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Infecções pós-operatórias acometem a ferida cirúrgica e/ou a cavidade e órgãos operados e se apresentam clinicamente como processo inflamatório supurativo nestes locais. Os agentes etiológicos mais frequentes são E. aureus, Estafilococos coagulase-negativa e Estreptococos. Os de menor incidência são E. coli, P. aeruginosa, Enterococos e anaeróbios. De acordo com a classificação das feridas, analise
I. Limpas: operações eletivas, primariamente fechadas, e sem drenos. São feridas não-traumáticas e não infectadas, onde nenhum sinal inflamatório é encontrado.
II. Potencialmente contaminadas: operações em que há abordagem do trato digestivo, respiratório, geniturinário e orofaringe em situações controladas e sem contaminação não usual.
III. Contaminadas: feridas traumáticas recentes, abertas, contaminação grosseira durante cirurgia de trato digestivo, manipulação de via biliar ou geniturinária na presença de bile ou de urina infectadas, procedimentos em que ocorreram quebras maiores da técnica e é achada a inflamação, mas não secreção purulenta.
IV. Infectadas: operações infectadas nas quais se encontra, durante a operação, secreção purulenta, tecidos desvitalizados, corpos estranhos, contaminação fecal ou trauma com atraso de tratamento.
Está(ão) correta(s) a(s) afirmativa(s)
IV, apenas
I, II, III e IV.
I e II, apenas.
III e IV, apenas
I, II e III, apenas
Por se tratar de um procedimento invasivo, a cirurgia traz alguns riscos para o paciente, entre eles, o risco de infecção. Porém, algumas medidas abaixo podem ser adotadas para prevenir as infecções do sítio cirúrgico, EXCETO:
Se for necessário realizar a tricotomia, fazê-la o maior tempo possível antes de cirurgia.
Não remover os pelos como rotina, apenas quando estiverem ao redor da incisão e forem interferir no ato cirúrgico.
Manter as portas da sala de operação fechadas, exceto para passagem de equipamentos, pessoal e pacientes.
Limitar o número de pessoas em sala operatória, somente o necessário.
assunto, julgue os itens a seguir. 47 A paramentação do centro cirúrgico justifica-se em virtude de a maioria das infecções do sítio cirúrgico ser causada por microrganismos da flora endógena do próprio paciente e dos profissionais de saúde envolvidos no cuidado direto e indireto desse sítio.
De acordo com a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA), as principais fontes de transmissão de infecção para o paciente no centro cirúrgico são: o próprio paciente, os funcionários da unidade, o ambiente, os materiais e os equipamentos.
Deve-se realizar antissepsia cirúrgica pré-operatória de, no mínimo, 2 a 5 minutos, das mãos e antebraços até os cotovelos.
A fasceíte pós-operatória é um exemplo de infecção de sítio cirúrgico superficial.
O banho com agente antisséptico na noite anterior à cirurgia não diminui o índice de infecção do sítio cirúrgico, porque o profissional de saúde se contamina no transporte ao centro cirúrgico.
Para o preparo da pele, ao se usar agente antisséptico, como álcool, clorexidina ou PVPI, da periferia para o centro, deve-se preparar uma área da pele grande o suficiente para a inserção de drenos, se necessário.
Como medidas preventivas para se reduzir as infecções em sítios cirúrgicos, citam-se a administração de corticosteróides profiláticos, a realização de tricotomia em várias áreas próximas do local da cirurgia e a utilização de transfusão de sangue homólogo.
Em relação aos cuidados com prevenção de infecções no centro cirúrgico, assinale a afirmativa incorreta.
A sala de cirurgia deverá estar limpa, com as portas fechadas, e a circulação de pessoal deverá ser a menor possível.
O número de pessoas na sala cirúrgica deve ser limitar.
As portas da sala de cirurgia devem se mantidas fechadas, exceto quanto da passagem de equipamentos, pessoal ou paciente.
O uso de ar condicionado de parede ou ventiladores na sala de cirurgia não é apropriado.
Após cirurgias contaminadas ou infectadas deve ser realizada limpeza especial ou fechamento de salas cirúrgicas
Uma das recomendações para prevenir as infecções de sítio operatório é
manter a porta da sala cirúrgica aberta durante o procedimento operatório.
realizar tricotomia ampla dois dias antes da cirurgia.
minimizar o tempo de internação pré-operatório.
mobilizar o cateter intravascular, diariamente.
desinfetar a pele do paciente com escovação e solução degermante no dia anterior e no dia da cirurgia.
A antibioticoprofilaxia para prevenção de infecção no sítio cirúrgico deve ser iniciada, pelo menos, 24 horas antes da cirurgia e mantida por 7 a 10 dias, independentemente do tipo de cirurgia a ser realizada.