Questões de Concurso sobre Infecção de corrente sanguínea

 
 
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Em uma unidade de terapia intensiva, observa-se aumento na incidência de infecções relacionadas a cateter venoso central.


Assinale a abordagem mais efetiva para minimizar essa ocorrência, considerando os protocolos vigentes de prevenção.


A

Realizar a antissepsia cutânea com clorexidina alcoólica a 0,5% antes da inserção do cateter e substituir os curativos semipermeáveis a cada 72 horas, independentemente das condições de integridade.


B

Adotar técnica asséptica rigorosa durante a inserção e manutenção do cateter, incluindo o uso de barreira estéril máxima, e remover o cateter assim que houver indicação clínica para interrupção do acesso venoso central.


C

Preferir a punção venosa femoral em pacientes instáveis devido à facilidade de acesso e utilizar antibióticos profiláticos de amplo espectro antes da inserção do cateter para reduzir o risco de colonização microbiana.


D

Implementar vigilância microbiológica rotineira dos cateteres para detectar precocemente colonizações bacterianas e realizar desinfecção do lúmen com solução de iodo-povidona após cada manipulação do dispositivo.

Durante o plantão noturno em uma unidade de terapia intensiva oncológica, um paciente em nutrição parenteral total (NPT), com cateter venoso central de inserção subclávia, evolui com febre persistente (38,7 °C), dor torácica à inspiração profunda, hipotensão leve e eritema ao redor do ponto de inserção do cateter. O enfermeiro identifica ainda rigidez do trajeto venoso, turvação do infundido e presença de secreção seropurulenta no curativo. Considerando os critérios do CDC para diagnóstico de infecção primária de corrente sanguínea (IPCS) relacionada ao uso de CVC, os protocolos clínicos de segurança do paciente (MS e ANVISA), as atribuições técnicas do enfermeiro frente à detecção precoce de complicações infecciosas e as obrigações de notificação e intervenção, qual conduta é tecnicamente mais precisa e legalmente respaldada?


A

Realizar troca imediata do cateter por nova punção de emergência, sob técnica asséptica, e iniciar antibioticoterapia empírica com base em prescrição padrão pré-aprovada pela comissão de controle de infecção hospitalar.


B

Manter a via em uso até liberação de hemoculturas, reforçar o curativo com gaze estéril, registrar intercorrência e solicitar orientação à equipe médica no próximo turno.


C

Realizar troca do curativo com técnica de antissepsia dupla e aplicar pomada antibiótica tópica, mantendo vigilância ativa sem interrupção da infusão da NPT, até avaliação médica presencial.


D

Retirar o cateter sem prescrição, com base na clínica infecciosa e nos protocolos internacionais de retirada segura, iniciando monitorização para sepse de foco desconhecido.


E

Comunicar prontamente a equipe médica, suspender infusão da NPT, coletar culturas de ponta de cateter e sangue periférico, e iniciar plano de cuidados para sepse relacionada à corrente sanguínea.

As infecções da corrente sanguínea estão associadas a importantes desfechos desfavoráveis em saúde. Considerando o manual de Medidas de Prevenção de Infecção Relacionada à Assistência à Saúde, da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (2017), são consideradas medidas de prevenção:


A

para atender à necessidade da terapia intravenosa devem ser selecionados cateteres de maior calibre e comprimento de cânula.


B

agulha de aço só deve ser utilizada para coleta de amostra sanguínea e administração de medicamento em dose única, sem manter o dispositivo no sítio.


C

a remoção dos pelos, quando necessária, deverá ser realizada com lâminas de barbear, pois essas diminuem o risco de infecção.


D

a cobertura utilizada para proteger o sítio de inserção deve ser trocada em intervalos pré-estabelecidos de 96h.


E

rotineiramente o cateter periférico não deve ser trocado em um período inferior a 72h.

Sobre a coleta de sangue venoso para investigação de alterações nas substâncias circulantes e pesquisa de agentes etiológicos infecciosos, assinalar a alternativa CORRETA.


A

Cada amostra de sangue deve ser coletada por uma nova punção, não sendo recomendável coletar sangue de cateteres ou dispositivos venosos já existentes.


B

Em caso de coleta para hemocultura, nunca aplique antisséptico (clorexidina alcoólica) no local antes da punção.


C

É obrigatória a técnica de coleta por meio de cateteres periféricos ou centrais sempre que a coleta for para hemocultura.


D

Na coleta para hemocultura, o método de coleta do sangue e o volume coletado não têm qualquer influência direta no sucesso de recuperação de microrganismos nem na interpretação adequada dos resultados.

Em uma Unidade de Terapia Intensiva, observa-se aumento de casos de infecção primária de corrente sanguínea associada ao uso de cateter venoso central. Considerando as recomendações mais atuais do Ministério da Saúde e da ANVISA, marque a opção correta.


A

Utilizar solução salina estéril na limpeza do sítio de inserção do cateter, associando antibiótico profilático sistêmico de modo rotineiro.


B

Substituir todos os cateteres a cada 48 horas, independentemente de sinais de infecção, priorizando menor manipulação do dispositivo.


C

Realizar desinfecção cuidadosa da pele com clorexidina alcoólica 2% antes da inserção, mantendo avaliação contínua da real necessidade do cateter.


D

Adotar cateter de inserção periférica prolongada (PICC) apenas em pacientes neutropênicos, evitando antissépticos à base de clorexidina.


E

Manter o curativo oclusivo por tempo indeterminado, trocando-o somente se houver presença de exsudato ou hematoma no local de inserção.

As infecções da corrente sanguínea relacionadas a cateteres centrais (ICSRC) estão associadas a importantes desfechos desfavoráveis à saúde.


Nos Estados Unidos da América (EUA), a mortalidade atribuível a essa síndrome geralmente ultrapassa os 10%, podendo chegar a 25% em pacientes de maior risco.


Considerando as orientações descritas no Caderno de Medidas de Prevenção de Infecção Relacionada à Assistência à Saúde da Anvisa (2017), sobre as boas práticas de flushing e a manutenção do cateter periférico, é correto afirmar que


A

a aspiração para verificar o retorno de sangue antes de cada infusão é realizada para garantir a funcionalidade do cateter e prevenir complicações.


B

o flushing pulsátil (push-pause) é preferível ao flushing contínuo, pois cria um fluxo laminar que evita a deposição de resíduos no lúmen do cateter.


C

o uso de água estéril é recomendado para flushing e lock de cateteres periféricos em pacientes com restrição hídrica.


D

soluções em grandes volumes, como frascos de soro, são adequadas para a obtenção de flushing devido ao baixo custo e acessibilidade.


E

seringas menores que 10 mL devem ser utilizadas para gerar maior pressão durante o flushing e garantir a desobstrução do cateter.

Em 2017, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) publicou uma obra destinada aos gestores, profissionais de saúde e educadores com foco em medidas de prevenção para a redução das Infecções Relacionadas à Assistência à Saúde (IRAS). Entre os diversos itens abordados, estão as recomendações relacionadas aos cateteres periféricos. Nesse sentido, assinale a alternativa INCORRETA sobre a instalação e o manejo de cateteres periféricos.


A

A seleção do cateter periférico deve considerar o objetivo e a duração da terapia intravenosa, a viscosidade dos fluidos e as condições de acesso venoso existentes.


B

No momento da instalação do cateter periférico, a preferência do paciente para a seleção do membro deve ser considerada.


C

A reutilização do cateter periférico em nova tentativa de punção é considerada quando realizada antissepsia da pele com gliconato de clorexidina.


D

O tempo de aplicação da clorexidina é de 30 segundos para antissepsia e deve-se aguardar a secagem espontânea desse antisséptico antes de proceder à punção.


E

Sempre que houver necessidade de remoção de pelos, deve ser utilizado tricotomizador elétrico ou tesouras, e não lâminas de barbear.

O técnico de enfermagem tem uma importante atuação na prevenção de infecções da corrente sanguínea (ICS) na sua prática profissional, seguindo as recomendações da ANVISA (2017). Considerando essas recomendações, é correto afirmar que


A

deve-se limitar no máximo a quatro tentativas de punção periférica por profissional.


B

deve-se utilizar água estéril para flushing antes de cada infusão.


C

a agulha de aço deve ser mantida no sítio de inserção para infusão contínua de medicamentos.


D

um novo cateter periférico deve ser utilizado a cada tentativa de punção no mesmo paciente.


E

o sítio de inserção do cateter intravascular deve ser tocado após a aplicação do antisséptico.

Para a prevenção de infecção da corrente sanguínea, de acordo com as recomendações da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA, 2017), o enfermeiro e, quando se aplica, os demais profissionais de enfermagem, devem, entre outras medidas,


A

limitar a quatro tentativas de punção periférica por profissional e, no máximo, seis no total, em um mesmo paciente.


B

na presença de sujidade visível no local da futura punção, removê-la com algodão embebido em álcool a 70%, friccionando a área, com movimentos circulares, por 1 minuto.


C

utilizar um novo cateter periférico a cada tentativa de punção no mesmo paciente.


D

preservar a integridade do acesso e prevenir o deslocamento perda.do cateter periférico estabilizando-o com filme transparente, micropore ou sutura.

Sobre as infecções relacionadas ao uso de cateteres intravasculares, não é correto afirmar que:


A

A utilização de cateteres intravasculares em unidades de saúde é atualmente prática comum e essencial para a administração de fluidos, eletrólitos, sangue, hemoderivados, medicamentos e suporte nutricional, e para disponibilizar monitorização hemodinâmica. Por ser um procedimento invasivo, sua inserção, manutenção e manipulação deve ser feita com todo o rigor da técnica asséptica.


B

A infecção do sítio de inserção do cateter (IRC) é caracterizada pela presença de sinais (eritema, calor, edema e dor local) no local da inserção do dispositivo intravascular, associados à presença de secreção purulenta e/ou cultura positiva da ponta do cateter sem evidências de infecção da corrente sanguínea.


C

Na infecção primária da corrente sanguínea ou bacteremia relacionada ao cateter, observa-se a presença de mais de um microrganismo nas culturas de sangue e de cateter.


D

A colonização cutânea e da conexão do cateter são as duas fontes mais significativas na IRC e ambas mantêm estreita relação com procedimentos e contaminação ocasionada pelo manuseio inadequado da equipe.


E

Na colonização da conexão do cateter, a manipulação é o principal fator e, uma vez instalada, os microrganismos migram ao longo de sua superfície interna.

As Infecções da Corrente Sanguínea (ICS) relacionadas a cateteres centrais estão associadas a importantes desfechos desfavoráveis em saúde. Evidências científicas abordam que 65 a 70% das ICS poderiam ser prevenidas com adoção de medidas adequadas, como adesão aos bundles de boas práticas de inserção propostos pelo Institute of Healthcare Improvement (IHI) e a otimização das práticas de manutenção dos dispositivos. As bactérias da pele alcançam a corrente sanguínea após terem formado “biofilmes” na face externa do dispositivo, correspondendo a fisiopatogenia da ICS de


A

disseminação hematogênica.


B

colonização da via intraluminal.


C

colonização extraluminal.


D

infusão de soluções contaminadas.

É a passagem dos leucócitos do sangue para o tecido conjuntivo. Faz-se atravessando os vasos capilares e ocorre quando há um dano tecidual (infeccioso e/ou inflamatório) que gera a liberação de substâncias vasoativas e quimiotáticas para o vaso sanguíneo que induz a expressão de moléculas de adesão e a vaso dilatação, os leucócitos vão começar o processo de rolamento, se ligar com as moléculas de adesão e irão para o espaço intersticial realizarem a fagocitose.

A definição acima refere-se a:


A

Diapedese.


B

Hematose.


C

Apoptose.


D

Sarcoidose.


E

Leococitose.

Uma infecção bacteriana em um dente pode, através da corrente sanguínea, atingir o coração causando, principalmente, uma:


A

Miocardiopatia dilatada


B

Coronariopatia


C

Choque cardiogênico


D

Valvopatia

Paciente recebe alta hospitalar e comparece em uma Unidade Básica de Saúde (UBS) com quadro definido para critério diagnóstico de infecção primária de corrente sanguínea laboratorialmente confirmada (IPCSL) associada a cateter central de duplo lúmen causada por Estafilococos coagulase-negativo. Após 16 dias da data dessa infecção, o paciente permaneceu com cateter central para hemodiálise e teve febre >38°C. Após a escuta qualificada com a enfermeira, ela o direcionou ao atendimento ao médico na unidade, que encaminhou o paciente ao hospital novamente, onde foi coletada nova hemocultura e, no dia seguinte, foi identificado Acinetobacter baumannii, ausentes outros focos infecciosos. Considerando-se o intervalo entre os dois eventos contados a partir da data da primeira infecção até a data da segunda infecção, este caso:


A

Não configura uma nova infecção, pois o intervalo entre os dois eventos é menor que 30 dias.


B

Configura uma nova infecção, pois há um intervalo maior de 14 dias entre os dois eventos.


C

Não configura uma nova infecção, pois o intervalo entre os dois eventos é maior que 10 dias.


D

Configura uma nova infecção, pois o intervalo entre os dois eventos excede em 9 dias o intervalo mínimo para não configurar uma nova infecção.

Para a redução de infecção da corrente sanguínea associada a um cateter venoso central, (CVC), é recomendado


A

Adequada higiene das mãos antes e após o contato com os dispositivos periféricos.


B

Trocas dos curativos de CVC, duas vezes ao dia.


C

Desinfecção adequada dos conectores de acesso venoso central, antes e após administração de medicamentos.


D

A tricotomia em local de punção de CVC deve anteceder à instalação do cateter.


E

Administrar antibiótico tópico no óstio de inserção do CVC.

Resultado de um processo inflamatório, é composto de células que migram dos vasos sanguíneos e se depositam nos tecidos ou nas superfícies teciduais. Suas colorações mais frequentes são esbranquiçada, amarelada, avermelhada, esverdeada ou achocolatada, dependendo da característica do pigmento específico das bactérias presentes. Pode ser classificado como seroso, sanguinolento, purulento ou fibrinoso. O trecho refere-se ao(à):


A

Secreção.


B

Transudato.


C

Endocitose.


D

Exocitose.


E

Exsudato.

Uma das medidas recomendadas pela ANVISA para prevenir infecção de corrente sanguínea é a troca dos equipos de administração intermitente a cada


A

24 horas.


B

36 horas


C

48 horas.


D

72 horas


E

96 horas.

Uma das medidas para prevenção de infecção da corrente sanguínea é a escolha do cateter. Segundo as recomendações da ANVISA, estão corretas:

I - Selecionar o cateter periférico com base no objetivo pretendido, na duração da terapia, na viscosidade do fluído, nos componentes do fluido e nas condições do acesso venoso.

II - Não use cateteres periféricos para infusão contínua de produtos vesicantes, para nutrição parenteral com mais de 20% de dextrose ou outros aditivos que resultem em osmolalidade final acima de 900mOsm/L.

III - A agulha de aço pode ser utilizada para coleta de amostra sanguínea e administração de medicamento em dose única ou contínua, mantendo o dispositivo no sítio.


A

apenas a I;


B

apenas a II;


C

apenas a III;


D

apenas a I e II;


E

apenas a II e III.

Julgue os itens a seguir, com relação à fisiopatogenia e às medidas de prevenção de infecção de corrente sanguínea (ICS) no momento da inserção do cateter vascular complementadas por medidas de manutenção.

I A infusão de soluções contaminadas devido à adoção de práticas inadequadas de preparo e falhas em se seguir as recomendações preconizadas de injeção segura configura-se como um mecanismo possível para a ICS.

II O uso de luvas dispensa a necessidade de higiene das mãos.

III Para atender à necessidade da terapia intravenosa, devem ser selecionados cateteres de menores calibre e comprimento de cânula.

IV As fitas adesivas não estéreis não devem ser utilizadas para a estabilização ou a cobertura de cateteres.

V Deve-se utilizar técnica de pressão negativa para minimizar o retorno de sangue para o lúmen do cateter.

Assinale a opção correta.


A

Apenas os itens I e II estão certos.


B

Apenas os itens II e V estão certos.


C

Apenas os itens I, III e IV estão certos.


D

Apenas os itens III, IV e V estão certos.


E

Todos os itens estão certos.

A prevenção e o controle de Infecções Relacionadas à Assistência à Saúde (IRAS) são fundamentais para garantir a segurança do paciente. Essas medidas requerem uma constante melhoria na qualidade dos serviços de saúde prestados. Referente às recomendações para controle de infecções da corrente sanguínea, assinale a alternativa INCORRETA.


A

Higienizar as mãos antes e após a inserção de cateteres e para qualquer tipo de manipulação dos dispositivos.


B

Para atender à necessidade da terapia intravenosa, devem ser selecionados cateteres de menor calibre e comprimento de cânula.


C

Um novo cateter periférico deve ser utilizado a cada tentativa de punção no mesmo paciente.


D

Avaliar a permeabilidade e funcionalidade do cateter utilizando seringas de diâmetro de 3 ml para gerar baixa pressão no lúmen do cateter e registrar qualquer tipo de resistência.


E

Os propósitos das coberturas são os de proteger o sítio de punção e minimizar a possibilidade de infecção, por meio da interface entre a superfície do cateter e a pele, e de fixar o dispositivo no local para prevenir a movimentação do dispositivo com dano ao vaso.

 
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