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Sobre o tema relacionado à assistência de enfermagem no contexto da Aids, verifique as assertivas e assinale a correta.
I. HIV é a sigla em inglês do vírus da imunodeficiência humana, que é o causador da Aids, atacando o sistema imunológico - responsável por defender o organismo de doenças. As células mais atingidas são os linfócitos T CD4+.
II. Ter o vírus HIV não é a mesma coisa que ter Aids.
III. A transmissão do vírus HIV pode ocorrer por meio de sexo oral, vaginal e anal sem camisinha, transmissão de sangue contaminado, compartilhamento de seringas, vertical de mãe para filho e até por acidente com instrumento perfurocortante.
IV. Não se transmite HIV com beijo na boca, suor, lágrima, picada de inseto, aperto de mão, abraço, pelo assento do ônibus, pelo ar, sabonete, talheres, copos, piscinas, lençóis, banheiro, masturbação a dois ou doando sangue.
Apenas as assertivas III e IV são corretas.
Apenas as assertivas I, II e III são corretas.
Apenas as assertivas I e II são corretas.
Apenas a assertiva IV é correta.
As assertivas I, II, III e IV são corretas.
As metas ambiciosas dos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável, relacionadas ao fim da tuberculose como problema de saúde pública, têm exigido dos programas de controle uma nova forma de enfrentar a doença. A vacina BCG (Bacilo Calmette-Guérin) é utilizada desde a década de 1920 como medida preventiva complementar no controle da tuberculose. Sobre as indicações da vacina BCG é INCORRETO afirmar que:
para crianças expostas ao HIV é indicada a revacinação.
recém-nascidos com peso ≥ 2 kg devem ser vacinados o mais precocemente possível, de preferência na maternidade, logo após o nascimento.
crianças de até 4 anos, 11 meses e 29 dias que chegam ao serviço, ainda não vacinadas, poderão receber BCG se assintomáticas e sem sinais de imunodepressão.
a partir dos 5 (cinco) anos de idade, crianças vivendo com HIV não devem ser vacinadas, mesmo que assintomáticas e sem sinais de imunodeficiência.
Assinale a alternativa CORRETA que corresponde ao HIV mais comum no continente africano e de mais difícil transmissão.
HIV2.
HIV4.
HIV5.
HIV1.
Nos dias atuais observa-se que ainda existem crianças que se infectam pelo vírus do HIV no momento do nascimento, apesar dos avanços no tratamento e controle dos pacientes que vivem com o vírus do HIV. No caso da transmissão da infecção pelo HIV da mãe para o bebê, é CORRETO afirmar:
É uma transmissão linear;
É uma transmissão horizontal;
É uma transmissão vertical;
É uma transmissão pela quebra do binômio mãe- filho.
Os acidentes perfurocortantes podem causar infecções como HIV, Hepatites B e C, entre outros agravos. Trata-se de um material biológico com risco de transmissão do HIV:
suor
urina
fezes
sangue
O HIV/Aids representa um agravo prioritário na política de Saúde do Brasil. A vigilância epidemiológica insere-se como estratégia para o planejamento, monitoramento e avaliação das ações de controle desse relevante problema de saúde pública. Com isso, considere a figura e as afirmações abaixo:

FIGURA-RESUMO: infecção pelo HIV em gestantes, aids em menores de cinco anos, taxas de detecção de aids, coeficiente de mortalidade por aids e número de casos de HIV. Brasil, 2010 a 2020.
Fonte: Sinan/SVS/MS.
Fonte: Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde. Boletim Epidemiológico HIV/Aids. Numero Especial, Dez. 2021.
Nesse cenário, no âmbito da vigilância epidemiológica, observam-se dados sobre os casos de HIV e de aids no Brasil, de 2010 a 2020, de acordo com as informações obtidas a partir dos sistemas de informação utilizados para a sua elaboração. Ressalta-se que a infeccao pelo HIV e a aids fazem parte da Lista Nacional de Notificação Compulsória de doenças (Portaria no 264, de 17 de fevereiro de 2020), sendo que a aids e de notificação compulsória desde 1986; a infecção pelo HIV em gestantes, desde 2000; e a infecção pelo HIV, desde 2014. No decorrer dos anos apresentados, de acordo com a distribuição dos números confirmados, aprecie as afirmações a seguir:
I. Os casos de aids em 2020 chegaram a quase 30.000 — notificados no Sinan, declarados no SIM e registrados no Siscel/Siclom -, com uma taxa de detecção de 14,1/100 mil habitantes.
Il. Desde o ano de 2012, observa-se uma diminuição na taxa de detecção de aids no Brasil, que passou de 22,0/100 mil habitantes (2012) para 14,1/100 mil habitantes em 2020, configurando um decréscimo de 40%.
III. No ano de 2020, foram registrados no SIM um total de menos de 5.000 óbitos por causa básica aids (CID10: B20 a B24), com uma taxa de mortalidade padronizada de 4,0/100 mil habitantes. A taxa de mortalidade padronizada sofreu decréscimo de 30,6% entre 2014 e 2020.
IV. Embora se observe uma diminuição dos casos de aids em quase todo o pais, principalmente nos últimos anos, cabe ressaltar que parte dessa redução pode estar relacionada a subnotificação de casos, em virtude da mobilização local dos profissionais de saúde ocasionada pela pandemia de covid-19.
Em relação aos dados expostos, marque a opção que apresenta somente itens corretos:
II e III.
III e IV.
l e IV.
l e III.
l e ll.
O vírus da imunodeficiência humana (HIV) ataca o sistema imunológico, que é responsável por defender o organismo de doenças, e, por isso, torna o portador do vírus suscetível a desenvolver outras doenças. Os pacientes soropositivos que têm ou não AIDS podem transmitir o vírus por meio de
ingestão de alimentos contaminados.
amamentação.
gotículas da tosse.
ingestão de água contaminada.
Com base na AIDS, registre V, para verdadeiro, ou F, para falso, nos itens abaixo:
(__)A aids é uma doença que ataca somente mulheres, não depende da preferência sexual das pessoas, da raça, da idade, da cor ou da sua condição social.
(__)O vírus que provoca a aids é o HIV, vírus da deficiência humana.
(__)O HIV destrói as defesas naturais que o organismo humano tem contra as doenças, deixando a pessoa muito fraca.
(__)A aids é considerada uma DST, porque são as relações sexuais a maneira mais comum de uma pessoa passar o HIV para outra.
A sequência CORRETA de cima para baixo é?
V, F, V, F.
V, V, F, F.
F, F, V, V.
F, V, F, V.
HIV é a sigla em inglês do Vírus da Imunodeficiência Humana. Causador da Aids, ataca o sistema imunológico, responsável por defender o organismo de doenças. As células mais atingidas são os linfócitos T CD4+. E é alterando o DNA dessa célula que o HIV faz cópias de si mesmo. Depois de se multiplicar, rompe os linfócitos em busca de outros para continuar a infecção.
(Ministério da Saúde.)
A Constituição Brasileira preconiza direitos e obrigações de todas as pessoas que convivem com HIV, garantindo a dignidade humana e o acesso à saúde pública. Em relação aos direitos fundamentais da pessoa portadora do vírus da Aids, marque V para as afirmativas verdadeiras e F para as falsas.
( ) O portador do vírus será submetido ao isolamento, quarentena, ou qualquer tipo de reclusão para evitar a proliferação do vírus.
( ) Todas as pessoas têm direito de receber sangue e hemoderivados, órgãos ou tecidos que tenham sido rigorosamente testados para o HIV.
( ) Todo o portador do vírus tem direito a comunicar apenas às pessoas que deseja o seu estado de saúde e o resultado dos seus testes.
( ) A pessoa com HIV/Aids tem direito à continuação de sua vida civil, profissional, sexual e afetiva.
A sequência está correta em
V, V, F, F.
F, F, V, V.
V, F, F, V.
F, V, V, V.
Segundo o Ministério da Saúde, o rastreamento é a realização de testes diagnósticos em pessoas assintomáticas para estabelecer o diagnóstico precoce, com o objetivo de reduzir a morbimortalidade do agravo rastreado.
Tratando-se de vítimas de violência sexual, marque a alternativa correta em que deve ser realizado o rastreio para HIV.
No atendimento inicial, 4 a 6 semanas e 4 meses após a exposição.
No atendimento inicial e 4 a 6 semanas após a exposição.
No atendimento inicial; 4 a 6 semanas após exposição e 3 meses após a exposição.
No atendimento inicial, 4 a 6 semanas e 6 meses após a exposição.
Sobre a transmissibilidade do HIV, não é correto afirmar que:
A partir do momento em que a pessoa é infectada, ela tem a capacidade de transmitir o HIV.
Durante o período de infecção recente, ou durante o estágio mais avançado da infecção com carga viral alta, existe um aumento da transmissibilidade do vírus.
Outros processos infecciosos e inflamatórios favorecem essa transmissão, especialmente quando presente alguma infecção sexualmente transmissível (IST).
A replicação viral ativa e a livre circulação do vírus na corrente sanguínea causam a formação de um pico de viremia por volta de 31 a 48 dias após a exposição ao HIV. Essa viremia está associada a um declínio acentuado no número de LT-CD4+.
Sobre a AIDS, marque a alternativa INCORRETA:
Não é possível que a mãe com HIV passe o vírus para o filho no parto ou amamentação.
A Aids não tem cura, mas já existem medicamentos disponíveis capazes de garantir uma vida com mais qualidade e mais longa para o paciente.
A Aids é uma doença crônica que danifica o sistema imunológico e a capacidade do organismo de se defender contra outras infecções.
O HIV é um vírus sexualmente transmissível, mas que também pode ser transmitido pelo sangue infectado.
São cuidados de Enfermagem ao portador de HIV / AIDS, exceto:
Ficar atento às infecções oportunistas e respiração comprometida, pois são problemas de Enfermagem interdependentes.
Cumprir a prescrição de Enfermagem que consiste em: monitorização da frequência do pulso, da pressão arterial, da temperatura e dos níveis de saturação de oxigênio; obtenção de amostras laboratoriais e monitoração dos resultados de exames.
Observar e orientar o paciente e seu cuidador acerca dos sinais de infecção e a importância de relatá-los precocemente; realizar o monitoramento da frequência e do padrão respiratório.
Orientar que não é obrigatório o uso de preservativo entre parceiros habituais, quando o portador não apresentar qualquer sintoma de AIDS.
São dois os tipos de testes rápidos para HIV disponibilizados pelo Ministério da Saúde: os que são realizados com amostras de sangue e os que são realizados com amostras de fluido oral. Sobre este último tipo, é INCORRETO afirmar que:
A leitura e a interpretação do teste são feitas em até 30 min.
É possível a sua realização porque depois de, aproximadamente, 30 dias, há a presença do vírus no fluido oral.
A amostra deve ser coletada acima dos dentes, no espaço que fica entre o final da gengiva e o começo da bochecha.
O teste só é validado se houver uma linha rosa ou roxa (que pode ser de intensidades diferentes) na área do controle.
O Dezembro Vermelho é a Campanha Nacional de Prevenção ao HIV/Aids e outras Infecções Sexualmente Transmissíveis. O contágio pelo vírus do HIV ainda é cercado de mitos, o que contribui para a desinformação e o estigma da doença. Sobre o HIV, marcar C para as afirmativas Certas, E para as Erradas e, após, assinalar a alternativa que apresenta a sequência CORRETA:
( ) O HIV não é transmitido no uso de piscinas, pela picada de insetos, pelo assento do ônibus, por uso compartilhado de sabonete, toalha, lençóis ou talheres e copos.
( ) A transmissão do HIV está associada, principalmente, ao contato com sangue e outros fluidos contaminados.
C - E.
E - C.
E - E.
C - C.
Um profissional de saúde sofreu acidente com material perfurocortante com risco significativo de contaminação pelo HIV e indicação de profilaxia pós- exposição – PEP.
Nesse caso, a profilaxia deve ser iniciada o mais rápido possível, idealmente dentro das primeiras
2 horas, até o máximo de 72 horas após o acidente.
4 horas, até o máximo de 24 horas após o acidente.
2 horas, até o máximo de 36 horas após o acidente.
4 horas, até o máximo de 48 horas após o acidente.
6 horas, até o máximo de 72 horas após o acidente.
Em relação à profilaxia pós-exposição (PEP) de risco à infecção pelo HIV, assinale a alternativa correta.
Em exposição a material biológico, sem risco de transmissão pelo HIV, a PEP é recomendada, tendo tempo limite às 72 horas após a exposição.
A adesão das pessoas para completar os 28 dias de uso dos antirretrovirais é essencial para maior efetividade da profilaxia.
Em situações de exposições consideradas de risco, a PEP deve ser indicada, independentemente da situação sorológica da pessoa exposta.
Devido à toxicidade dos medicamentos, a PEP não é recomendada para crianças menores de 2 anos.
Todas as pessoas, potencialmente expostas ao HIV, devem ser orientadas sobre a necessidade de repetir a testagem em 15 dias após o início do uso dos antirretrovirais.
Quanto às recomendações de realização de exame de genotipagem para gestantes vivendo com HIV, deve-se levar em consideração que:
está recomendada a realização de exame de genotipagem em gestantes com falha virológica (carga viral do HIV > 800 cópias/mL) em uso de terapia antirretroviral.
deve ser realizado de acordo com a Idade gestacional (IG); Condição clínica e imunológica da mulher.
toda gestante em início de terapia antirretroviral deverá realizar o exame de genotipagem pré-tratamento.
nos casos de gestação em mulheres expostas ao dolutegravir (DTG) no período periconcepcional.
caso a gestante faça o uso concomitante dos seguintes anticonvulsivantes: oxicarbamazepina, dofetilida ou pilsicainida.
Sobre a infecção pelo HIV, não é correto afirmar que:
O tempo entre a infecção pelo HIV e o aparecimento de sinais e de sintomas da fase aguda, denominada síndrome retroviral aguda (SRA), é de uma a três semanas.
HIV-1 e HIV-2 são retrovírus da família Lentiviridae. Pertencem ao grupo dos retrovírus citopáticos e não oncogênicos. Para se multiplicarem, necessitam de uma enzima (transcriptase reversa) responsável pela transcrição do ácido ribonucleico (RNA) viral para uma cópia do ácido desoxirribonucleico (DNA), e tornam-se capazes de se integrar ao genoma do hospedeiro.
Após a infecção aguda, o tempo de desenvolvimento de sinais e de sintomas da aids é em média de dez anos. Entretanto sinais e sintomas de imunodeficiência associada à infecção pelo HIV, não aids, podem aparecer com período de latência variável após a infecção aguda.
Durante o período de infecção recente, ou durante o estágio mais avançado da infecção com carga viral alta, existe uma diminuição da transmissibilidade do vírus. Outros processos infecciosos e inflamatórios favorecem essa transmissão, especialmente quando presente alguma infecção sexualmente transmissível (IST).
Mulher, com 21 anos de idade, procurou a unidade de pronto atendimento – UPA, relatando que havia sido vítima de violência sexual há dois dias, quando retornava da escola noturna para casa. Durante o atendimento, informou que o agressor era um homem desconhecido e que ocorrera penetração vaginal, sem uso de preservativo. Mostrou-se tranquila em relação à possibilidade de engravidar porque fazia uso de anticoncepcional injetável regularmente, mas estava apavorada frente a possibilidade de contrair HIV e outras doenças. Solicitada, a vítima apresentou sua carteira de vacinação em que se observou, entre outros registros de imunobiológicos, três doses da vacina hepatite B, com intervalo de 30 dias entre a primeira e a segunda dose, e cinco meses entre a segunda e terceira dose, há cinco anos. A paciente também informou que nunca havia recebido profilaxia pós exposição ou realizado tratamentos para infecções de transmissão sexual – IST.
Com base no relato apresentado, assinale a alternativa correta no que diz respeito à profilaxia pós-exposição para HIV e hepatites e outras infecções de transmissão sexual – IST.
A administração de antirretrovirais (ARV) para a profilaxia da infecção por HIV está contraindicada porque a agressão ocorreu há mais de 24 horas.
A vítima deve realizar o teste rápido para HIV e, se o resultado for negativo, deverá tomar os três antirretrovirais (ARV) recomendados, por 14 dias.
A vítima deve ser orientada sobre a necessidade de repetir a testagem para HIV em quatro a seis semanas e 12 semanas após a exposição, mesmo depois de completada a profilaxia com ARV.
Para a profilaxia da sífilis, a vítima deverá ser tratada, no dia do atendimento, com 2 400 000 UI de Benzilpenicilina, por via intramuscular, dose única.
No que diz respeito à hepatite B, a vítima deve receber uma dose de reforço da vacina hepatite B, sendo desnecessária a profilaxia pós-exposição.