Questões de Concurso sobre Infecção de corrente sanguínea

 
 
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As infecções sanguíneas relacionadas aos cateteres venosos são causa de morbimortalidade nosocomiais, e quando estes são instalados em Unidade de Terapia Intensiva – UTI, são responsáveis por infecções mais graves, cuja incidência é mais elevada devido ao maior tempo de permanência, maior colonização com a flora hospitalar e maior manipulação. Considerando que esses acessos vasculares são temporários ou provisórios e têm vida curta, qual das complicações abaixo é a mais frequente de ocorrer?


A

Infecção no local da punção com manifestação sistêmica


B

Hematomas


C

Trombose


D

Estenose


E

Pneumotórax

De acordo com as medidas de prevenção de infecção da corrente sanguínea recomendada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária, assinale a afirmativa correta.


A

Os transdutores descartáveis para a monitorização da pressão arterial invasiva devem ser trocados a cada 96 horas, juntamente com os seus acessórios e soluções para flush.


B

Deve‐se utilizar antimicrobianos tópicos nos catéteres umbilicais como forma de evitar a seleção de resistência microbiana e de colonização fúngica.


C

A manutenção do cateter periférico além das 96 horas, independente de sua avaliação, deve ser feita somente nas situações em que o acesso venoso periférico for limitado.


D

O tempo de permanência máxima do Cateter Central de Inserção Periférica‐PICC deve ser de, no máximo, 20 dias.


E

O cateter periférico (adulto) deve ser trocado em 96 horas quando confeccionado com teflon e em 48 horas quando confeccionado com poliuretano.

São estratégias para prevenção de infecção relacionada aos dispositivos intravenosos, EXCETO:

A
Em adultos, as veias de escolha para canulação periférica são as das superfícies dorsal e ventral dos membros superiores.

B
A higienização das mãos deverá ser realizada antes e após a inserção, remoção, manipulação ou troca de curativo.

C
No preparo da pele para punção está indicada a antisepsia com solução alcoólica.

D
Troca rotineira de cateter periférico de poliuretano, tanto em pacientes adultos como em crianças, a cada 96 horas.

E
É recomendado o uso de luvas não estéreis para a inserção e manipulação do cateter venoso periférico.
São sinais de iniltração ou extravasamento endovenoso periférico, EXCETO:

A
edema local ou em toda extremidade

B
alteração da coloração da pele

C
esfriamento da extremidade

D
formação de bolhas no local

E
perfusão local aumentada

Define-se flebite como:


A

Infusão do líquido para tecidos circunvizinhos pelo deslocamento do dispositivo na veia.


B

Entrada de ar pela injeção intravenosa ou infundido por bomba.


C

Inflamação de uma veia relacionada com uma irritação química e/ou mecânica.


D

Infecção cruzada por permanência prolongada de dispositivo venoso.


E

Presença de um coágulo mais a inflamação na veia.

Em 2009, a ANVISA preconizou um “pacote de medidas” baseado na campanha “Protecting 5 Million Lives”, a fim de prevenir a infecção da corrente sanguínea associada a presença de dispositivos venosos. Essas medidas incluem, além da higienização das mãos, das precauções máximas de barreira na passagem do cateter e da pronta remoção dos cateteres desnecessários, a


A

assepsia dos dispositivos venosos com clorexidina degermante e escolha do sítio de inserção adequado, com preferência para a veia jugular.


B

reavaliação diária, troca periódica do cateter que não ultrapasse 72 horas, utilização de cateteres tunelizados.


C

antissepsia com clorexidina, escolha do sítio de inserção adequado, com preferência para a veia subclávia nos casos de cateteres não tunelizados.


D

reavaliação diária, utilização de cateteres não tunelizados e cultura de material peri inserção e inserção do cateter a cada 7 dias.


E

utilização de cateteres tunelizados, antissepsia com clorexidina alcoólica e reavaliação diária.

Segundo as “Diretrizes Práticas para Terapia Infusional” publicadas em 2013 no Brasil pela infusion nurses society é importante aplicar a escala de classiicação de lebites a cada seis horas em pacientes recebendo terapia intravenosa. Segundo esta escala, o grau 3 corresponde aos seguintes sinais e sintomas

A
presença de dor, eritema e ou edema, com endurecimento e cordão venoso palpável maior que 7.0 cm de comprimento.

B
presença de dor, eritema e ou edema, com endurecimento e cordão venoso palpável maior que 2,5 cm de comprimento e drenagem purulenta.

C
presença de dor, eritema e ou edema, com endurecimento e cordão venoso palpável.

D
presença de dor, eritema, edema, cordão venoso palpável.

E
sem presença de dor, porém com eritema e ou edema, com endurecimento e cordão venoso palpável.
O uso de cateteres umbilicais venosos é indicado, logo após o nascimento, caso o recém-nascido necessite da infusão de soluções de alta osmolaridade. Conforme recomenda o guideline do Centers for Disease Control and Prevention – CDC (2011) para controle de infecções relacionadas a cateteres, este dispositivo invasivo deverá permanecer no recémnascido por um período máximo de:

A
5 dias

B
14 dias

C
7 dias

D
10 dias

E
2 dias
De acordo com o último guideline do Centers for Disease Control and Prevention – CDC (2011) para controle de infecções relacionadas a cateteres intravasculares, são recomendações importantes para redução destas infecções:

A
usar cateteres de duplo lúmem rotineiramente para separar um lúmem exclusivo para infusão de nutrição parenteral.

B
trocar equipos de infusão de hidratação venosa com periodicidade de 72 a 96h e, no caso de nutrição parenteral trocar a cada 24h.

C
dar preferência ao uso de PVP-I para preparo de pele durante a inserção de cateteres centrais em recém-nascidos.

D
usar rotineiramente antibioticoterapia proilática e, sempre que possível, cateteres e curativos impregnados com antibiótico.

E
trocar equipos de infusão de hidratação venosa com periodicidade de no mínimo 96h, não ultrapassando 7 dias.
As diretrizes do “CDC”(Centers for Disease Control and Prevention) publicadas em 2011 sobre prevenção de infecções da corrente sanguínea associadas ao uso de cateter vascular central orientam quanto ao uso de medidas de prevenção de infecção neste sítio. Observe as airmativas abaixo quanto ao uso de barreira máxima durante a inserção de um cateter venoso central e marque a alternativa correta.

A
Inclui o uso de gorro, máscara, capote estéril, luvas estéreis pelo proissional e campos cirúrgicos estéreis.

B
Inclui o uso de gorro, máscara, capote estéril e luvas estéreis pelo proissional e campos cirúrgicos estéreis cobrindo todo o paciente.

C
Inclui o uso de gorro, máscara, capote estéril e luvas estéreis pelo proissional, uso de solução de clorexidina alcoólica e campos cirúrgicos estéreis cobrindo todo o paciente.

D
Inclui o uso de gorro estéril, máscara, capote estéril e luvas estéreis pelo proissional e campos cirúrgicos estéreis cobrindo todo o paciente.

E
Inclui o preparo da pele com solução de clorexidina alcoólica e uso de campo estéril cobrindo áreas próximas ao sítio de inserção durante o procedimento.

Para prevenção de infecção primária da corrente sanguínea, relacionada ao sítio de inserção e ao dispositivo de venopunção, respectivamente, recomenda-se:


A

em adultos, utilizar veias de membros inferiores para evitar tromboflebite; efetuar punção com agulha para administrar medicamentos necrosantes.


B

aplicar o antisséptico e, em seguida, tocar o sítio de inserção para avaliar o calibre da veia; utilizar dispositivos de maior calibre, pois causam menos flebite mecânica.


C

em adultos, inicialmente, selecionar as veias da superfície dorsal ou ventral dos membros superiores; utilizar agulha em coleta de sangue, administração de dose única ou bolus de medicamento.


D

realizar a degermação do sítio de inserção com líquido de dakim; utilizar dispositivo de menor calibre e comprimento para melhorar o fluxo sanguíneo da veia.


E

em crianças, na dificuldade de acesso dos vasos superficiais dos membros, informar equipe médica para efetuar punção central utilizando cateter impregnado com neomicina.

Com relação à prevenção de infecção de corrente sanguínea, assinale (V) Verdadeiro ou (F) Falso:

( ) Todo cateter periférico, tanto em pacientes adultos como em crianças, deve ser trocado a cada 72 horas.

( ) A troca de cateter venoso central (CVC), PICC com data pré-estabelecida, ajuda a prevenir infecção.

( ) Atualmente a clorexidina é o antisséptico de escolha para o preparo da pele antes da inserção de CVC.

( ) O cateter de PICC deve ser considerado para pacientes com previsão de mais de 6 dias de necessidade de cateter central.

( ) A nutrição parenteral total (NPT) não precisa ser infundida em via exclusiva.


A

F; F; V; V; F.


B

V; V; F; F; F.


C

V; F; V; F; F.


D

F; V; F; V; V.


E

V; V; V; F; F.

As infecções da corrente sanguínea são multifatoriais e apresentam fisiopatologia, critérios diagnósticos, indicações e manejo terapêutico, prognóstico e medidas preventivas diferenciadas. A realização de hemoculturas são particularmente importantes do ponto de vista de tratamento, além da verificação de sinais sistêmicos de infecção, presença ou ausência de foco primário de origem, presença ou ausência de acesso vascular, tipo do acesso e sinais locais de infecção do cateter. Nesse sentido é CORRETO afirmar que:


A

As infecções primárias da corrente sanguínea (IPCS) são aquelas infecções de consequências sistêmicas graves, bacteremia ou sepse, sem foco primário identificável.


B

Nas IPCS, o cateter necessariamente deve estar presente quando for feito o diagnóstico.


C

As infecções relacionadas ao acesso vascular (IAV) são infecções que ocorrem no sítio de inserção do cateter, com repercussões sistêmicas.


D

As IPCS com hemocultura positiva têm critério diagnóstico mais objetivo e permitem comparações intra e interinstitucionais, devido à alta sensibilidade das hemoculturas.


E

A cultura de cateter nas infecções relacionadas ao acesso vascular central (IAVC) é considerada um exame de alta especificidade, necessário para o seu diagnóstico.

Em relação à venóclise, se o enfermeiro observar nas imediações do local da punção a presença de edema, calor, rubor e dor, ele estará identificando a ocorrência de:


A

embolia.


B

flebite.


C

choque anafilático.


D

choque periférico.


E

choque pirogênico.

A Inflamação de um vaso sanguíneo, causado pela presença de um coágulo é chamada de:


A

Tromboflebite


B

Hematoma.


C

Edema.


D

Embolia.

A solução melhor indicada para antissepsia de cateter venoso é:


A

álcool à 70%;


B

ácido acético;


C

ácido graxo essencial;


D

permanganato de potássio.

As infecções relacionadas ao cateter são classificadas em infecção do óstio, infecção do túnel subcutâneo e septicemia relacionada ao cateter.


C
Certo

E
Errado

A fonte mais comum de infecção bacteriana associada a cateteres venosos provém de contaminação


A

proveniente de foco a distancia através de bacteremia.


B

no momento da administração de medicações no canhão (hub).


C

através do sítio de inserção do cateter na pele.


D

das infusões contínuas administradas diuturnamente.

Ao administrar uma medicação por via venosa você repara que o paciente sente-se desconfortável e refere dor local aguda e apresenta um hematoma no local puncionado. Deve-se interromper a administração da medicação e tentar novamente no outro membro porque os sintomas do paciente (dor e hematoma) durante a injeção indicam:


A

Dose inapropriada


B

Alergia do paciente ao medicamento


C

Intolerância ao medicamento


D

Extravazamento da medicação


E

Contaminação local

 
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