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A administração de hemocomponentes exige conhecimento aprofundado dos tipos de reações transfusionais e das medidas de intervenção apropriadas. Sendo assim, considera-se que:
na suspeita de reação alérgica leve, como urticária, a transfusão deve ser imediatamente interrompida e o hemocomponente descartado, sem possibilidade de reinfusão
a sobrecarga circulatória associada à transfusão (TACO) é uma reação rara e geralmente não requer intervenção específica, sendo sufi ciente monitorar o paciente até a resolução espontânea dos sintomas
a transfusão de hemocomponentes em pacientes com histórico de anafilaxia deve ser realizada sem pré-medicação, uma vez que a administração profilática de anti-histamínicos e corticoides pode mascarar sinais de reação grave
a reação hemolítica aguda é caracterizada por sintomas como febre, calafrios, dor lombar e hemoglobinemia, exigindo interrupção imediata da transfusão e medidas de suporte intensivo
O fator Rh é uma característica adicional do sangue, definido pela presença ou ausência do antígeno D na membrana das hemácias. Diante disso, é correto afirmar que:
indivíduos Rh negativo não possuem o antígeno D e podem desenvolver anticorpos anti-D quando expostos ao sangue Rh positivo
indivíduos com fator Rh negativo apresentam o antígeno D circulando no plasma, mas não possuem o mesmo nas hemácias
a presença do fator Rh positivo garante que o indivíduo possa doar sangue para receptores Rh negativo sem risco de reação
o fator Rh não apresenta implicações clínicas relevantes no contexto de transfusões ou na gravidez
Durante a infusão de hemoderivados, a identificação e a conduta frente a reações transfusionais são fundamentais para evitar desfechos adversos. Considerando os protocolos preconizados, é preciso afirmar que:
ao suspeitar de uma reação transfusional, a infusão deve ser imediatamente suspensa e a bolsa de sangue descartada
cefaleia, febre e prurido leve são indicações para continuar a transfusão, com monitoramento a cada 5 minutos
o sangue e o equipo utilizados na transfusão devem ser mantidos e enviados para análise laboratorial em casos de reações adversas
a principal conduta ao identificar uma reação transfusional é realizar um acesso venoso secundário para seguir com a transfusão
Durante plantão, paciente sob transfusão de concentrado de hemácias manifesta calafrios, taquicardia e dor torácica difusa nos primeiros minutos da infusão. Considerando as Normas da ANVISA (RDC 34/2014) e o Manual de Hemovigilância (MS, 2020), qual ação técnica imediata é mais coerente com a conduta segura?
Suspender imediatamente a transfusão, manter acesso com solução salina, checar identificação da bolsa e comunicar enfermeiro e médico.
Reduzir o fluxo da infusão, aplicar antitérmico e aguardar melhora clínica para retomar a transfusão.
Descartar o hemocomponente e reiniciar o processo com nova bolsa, sem registro formal, evitando atrasos no tratamento.
Registrar o evento apenas como intercorrência febril, sem notificar formalmente a hemoterapia.
Solicitar diretamente a coleta de novo hemocomponente, sem interromper a infusão corrente.
Durante uma transfusão de concentrado de hemácias, paciente desenvolve dispneia aguda, hipoxemia e opacidades bilaterais em radiografia de tórax com pressão venosa jugular sem incremento. Considerando a suspeita de lesão pulmonar aguda relacionada à transfusão, marque a conduta inicial de enfermagem que preserva segurança e rastreabilidade do evento.
Interromper a transfusão, manter acesso com solução compatível, ofertar oxigênio conforme metas, coletar amostras indicadas, acionar notificação e encaminhar o componente para investigação.
Diminuir a velocidade de infusão, administrar diurético de alça e aguardar melhora clínica antes de comunicar o serviço de hemoterapia.
Prosseguir com a infusão em ritmo reduzido, registrar evolução ao final do plantão e solicitar nova unidade por estimativa de necessidade.
Desconectar o equipo e descartar o material utilizado, solicitar ventilação não invasiva em fluxo máximo e programar retomada transfusional em outro acesso.
Substituir o hemocomponente por concentrado de plaquetas, reforçar hidratação intravenosa e comunicar o caso após estabilização radiológica.
É uma síndrome que se apresenta com alterações imunológicas, bioquímicas e fisiológicas, produzindo no local agredido aumento do fluxo sanguíneo e da permeabilidade vascular, recrutamento leucocitário e liberação de mediadores químicos. A descrição apresentada é conceito de:
infecção
inflamação
cicatrização
aglutinação
Segundo o Guia para uso de Hemecomponentes do Ministério da Saúde (2015), qual é o tempo máximo para infusão de albumina?
8h.
6h.
4h.
2h.
1h.
Em relação à profilaxia de reações transfusionais alérgicas, especialmente em pacientes com histórico prévio de reações leves a moderadas, assinale qual das seguintes opções terapêuticas, quando administrada aproximadamente 60 minutos antes da transfusão, tem o melhor suporte clínico para minimizar a resposta alérgica mediada por histamina.
Difenidramina.
Piperaciclina sódica.
Clonidina.
Furosemida.
Ondansetrona.
Qual das seguintes afirmativas sobre o exsudato está correta?
A presença de exsudato indica uma diminuição na permeabilidade dos pequenos vasos sanguíneos e não está associada a uma reação inflamatóri
O exsudato é um fluido extravascular com alta concentração proteica, constituído por água, eletrólitos, proteínas, mediadores inflamatórios, e vários tipos de células, sendo produzido como parte da resposta inflamatória aos danos nos tecidos.
O exsudato é composto exclusivamente por água e eletrólitos e não inclui proteínas ou células.
O exsudato é um fluido que possui baixa concentração proteica e é produzido independentemente da resposta inflamatória do corpo.
Um paciente adulto, com quadro de hemorragia intestinal, apresentou reação alérgica moderada relacionada a transfusão de concentrado de hemácia.
Acerca desse tipo de reação, é correto afirmar que ocorre:
durante ou até 1 hora após a transfusão, e o paciente pode apresentar eritema e urticária;
durante ou até 2 horas após a transfusão, e o paciente pode apresentar prurido e cianose;
durante ou até 4 horas após a transfusão, e o paciente pode apresentar tosse e edema labial;
durante ou até 6 horas após a transfusão, e o paciente pode apresentar pápulas e broncoespasmo;
durante ou até 8 horas após a transfusão, e o paciente pode apresentar hipotensão e arritmia.
O cálculo, preparo e administração de medicamentos hemoderivados requerem precisão e um conhecimento detalhado das propriedades farmacocinéticas e farmacodinâmicas dos fármacos. Segundo a Sociedade Brasileira de Hematologia e Hemoterapia (SBHH), qual é o procedimento correto para a administração de um concentrado de hemácias em um paciente adulto, considerando a compatibilidade sanguínea e as medidas de biossegurança?
Administrar o concentrado de hemácias diretamente através de cateter venoso central, sem necessidade de provas cruzadas adicionais, e monitorar os sinais vitais do paciente apenas após a conclusão da transfusão.
Utilizar uma infusão rápida do concentrado de hemácias, independentemente da compatibilidade sanguínea, e administrar antihistamínicos profilaticamente para prevenir reações adversas.
Confirmar apenas o tipo sanguíneo ABO do paciente antes da transfusão, sem necessidade de verificar a integridade e validade do concentrado de hemácias, e monitorar os sinais vitais apenas após reações adversas.
Administrar o concentrado de hemácias utilizando uma técnica asséptica, mas sem necessidade de monitoramento contínuo dos sinais vitais, desde que o paciente não tenha histórico de reações adversas a transfusões.
Confirmar a compatibilidade sanguínea entre o doador e o receptor através de provas cruzadas, verificar a integridade e validade do concentrado de hemácias, utilizar técnica asséptica durante todo o processo, monitorar os sinais vitais do paciente antes, durante e após a transfusão, e estar preparado para intervenções imediatas em caso de reações adversas, como febre, urticária ou choque anafilático.
Durante uma hemotransfusão, o técnico de enfermagem deve estar atento a diversos sinais que podem indicar uma reação transfusional aguda. Qual dos seguintes sinais é mais indicativo de uma possível reação transfusional aguda e deve ser monitorado com atenção imediata?
Hipotermia.
Cefaleia leve.
Febre súbita e calafrios.
Sonolência.
O que caracteriza os antígenos T-dependentes:
Estimulam linfócitos B sem a participação de linfócitos T-auxiliares.
Induzem uma resposta imunológica menos duradoura.
São constituídos por proteínas ou polipeptídeos.
Não são capazes de induzir resposta de memória.
Durante uma transfusão de hemocomponentes, um paciente começa a apresentar sinais e sintomas sugestivos de uma reação adversa. Considerando a gravidade e as possíveis consequências das reações transfusionais, analise as seguintes condutas e indique a alternativa que melhor descreve o acompanhamento clínico adequado a ser realizado após a identificação de uma reação adversa.
Administrar anti-histamínicos e compressas frias no local da infusão como primeira linha de tratamento, enquanto se considera a continuidade da transfusão, caso os sinais não se agravem.
Avaliar a possibilidade de reações graves, como hemólise, TRALI (lesão pulmonar aguda relacionada transfusão) e à anafilaxia, pois essas condições exigem intervenções de emergência específicas e imediatas, incluindo a realização de testes laboratoriais e suporte clínico adequado.
Fornecer analgésicos ou antipiréticos, considerando que esses sintomas são comuns e podem ser aliviados sem necessidade de interrupção da transfusão.
Realizar a administração de medicamentos conforme prescrição médica e recomendar repouso absoluto, enquanto se aguarda a evolução dos sintomas e a comunicação com a equipe de enfermagem.
Monitorar o paciente de forma passiva, à distância, já que reações adversas leves tendem a ser autolimitadas e, portanto, não necessitam de intervenções diretas ou acompanhamento próximo.
A reação de sobrecarga volêmica, sobrecarga circulatória pós-transfusional ou TACO, do termo inglês Transfusion-associated circulatory overload se , configura como reações transfusionais ocorrendo principalmente em pacientes com reserva cardíaca diminuída, como idosos ou aqueles com insuficiência cardíaca. Nesse sentido, analise as afirmações a seguir e assinale as medidas que correspondem à sua prevenção.
Usar diuréticos profiláticos para pacientes com risco elevado de sobrecarga volêmica antes e durante a transfusão.
Monitorar o paciente apenas após o término da transfusão, pois os sinais de sobrecarga volêmica costumam aparecer horas depois.
Aumentar o volume de sangue a ser transfundido em pacientes com insuficiência cardíaca para garantir oxigenação adequada.
Realizar a transfusão sem restrições de volume, independentemente da condição clínica do paciente, pois a sobrecarga volêmica é rara.
Realizar transfusão rápida de grandes volumes para compensar perda sanguínea.
Segundo o Guia para uso de Hemocomponentes do Ministério da Saúde (2015), as reações trans fusionais são classificadas em:
imediatas, mediatas, tardias e irreversíveis.
imediatas, mediatas, reversíveis e irreversíveis.
imediatas, tardias, imunológicas e não imunológicas.
reversíveis, irreversíveis, imunológicas e não imunológicas.
mediatas, reversíveis, imunológicas e não imunológicas.
Segundo o livro Enfermagem em terapia intensiva (2011), assinale a opção que apresenta as condutas a serem tomadas durante uma reação transfusional.
Manter a transfusão em velocidade lenta, verificar sinais vitais do paciente e registrar as ações no prontuário do paciente.
Interromper a transfusão imediatamente, descartar a bolsa e o equipo usados na transfusão e verificar sinais vitais do paciente.
Interromper a transfusão imediatamente, verificar sinais vitais do paciente e registrar as ações no prontuário do paciente.
Manter a transfusão em velocidade lenta, notificar o médico e registrar as ações na prescrição do paciente.
Interromper a transfusão imediatamente, manter acesso venoso com solução salina a 0,9% e descartar a bolsa e o equipo usados na transfusão.
As reações transfusionais são eventos adversos que podem ocorrer durante ou após a administração de sangue ou hemocomponentes, e seu reconhecimento é essencial para garantir a segurança do paciente. Dessa forma, assinale a alternativa que lista os sinais e sintomas mais frequentes associados a reações transfusionais agudas.
Hipotermia (temperatura < 36ºC) ou redução de pelo menos 2 °C em relação ao valor pré-transfusional.
Constipação, cefaleia, edema periférico, insônia, espasmos musculares.
Hipotermia, cãibras, confusão mental, bradicardia, tontura.
Dor no local da infusão, dor abdominal ou dor lombar, dispneia, hipotensão e prurido.
Hiperglicemia, poliúria, perda de apetite, sudorese, visão turva.
A notificação em hemoterapia é a informação sobre a ocorrência de evento adverso relacionado aos produtos de interesse sanitário e aos procedimentos técnicos e terapêuticos em doadores e receptores, conforme definido em normas, e pelo NOTIVISA ou de outros formulários disponíveis e divulgados nos canais de vigilância para essa finalidade. Tais informações devem ser encaminhadas para o Sistema Nacional de Vigilância Sanitária. Em relação às reações transfusionais com gravidade leve, moderada ou grave (exceto óbitos), o prazo de envio dessas compreende o tempo de:
até 180 dias subsequentes à identificação do evento.
dentro das primeiras 24 horas de identificação do evento.
dentro de 3 dias subsequentes à identificação do evento.
até o 7º dia útil do mês subsequente à identificação do evento.
até o 15º dia útil do mês subsequente à identificação do evento.
Em situações de hemotransfusão, os profissionais de saúde frequentemente enfrentam conflitos éticos, especialmente quando se deparam com pacientes que, devido a suas crenças religiosas, rejeitam a transfusão de sangue. Considerando os princípios da ética e a autonomia do paciente, marque a alternativa que reflete a abordagem ética adequada nesse contexto.
Notificar as autoridades de saúde sobre a recusa do paciente, para que medidas legais sejam tomadas em relação à sua decisão.
Ignorar as crenças do paciente e realizar a transfusão de hemoderivados, com o intuito de preservar sua vida a qualquer custo.
Informar o paciente sobre os riscos e benefícios da transfusão, mas respeitar sua decisão de recusar o tratamento, buscando alternativas de manejo.
Convencer o paciente a aceitar a transfusão apresentando testemunhos de outros que mudaram de opinião após procedimentos médicos.
Realizar a transfusão de sangue sem o consentimento do paciente, considerando que a necessidade clínica justifica a intervenção.