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Em relação à prevenção de quedas em pacientes hospitalizados, analise as assertivas abaixo no que diz respeito às medidas que podem ser adotadas:
I. Se possível, alocar o paciente próximo ao posto de enfermagem.
II. Orientar o paciente e o acompanhante para levantar do leito sozinho, estimulando a autonomia.
III. Alocar equipamentos e dispositivos de maneira a facilitar a movimentação do paciente e somente levantar do leito acompanhado por profissional da equipe.
IV. Reavaliar o risco de queda a cada 7 dias.
Quais estão corretas?
Apenas I e III.
Apenas I e IV.
Apenas II e III.
Apenas I, II e IV.
Apenas II, III e IV.
Em uma Unidade de Saúde encontram-se internados os 3 pacientes abaixo:
1- Paciente acamado, restrito ao leito, completamente dependente da ajuda de terceiros, com ou sem fatores de risco para queda.
2-Paciente acomodado em maca, aguardando a realização de exames ou transferência, com ou sem a presença de fatores risco para queda.
3-Paciente independente, que se locomove e realiza suas atividades sem ajuda de terceiros, mas possui pelo menos um fator de risco para queda.
São classificados como pacientes com alto risco de queda:
apenas 1 e 2.
apenas 2 e 3.
apenas 1 e 3.
1, 2 e 3.
As quedas ocorrem em todas as fases da vida, podendo se constituir em um evento mórbido que diminui a qualidade de vida. como também pode levar ao óbito. Assinale a alternativa que revela fatores de risco extrínsecos para ocorrência de quedas.
Uso de medicamentos, como polivitamínico e sedativo.
Doença psiquiátricas e sensoriais.
Idade acima de 65 anos.
Pisos antiderrapantes.
Escadas inclinadas sem corrimão.
De modo geral, a hospitalização aumenta o risco de queda, pois os pacientes se encontram em ambientes que não lhes são familiares, muitas vezes são portadores de doenças que predispõem à queda e muitos dos procedimentos terapêuticos, como as múltiplas prescrições de medicamentos, podem aumentar esse risco. Estudos indicam que a taxa de queda de pacientes em hospitais de países desenvolvidos variou entre 3 a 5 quedas por 1.000 pacientes-dia. As quedas não se distribuem uniformemente nos hospitais, sendo mais frequentes nas unidades com concentração de pacientes idosos, na neurologia e na reabilitação. No que diz respeito a esse incidente associado ao cuidado de saúde, marque V para verdadeiro e F para falso, assinalando a alternativa que corresponde à sequência CORRETA.
( ) Dentre os fatores de risco para queda, os ambientais constituem em importante responsabilidade das instituições de saúde, incluindo a adequação da infraestrutura.
( ) O momento adequado para realização da avaliação do risco para queda do paciente é no segundo dia de internação hospitalar.
( ) O risco para queda deve ser reavaliado diariamente e, também, sempre que houver transferências de setor, mudança do quadro clínico, episódio de queda durante a internação, ajustando as medidas preventivas implantadas.
F, F, V
V, V, F
F, V, F
V, F, V
F, F, F
As assertivas abaixo versam sobre as características que classificam o risco de queda dos pacientes em alto ou baixo. Assinale a alternativa incorreta:
Paciente acomodado em maca com ou sem a presença de fatores de risco é considerado de alto risco.
Paciente que depende da ajuda de terceiros para realizar suas atividades é considerado de alto risco apenas se apresentar pelo menos um fator de risco.
Paciente acamado, restrito ao leito, completamente dependente da ajuda de terceiros, é classificado como de baixo risco.
Paciente que anda com auxílio de pessoa ou de dispositivo, ou se locomove em cadeira de rodas, é considerado de alto risco.
Se o paciente apresentar pelo menos um fator de risco para queda, ele é considerado de alto risco, mesmo sendo capaz de se locomover sem a ajuda de terceiros.
As quedas são eventos adversos (EA) evitáveis, porém, quando ocorrem, podem provocar traumas teciduais, fraturas e até mesmo a morte. Com base nessa informação assinale a alternativa INCORRETA.
Assegurar ao paciente um cuidado multiprofissional em um ambiente seguro e conscientizar paciente, familiares e profissionais quanto ao risco de quedas são medidas para prevenção de quedas.
A avaliação do risco de queda deve ser repetida diariamente até a alta do paciente e também sempre que houver transferências de setor, mudança do quadro clínico e algum episódio de queda durante a internação.
A avaliação do risco de queda deve ser feita no momento da admissão do paciente no serviço de saúde, utilizando-se de uma escala adequada ao perfil de pacientes da instituição, sem necessidade de reavaliação.
Nenhuma das alternativas.
Cabe à equipe de enfermagem o adequado posicionamento do paciente, bem como a determinação da altura e posição do leito. Com vistas à prevenção de quedas, o leito hospitalar deve estar, obrigatoriamente, na altura mais baixa possível quando estiver:
com as grades laterais elevadas.
com as grades laterais rebaixadas.
com a cabeceira elevada.
na posição plana.
com os pés da cama elevados.
Quedas são frequentes em pessoas idosas, mas podem ser evitadas. As suas principais consequências são fraturas, traumatismo craniano, contusão muscular e, principalmente, o medo de cair.
Dentre as orientações a serem passadas ao idoso e à família para a prevenção de quedas, assinale a alternativa que indique a orientação correta.
Utilizar calçados abertos para facilitar a circulação periférica.
Manter tapetes pois os mesmos podem ter função antiderrapante.
Manter corrimão nas escadas, não encerar o chão e evitar andar em piso úmido.
Manter luzes apagadas durante a noite para não prejudicar o sono.
Manter móveis e objetos espalhados pela casa auxilia o opoio do idoso ao caminhar e minimiza as quedas.
De acordo com o Ministério da Saúde (2013), as quedas de pacientes contribuem para aumentar o tempo de permanência hospitalar e os custos assistenciais. Isso também pode gerar ansiedade na equipe de saúde, além de produzir repercussões na credibilidade da instituição e de ordem legal.
São fatores vinculados à queda do paciente, exceto:
Insuficiência e inadequação dos recursos humanos.
História recente de queda e redução da mobilidade.
Incontinência urinária, uso de medicamentos e hipotensão postural.
Idade avançada (principalmente acima de 85 anos de idade).
M.J.A. corre risco de queda, e a vigilância deve ser feita 24 horas por dia; a realização de atividades deve ser evitada a fim de prevenir possíveis quedas.
Certo
Errado
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA), elaborou o Protocolo de Prevenção de Quedas como integrante do Programa Nacional de Segurança do Paciente. Nesse sentido, as intervenções com multicomponentes tendem a ser mais efetivas na prevenção de quedas.
Fazem parte dessas intervenções, EXCETO:
Orientar pacientes e familiares sobre as medidas preventivas individuais, e entregar material educativo específico quando disponível.
Colocar sinalização visual para identificação de risco de queda, a fim de alertar toda equipe de cuidado. Anotar no prontuário do paciente todos os procedimentos realizados.
Avaliar, no momento da admissão, o risco de queda do paciente (pacientes internados, pacientes no serviço de emergência e pacientes externos).
Reavaliar o risco diariamente e também sempre que houver transferências de setor, mudança do quadro clínico, episódio de queda durante a internação; não sendo necessário ajustar as medidas preventivas implantadas.
A prevenção de quedas e dos danos dela decorrentes é uma meta para a segurança do paciente.
Acerca da prevenção de quedas, assinale a alternativa INCORRETA.
A hospitalização aumenta o risco de quedas, uma vez que os pacientes se encontram em ambientes que não lhe são familiares. Os procedimentos terapêuticos podem aumentar esse risco, como por exemplo a infusão de soluções por via endovenosa. Medicamentos também contribuem para o risco de queda, entre os quais estão os benzodiazepínicos, antiarrítmicos, antidepressivos, diuréticos, laxativos, hipoglicemiantes orais e insulina. A obesidade severa também é considerada um fator de risco para queda.
Pode-se afirmar que idosos acima de 65 anos de idade têm maior risco de queda relacionado a fatores como demência, osteosporose e depressão, bem como baixo índice de massa corpórea e dor intensa, assim como pacientes com acometimentos neurológicos e em reabilitação. Contudo, as instituições devem adotar medidas de prevenção de quedas para todos os pacientes, independentemente do risco.
A avaliação do risco de queda deve ser feita na admissão do paciente, com o emprego de escala adequada ao perfil dos pacientes da instituição. A avaliação deve considerar fatores que podem contribuir para o agravamento do dano em caso de queda, como o uso de anticoagulante e discrasias sanguíneas.
Na avaliação do risco, deve ser adotada uma escala que permita classificar o risco de queda que o paciente apresenta, possibilitando orientar intervenções necessárias para evitar sua ocorrência. A avaliação deve ser repetida a cada 3 dias até a alta do paciente. Uma vez identificado o risco, este deve ser sinalizado visualmente a fim de alertar toda a equipe de cuidado.
O Protocolo Prevenção de Quedas publicado pelo Ministério da Saúde tem por finalidade reduzir a ocorrência de queda de pacientes nos pontos de assistência e o dano dela decorrente, por meio da implantação / implementação de medidas que contemplem a avaliação de risco do paciente, garantam o cuidado multiprofissional em um ambiente seguro e promovam a educação do paciente, familiares e profissionais.
São medidas específicas para prevenção de quedas em adultos hospitalizados, EXCETO:
Orientar paciente e acompanhante para que aquele somente se levante do leito acompanhado por profissional da equipe de cuidado, mesmo na presença de seu acompanhante.
Alocar os equipamentos / dispositivos de maneira a facilitar a movimentação do paciente no leito ou a sua saída dele.
Orientar o paciente a levantar-se progressivamente (elevar a cabeceira 45°, sentar-se no leito com os pés apoiados no chão por 20 minutos), antes de sair da cama com ajuda de profissional da equipe de cuidado, em caso de hipotensão postural.
Manter o paciente confortável no que tange às eliminações, realizando a troca frequente em caso de uso de fraldas ou programando horários regulares para levá-lo ao banheiro.
Com relação aos pacientes com alto risco de queda, de acordo com o protocolo de segurança do paciente do Ministério da Saúde, considere os itens a seguir:
I - Paciente acomodado em maca, por exemplo, aguardando a realização de exames ou transferência, com ou sem a presença de fatores de risco.
II - Paciente acamado, restrito ao leito, completamente dependente da ajuda de terceiros, com ou sem fatores de risco.
III - Paciente independente, que se locomove e realiza suas atividades sem ajuda de terceiros, mas possui pelo menos um fator de risco.
Está correto o que se afirma em:
I e II, apenas.
II e III, apenas.
I e III, apenas.
I, II e III.
O risco de queda de pacientes está presente em hospitais, ambulatórios e serviços de apoio diagnóstico e terapêutico. Oliver, Healey e Haines (2010) indicaram uma taxa de queda de pacientes em hospitais de países desenvolvidos que variou entre 3 a 5 quedas por 1.000 pacientes/dia. Quedas de pacientes produzem danos em 30% a 50% dos casos, sendo que de 6% a 44% desses pacientes sofrem danos de natureza graves, como fraturas, hematomas subdurais e sangramentos, que podem levar ao óbito. Sendo assim, podemos destacar como intervenções efetivas na prevenção de quedas:
orientar quanto às etapas do tratamento prescrito, orientar o acompanhante para permanecer ao lado do paciente, conter o paciente para evitar o risco de quedas e identificá-lo com pulseira somente se necessário.
colocar pisos derrapantes para evitar quedas, barras de proteção e apoio nos banheiros e acompanhar pacientes com déficit de locomoção, idosos e em uso de psicotrópicos.
manter as grades dos berços elevadas, dar privacidade ao paciente idoso e adolescente, não classificar risco de queda e manter o ambiente organizado.
verificar sinais vitais, observar nível de consciência, executar higienização das mãos antes e após o manuseio do paciente e colocar pulseira de identificação que classifique risco.
avaliar o risco de queda, identificar o paciente com risco através de sinalização à beira do leito ou pulseira, agendar os cuidados de higiene pessoal e os relacionados às necessidades fisiológicas para os pacientes de risco e atentar aos calçados utilizados pelos pacientes.
Pessoas idosas tendem a adquirir múltiplos problemas e doenças à medida que envelhecem, sendo reconhecidos por Síndromes Geriátricas, destacando-se a fragilidade, delírio, quedas, incontinência urinária e úlceras por pressão. No que se refere a quedas, leias as afirmativas abaixo e julgue V para a(s) VERDADEIRA(s) e F para a(s) FALSA(s). .
( ) Mulheres idosas que caem, geralmente, apresentam um grau menor de lesão que os homens idosos.
( ) Fatores extrínsecos (como ambiente mal iluminado, modificado) e intrínsecos (como doença física, doença neurológica) contribuem fortemente para ocorrência de quedas em idosos.
( ) As quedas em idosos podem provocar consequências psicológicas e sociais graves.
( ) Estratégias de prevenção contra quedas têm sido negligenciadas em grande parte na prática clínica. Estima-se que 5 a 10% das pessoas idosas que sofrem quedas apresentam lesões graves, com frequente fratura de membros inferiores resultante de osteoporose e da situação que provocou a queda.
( ) As lesões e mortes decorrentes de contenções físicas e químicas utilizadas para evitar quedas, incluem o estrangulamento, lesão vascular e neurológica, úlceras por pressão, lacerações cutâneas, fraturas, confusão aumentada e trauma emocional, sendo necessário portanto, diretrizes rigorosas em relação à sua utilização.
Assinale a alternativa que contem a sequencia CORRETA
V,V,V,F,V
V,V,V,F,F
F,V,V,F,V
V,V,F,F,V
F,V,V,F,F
O Ministério da Saúde, em parceria com a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), e a Fiocruz, em 2013, preconizaram protocolos básicos de segurança do paciente em diversos cenários, visando prevenir e reduzir a incidência de eventos adversos. Assinale a alternativa correta sobre as intervenções com multicomponentes que contribuem para a prevenção de quedas em ambiente hospitalar.
A avaliação do risco de quedas deve ser feita com o emprego de uma escala adequada ao perfil de pacientes da instituição e deve ser realizada em dois momentos: na admissão e na alta do paciente.
As unidades que recebem pacientes com baixo risco de queda, como aqueles acamados, restritos ao leito e completamente dependentes da ajuda de terceiros, não necessitam de protocolos para a prevenção de quedas.
A avaliação do risco de quedas deve ser realizada preferencialmente na unidade em que o paciente deu entrada, não havendo necessidade de nova reavaliação em caso de transferência de setor ou mudança do quadro clínico.
A identificação do paciente com risco, por meio de sinalização à beira do leito ou pulseira, bem como o agendamento dos cuidados de higiene pessoal, é altamente eficiente na prevenção de quedas.
A maioria das quedas acidentais ocorre dentro de casa ou em seus arredores, geralmente durante o desempenho de atividades cotidianas como caminhar, mudar de posição, ir ao banheiro. São riscos domésticos para quedas, exceto o exposto em qual alternativa abaixo:
Presença de tapetes pequenos e capachos em superfícies lisas.
Degraus da escada com altura ou largura irregulares.
Uso de roupas curtas.
Má iluminação.
Segundo o Núcleo de Segurança do Paciente, uma das seis metas pré-estabelecidas para melhorar a segurança do paciente, é a redução do risco de quedas. Assim, destaca-se que a queda é definida pela Sociedade Brasileira de Geriatria como o deslocamento não intencional do corpo para um nível inferior à posição inicial com incapacidade de correção em tempo hábil, determinado por circunstâncias multifatoriais comprometendo a sua estabilidade. A enfermagem necessita conhecer os fatores multifatoriais que aumentam o risco de queda, principalmente, quando estes fatores estão ligados ao idoso. Estes fatores podem ser:
I. Fatores intrínsecos (história prévia de quedas, sexo feminino, medicamentos, condição clínica).
II. Fatores intrínsecos (distúrbio de marcha e equilíbrio, sedentarismo, estado psicológico, estado nutricional deficiente).
III. Fatores comportamentais (grau de atividade).
IV. Fatores extrínsecos (iluminação insuficiente, superfícies molhadas e/ou escorregadias, tapetes, degraus inadequados).
V. Fatores extrínsecos (declínio cognitivo, diminuição da acuidade visual, condições ortopédicas).
Assinale a alternativa que aponta os fatores que estão associados ao risco de queda no idoso:
As assertivas I, III e V.
As assertivas I, II, III e IV.
As assertivas II, IV e V.
Todas as assertivas.