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A criação de uma ferida cirúrgica rompe a integridade da pele e sua função protetora, em que a exposição dos tecidos orgânicos profundos aos patógenos ambientais coloca o paciente em risco para a infecção do sítio cirúrgico, uma complicação com risco potencial de morte. Dessa forma, as feridas cirúrgicas são classificadas de acordo com o grau de contaminação. Com relação à categoria cirúrgica e a sua associação com o risco de infecção do sítio cirúrgico, assinale a alternativa correta.
Cirurgias limpas são determinadas por sítio cirúrgico atraumático, não infectado, sem inflamação, podendo penetrar apenas trato respiratório e geniturinário íntegro.
Cirurgias limpa-contaminadas ocorrem em procedimentos com penetração do trato respiratório e gastrointestinal que apesar de não ser constatada contaminação aparente, podem vir a apresentá-la posteriormente.
Cirurgias contaminadas são determinadas por feridas traumáticas apresentadas recentemente ou com derramamento macroscópico a partir do trato gastrointestinal ou da ruptura importante da técnica asséptica ou da entrada no trato geniturinário ou biliar com presença de urina ou bile infectada.
Cirurgia potencialmente contaminada é caracterizada por ferida traumática com reparação tardia, pela presença de tecido desvitalizado, com presença de corpos estranhos ou contaminação fecal ou inflamação aguda e drenagem purulenta encontrada durante o procedimento.
Cirurgias inflamadas são caracterizadas pela presença de processo inflamatório instalado com comprometimento das funções do órgão ou do tecido sem a presença de infecção aparente.
A Infecção de Sítio Cirúrgico ocorre como complicação de uma cirurgia podendo ser diagnosticada em até 30 dias após o procedimento cirúrgico ou em até um ano, em caso de implante de órtese e prótese. Sobre isso é recomendado:
Controlar a glicemia em todos os pacientes evitando hipoglicemia intraoperatória;
Administrar antibiótico apenas quando indicado e selecionado de acordo com o procedimento e as recomendações publicadas;
Interromper o consumo de tabaco no mínimo 15 dias antes do procedimento eletivo;
Realizar a limpeza da pele no local e ao redor da incisão para remover contaminação grosseira, sendo tópico não resolvido o banho pré-operatório no chuveiro com antisséptico;
Excluir rotineiramente os profissionais do Centro Cirúrgico colonizados com microrganismos tais como Staphylococcus aureus.
Em relação às medidas de prevenção de infecção cirúrgica preconizadas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária, é CORRETO afirmar que:
Os sistemas de drenagem aberta (por exemplo, drenos penrose ou tubular) devem ser mantidos ocluídos com bolsa estéril por 7 dias.
A conduta para realização de curativo em paciente com fixador externo consiste na limpeza dos locais de inserção dos pinos com soro fisiológico 0,9% e após, realizar toque de álcool 70% primeiro na área periferida, depois na inserção dos pinos e por último, no fixador.
É recomendada a descolonização dos portadores nasais de Staphylococcus aureus com mupirocina intranasal e banho de clorexedina uma vez por dia por 5 dias consecutivos.
O controle da temperatura corpórea intra-operatória reduz a incidência de sangramento no pós-operatório, infecções e eventos cardíacos.
A infecção de sítio cirúrgico é um desfecho indesejável em pacientes submetidos a procedimentos cirúrgicos.
Os cuidados que podem reduzir essa infecção estão descritos em qual alternativa?
Antibioticoterapia profilática e raspagem dos pêlos no local da incisão.
Antibioticoterapia profilática e manutenção da hipotermia transoperatória.
Antissepsia da pele no local da incisão e clipagem de pêlos no local da incisão.
Antissepsia da pele no local da incisão e manutenção da hipotermia transoperatória.
A infecção do trato urinário associada a cateter vesical possui alta prevalência, representando cerca de 40% das infecções relacionadas à assistência à saúde.
Considerando as medidas de prevenção segundo o guideline do Centers for Disease Control and Prevention – CDC (2009), analise as seguintes afirmativas:
I. Trocar todo o sistema quando ocorrer desconexão, quebra da técnica asséptica ou vazamento.
II. Considerar outros métodos de manejo, preferir cateter tipo condon ou cateterização intermitente, quando apropriado.
III. Utilizar cateteres suprapúbicos como alternativa à cateterizaçao uretral em pacientes que requerem cateterização de longo prazo.
IV. Preferir cateter impregnado com prata ou outro antimicrobiano para cateterização de longa permanência (> 7 dias).
São medidas de prevenção segundo esse guideline o que se afirma em:
III, apenas.
I e II, apenas.
II e IV, apenas.
I, II, III e IV.
Leia o caso a seguir.
infecção de sítio cirúrgico incisional superficial.
infecção de sítio cirúrgico incisional profunda.
infecção de sítio cirúrgico de órgão.
infecção de sítio cirúrgico de cavidade.
O enfermeiro, em sua prática diária assistindo aos pacientes no período pós operatório, convive com a Infecção de Sítio Cirúrgico (ISC) que se configura como uma complicação relevante, por contribuir para o aumento da mortalidade e morbidade dos pacientes pós-cirúrgicos causando prejuízos físicos e emocionais como os afastamentos do trabalho e do convívio social (Rev Esc Enferm USP 2007; 41 (2): 258-63). Em relação aos cuidados de enfermagem na prevenção das ISC, marque a alternativa CORRETA:
A tricotomia, quando necessária, deve ser realizada 24 horas antes do procedimento cirúrgico.
A vigilância do paciente cirúrgico na maioria das instituições ocorre efetivamente durante e após o período de internação.
As doenças associadas, o estado nutricional, são fatores irrelevantes para o aumento das infecções de sítio cirúrgico.
A técnica asséptica deve ser utilizada sempre que houver necessidade de manipulação da ferida operatória.
Nas feridas contaminadas o ideal é iniciar a limpeza da lesão primeiramente no leito da ferida, contribuindo assim para reduzir a propagação dos microorganismos patogênicos.
As infecções do sítio cirúrgico (ISC) são a maior causa de morbimortalidade pós-operatória e representam grandes gastos para os hospitais. Apesar da causa multifatorial, estudos têm correlacionado as ISC, por meio de biologia molecular, às falhas na antissepsia cirúrgica das mãos da equipe cirúrgica, causando inclusive surtos (GONÇALVES et al., 2012).
Sobre medidas de prevenção das infecções do sítio cirúrgico, podem ser feitas as afirmações abaixo, EXCETO:
a paramentação cirúrgica consiste em antissepsia cirúrgica das mãos e utilização de avental e luvas esterilizadas, apenas.
o antisséptico cirúrgico deve ser capaz de eliminar totalmente a microbiota transitória das mãos e reduzir significativamente a residente no começo do procedimento, e inibir o seu crescimento em mãos enluvadas até o final da cirurgia.
os antissépticos mais utilizados atualmente são a clorexidina (CHG) e o polivinilpirrolidona iodo (PVPI), aplicados com esponja e/ou escova, apesar da Organização Mundial da Saúde (OMS) não recomendar o uso de escovas para essa finalidade pelo seu efeito abrasivo.
a limpeza das unhas é um passo importante, devendo ser usada uma espátula para retirar a sujidade debaixo delas.
o ato de circular em uma sala cirúrgica exige conhecimentos e habilidades essenciais, portanto a circulação na sala operatória consiste em atividade desenvolvida pela equipe de enfermagem: enfermeiros, técnicos ou auxiliares de enfermagem, os quais durante todo ato anestésico cirúrgico, desenvolvem atividades a fim de garantir condições funcionais e técnicas necessárias para a equipe médica e ao paciente.
Segundo a ANVISA, são critérios definidores de infecção cirúrgica incisional superficial:
Ocorre nos primeiros 30 dias após a cirurgia e envolve apenas pele e subcutâneo.
Drenagem purulenta da incisão superficial
Cultura positiva de secreção ou tecido da incisão superficial, obtido assepticamente
Diagnóstico de infecção superficial pelo médico assistente.
Todas as alternativas estão corretas
É um fator de risco para a infecção do sítio cirúrgico:
Um dos indicadores de processo para a prevenção de infecção do sítio cirúrgico (pré e intra-operatório) é a:
Duração da antibioticoprofilaxia ≤ 72 horas
Realização da antibioticoprofilaxia até 6 horas antes da incisão cirúrgica
Duração da antibioticoprofilaxia ≤ 48 horas
Realização da antibioticoprofilaxia até 24 horas antes da incisão cirúrgica
Realização da antibioticoprofilaxia até 1 hora antes da incisão cirúrgica
Dadas as afirmativas em relação às recomendações para prevenção da infecção do sítio cirúrgico,
I. Deve ser realizado o banho do paciente com antisséptico antes do procedimento cirúrgico.
II. O risco de infecção do sítio cirúrgico depende de variáveis do procedimento em si e do próprio paciente.
III. O uso do gorro é recomendado para o paciente, pois a queda de cabelos afeta o campo operatório, podendo causar contaminação.
IV. A escovação cirúrgica pode ser substituída pela higienização das mãos.
verifica-se que está(ao) correta(s)
I, apenas.
II e IV, apenas.
III e IV, apenas.
I, II e III, apenas.
I, II, III e IV.
A infecção de sítio cirúrgico (ISC), anteriormente denominada infecção de ferida cirúrgica, é um processo infeccioso que acomete tecido, órgão e cavidade abordada em um procedimento cirúrgico. (COUTO, 2003, p. 535).
Sobre a epidemiologia e os fatores de risco para infecção de sítio cirúrgico (ISC), de acordo com o autor acima, é correto afirmar, EXCETO:
A antibioticoprofilaxia cirúrgica, quando indicada, deve ser administrada pelo menos até a sexta hora de pós-operatório imediato.
As infecções de sítio cirúrgico representam cerca de 24% de todas as infecções hospitalares.
As taxas de infecção de sítio cirúrgico dependem diretamente do grau de contaminação da cirurgia.
Quanto aos fatores de risco para ISC relacionados ao paciente, não há evidência de que a taxa de infecção possa ser alterada pelo tipo de raça.
O período pré-operatório imediato compreende aquele que se inicia na véspera da cirurgia e vai até o momento em que o paciente é recebido no centro cirúrgico. Considerando-se que as infecções de sítio cirúrgico envolvem medidas para sua prevenção desde o período pré-operatório, assinale a afirmativa correta sobre as medidas necessárias nesse período.
Não remover os pelos, exceto quando estiverem ao redor da incisão e interferirem no ato cirúrgico. Se for necessário, ter cuidado para realizar a tricotomia com gilete no sentido do crescimento dos pelos.
Orientar e auxiliar, se necessário, no banho pré-operatório no chuveiro com clorexidina aquosa na noite anterior ao procedimento ou na manhã da cirurgia
Administrar antimicrobiano por via endovenosa, quando prescrito pelo médico, e realizar preparo mecânico do cólon (por exemplo, uso de enemas) no dia da operação.
Controlar a glicemia em todos os pacientes diabéticos, evitando a hiperglicemia intraoperatória.
Sobre a classificação e os critérios definidores de infecção cirúrgica da Agência Nacional de Vigilância Epidemiológica, analise as afirmativas abaixo:
I. Infecção de sítio cirúrgico incisional superficial ocorre nos primeiros 30 dias após a cirurgia e envolve, apenas, pele e subcutâneo.
II. Infecção de sítio cirúrgico incisional profunda apresenta deiscência parcial ou total da parede abdominal ou abertura da ferida pelo cirurgião.
III. Presença de abscesso ou outra evidência que a infecção envolva os planos profundos da ferida, com reoperação, ocorre apenas em infecção de sítio cirúrgico incisional superficial.
IV. São sinais clínicos (febre, hiperemia, dor, calor, calafrios) de infecção de sítio cirúrgico.
Está(ão) CORRETA(S)
apenas IV.
apenas I, II e III.
apenas I, II e IV.
apenas II e IV.
I, II, III e IV.
As infecções pós-cirúrgicas devem ser analisadas conforme o potencial de contaminação da ferida cirúrgica. A classificação das cirurgias deverá ser feita no final do ato cirúrgico pelo cirurgião, de acordo com indicações especificas. Considerando a classificação das cirurgias, numere a segunda coluna de acordo com a primeira.
(1) Cirurgias limpas
(2) Cirurgias infectadas
(3) Cirurgias contaminadas
(4) Cirurgias potencialmente contaminadas
( ) São todas as intervenções cirúrgicas realizadas em qualquer tecido ou órgão, em presença de processo infeccioso (supuração local) e/ou tecido necrótico
( ) São aquelas realizadas em tecidos estéreis ou passíveis de descontaminação, na ausência de processo infeccioso e inflamatório local ou falhas técnicas grosseiras, cirurgias eletivas com cicatrização de primeira intenção e sem drenagem aberta. Cirurgias em que não ocorrem penetrações nos tratos digestivo, respiratório ou urinário.
( ) São aquelas realizadas em tecidos colonizados por flora microbiana pouco numerosa ou em tecidos de difícil descontaminação, na ausência de processo infeccioso e inflamatório e com falhas técnicas discretas no transoperatório. Cirurgias com drenagem aberta enquadram-se nesta categoria. Ocorre penetração nos tratos digestivo, respiratório ou urinário sem contaminação significativa.
( ) São aquelas realizadas em tecidos recentemente traumatizados e abertos, colonizados por flora bacteriana abundante, cuja descontaminação seja difícil ou impossível, bem como todas aquelas em que tenham ocorrido falhas técnicas grosseiras, na ausência de supuração local. Na presença de inflamação aguda na incisão e cicatrização de segunda intenção, ou grande contaminação a partir do tubo digestivo. Obstrução biliar ou urinária também se inclui nesta categoria.
A alternativa que contém a sequência correta, de cima para baixo, é
1 3 2 4
2 1 4 3
2 4 3 1
3 2 4 1
4 3 1 2
No preparo da pele do paciente na prevenção e controle de infecção de sítio cirúrgico, é fundamental:
a paramentação dos profissionais de saúde envolvidos no cuidado direto e indireto.
o banho pré-operatório na véspera e antes da cirurgia, pois diminui a carga microbiana da pele.
o uso do agente antisséptico aquoso ou alcoólico, como clorexidina ou PVPI, para degermação da pele.
a antissepsia cirúrgica pré-operatória de, no mínimo, 2 a 5 minutos, com agente antisséptico.
Sobre as ações de enfermagem para prevenção de infecções do sítio cirúrgico, analise as proposições abaixo e, em seguida, assinale a alternativa que apresenta a sequência correta.
I. Proteger a incisão fechada com curativo estéril por 24 a 48 horas.
II. Executar a degermação cirúrgica pré-operatória das mãos e os antebraços até os cotovelos por pelo menos 2 a 5 minutos com antisséptico apropriado.
III. Se o sitio cirúrgico estiver grosseiramente contaminado, deve-se manter a incisão fechada, promovendo uma cicatrização por segunda intenção.
IV. Usar máscara cirúrgica que cubra parcialmente a boca e o nariz quando entrar na sala cirúrgica, caso o instrumental já esteja exposto ou a cirurgia já tenha começado.
Somente I e II estão corretas.
Somente I e IV estão corretas.
Somente II e III estão corretas.
Somente II e IV estão corretas.
Somente III e IV estão corretas.
Em relação à prevenção de infecção de sítio cirúrgico, considere:
I. Determinar a provável microbiota numa infecção pós-operatória, com o objetivo de escolher o antimicrobiano eficaz na profilaxia, uma vez que as infecções pós-operatórias são causadas geralmente pela microbiota do paciente.
II. A tricotomia deve ser realizada imediatamente antes da cirurgia, se os pelos tiverem que ser removidos, de preferência utilizando tricotomizadores elétricos.
III. Para cirurgia de grande porte recomenda-se realizar o banho com clorexidina 2% duas horas antes do procedimento cirúrgico.
Está correto o que se afirma em