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Os cateteres arteriais periféricos geralmente são inseridos na artéria radial ou femoral. Permitem uma mensuração contínua da pressão arterial e coleta de sangue para a medição dos gases arteriais. Assinale a alternativa correta, sobre prevenção de infecção relacionada a esse tipo de cateter:
Trocar os transdutores a cada 48 horas, juntamente com os seus acessórios e soluções para flush
Trocar os transdutores a cada 24 horas, juntamente com os seus acessórios e soluções para flush
Trocar os transdutores a cada 12 horas, juntamente com os seus acessórios e soluções para flush
Trocar os transdutores a cada 7 dias, juntamente com os seus acessórios e soluções para flush
Trocar os transdutores a cada 96 horas, juntamente com os seus acessórios e soluções para flush
Considerando as principais medidas preventivas práticas para os casos de infecção da corrente sanguínea (ICS), assinale a opção correta.
A utilização da técnica de pressão negativa e pulsátil para minimizar o retorno de sangue para o lúmen do cateter é recomendada para o flushing e a manutenção do cateter periférico.
Com relação à higienização das mãos, estas devem ser higienizadas antes e após a inserção de cateteres e em qualquer tipo de manipulação dos dispositivos, ressaltando-se que o uso de luvas substitui a necessidade de higienização das mãos.
Para atender à necessidade da terapia intravenosa, o uso de cateteres de maior calibre e menor comprimento de cânula é o recomendado; cateteres com maior calibre causam menos flebite mecânica e menor obstrução do fluxo sanguíneo dentro do vaso.
Uma recomendação de alto nível de evidência quando do preparo da pele é realizar fricção desta com solução à base de álcool, a qual contenha gluconato de clorexidina em concentração acima de 0,5% e iodopovidona — PVP-I alcoólico 10% ou álcool 70%.
Com o propósito de proteger o sítio de punção e minimizar a possibilidade de infecções, a cobertura para cateter periférico pode ou não ser estéril, desde que seja semioclusiva (gaze e fita adesiva) ou membrana transparente semipermeável.
As infecções relacionadas à assistência à saúde (IRAS) são um dos eventos adversos mais frequentes associados à assistência à saúde e um grave problema de saúde pública, pois aumentam a morbidade, a mortalidade e os custos a elas relacionados, além de afetar de forma negativa a segurança do paciente e a qualidade dos serviços de saúde. As IRAS podem ser de variados tipos. Sobre as infecções da corrente sanguínea, assinale a opção CORRETA:
As infecções relacionadas ao acesso vascular (IAV) são infecções que ocorrem no sítio de inserção do cateter, sem repercussões sistêmicas.
As infecções primárias da corrente sanguínea (IPCS) são infecções com foco primário identificável, de fácil controle clínico e sem repercussões sistêmicas.
As infecções relacionadas ao acesso vascular periférico (IAVP) são aquelas com presença de sinais locais de infecção (secreção purulenta ou hiperemia), em pacientes sem diagnóstico concomitante de IPCS.
As infecções relacionadas ao acesso vascular central (IAVC) são aquelas com presença de sinais locais de infecção (secreção purulenta ou celulite), com ou sem a presença de cordão inflamatório, em pacientes sem diagnóstico concomitante de IPCS.
As infecções primárias da corrente sanguínea (IPCS) são aquelas infecções de consequências sistêmicas graves associadas ao cateter venoso central de longa permanência e diagnosticada apenas com o resultado da cultura da ponta do cateter.
Um dos eventos adversos que podem acometer os pacientes durante os cuidados de enfermagem recebidos é a infecção de corrente sanguínea relacionada ao uso de cateteres venosos. Uma recomendação para pacientes em uso de cateter venoso periférico, com a finalidade de contribuir com prevenção desse evento adverso, é
remover o cateter periférico tão logo não haja medicamentos endovenosos prescritos e caso não tenha sido utilizado nas últimas 24 horas.
selecionar o cateter mais calibroso, independente do diâmetro da veia.
trocar diariamente a cobertura/fixação do cateter.
trocar o cateter periférico a cada 48 horas.
As infecções da corrente sanguínea podem ser assim divididas: com hemocultura positiva e somente com critérios clínicos. Há grande debate quanto à necessidade de vigilância de uma, ou de ambas as variedades. As Infecções Primárias de Corrente Sanguínea (IPCS) com hemocultura positiva têm critério diagnóstico mais objetivo, permitem comparações mais fidedignas entre hospitais; porém, a sensibilidade das hemoculturas é variável de acordo com práticas institucionais de hospitais e laboratórios, sendo baixa em pacientes que já estão em uso de antimicrobianos. Para o diagnóstico de IPCS laboratorial, assinale o critério INCORRETO.
Duas ou mais hemoculturas (em diferentes punções com intervalo máximo de 72 h) com contaminante comum de pele.
Paciente com uma ou mais hemoculturas positivas coletadas, preferencialmente, de sangue periférico; o patógeno não está relacionado à infecção em outro sítio.
Para crianças > 30 dias e < 1 ano, pelo menos um dos seguintes sinais ou sintomas: febre (> 38° C); hipotermia (< 36° C); e, bradicardia ou taquicardia (não relacionadas à infecção em outro sítio).
Pelo menos um dos seguintes sinais ou sintomas: febre (> 38° C); tremores; oligúria (volume urinário < 20 ml/h); hipotensão (pressão sistólica ≤ 90 mmHg). Tais sintomas não estão relacionados à infecção em outro sítio.
A flebite é definida como:
Inflamação de uma veia relacionada a uma irritação química, mecânica ou bacteriana.
Infusão de ar pela via endovenosa obstruindo o fluxo sanguíneo.
Existência de um coágulo com inflamação na veia.
Sobrecarga do sistema circulatório com soluções endovenosas em excesso.
Sobre o uso de cateteres e sua relação com as infecções na corrente sanguínea, é correto afirmar que
os dispositivos com asas e cânulas metálicas utilizados para acesso venoso periférico apresentam maior taxa de complicações infecciosas do que os cateteres de politetrafluoretileno, no entanto o uso é preconizado pelas baixas taxas de infiltrações e extravasamento, quando utilizado com quimioterápicos.
os materiais comumente utilizados para a fabricação de cateteres são o politetrafluoretileno (PTFE), o poliuretano, o silicone, a poliamida e o poliéster. O aço inoxidável é utilizado na fabricação de cânulas metálicas, introdutores bipartidos para a inserção de cateteres e dispositivos com asas; o cloreto de polivinil e o polietileno são utilizados na fabricação de introdutores.
o silicone é utilizado em cateteres de longa duração, como cateteres centrais de inserção periférica, cateteres tunelizados e totalmente implantáveis e também em cateteres centrais. No entanto o silicone é considerado um material menos resistente a dobras e com menor estabilidade em longo prazo do que o poliuretano.
o silicone é considerado um material com estabilidade térmica, química e enzimática, apresentando, além dos fatores citados, alta resistência à pressão, principalmente quando utilizado em cateteres centrais de inserção periférica.
dispositivos com cânulas metálicas têm sua maior indicação para a administração de medicamentos vesicantes. Além disso, cateteres rígidos não devem ser inseridos em regiões de articulações, devido ao risco de infiltração e rompimento do vaso, além de prejudicar a mobilidade do paciente.
O paciente em terapia intravenosa necessita da observação cuidadosa do profissional durante a permanência do acesso venoso, pelo risco de flebite a que está exposto. Nesse sentido, caso o enfermeiro observe dor no local de acesso venoso, com eritema e edema, deve considerar a seguinte pontuação na escala que verifica o nível de flebite:
0.
1.
2.
3.
4.
No controle de infecções hospitalares relacionadas à inserção de cateter periférico, assinale a alternativa correta.
Deve-se avaliar o sítio de inserção de pacientes pediátricos no mínimo uma vez ao dia.
A avaliação de necessidade de permanência do cateter deve ser semanal.
Rotineiramente, o cateter periférico não deve ser trocado em um período inferior a 12 horas.
O cateter periférico instalado em situação de emergência com comprometimento da técnica asséptica deve ser trocado tão logo quanto possível.
Não é recomendado remover o cateter periférico, mesmo que não haja medicamentos endovenosos prescritos e que ele não tenha sido utilizado nas últimas 24 horas.
Assinalar a alternativa que preenche a lacuna abaixo CORRETAMENTE:
A(o) ____________ é um processo inflamatório que ocorre nas veias, tornando a área dolorosa e hiperemiada.
infiltração
hematoma
flebite
equimose
Analise os itens e posteriormente assinale a alternativa correta:
I - Manutenção da linha infusional fechada.
II - Estabilizar e fixar cateteres para evitar complicações e perda de acesso não intencional.
III - Realizar desinfecção das conexões antes da entrada nos dispositivos.
IV - Métodos de fixação não devem interferir na avaliação e monitoramento do local de acesso e não devem impedir a circulação vascular e/ou a entrega da terapia prescrita.
V - Os dispositivos devem ser lavados antes, entre e após cada infusão medicamentosa, a fim de avaliar o funcionamento do cateter e evitar complicações.
VI - Não usar cateteres periféricos para terapia contínua com solução vesicante, nutrição parenteral ou drogas com alta osmolaridade.
VII - Realizar higienização das mãos sempre que houver manipulação do cateter, respeitando os 05 momentos.
Todos os itens correspondem às "boas práticas" associadas a cateteres venosos periféricos.
Os itens (I a VII) são "boas práticas" exclusivas e direcionadas para cateteres venosos centrais.
Os itens (I a VII) são "boas práticas" exclusivas e direcionadas para cateteres venosos centrais de inserção periférica (PICC).
Os itens (I a VII) são "boas práticas" direcionadas para cateteres tipo Foley; pelo menos dois deles não se aplicam para cateterismo vesical intermitente.
Todos os itens estão incorretos.
São sinais e sintomas relacionados à infecção de corrente sanguínea relacionada a cateter venoso central, EXCETO:
Bradicardia.
Hipertermia.
Hipotensão.
Oligoanúria.
Taquipneia.
A infiltração do soro fora do acesso venoso é popularmente chamada de:
Flebite.
Edema.
Hematoma.
Esclerose.
Exsudato.
Objetivando os cuidados preconizados pela ANVISA quanto à inserção e manutenção dos catéteres venosos periféricos, avalie se são verdadeiras (V) ou falsas (F) as afirmativas a seguir:
I- Higienizar as mãos antes e após a inserção de cateteres e para qualquer tipo de manipulação dos dispositivos. O uso de luvas substitui a necessidade de higiene das mãos;
II- Um novo cateter periférico deve ser utilizado a cada tentativa de punção no mesmo paciente;
III- Selecionar o cateter periférico com base no objetivo pretendido, na duração da terapia, na viscosidade do fluido, nos componentes do fluido e nas condições de acesso venoso;
IV- Evitar região de flexão, membros comprometidos por lesões como feridas abertas, infecções nas extremidades, veias já comprometidas (infiltração, flebite, necrose), áreas com infiltração e/ou extravasamentos prévios, áreas com outros procedimentos planejados.
As afirmativas I, II, III e IV são, respectivamente:
F, F, V, V.
V, V, V, V.
F, V, V, V.
V, V, F, F.
Com relação à assistência de enfermagem no manuseio de dispositivos venosos, analise os itens a seguir e, ao final, assinale a alternativa correta:
I – A troca da fixação dos cateteres periféricos deve restringir-se a uma periodicidade preestabelecida e não por demanda, como, por exemplo, umidade ou sujidade.
II – Durante o banho, o sítio de inserção do cateter deve ser protegido com plástico, quando utilizada cobertura permeável.
III – O sítio de inserção do cateter intravascular não deverá ser tocado após a aplicação do antisséptico, exceto se a técnica asséptica for mantida.
Apenas o item I é verdadeiro.
Apenas o item II é verdadeiro.
Apenas o item III é verdadeiro.
Apenas os itens II e III são verdadeiros.
Nenhum dos itens é verdadeiro.
Correspondem ao pacote de medidas para a prevenção de infecção de corrente sanguínea associada à via intravenosa, EXCETO:
precauções máximas de barreira na inserção do cateter venoso central.
antissepsia da pele com clorexidina.
escolha preferencial da veia femoral para inserção do cateter em adultos.
uso de campos estéreis para cobrir todo o corpo do paciente na inserção do cateter.
avaliação diária da necessidade de manutenção do acesso central.
Flebite é a inflamação aguda da camada íntima da veia, causando edema, dor, desconforto, eritema ao redor da punção e um "cordão" palpável ao longo do trajeto da veia. Em relação aos cuidados gerais, é INCORRETO:
O cateter periférico deve ser trocado em um período superior a 96 h.
Avaliar o sítio de inserção do cateter periférico e áreas adjacentes por inspeção visual e palpação e valorizar as queixas do paciente.
Selecionar cateteres de menor calibre e comprimento de cânula.
Qualquer cobertura para cateter periférico deve ser estéril (gaze e fita adesiva estéril, tempo menor que 48h).
Equipos de infusão contínua não devem ser trocados em intervalos inferiores a 96 horas.
A sobrecarga circulatória pode ser uma complicação da terapia intravenosa em pacientes/clientes que apresentam insuficiência cardíaca ou doença renal. Assim sendo, o enfermeiro deve estar atento à presença de sinais e sintomas (SS) dessa complicação e prescrever e/ou adotar medidas preventivas para evitá-la (MP), tais como:
SS = edema no local de inserção do acesso venoso ou acima dele e hipotensão arterial; MP = fazer balanço hídrico.
SS = hipertensão e presença de sibilos durante ausculta pulmonar; MP = monitorar o paciente durante os primeiros 15 minutos de administração de soluções por via endovenosa.
SS = balanço hídrico negativo e hipotensão arterial; MP = manter o paciente/cliente em posição de Fowler.
SS = distensão da veia jugular e presença de estertores durante ausculta pulmonar; MP = usar bomba de infusão para a administração de medicamentos.
SS = sensação de distensão no local do acesso intravenoso e dificuldade respiratória; MP = evitar a punção de veia calibrosa no dorso das mãos ou próxima a áreas de flexão, pois dificultam sua fixação.
No que se refere aos cuidados com o sítio de inserção do catéter, o Manual de Boas Práticas da Anvisa recomenda avaliar o sítio de inserção do cateter periférico e áreas adjacentes quanto à presença de rubor, edema e drenagem de secreções por inspeção visual e palpação sobre o curativo intacto e valorizar as queixas do paciente em relação a qualquer sinal de desconforto, como dor e parestesia. A frequência ideal de avaliação do sítio de inserção é a cada
2 horas
4 horas
6 horas
8 horas
Apesar da evolução dos materiais utilizados, como introdutores e cateteres de fino calibre, evolução dos meios de contraste, sistema de aquisição de imagem digital e o aprimoramento técnico, o cateterismo cardíaco e a intervenção coronária percutânea não estão isentos de complicações, sendo as complicações mais comuns:
reações alérgicas, nefropatia induzida por contraste e hematoma.
broncoespasmo, oclusões arteriais e choque cardiogênico.
arritmias, acidente vascular cerebral e infarto agudo do miocárdio
hipotensão, pseudoaneurisma e edema agudo de pulmão.
vasoespasmo, tamponamento cardíaco e fibrilação ventricular.