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A flebite é uma das principais complicações decorrentes do uso de venóclise, o que serve como dado para análise de parte da qualidade do cuidado de enfermagem. Há vários tipos de flebite: mecânica, química, bacteriana e pós-infusional.
Se a flebite pós-infusional não for de fonte bacteriana, o(s) cuidado(s) deve(m) ser
elevar o membro e fornecer analgésicos prescritos.
elevar o membro, interromper medicações prescritas e retirar o cateter.
monitorar o cateter entre 28 e 48 horas, aplicar calor e remover o cateter.
As infecções primárias de corrente sanguínea (IPCS) estão entre as mais comumente relacionadas à assistência à saúde. Existem ações que reduzem o risco de aquisição de IPCS em pacientes com acesso vascular, possibilitando melhor qualidade assistencial. Baseado no que foi exposto, é incorreto afirmar:
Os equipos para infusão de nutrição parenteral devem ser trocados a cada 48h.
É contraindicada a perfuração de frasco de infusão tipo bolsa, frasco semirrígido ou rígido, com objetivo de permitir a entrada de ar.
As coberturas de cateteres com gaze devem ser trocadas a cada 48 horas, ou imediatamente, se houver suspeita de contaminação, ou quando o curativo estiver úmido, solto ou sujo.
A troca do cateter periférico em adultos é recomendada em 72 horas quando confeccionado com teflon e 96 horas quando confeccionado com poliuretano.
As infecções primárias de corrente sanguínea (IPCS) estão entre as mais comumente relacionadas à assistência à saúde. Para a prevenção de infecção da corrente sanguínea relacionada ao uso de cateter vascular periférico, o técnico de enfermagem deve saber que:
A antissepsia da pele, antes da punção, é realizada com água e gluconato de clorexidina degermante e, após, secagem com algodão.
O cateter periférico, instalado em situação de emergência com comprometimento da técnica asséptica, deve ser mantido por 72-96 horas.
Cateteres com menor calibre causam menos flebite mecânica e menos obstrução do fluxo sanguíneo dentro da veia.
A troca do curativo com membrana semipermeável deve ser diária e realizada com solução degermante.
O cateter com agulha de aço está indicado na administração de medicamentos irritantes e vesicantes que possam causar necrose tecidual, se ocorrer extravasamento.
Muitas medicações realizadas na prática clínica envolvem a via endovenosa, que necessita de um dispositivo venoso periférico ou central. Considerando-se os cateteres venosos periféricos, o profissional de enfermagem deve seguir medidas para prevenção de complicações, tanto no momento da inserção, quanto na manutenção do mesmo. De acordo com a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA), de 2017, são recomendações para a segurança do paciente com relação aos cateteres venosos periféricos:
O sítio de inserção do cateter intravascular não deverá ser tocado após a aplicação do antisséptico (técnica no touch). Em situações onde se prevê necessidade de palpação do sítio calçar luvas estéreis.
Agulha de aço só deve ser utilizada para coleta de amostra sanguínea e administração de medicamento em dose única, podendo o dispositivo permanecer no sítio por até 24 horas.
Utilizar cateteres periféricos de maior calibre para infusão contínua de produtos vesicantes e nutrição parenteral com mais de 10% de dextrose.
Não é necessário realizar o flushing e aspiração para verificar o retorno de sangue antes cada infusão pelo cateter venoso periférico.
O mesmo dispositivo de cateter periférico pode ser utilizado por até duas tentativas para cada punção no mesmo paciente.
São práticas de prevenção de infecções durante a coleta de sangue:
Descartar imediatamente o dispositivo usado (agulha e seringa constituem uma única unidade) em recipiente robusto para material perfurocortante.
Sempre que necessário reencapar uma agulha usando ambas as mãos.
Tocar o sítio da perfuração depois de desinfetá-lo com luvas para determinar o local de punção.
Sempre injetar em um tubo laboratorial enquanto o segura com a outra mão.
Identifique abaixo as afirmativas verdadeiras ( V ) e as falsas ( F ) no que se refere às medidas de Prevenção de Infecção da Corrente Sanguínea.
( ) A taxa de complicações infecciosas dos dispositivos com asas e cânulas metálicas utilizados para acesso venoso periférico é a mesma que os cateteres de politetrafluoretileno.
( ) Na inserção de cateter periférico, o uso de luvas substitui a necessidade de higiene das mãos.
( ) No preparo da pele com álcool e gluconato de clorexidina deve-se aguardar a secagem espontânea antes da punção.
( ) A cobertura tem o propósito de proteger o sítio de punção e minimizar a possibilidade de infecção por meio da interface entre a superfície do cateter e a pele, devendo ser trocada em intervalos pré-estabelecidos.
( ) O sítio de inserção do cateter deve ser protegido com plástico durante o banho quando utilizada a cobertura não impermeável.
Assinale a alternativa que indica a sequência correta, de cima para baixo.
V • V • F • V • F
V • F • V • F • V
V • F • V • F • F
F • F • V • F • V
F • F • F • V • V
São lesões por extravasamento:
Lesões não intencionais ocasionadas, exclusivamente, por extravasamento de medicamentos quimioterápicos.
Lesões não intencionais que atingem os tecidos próximos à rede vascular ocasionadas por dispositivos intravenosos defeituosos.
Lesões não intencionais que atingem apenas os membros superiores por extravasamento de fármacos em neonatos prematuros.
Injúria após extravasamento de medicamentos em neonatos que permanecem por períodos prolongados em terapia intravenosa.
Injúria intencional ocasionada por extravasamento de drogas vasoativas.
As infecções primárias de corrente sanguínea (IPCS) começam pela corrente sanguínea devido à entrada de patógenos no sistema vascular por meio de dispositivos e sistemas de infusão. Estima-se que mais de 50% estejam associadas a algum dispositivo intravascular As medidas recomendadas para prevenção de IPCS relacionadas a cateter venoso central são:
dispensa da necessidade de precaução de barreira máxima com uso de gorro, máscara, avental, campos longos e luvas estéreis e higiene das mãos rigorosa
higiene das mãos e precaução de barreira máxima com uso de gorro, máscara, avental, campos longos e luvas estéreis
revisão diária da permanência do cateter e, preferencialmente, o profissional médico deverá puncionar a veia femoral
higiene das mãos e precaução de barreira máxima com uso de gorro, máscara, avental, campos longos e luvas de procedimento
A punção venosa periférica é uma prática comum aos enfermeiros. Para tal prática, a ANVISA elaborou um manual de Medidas de Prevenção de Infecção Relacionada à Assistência à Saúde (2017). São recomendações para prevenção de Infecção da Corrente Sanguínea relacionada à punção venosa periférica, EXCETO:
Higienizar as mãos antes e após a inserção de cateteres e para qualquer tipo de manipulação dos dispositivos.
Cateteres com menor calibre causam menos flebite mecânica e menor obstrução do fluxo sanguíneo dentro do vaso.
A aplicação da clorexidina deverá ser realizada por meio de movimentos de vai e vem e a do PVPI, com movimentos circulares (dentro para fora).
A remoção dos pelos, quando necessária, deverá ser realizada com tricotomizador elétrico ou tesouras. Não utilizar lâminas de barbear, pois essas aumentam o risco de infecção.
Fitas adesivas não estéreis (esparadrapo comum e fitas do tipo microporosa não estéreis, como micropore) devem ser utilizadas para estabilização ou coberturas de cateteres.
Para administrar uma infusão intravenosa isotônica, o profissional de enfermagem instala o cateter venoso periférico na fossa cubital do membro superior direito do paciente. Considerando o local da punção e o fato de o paciente movimentar muito o membro puncionado tornando a fixação inadequada, o profissional de enfermagem deve ficar atento ao aparecimento de complicações locais, tais como:
flebite mecânica.
hipertrofia muscular.
vasoespasmo.
hipernatremia.
lesão vesicante.
Na manipulação segura de cateteres, o técnico de enfermagem deve realizar a desinfecção das conexões de cateteres com solução antisséptica alcoólica e gaze, antes de desconectar os sistemas. Quanto a esse assunto, assinale a alternativa que apresenta a frequência de realização dessa desinfecção e a forma como o profissional deve realizá-la.
Cinco vezes, em movimentos circulares.
Três vezes, em movimentos contínuos.
Três vezes, em movimentos circulares.
Cinco vezes, em movimentos contínuos.
Nenhuma vez, pois não há necessidade de desinfecção de conexões fechadas.
Em relação ao cateter intravenoso, a ANVISA recomenda prazo para a troca desse dispositivo. A troca do cateter periférico de poliuretano deve ser feita a cada:
Dentre as complicações locais da terapia intravenosa vale destacar a flebite que pode ser definida como inflamação da camada íntima das veias. Um enfermeiro que após avaliação de acesso venoso em cliente encontra dor, edema e eritema no local de inserção do dispositivo intravenoso, pode classificar essa flebite como sendo de grau:
Grau: + 0
Grau: + 1
Grau: + 2
Grau: + 3
Grau: + 4
Paciente feminina, 31 anos e sem comorbidades, procura atendimento na unidade de pronto-socorro com queixa de febre, calafrios, tremores, hipotensão, taquicardia e oligúria. Esses são sinais indicativos de
choque hipovolêmico.
infecção da corrente sanguínea.
infarto agudo do miocárdio.
insuficiência cardíaca congestiva.
pneumonia.
Com relação às medidas de prevenção de infecção da corrente sanguínea no momento da inserção do cateter vascular, considere as seguintes afirmativas:
1. Deve-se limitar no máximo a quatro tentativas de punção periférica por profissional e, no máximo, oito.
2. Em caso de sujidade visível no local da futura punção, removê-la com aplicação do antisséptico.
3. Um novo cateter periférico deve ser utilizado a cada tentativa de punção no mesmo paciente.
4. É recomendado realizar fricção da pele com solução à base de álcool: gliconato de clorexidina > 0,5%, iodopovidona PVP-I alcoólico 10% ou álcool 70%.
São recomendações para cateter periférico:
2, 3 e 4 apenas.
1, 2 e 4 apenas.
3 e 4 apenas.
1 e 3 apenas.
1 e 2 apenas.
Sobre as principais medidas de prevenção de infecção da corrente sanguínea associada a cateter venoso central, observe as afirmativas a seguir:
I Na inserção do cateter, deve-se evitar punção em veia basílica, pois a inserção neste sítio está associada a maior risco de desenvolvimento de infecção.
II A adoção da utilização do cateter de inserção periférica (PICC) em pacientes internados se dá como estratégia de redução do risco de infecção primária de corrente sanguínea (IPCS).
III Recomenda-se usar gaze e fita adesiva estéril ou cobertura transparente semipermeável estéril para cobrir o sítio de inserção do cateter e realizar curativo a cada 24 horas.
IV Não é indicado realizar a troca pré-programada dos cateteres centrais, ou seja, não os substituir exclusivamente em virtude de tempo de sua permanência.
Das afirmativas acima:
apenas II está correta.
apenas IV está correta.
apenas I e IV estão corretas.
apenas II e III estão corretas.
todas estão corretas.