Questões de Concurso sobre Terapia Intensiva / Paciente crítico

 
 
Disciplina 1
Assunto 10
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Entre as medidas não farmacológicas de prevenção do delirium para pacientes em cuidados paliativos, sobretudo aqueles em internação hospitalar, é recomendado


A

informar a sua categoria profissional ao se aproximar do paciente e evitar explicar o procedimento que irá realizar para não despertar o medo.


B

desaconselhar o uso de aparelhos auditivos para reduzir o nível de ruídos do ambiente hospitalar.


C

ajustar o horário de verificação de sinais vitais, retirando as medidas noturnas, para evitar interromper o período de descanso noturno.


D

reduzir o número de visitantes diários permitidos e dar preferência aos horários de visita no período noturno, aumentando a sensação de segurança antes de dormir.


E

manter o ambiente com luz natural durante o dia e pouca luz durante a noite; se possível, manter no quarto relógio e calendário para tentar melhorar a orientação do paciente.

Um paciente internado em Unidade de Terapia Intensiva (UTI) é alguém em estado crítico, instável ou com risco de vida, que precisa de cuidados médicos contínuos e monitoramento constante de funções vitais. Esse cuidado intensivo é prestado por uma equipe multidisciplinar especializada, que utiliza tecnologia de ponta para monitorar e estabilizar o paciente. Durante o turno noturno, um paciente internado em UTI apresenta taquipneia, hipotensão, confusão mental e extremidades frias. Assinale a alternativa CORRETA que corresponde qual a prioridade de atuação do técnico de enfermagem.


A

Registrar sinais vitais e aguardar retorno do médico.


B

Colocar o paciente em posição supina e reduzir estímulos.


C

Administrar medicação prescrita e aguardar evolução clínica.


D

Avaliar sinais vitais, monitorar perfusão e comunicar imediatamente equipe de enfermagem.

O transporte intra-hospitalar de pacientes críticos demanda atenção e planejamento detalhado por parte da equipe de enfermagem. Com esse tipo de ação planejada, dá-se prioridade a:


A

minimizar custos operacionais e otimizar o uso de equipamentos durante o transporte


B

garantir que o paciente seja transferido com segurança, mantendo a estabilidade clínica e prevenindo complicações


C

realizar procedimentos de urgência durante o trajeto para acelerar o diagnóstico e o tratamento


D

substituir os dispositivos médicos do paciente na origem para evitar problemas de compatibilidade no destino

Um técnico de enfermagem está cuidando de um paciente em estado terminal. O paciente expressa o desejo de não receber mais tratamentos invasivos, preferindo cuidados paliativos. O que o técnico de enfermagem deve fazer?


A

Ignorar o pedido do paciente e continuar com o tratamento prescrito.


B

Decidir sozinho que o paciente deve continuar recebendo os tratamentos invasivos.


C

Comunicar imediatamente o desejo do paciente à equipe de saúde, respeitando sua autonomia.


D

Consultar a família do paciente antes de comunicar a equipe de saúde.

Na assistência ao paciente gravemente enfermo na terapia intensiva, usam-se escalas, sendo a escala de Richmond de Agitação-Sedação (RASS) uma ferramenta para avaliar o nível de sedação e agitação de pacientes críticos. Diante de uma avaliação neurológica feita pela Enfermagem, encontrou-se o paciente em alerta e calmo, sendo a RASS:


A

+4.


B

1.


C

0.


D

4.


E

+2.

A farmacocinética de antimicrobianos em pacientes críticos sofre alterações relevantes em função da perfusão tecidual, da taxa de filtração glomerular e do volume de distribuição. Nessas circunstâncias, qual classe farmacológica apresenta maior risco de subdosagem terapêutica, exigindo ajuste posológico rigoroso e monitorização farmacocinética?


A

Glicopeptídeos.


B

Tetraciclinas.


C

Macrolídeos.


D

Aminoglicosídeos.


E

Sulfonamidas.

O transporte interno de pacientes hospitalizados pode contribuir significativamente para a ocorrência de eventos adversos, principalmente em casos críticos. Durante o turno noturno, o técnico em enfermagem precisa transferir um paciente acamado da maca para o leito. Considerando a técnica segura de mobilização, é CORRETO afirmar que o profissional deve:


A

Realizar o movimento de rotação com as costas inclinadas e joelhos estendidos.


B

Posicionar o leito em altura inferior à maca para facilitar o deslizamento.


C

Flexionar os joelhos, manter a coluna ereta e utilizar o peso do corpo.


D

Pedir ao paciente que segure firmemente o lençol de arrasto com os braços.

Acerca do emprego de propofol na terapia intensiva pediátrica, assinale a opção correta.


A

Pode ser sedada com propofol criança maior de três anos de idade que apresente epiglotite.


B

O propofol pode levar à hipolipidemia se infundido por tempo prolongado e em dose elevada.


C

Criança maior de três anos de idade sob tratamento intensivo com infecção grave na traqueia e nos pulmões pode receber infusão de propofol.


D

Inexistem registros de sequelas neurológicas em crianças após a interrupção da administração de propofol.


E

O risco de acidose metabólica em crianças durante a infusão de propofol é desprezível, o que se comprova pela ausência de relatos dessa natureza.

Durante o plantão noturno em uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI), uma equipe de enfermagem é acionada para atender um paciente em estado crítico, com sinais de insuficiência respiratória aguda e instabilidade hemodinâmica. A técnica de enfermagem inicia os cuidados básicos, enquanto a enfermeira responsável assume os cuidados diretos, realiza avaliação completa e inicia a prescrição da assistência de enfermagem conforme o protocolo da unidade. Posteriormente, a enfermeira realiza a consulta de enfermagem e registra os cuidados prestados. Com base na Lei nº 7.498/1986, sobre as atribuições descritas no caso hipotético, é correto afirmar que:


A

A técnica de enfermagem pode realizar a consulta de enfermagem desde que haja supervisão do enfermeiro.


B

A técnica de enfermagem pode realizar a prescrição de enfermagem desde que haja supervisão do enfermeiro.


C

Os cuidados diretos ao paciente em estado grave e a prescrição da assistência de enfermagem são atribuições privativas do enfermeiro.


D

O estabelecimento dos diagnósticos de enfermagem pode ser feito por qualquer profissional de nível médio da equipe de enfermagem.

Em uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI) geral, uma enfermeira, com dez anos de experiência, observou deterioração clínica em um paciente no pós-operatório de grande porte, com os seguintes dados: sudorese fria, PA 78/45 mmHg, FC 130 bpm e diurese de 10 mL/h nas últimas duas horas. O acesso venoso central apresentou refluxo lento e a prescrição médica está desatualizada há mais de 12 horas. O médico plantonista está ausente, em outro setor, e deve demorar a atender ao chamado.


Diante da urgência, a enfermeira acionou o Protocolo de Resposta Rápida, solicitou apoio da equipe técnica, elevou a cabeceira do leito e administrou oxigênio suplementar por cateter nasal, enquanto iniciava a monitorização contínua. Posteriormente, foi questionada por ter tomado “iniciativas não prescritas”.


Considerando o contexto descrito e os marcos legais da prática profissional da Enfermagem, analise as afirmativas a seguir.


I. A enfermeira ultrapassou os limites de sua competência legal ao executar medidas clínicas sem prescrição médica formal, mesmo diante de risco iminente.

II. A decisão de acionar a equipe de resposta rápida está respaldada em protocolos institucionais e diretrizes éticas da Enfermagem.

III. O uso de oxigênio suplementar em paciente instável, ainda que sem prescrição escrita, encontra respaldo nos princípios da segurança do paciente e no Código de Ética da Enfermagem.


Está correto o que se afirma em


A

I, apenas.


B

I e II, apenas.


C

I e III, apenas.


D

II e III, apenas.


E

I, II e III.

A RDC nº 7, de 24 de fevereiro de 2010, estabelece requisitos mínimos para o funcionamento das Unidades de Terapia Intensiva (UTI) e dá outras providências. Segundo essa resolução, o enfermeiro deve


A

realizar evolução semanal no prontuário, registrando intercorrências críticas observadas no plantão.


B

executar procedimentos técnicos e se abster da participação em atividades administrativas da UTI.


C

supervisionar diretamente a equipe médica e validar todas as prescrições realizadas durante o atendimento clínico.


D

coordenar a equipe de enfermagem e dimensionar recursos humanos segundo a gravidade assistencial dos pacientes.

A ocorrência de eventos adversos relacionados ao transporte intra-hospitalar é frequente, chegando a mais de 70%. Assinale a alternativa que apresenta um evento considerado grave em pacientes.


A

Agitação.


B

Perda de sonda nasogástrica.


C

Desconexão do dreno de tórax.


D

Incidente com sonda vesical de demora.


E

Desconexão do tubo orotraqueal do ventilador.

Em relação à assistência ao paciente crítico na terapia intensiva, assinale a alternativa correta.


A

Estratégias para reduzir as taxas de pneumonia associada à ventilação mecânica são o monitoramento e o uso prolongado da ventilação invasiva.


B

A síndrome do desconforto respiratório agudo é uma das complicações comumente observadas em pacientes com sepse grave.


C

A posição prona é recomendada na assistência pulmonar extracorpórea e na hipertensão intracraniana ao reduzir a incidência de sepse.


D

A troca de circuitos do ventilador deve ser feita diariamente em pacientes com sepse associada a doença pulmonar obstrutiva crônica.

Conforme a Portaria nº 2.616/1998 – Diretrizes e Normas para o Controle de Infecção Hospitalar, consideram-se pacientes críticos aqueles:


A

Com síndrome de Burnout.


B

Com síndrome da Imunodeficiência Adquirida.


C

Com síndrome de Down.


D

Com síndrome de Estocolmo.

De acordo com a resolução do CREMEC 012/97: “O paciente grave é aquele que apresenta instabilidade em algum dos seus sistemas orgânicos, em decorrência de alterações agudas ou agudizadas”. Dessa forma, para a admissão de um paciente em Unidade de Terapia Intensiva (UTI), qual dos modelos, abaixo, deverá ser considerado como CORRETO, baseado nas prioridades dos critérios admissionais.


A

O Modelo de prioridade 2. Os pacientes requerem vigilância constante e podem demandar ações imediatas devido ao seu potencial de risco. Este grupo engloba indivíduos com doenças crônicas que experimentam um agravamento repentino ou que necessitam de procedimentos cirúrgicos não relacionados à sua condição pré-existente.


B

O Modelo de prioridade 1. Refere-se a pacientes que não têm indicação de terapia intensiva. Aadmissão desses pacientes na UTI é baseada em fatos individuais sob circunstâncias incomuns. Nesse grupo inclui-se pacientes sem prognóstico em quadro de terminalidade ou aqueles que se encontram em pós-operatório hemodinamicamente estáveis.


C

O Modelo de prioridade 1. Em que, estão os pacientes criticamente enfermos, que requerem vigilância constante e podem demandar ações imediatas devido ao seu potencial de risco de óbito. Comumente inclui pacientes com metástase maligna e com complicações por infecções.


D

O Modelo de prioridade 5. Pacientes em estado crítico e instável, que requerem cuidados intensivos e monitoramento hemodinâmico que só podem ser fornecidos na Unidade de Terapia Intensiva (UTI). Tipicamente, os tratamentos incluem ventilação mecânica, administração contínua de medicamentos vasoativos, e outros procedimentos essenciais para estabilização do paciente.


E

O Modelo de prioridade 4. Neste grupo estão pacientes gravemente doentes, com baixa probabilidade de recuperação devido à sua condição subjacente ou à doença aguda atual. Eles podem receber tratamento intensivo para mitigar os sintomas agudos, desde que, não sejam submetidos a procedimentos como intubação orotraqueal ou ressuscitação cardiopulmonar. Isso inclui pacientes com doenças metastáticas malignas complicadas por infecção, tamponamento cardíaco ou obstrução das vias aéreas.

Os seguintes serviços abaixo citados devem ser garantidos, por meios próprios ou terceirizados, à beira do leito nas Unidades de Terapia Intensiva (UTI):


A

terapia nutricional - assistência psicológica - assistência clínica neurológica - serviço de radiografia móvel.


B

assistência fonoaudiológica - tomografia computadorizada - serviço de laboratório clínico - assistência psicológica.


C

assistência clínica de infectologia - serviço de ultrassonografia portátil - cirurgia ortopédica - serviço de laboratório clínico.


D

serviço de endoscopia digestiva alta e baixa - assistência clínica ginecológica - exame comprobatório de fluxo sanguíneo encefálico - assistência clínica hematológica.


E

anatomia patológica - cirurgia buco-maxilo-facial - serviço de fibrobroncoscopia - serviço de diagnóstico clínico e notificação compulsória de morte encefálica.

Os avanços nas discussões em Cuidados Paliativos (CP) na contemporaneidade perpassam por uma abordagem em paliativismo pela equipe multiprofissional em consonância com os princípios éticos e legais no exercício profissional.

A respeito da elegibilidade em Cuidados Paliativos (CP), avalie as asserções a seguir e a relação proposta entre elas.

I- O paciente com critério de elegibilidade em Cuidados Paliativos (CP) pode ser incluído nas seguintes classificações: Cuidado Paliativo Precoce, Cuidado Paliativo Complementar, Cuidado Paliativo Predominante e Cuidado Paliativo Exclusivo.

II- No Cuidado Paliativo Complementar, a discussão e aplicabilidade de procedimentos ou tratamentos invasivos que proporcionem melhoria da qualidade de vida e sintomas pode ser indicada em algumas situações.

III- No Cuidado Paliativo Predominante, as ações que busquem a melhor qualidade de vida possível e o controle de sintomas desconfortáveis recomendam o encaminhamento de pacientes para Unidade de Terapia Intensiva (UTI), com a finalidade de otimizar todos os tipos de medidas terapêuticas, com a proposição de intervenções invasivas.

IV- No Cuidado Paliativo Exclusivo, recomenda-se suspender todas as terapias fúteis, focando exclusivamente no controle de sintomas e nas medidas que promovam o conforto, a humanização, a dignidade na assistência ao paciente em Cuidados Paliativos.


A respeito dessas asserções, assinale a afirmativa CORRETA.


A

A asserção III é uma proposição falsa.


B

A asserção IV é uma proposição falsa.


C

As asserções I, II e III são proposições verdadeiras.


D

As asserções I, III e IV são proposições verdadeiras.

O enfermeiro aplica o pensamento crítico, que é um processo contínuo caracterizado pela abertura da mente, indagação contínua e perseverança, combinada com a vontade de olhar para cada situação única do cliente e determinar quais premissas identificadas são verdadeiras e relevantes. Assim, uma das habilidades do pensamento crítico é a


A

interpretação, quando se tem a mente aberta para analisar informações sobre o cliente, não fazendo o uso de suposições descuidadas.


B

inferência, quando ordena a coleta de dados na busca de padrões para categorizá-los, não devendo permanecer dúvidas.


C

avaliação, quando se olha para todas as situações objetivamente, utilizando critérios para determinar os resultados de ações.


D

análise, quando há embasamento para os achados e conclusões, utilizando conhecimento e a experiência na escolha das estratégias.


E

autorregulação, quando se observa o significado e importância dos resultados, verificando a relação entre os achados.

Sobre os requisitos de funcionamento da Unidade de Terapia Intensiva, identifique a opção INCORRETA, segundo a legislação vigente.


A

A instituição deve dispor de registro das normas institucionais e das rotinas relacionadas à biossegurança, contemplando, no mínimo, os seguintes itens: condutas de segurança biológica, química, física, ocupacional e ambiental, instruções de uso para os equipamentos de proteção individual (EPI) e de proteção coletiva (EPC), procedimentos em caso de acidentes, manuseio e transporte de material e amostra biológica.


B

Área crítica é definida pelo Ministério da Saúde como aquela na qual existe risco aumentado para desenvolvimento de infecções relacionadas à assistência à saúde, seja pela execução de processos envolvendo material biológico, pela realização de procedimentos invasivos ou pela presença de pacientes com susceptibilidade aumentada aos agentes infecciosos.


C

A direção do hospital onde a Unidade de Terapia Intensiva (UTI) está inserida deve garantir o provimento dos recursos humanos e materiais necessários ao funcionamento da unidade, a segurança e a proteção de pacientes, profissionais e visitantes, inclusive fornecendo equipamentos de proteção individual e coletiva.


D

É responsabilidade da Vigilância Sanitária Municipal definir as normas dos procedimentos assistenciais e administrativos permitidos na Unidade de Terapia Intensiva (UTI), as quais devem ser aprovadas em conjunto com os setores envolvidos na assistência ao paciente grave, em especial com a Comissão de Controle de Infecção Hospitalar, revisadas e assinadas pelo Responsável Técnico e pelos coordenadores de enfermagem e de fisioterapia.


E

A equipe multiprofissional que atua na Unidade de Terapia Intensiva Coronariana (UCO) deve ser dimensionada, quantitativa e qualitativamente, de acordo com o perfil assistencial, sendo a equipe de enfermagem composta por, no mínimo, um enfermeiro assistencial para cada oito leitos e um técnico de enfermagem para cada dois leitos, além de um técnico de enfermagem para serviços de apoio assistencial em cada turno.

 
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