para o referido paciente. Solicitar aferição da pressão diária por uma semana e, em caso de três medidas alteradas, encaminhar para a consulta médica.
Desconsiderar o sedentarismo, pois pouco contribui para o surgimento da doença, visto que o único fator de risco é o histórico familiar de doença hipertensiva. Orientar sobre a necessidade de abandonar o etilismo e o tabagismo, mesmo não sendo considerados fatores de risco para o desenvolvimento de hipertensão arterial.
Caso os níveis pressóricos estejam controlados, encaminhar para consulta semestral com o médico da equipe, intercalada com consulta de Enfermagem e reuniões com grupos de hipertensos.
Solicitar, durante a consulta de Enfermagem, os exames mínimos estabelecidos nos consensos, tais como: sumário de urina, dosagem de creatinina sérica, potássio sérico, glicemia sérica, colesterol total e de eletrocardiograma de repouso.
A Hipertensão Arterial Sistêmica (HAS) e o Diabetes Mellitus (DM) constituem os principais fatores de risco populacional para as doenças cardiovasculares. Diante disso, pode-se afirmar que:
O rastreamento do DM gestacional é realizado entre a 24ª e 28ª semanas de gravidez, podendo ser em uma ou duas etapas.
A possibilidade de associação das duas doenças é da ordem de 5%, o que requer, na grande minoria dos casos, o manejo das duas patologias num mesmo paciente.
O DM tipo 1 é hoje considerado parte da chamada síndrome plurimetabólica ou de resistência à insulina e ocorre em 90% dos pacientes diabéticos.
A hipertensão arterial é, portanto, definida como uma pressão arterial sistólica maior ou igual a 130 mmHg e uma pressão arterial diastólica maior ou igual a 85 mmHg.
Sobre a classificação de Hipertensão estágio 3, da 7º Diretriz Brasileira de Hipertensão Arterial, de acordo com a medição casual ou no consultório a partir de 18 anos de idade, é CORRETO afirmar:
É considerada Hipertensão estágio 3 se pressão arterial sistólica ≥ 180 mm Hg e/ou pressão arterial diastólica ≥ 110 mmHg.
É considerada Hipertensão estágio 3 se pressão arterial sistólica entre 160 – 179 mm Hg e/ou pressão arterial diastólica entre 100 - 109 mmHg.
É considerada Hipertensão estágio 3 se pressão arterial sistólica ≤ 120 mm Hg e/ou pressão arterial diastólica ≤ 80 mmHg.
É considerada Hipertensão estágio 3 se pressão arterial sistólica entre 140 – 159 mm Hg e/ou pressão arterial diastólica entre 90 – 99 mmHg.
Todas as alternativas estão incorretas.
Em sua maioria, os paciente hipertensos convivem com outros fatores que são capazes ou agregadores para o aparecimento de uma doença ou evento cardiovascular, até mesmo de forma independente dos níveis pressóricos. Com isso, a estratificação de riscos adicionais é fundamental para o cuidado do hipertenso, analise as assertivas e assinale a alternativa correta.
I. A idade como fator de risco se diferencia entre os sexos, em relação ao infarto do miocárdio (IAM) associação se inicia aos 55 anos no homem e aos 65 anos na mulher.
II. Diabetes melitos precisa ser diagnosticado, pois implica em um fator de risco, e deve ser considerado os seguinte critérios: glicemia plasmática em jejum de > 126 mg/dL; hemoglobina glicada > 6,5%, aferida por cromatografia líquida de alta performance (HPLC); ou ainda, glicemia > 200mg/dL, após 2 h de sobrecarga oral de glicose no teste oral de tolerância.
III. Sedentarismo é visto como um dos critérios para definição de Síndrome Metabólica e deve ser considerado o padrão de atividade física moderada de pelo menos 150 minutos semanais.
IV. Histórico familiar de parentes de primeiro grau deve ser observado e caracterizado como fator de risco aqueles indivíduos que apresentaram casos de doença cardiovascular familiar em homens < 55 anos e mulheres < 65 anos.
V. Lesão de órgãos alvos estima o risco adicional para doença cardiovascular, entre elas a hipertrofia ventricular esquerda, que pode ser observada através de ECG (índice Sokolow-Lyon (SV1 + RV5 ou RV6) ≥ 35 mm; RaVL > 11 mm; Cornell voltagem > 2440 mm.ms ou Cornell índice > 28 mm em homens e > 20 mm em mulheres.
Apenas I e II estão corretas.
Apenas III está incorreta.
Apenas IV está correta.
Apenas V está incorreta.
Para que o profissional técnico de enfermagem entenda o resultado da medida da pressão arterial e não veicule informações equivocadas é fundamental que conheça a classificação da pressão arterial em todos os grupos populacionais. Considerando a classificação da pressão arterial para crianças e adolescentes, é errado afirmar que:
É necessário medir a altura do paciente para verificar o percentil da PA.
Crianças não apresentam hipertensão de consultório e efeito do avental branco.
A medida da PA em crianças após 3 anos de idade é recomendada em todas as avaliações clínicas.
Para diagnóstico de hipertensão arterial é necessário, além da medida da pressão, altura, idade e sexo.
Essa doença é caracterizada pela elevação sustentada dos níveis de pressão arterial e é um dos principais fatores de risco para o desenvolvimento de doenças cardiovasculares e renais. Ela também é frequentemente associada a outras doenças crônicas e a eventos como morte súbita, acidente vascular encefálico, infarto agudo do miocárdio, insuficiência cardíaca e doença arterial periférica.
Assinale a alternativa que apresenta corretamente uma medicação que pode ser utilizada como tratamento no controle dos níveis de pressão arterial que ocorrem nessa doença.
Amoxicilina
Anlodipino
Metformina
Sulfoniureia
Sinvastatina