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As infecções sanguíneas relacionadas aos cateteres venosos são causa de morbimortalidade nosocomiais, e quando estes são instalados em Unidade de Terapia Intensiva – UTI, são responsáveis por infecções mais graves, cuja incidência é mais elevada devido ao maior tempo de permanência, maior colonização com a flora hospitalar e maior manipulação. Considerando que esses acessos vasculares são temporários ou provisórios e têm vida curta, qual das complicações abaixo é a mais frequente de ocorrer?
Infecção no local da punção com manifestação sistêmica
Hematomas
Trombose
Estenose
Pneumotórax
De acordo com as medidas de prevenção de infecção da corrente sanguínea recomendada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária, assinale a afirmativa correta.
Os transdutores descartáveis para a monitorização da pressão arterial invasiva devem ser trocados a cada 96 horas, juntamente com os seus acessórios e soluções para flush.
Deve‐se utilizar antimicrobianos tópicos nos catéteres umbilicais como forma de evitar a seleção de resistência microbiana e de colonização fúngica.
A manutenção do cateter periférico além das 96 horas, independente de sua avaliação, deve ser feita somente nas situações em que o acesso venoso periférico for limitado.
O tempo de permanência máxima do Cateter Central de Inserção Periférica‐PICC deve ser de, no máximo, 20 dias.
O cateter periférico (adulto) deve ser trocado em 96 horas quando confeccionado com teflon e em 48 horas quando confeccionado com poliuretano.
Define-se flebite como:
Infusão do líquido para tecidos circunvizinhos pelo deslocamento do dispositivo na veia.
Entrada de ar pela injeção intravenosa ou infundido por bomba.
Inflamação de uma veia relacionada com uma irritação química e/ou mecânica.
Infecção cruzada por permanência prolongada de dispositivo venoso.
Presença de um coágulo mais a inflamação na veia.
Em 2009, a ANVISA preconizou um “pacote de medidas” baseado na campanha “Protecting 5 Million Lives”, a fim de prevenir a infecção da corrente sanguínea associada a presença de dispositivos venosos. Essas medidas incluem, além da higienização das mãos, das precauções máximas de barreira na passagem do cateter e da pronta remoção dos cateteres desnecessários, a
assepsia dos dispositivos venosos com clorexidina degermante e escolha do sítio de inserção adequado, com preferência para a veia jugular.
reavaliação diária, troca periódica do cateter que não ultrapasse 72 horas, utilização de cateteres tunelizados.
antissepsia com clorexidina, escolha do sítio de inserção adequado, com preferência para a veia subclávia nos casos de cateteres não tunelizados.
reavaliação diária, utilização de cateteres não tunelizados e cultura de material peri inserção e inserção do cateter a cada 7 dias.
utilização de cateteres tunelizados, antissepsia com clorexidina alcoólica e reavaliação diária.
Para prevenção de infecção primária da corrente sanguínea, relacionada ao sítio de inserção e ao dispositivo de venopunção, respectivamente, recomenda-se:
em adultos, utilizar veias de membros inferiores para evitar tromboflebite; efetuar punção com agulha para administrar medicamentos necrosantes.
aplicar o antisséptico e, em seguida, tocar o sítio de inserção para avaliar o calibre da veia; utilizar dispositivos de maior calibre, pois causam menos flebite mecânica.
em adultos, inicialmente, selecionar as veias da superfície dorsal ou ventral dos membros superiores; utilizar agulha em coleta de sangue, administração de dose única ou bolus de medicamento.
realizar a degermação do sítio de inserção com líquido de dakim; utilizar dispositivo de menor calibre e comprimento para melhorar o fluxo sanguíneo da veia.
em crianças, na dificuldade de acesso dos vasos superficiais dos membros, informar equipe médica para efetuar punção central utilizando cateter impregnado com neomicina.
Com relação à prevenção de infecção de corrente sanguínea, assinale (V) Verdadeiro ou (F) Falso:
( ) Todo cateter periférico, tanto em pacientes adultos como em crianças, deve ser trocado a cada 72 horas.
( ) A troca de cateter venoso central (CVC), PICC com data pré-estabelecida, ajuda a prevenir infecção.
( ) Atualmente a clorexidina é o antisséptico de escolha para o preparo da pele antes da inserção de CVC.
( ) O cateter de PICC deve ser considerado para pacientes com previsão de mais de 6 dias de necessidade de cateter central.
( ) A nutrição parenteral total (NPT) não precisa ser infundida em via exclusiva.
F; F; V; V; F.
V; V; F; F; F.
V; F; V; F; F.
F; V; F; V; V.
V; V; V; F; F.
As infecções da corrente sanguínea são multifatoriais e apresentam fisiopatologia, critérios diagnósticos, indicações e manejo terapêutico, prognóstico e medidas preventivas diferenciadas. A realização de hemoculturas são particularmente importantes do ponto de vista de tratamento, além da verificação de sinais sistêmicos de infecção, presença ou ausência de foco primário de origem, presença ou ausência de acesso vascular, tipo do acesso e sinais locais de infecção do cateter. Nesse sentido é CORRETO afirmar que:
As infecções primárias da corrente sanguínea (IPCS) são aquelas infecções de consequências sistêmicas graves, bacteremia ou sepse, sem foco primário identificável.
Nas IPCS, o cateter necessariamente deve estar presente quando for feito o diagnóstico.
As infecções relacionadas ao acesso vascular (IAV) são infecções que ocorrem no sítio de inserção do cateter, com repercussões sistêmicas.
As IPCS com hemocultura positiva têm critério diagnóstico mais objetivo e permitem comparações intra e interinstitucionais, devido à alta sensibilidade das hemoculturas.
A cultura de cateter nas infecções relacionadas ao acesso vascular central (IAVC) é considerada um exame de alta especificidade, necessário para o seu diagnóstico.
Em relação à venóclise, se o enfermeiro observar nas imediações do local da punção a presença de edema, calor, rubor e dor, ele estará identificando a ocorrência de:
embolia.
flebite.
choque anafilático.
choque periférico.
choque pirogênico.
A Inflamação de um vaso sanguíneo, causado pela presença de um coágulo é chamada de:
Tromboflebite
Hematoma.
Edema.
Embolia.
A solução melhor indicada para antissepsia de cateter venoso é:
álcool à 70%;
ácido acético;
ácido graxo essencial;
permanganato de potássio.
As infecções relacionadas ao cateter são classificadas em infecção do óstio, infecção do túnel subcutâneo e septicemia relacionada ao cateter.
A fonte mais comum de infecção bacteriana associada a cateteres venosos provém de contaminação
proveniente de foco a distancia através de bacteremia.
no momento da administração de medicações no canhão (hub).
através do sítio de inserção do cateter na pele.
das infusões contínuas administradas diuturnamente.
O extravasamento subcutâneo de agentes vesicantes causa necrose tissular e comprometimento de tendões, nervos e vasos sanguíneos subjacentes.
Ao administrar uma medicação por via venosa você repara que o paciente sente-se desconfortável e refere dor local aguda e apresenta um hematoma no local puncionado. Deve-se interromper a administração da medicação e tentar novamente no outro membro porque os sintomas do paciente (dor e hematoma) durante a injeção indicam:
Dose inapropriada
Alergia do paciente ao medicamento
Intolerância ao medicamento
Extravazamento da medicação
Contaminação local