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A pressão intracraniana (PIC) pode estar elevada em diversos eventos catastróficos intracranianos, como no traumatismo cranioencefálico, no acidente vascular cerebral hemorrágico ou isquêmico, bem como nos tumores cerebrais, nas meningoencefalites e no edema cerebral associado à insuficiência hepática aguda. Aumentos da PIC comprimem o cérebro dentro do crânio rígido. Isto reduz o fluxo sanguíneo cerebral e, consequentemente, a pressão de perfusão cerebral. A relação pressão-volume intracraniana aproxima-se de uma curva exponencial de:
15 a 20 mmHg.
20 a 25 mmHg.
25 a 28 mmHg.
20 a 30 mmHg.
Nenhuma das alternativas anteriores.
A monitorização da Pressão Intracraniana (PIC) fornece informações importantes que precedem o aparecimento de sinais e sintomas de descompensação no paciente neurológico. Em relação à PIC, é CORRETO afirmar:
A monitorização da PIC detecta a elevação precoce da pressão intracraniana, permitindo suspeitar de lesões com efeito de massa e com risco de herniação.
É indicado em pacientes com Glasgow inferior a 3.
Permite a drenagem de liquor, quando em posição ventricular.
O valor da PIC varia entre 0 e 30 , quando a pressão liquórica intraventricular, é medida com o paciente em decúbito dorsal e a cabeça levemente elevada.
As alternativas a e c, estão corretas.
Algumas medidas são importantes para controle da PIC como: manter cabeceira do leito elevada, manter temperatura corporal normal, evitar estímulos nocivos (como, por exemplo, aspirações excessivas, procedimentos dolorosos), evitar administração de oxigênio e manter pressão de perfusão cerebral > 70 mmHg.
Certo
Errado
A maioria dos quadros neurológicos de urgência requer intervenções cirúrgicas ou tratamento de suporte. A hipertensão intracraniana aguda (HIC) requer medidas terapêuticas específicas, dada a vulnerabilidade do sistema nervoso central (SNC). Nesses casos a monitoração da pressão intracraniana (PIC) fornece informações importantes que precedem o aparecimento de sinais e sintomas de descompensação (lesões secundárias), permitindo, assim, um tratamento mais precoce e eficaz. Por outro lado, permite avaliar de maneira objetiva a eficácia das medidas terapêuticas adotadas. O enfermeiro intensivista deve sistematizar o cuidado de enfermagem em pacientes com (PIC) para controle da hipertensão intracraniana, assim, assinale a alternativa CORRETA em relação a sua monitorização:
Manter PIC < 20mmHg e PPC > 90mmHg.
Manter a cabeceira elevada entre 30 e 45 graus do plano horizontal (se não houver contraindicação, como por exemplo, nos traumas raquimedulares).
Promover fração inspiratória de oxigênio em 80%, antes das aspirações traqueais e/ou nasais.
Não há necessidade de manter alinhamento céfalo-caudal.
Não devemos fixar a pinça do cabo do aparelho de monitoração da PIC ao leito do paciente.
A monitoração da pressão intracraniana (PIC) proporciona a coleta de informações que facilitam a aplicação de medidas de prevenção à isquemia cerebral secundária à distorção do tronco cerebral.
Assinale a alternativa que apresenta os cuidados de enfermagem que devem ser prestados a pacientes com monitoração da PIC.
Manter a câmara de gotejamento da bolsa de drenagem zerada ao nível do local de inserção do cateter.
Atentar para as oscilações da PIC isoladamente e desconsiderar dados vitais, como temperatura e frequência cardíaca, já que eles não alteram a PIC.
Realizar as mudanças de decúbito e demais procedimentos, como banho de leito e exames de rotina independentemente da gravidade do paciente, pois tais procedimentos não alteram a PIC e não devem ser excluídos do cuidado em função do estado.
Realizar de forma cautelosa e em curto período de tempo a aspiração endotraqueal, uma vez que interfere no valor da PIC.
Segundo Viana (2011), o avanço de novas tecnologias no diagnóstico e na monitoração do paciente neurocrítico, cuidar de pacientes com distúrbios neurológicos é um grande desafio para a equipe de saúde. O entendimento da fisiopatologia e do tratamento das disfunções neurológicas determina os cuidados de enfermagem. Quanto à hipertensão intracraniana, é correto afirmar:
A pressão intracraniana (PIC) é determinada pelo equilíbrio entre os três componentes do volume intracraniano: parênquima cerebral, líquido cerebrospinal e sangue. O volume intracraniano é de 400 a 700 ml e gera uma pressão que varia de 5 a 10 mmHg em adultos.
A hipertensão intracraniana ocorre quando há aumento de um ou mais volumes intracranianos, ou seja, quando a pressão intracraniana (PIC) for maior do que 10 mmHg, gerando o aumento da pressão de perfusão cerebral (PPC) e do fluxo sanguíneo cerebral (FSC).
Na hipertensão intracraniana aguda, as manifestações clínicas podem ser alterações do nível de consciência (quadro de confusão, agitação, sonolência até o coma), tríade de Cushing (hipertensão arterial, bradicardia e alterações no padrão respiratório) e alterações pupilares.
O posicionamento do paciente com elevação da cabeceira do leito de 15 a 30 graus e posição neutra da cabeça, em pacientes hemodinamicamente estáveis, facilita o retorno venoso pelas veias jugulares, aumentado à pressão intracraniana.
É necessário manter o paciente com via aérea permeável; para isso, a aspiração traqueal deve ser realizada em até 20 segundos, com prévia hiperventilação e aumento da FiO2, avaliando o aumento da PIC durante o procedimento.
A monitorização da pressão intracraniana faz-se por meio da implantação de um cateter através do crânio, no espaço:
Epidural.
Subgaleal.
Extradural.
Subaracnoideo.
Intraparenquimatoso.
A criança com sinais de aumento da pressão intracraniana apresenta:
Sinal de sol poente
Fontanela deprimida
Febre
Estado de alerta
A monitorização bem como o registro da pressão intracraniana são necessários para guiar o tratamento de pacientes com injúria cerebral (edema, excesso de líquor ou hemorragia com compressão de estruturas, dentre outros eventos). Após a instalação de uma derivação ventricular externa, podemos monitorizar os valores de Pressão de Perfusão Cerebral (PPC) e de Pressão Intracraniana (PIC). Os valores considerados ideais para a PPC e normais para a PIC deverão ser, respectivamente:
Igual a 50 mmHg; igual a 25 mmHg.
Acima de 70 mmHg; até 20 mmHg.
Menor que 30 mmHg; maior que 40 mmHg.
Até 20 mmHg; menor que 15 mmHg.
Maior que 90 mmHg; igual a 45mmHg.
Considere o caso de um paciente do sexo masculino, 57 anos, branco, previamente hipertenso, com tratamento medicamentoso irregular e tabagista ativo. Apresentou cefaleia intensa associada à afasia e hemiparesia à direita. Foi trazido à Emergência e submetido à tomografia de crânio e, posteriormente, angiografia. Esses exames diagnosticaram hemorragia subaracnoide e aneurisma em artéria comunicante anterior. O paciente foi levado ao bloco cirúrgico para clipagem do aneurisma, com instalação de derivação ventrículo externa (DVE) e monitorização da pressão intracraniana (PIC). Chega a UTI em coma anestésico, entubado e em ventilação mecânica. Em relação a esse caso clínico, assinale a afirmação correta.
A PIC considerada normal em adultos é de 0-15mmhg, devendo ser monitorada rigorosamente; o tratamento deve ser iniciado quando a PIC estiver sustentadamente superior a 20 mmhg.
A avaliação do nível de consciência através da escala de Glasgow é imprescindível na primeira hora de pós-operatório, para se obter um parâmetro inicial do estado neurológico.
O aumento da PIC pode resultar em hipoperfusão cerebral, isquemia, hérnia e, eventualmente, morte, sendo recomendado que se faça estimulações frequentes em pacientes com PIC elevada para mantê-los em atividade.
Não há necessidade de fechamento da DVE quando, nas mobilizações, houver alteração na altura da cabeceira do paciente, visto que a drenagem do líquor não é controlada pela altura do sistema em relação ao ventrículo cerebral.
A manutenção da cabeça e do pescoço em posição neutra e a manutenção da cabeceira do paciente abaixo de 30º são medidas para prevenção da hipertensão intracraniana.
A pressão intracraniana em indivíduos normais varia de 5 a 15 mmHg, sendo considerado hipertensão intracraniana quando esses valores são maiores do que 20mmHg. Mecanismos de compensação estabilizam a PIC, sendo consideradas normais as elevações transitórias associadas a eventos fisiológicos, tais como a tosse. São causas de hipertensão intracraniana, exceto:
quase-afogamento.
hipernatremia.
trombose de seio venoso.
diminuição da absorção de líquor.
hematoma intraparenquimatoso.
D.A.E., sexo feminino, 65 anos, deu entrada no pronto-atendimento sendo diagnosticada após exame, com acidente vascular encefálico hemorrágico (AVE hemorrágico) em hemisfério esquerdo. Assinale a alternativa que apresenta os sinais característicos de elevação da pressão intracraniana (PIC).
Alterações papilares e edema de membros inferiores.
Alterações olfativas e edema de glote.
Edema de membros superiores e pálpebras.
Cefaleia, vômitos em jato e edema de papila.
Distimia, anorexia e edema de glote.
Segundo Brunner e Suddarth (2009), a tríade de Cushing, que pode manifestar-se em paciente com pressão intracraniana elevada, caracteriza-se por
ortopneia, bradicardia e hipotensão.
bradicardia, hipertensão e bradipneia.
ortopneia, taquicardia e hipotensão.
bradicardia, hipertensão e ortopneia.
taquicardia, hipertensão e taquipneia.
Coloque V para verdadeiro e F para falso e marque a alternativa que contém a sequência CORRETA.
São vantagens dos dispositivos de monitoração da pressão intracraniana, relacionadas ao sitio de monitoração intraventricular (ventriculostomia):
( ) Muito preciso.
( ) Medição direta central real da pressão intracraniana.
( ) Pode retirar o liquido cefalorraquidiano para diminuir a pressão intracraniana ou medir a complacência.
( ) Não requer que o transdutor seja reposicionado a cada mudança na posição da cabeça.
( ) Facilidade de amostragem do líquido cefalorraquidiano.
V F V F V
F V F V F
V V V F V
F F V F F
V V V V F
Pacientes neurológicos que exigem a monitorização da pressão intracraniana (PIC) exigem cuidados de enfermagem específicos. Alguns cuidados são estratégicos para reduzir os fatores que contribuem para a elevação da PIC. São cuidados de enfermagem indicados para pacientes com monitoração da PIC, EXCETO,
aspirar vias aéreas com cautela.
minimizar estímulos ambientais.
manter a cabeça na posição da linha média do corpo.
hiperoxigenar o paciente antes das aspirações das vias aéreas.
utilizar técnica asséptica apenas para a troca do curativo no sítio de inserção do cateter de drenagem.