Questões de Concurso sobre Terapia Intensiva / Paciente crítico

 
 
Disciplina 1
Assunto 10
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Paciente com 5 anos de idade, masculino, foi admitido na UTI Pediátrica por bronquiolite, mantendo máscara de oxigênio não reinalante a 10 L/min e monitorização cardíaca com sinais vitais estáveis. Após 4 horas da sua admissão, ele apresenta parada cardiorrespiratória. Segundo as diretrizes internacionais da American Hearth Association (AHA 2015 – 2020), quais as medidas para essa situação?


A

Comprimir forte (no mínimo 1/3 do diâmetro anteroposterior do tórax) e rápido (no mínimo 100 compreensões/ min) e permitir o retorno torácico, manter ventilação excessiva (rápida e forte), acionar o serviço de psicologia para os pais.


B

Minimizar as interrupções nas compressões (menos que 10s), administrar epinefrina a cada ciclo de compressões, se o paciente não estiver com via aérea avançada, fazer a relação de 30 compressões para cada 2 ventilações com um único socorrista e 15 compressões para cada 2 ventilações quando houver dois socorristas.


C

Comprimir forte (no mínimo 1/3 do diâmetro anteroposterior do tórax) e rápido (100 a 120 compreensões/ min) e permitir o retorno torácico, evitar ventilação excessiva, administrar epinefrina e repetir a cada 3 a 5 minutos conforme solicitação médica.


D

Se o paciente não estiver com via aérea avançada, fazer a relação compressões x ventilações de 30:2 com um único socorrista e 15:2 com pelo menos dois socorristas, evitar ventilação excessiva, administrar epinefrina a cada ciclo de compressões.


E

Manter ventilação excessiva (rápida e forte), acionar o serviço de psicologia para os pais, comprimir forte (no mínimo 1/3 do diâmetro anteroposterior do tórax) e rápido (100 a 120 compreensões/min) e permitir o retorno torácico.

A pronação do paciente acometido pela síndrome do desconforto respiratório agudo (SDRA) promove uma distribuição mais homogênea da ventilação regional. Entre outros fatores e mecanismos fisiológicos, contribuem, para tal


A

alteração na complacência pulmonar e na caixa torácica que favorecem a hiperdistensão dos alvéolos.


B

a redução do efeito compressivo do coração e das vísceras do abdome sobre a região dorsal dos pulmões.


C

aumento no gradiente gravitacional da pressão pleural.


D

alteração da incursão do diafragma, nessa posição, propiciando maior movimento na região pulmonar mais comprometida.


E

aumento do gradiente da pressão pleural entre as áreas pulmonares comprometidas e não comprometidas pela doença.

A hiponatremia é um distúrbio bastante frequente em pacientes internados, sobretudo em unidades de terapia intensiva. Na hiponatremia verdadeira verifica-se um acúmulo patológico de água livre no organismo. Considera-se hiponatremia quando a concentração de


A

potássio sérico está menor que 120 mEq/L.


B

potássio urinário está menor que 130 mEq/L.


C

sódio sérico está menor que 135 mEq/L.


D

sódio urinário está menor que 130 mEq/L.


E

ADH está menor que 135 mEq/L.

Diante da situação descrita, o enfermeiro identifica um risco para A.P. entrar em choque hipovolêmico. Nesse sentido, deve estar atento, entre outros sinais e sintomas, para a ocorrência de


A

alcalose metabólica e alterações de consciência.


B

taquicardia e hipopneia.


C

aumento da pressão arterial elevando o risco de aumento de sangramento.


D

oliguria decorrente da alcalose metabólica.


E

hiperpneia e queda da pressão arterial.

As atribuições e as responsabilidades de todos os profissionais que atuam na Unidade de Terapia Intensiva são fluidas e variam, a depender do quantitativo do pessoal disponível e da gravidade dos pacientes.


C

Certo


E

Errado

Frente a um paciente internado em unidade de terapia intensiva recebendo nutrição parenteral – NP, considere as complicações potenciais (CP), suas causas (C) e as ações/intervenções de enfermagem (IE) que, entre outros cuidados, constituem medidas de prevenção para sua ocorrência e assinale a alternativa correta


A

CP = embolia; C = tampa ausente no acesso; IE = monitorar a velocidade de infusão a cada hora.


B

CP = hipoglicemia; C = intolerância à glicose; IE = retirar o paciente gradualmente da NP.


C

CP = sepse; C = solução contaminada; IE = usar técnica estéril ao trocar o equipo, o curativo e/ou a/o bolsa/frasco de NP.


D

CP = hiperglicemia; C = alimentação interrompida muito abruptamente; IE = monitorar o débito urinário.


E

CP = acesso do cateter coagulado; C = limpeza infrequente com heparina; IE = interromper a infusão.

Ano: 2021
Banca: Instituto Municipal de Desenvolvimento de Recursos Humanos - IMPARH
Prova: IMPARH - Prefeitura de Fortaleza - Técnico de Enfermagem - Área: UTI - 2021

Nas Unidades de Terapia Intensiva Neonatal (UTIN), um dos principais cuidados é a prevenção de alterações súbitas na quantidade de oxigênio. A maioria dos recém-nascidos (RN) internados em uma UTIN necessita de alguma modalidade oxigenoterápica. Marque a alternativa CORRETA que aborda benefícios da oxigenoterapia para o recém-nascido.


A

Oferta aos tecidos oxigenação apropriada e acúmulo de dióxido de carbono de maneira eficaz e segura.


B

Redução de distúrbios pulmonares e aumento da hipoxemia.


C

Prevenção de episódios hipoxêmicos e remoção de dióxido de carbono.


D

Diminuição da instabilidade cardiorrespiratória e prejuízo no desenvolvimento e no crescimento infantil.

Paciente de 67 anos, hipertensa, é internada para investigação de dor abdominal com episódios de vômito. Refere fraqueza muscular, câimbra eventual e informou que faz uso contínuo de diurético. A gasometria solicitada forneceu os seguintes valores: pH = 7,50; PaCO₂ = 46 mmHg e HCO₃ = 33mEq/L.

Esse resultado indica a ocorrência do seguinte distúrbio acidobásico:


A

alcalose respiratória.


B

acidose metabólica.


C

alcalose metabólica.


D

acidose respiratória compensada.


E

acidose respiratória descompensada.

A evolução do estado clínico, as intercorrências e os cuidados prestados devem ser registrados, exclusivamente, pela equipe médica, no prontuário do paciente, sendo vedada a realização de registros pelas equipes de enfermagem ou de fisioterapia.


C

Certo


E

Errado

Entre os cuidados de enfermagem na inserção e no manuseio do PICC dessa criança, deve-se


A

usar seringa com menor pressão, como a de 10 mL para infusão em bolus ou flushing.


B

posicionar o braço a um ângulo de 60° quando for inserir o PICC em membro superior.


C

infundir hemocomponentes e hemoderivados exclusivamente nesse cateter.


D

manter curativo oclusivo com gaze estéril durante o período de uso do cateter.

A equipe da UTI pediátrica atendeu a uma parada cardiorrespiratória de um paciente de 1 ano e 8 meses e, após realizar as manobras, a criança recuperou os sinais vitais. Após 3 dias, ela foi diagnosticada com encefalopatia hipóxico- isquêmica e foi submetida à investigação de morte encefálica. Segundo o protocolo de morte encefálica no Brasil, são necessários dois exames clínicos. Qual o intervalo de tempo entre esses exames para esse paciente?


A

Intervalo de 48 horas entre os exames clínicos.


B

Intervalo de 24 horas entre os exames clínicos.


C

Intervalo de 12 horas entre os exames clínicos.


D

Intervalo de 6 horas entre os exames clínicos.


E

Intervalo de 2 horas entre os exames clínicos.

De acordo com a Resolução COFEN-293/2004, ao dimensionar o quadro de profissionais de enfermagem para assistência intensiva, devem ser consideradas como horas de enfermagem, por leito, nas 24 horas:


A

13,1 horas.


B

14,4 horas.


C

16,3 horas.


D

17,9 horas.


E

19,2 horas.

Neste modo, fixa-se a frequência respiratória, o volume corrente e o fluxo inspiratório. O início da inspiração (disparo) ocorre de acordo com a frequência respiratória pré-estabelecida. O disparo ocorre exclusivamente por tempo. A transição entre a inspiração e a expiração (ciclagem) ocorre após a liberação do volume corrente pré-estabelecido em velocidade determinada pelo fluxo.


Segundo o III Consenso Brasileiro de Ventilação Mecânica, este conceito corresponde a qual modo ventilatório?


A

Ventilação mandatória intermitente.


B

Ventilação mandatória contínua com volume controlado – modo controlado.


C

Ventilação mandatória contínua com volume controlado – modo assisto-controlado.


D

Ventilação mandatória contínua com pressão controlada – modo controlado.


E

Ventilação mandatória contínua com pressão controlada – modo assisto-controlado.

Ao realizar o dimensionamento de pessoal para uma unidade de terapia intensiva destinada a pacientes com problemas cardiológicos, para a distribuição percentual do total de profissionais de enfermagem, de acordo com o estabelecido no Manual Prático para dimensionamento de pessoal publicado pelo COFEN, o enfermeiro responsável técnico deve observar, para pacientes de cuidados intensivos-PCIt, as proporções mínimas de


A

84% de enfermeiros e os demais técnicos de enfermagem.


B

65 % de enfermeiros, 25% de técnicos de enfermagem e 10% de auxiliares de enfermagem.


C

52% de enfermeiros e os demais técnicos de enfermagem.


D

50% de enfermeiros, 25% de técnicos de enfermagem e 25% de auxiliares de enfermagem.


E

48% de enfermeiros e os demais técnicos de enfermagem.

A Escala Comportamental de Dor (Behavioral Pain Scale - BPS) é uma ferramenta de avaliação da dor para pacientes não comunicativos e sedados em unidade de tratamento intensivo (UTI). Assinale a alternativa que descreva corretamente os parâmetros que são avaliados por essa escala.


A

resposta pupilar, adaptação a ventilação mecânica e sedação


B

abertura ocular, resposta verbal e resposta motora


C

expressão facial, avaliação dos membros superiores e adaptação a ventilação mecânica


D

abertura ocular, sedação e adaptação a ventilação mecânica

Para atendimento em unidades de terapia intensiva durante a pandemia da covid-19, para cada 10 leitos, são necessários, no mínimo, 4 enfermeiros e 9 técnicos em enfermagem.


C

Certo


E

Errado

A alcalose respiratória é caracterizada:


A

Por uma diminuição do pH e na concentração de bicarbonato.


B

Por uma elevação do pH e na concentração de bicarbonato.


C

Pelo aumento do pH e diminuição da pCO2.


D

Pelo aumento do pH e aumento da pCO2.

A síndrome de Harlequim é uma possível complicação de pacientes em ECMO em que ocorre uma diferença na distribuição do sangue oxigenado. Sua característica principal é a baixa oxigenação na parte superior do corpo, caracterizada por uma baixa saturação de oxigênio, e uma oxigenação normal na parte inferior do corpo. Em qual tipo de configuração de ECMO a Síndrome de Harlequim pode acontecer?


A

ECMO VA periférico.


B

ECMO VV.


C

ECMO VA central.


D

ECMO VAV.


E

Nenhuma das alternativas acima.

Paciente de 10 anos, internado na UTI Pediátrica há 20 dias, passa a apresentar sinais de Insuficiência renal e é indicado hemodiálise. Quais os cuidados do técnico de enfermagem ao paciente pediátrico em hemodiálise?


A

Observar sinais de infecção na inserção do cateter de Shilley, realizar curativo quando necessário com técnica limpa, realizar balanço hídrico rigoroso.


B

Realizar balanço hídrico rigoroso, pesar o paciente diariamente quando não houver restrições e realizar o controle rigoroso dos sinais vitais.


C

Pesar o paciente diariamente quando não houver restrições, realizar curativo quando necessário com técnica limpa e proporcionar medidas de conforto.


D

Realizar balanço hídrico durante a hemodiálise, pesar o paciente diariamente quando não houver restrições e analisar os resultados dos exames laboratoriais.


E

Realizar curativo quando necessário com técnica limpa, observar sinais de infecção na inserção do cateter de Shilley e realizar balanço hídrico rigoroso.

A.B.D., 80 anos, está internada em uma unidade de terapia intensiva devido a um quadro agudo de descompensação cardíaca. Ao exame físico, apresenta estertores pulmonares, estase jugular e edema de membros inferiores. Sua frequência cardíaca é de 110 bpm. Refere dispneia mesmo em repouso e tosse seca. Ao realizar o eletrocardiograma, foi evidenciada uma hipertrofia ventricular.


Frente a esse quadro, o enfermeiro deve priorizar, na sua assistência,


A

educar a paciente quanto ao uso correto das medicações e seu estilo de vida, uma vez que se trata de uma patologia crônica.


B

otimizar o aporte volêmico e nutricional, uma vez que a desidratação e desnutrição podem ser responsáveis por sua descompensação cardíaca.


C

proceder ao controle hídrico rigoroso e a orientação quanto aos benefícios da revascularização miocárdica sempre indicada para estas condições.


D

favorecer a oxigenação colocando a paciente em decúbito dorsal elevado e avaliar os sintomas de sobrecarga hídrica.


E

pesar diariamente a paciente no mesmo horário e na mesma balança para monitorar o estado nutricional.

 
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