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De acordo com Lopes et al. (2020) em seu capítulo da obra “Enfermagem em Terapia Intensiva: Práticas e Vivências”, o desenvolvimento do enfermeiro na habilidade de raciocínio clínico requer pensamento crítico, o que envolve um conjunto de habilidades cognitivas, comportamentais e hábitos da mente. Sobre o tema, assinale a alternativa INCORRETA.
O discernimento e a transformação do conhecimento são habilidades cognitivas.
A autoconfiança e a busca autêntica são habilidades comportamentais.
A criatividade e a curiosidade são hábitos da mente.
A busca de informação e a interpretação são habilidades cognitivas.
A intuição e a perseverança são habilidades comportamentais.
Os cuidados paliativos têm como objetivo melhorar a qualidade de vida de pacientes e familiares diante de doenças que ameaçam a continuidade da vida, atuando na prevenção e alívio do sofrimento físico, psicológico, social e espiritual. Considerando as diretrizes nacionais e internacionais sobre cuidados paliativos, assinale a alternativa correta.
Os cuidados paliativos devem ser oferecidos apenas nos últimos dias de vida do paciente, quando não há mais possibilidade de tratamento curativo.
A sedação paliativa é recomendada rotineiramente para todos os pacientes com dor crônica, independentemente da resposta a analgésicos convencionais.
O planejamento de cuidados paliativos exclui a participação do paciente, pois as decisões devem ser tomadas exclusivamente pela equipe de saúde.
O cuidado paliativo envolve uma abordagem interdisciplinar que considera não apenas o controle de sintomas físicos, mas também o suporte emocional, social e espiritual do paciente e da família.
Em uma UTI adulto, o técnico em enfermagem acompanha um paciente em pós-operatório imediato, intubado, sedado, com monitorização contínua, sonda vesical de demora e acesso venoso central. Durante o plantão, o profissional observa acúmulo de secreção na cavidade oral, cabeceira do leito quase plana e áreas de hiperemia em calcâneos e região sacral. Considerando os cuidados de enfermagem em pacientes críticos na UTI, especialmente na prevenção de complicações respiratórias e de lesão por pressão, qual conduta deve ser priorizada pelo técnico?
Manter o paciente em decúbito dorsal horizontal para facilitar o manuseio dos dispositivos, adiando a mudança de posição para o próximo turno.
Reduzir o número de mudanças de decúbito para evitar desconforto e risco de deslocamento dos dispositivos invasivos.
Suspender a higiene oral em pacientes intubados, pois o risco de broncoaspiração é sempre maior com manipulação da cavidade oral.
Elevar a cabeceira do leito entre 30° e 45°, realizar higiene oral e auxiliar na mudança de decúbito conforme rotina da unidade, comunicando à equipe de enfermagem as alterações observadas.
O transporte intra-hospitalar de pacientes críticos, mesmo que para a realização de exames, pode ser realizado por um único técnico de enfermagem, desde que o paciente esteja monitorizado e o trajeto seja curto, dispensando a presença do enfermeiro ou médico.
Certo
Errado
Todo paciente que apresentar alterações significativas em qualquer etapa da avaliação primária deve ser considerado crítico.
Certo
Errado
Paciente em unidade de terapia intensiva, com síndrome da resposta inflamatória sistêmica (SRIS), encontra-se em ventilação mecânica e nutrição enteral contínua. À luz das ESPEN Guidelines on Clinical Nutrition in the ICU (2019) e dos fundamentos da modulação inflamatória em estados críticos, qual conduta técnica é mais compatível com o manejo seguro e cientificamente fundamentado?
Manter jejum prolongado até estabilização hemodinâmica plena, reduzindo risco de aspiração e comprometimento respiratório agudo.
Garantir início precoce da nutrição enteral dentro das primeiras 24 horas, mantendo cabeceira elevada e monitorando resíduos gástricos a cada 4 horas.
Administrar nutrição parenteral exclusiva desde o primeiro dia, prevenindo inflamação intestinal e reduzindo carga metabólica enterocitária.
Iniciar alimentação por via oral logo após redução da sedação, priorizando tolerância gástrica sobre metas calóricas diárias.
Ajustar infusão calórica total exclusivamente com base no peso ideal estimado, sem considerar variabilidade metabólica inflamatória.
Considerando as particularidades da farmacocinética em pacientes críticos, assinale a alternativa correta.
A distribuição de drogas hidrofílicas aumenta em pacientes com Síndrome da Resposta Inflamatória Sistêmica (SIRS).
A depuração renal é sempre aumentada em pacientes sépticos.
A albumina elevada favorece a toxicidade dos fármacos ligados à proteína plasmática.
O volume de distribuição é reduzido em pacientes críticos com hipovolemia.
A função hepática permanece inalterada na falência múltipla de órgãos.
O transporte de pacientes é uma atividade de alto risco que exige planejamento meticuloso, equipe treinada e equipamentos adequados para garantir a segurança e a estabilidade clínica do paciente, seja em casos críticos ou terminais. Durante o transporte intra-hospitalar de um paciente em estado terminal sob cuidados paliativos, o técnico de enfermagem deve seguir normas de segurança e humanização. Julgue as afirmativas abaixo.
I.O transporte deve ser realizado com acompanhamento da equipe, priorizando conforto, segurança e dignidade.
II.A checagem de vias aéreas, dispositivos e sinais vitais é obrigatória antes e durante o deslocamento.
III.O paciente terminal deve ser transportado sem monitorização, para evitar desconforto emocional.
IV.O registro do procedimento e intercorrências é parte da responsabilidade técnica do profissional de enfermagem.
Está CORRETO o que se afirmar em:
I, II e IV, apenas.
II, III e IV, apenas.
II e III
I e III
O transporte seguro de pacientes dentro da unidade de saúde é essencial para evitar complicações e garantir a integridade física do paciente e dos profissionais envolvidos. Acerca do assunto, marque V para as afirmativas verdadeiras e F para as falsas.
(__)O transporte de pacientes em estado crítico deve ser realizado sem equipamentos de monitoramento para facilitar a mobilidade e agilizar a locomoção.
(__)O posicionamento adequado do paciente durante o transporte pode prevenir lesões secundárias e complicações respiratórias.
(__)Pacientes com fraturas devem ser movimentados rapidamente, sem a necessidade de imobilização prévia, para evitar perda de tempo no atendimento.
(__)O transporte de um paciente em maca deve ser realizado sempre com a cabeceira elevada, sem exceções.
A sequência está correta em:
V − F − F − F.
F − V − F − F.
V − V − V − V.
F − F − V − V.
Considerando a atuação do Técnico de Enfermagem no cuidado ao paciente crítico sob sedação contínua e risco de delirium, identifique a estratégia que atende aos protocolos assistenciais atuais e marque a opção correta.
Manter o registro de sedação somente em intervalos de 12 horas, sem escalas validadas, priorizando prescrição prédefinida.
Auxiliar na pausa diária da sedação e aplicar escalas confiáveis (p. ex. RASS), comunicando alterações à equipe multiprofissional.
Manter sedativos ininterruptos, atribuindo exclusivamente ao enfermeiro a verificação de possíveis delirium.
Restringir mobilização precoce aos pacientes em ventilação espontânea, adotando sedação profunda para todos.
Desconsiderar achados como agitação e alterações do padrão respiratório, revisando a dosagem de sedativos apenas via parâmetros vitais invasivos.
A admissão de pacientes na UTI deve ser realizada com base em critérios específicos, considerando as prioridades de atenção e os benefícios que o paciente pode obter com o tratamento intensivo. De acordo com os critérios de admissão. Os critérios de admissão apoiam-se basicamente em dois modelos: um baseado nas funções orgânicas e outro nas prioridades de atendimento.
No modelo de prioridades de atenção, distinguem-se aqueles pacientes que se beneficiarão do atendimento na UTI daqueles que não se beneficiarão.
Ao ingressar, os critérios são:
I - Prioridade I - paciente em estado agudo crítico, instável, com necessidade de tratamento intensivo e monitoração.
II - Prioridade II - pacientes que precisem de monitoração intensiva e que possam necessitar de intervenções imediatas, como consequência de eventos graves agudos ou complicação de procedimentos médicos ou cirúrgicos.
III - Prioridade III - paciente em estado agudo crítico, instável, com poucas possibilidades de recuperar-se das condições subjacentes ou pela própria natureza da doença aguda.
IV - Prioridade IV - pacientes para os quais a internação na UTI é considerada inapropriada. A admissão desses pacientes deve ser decidida de maneira individualizada, sob circunstâncias não comuns e ajuizadas pelo médico responsável da UTI.
E correto o que se afirma em:
I e Il apenas
I, III e IV apenas
I, II, III e IV.
II, III e IV apenas.
I e IV apenas.
Em uma unidade de terapia intensiva cardiológica de um hospital de ensino, a enfermeiraassistente discorda da prescrição médica de limitação de visitas a uma paciente com disfunção ventricular grave, internada há 38 dias, em cuidados paliativos integrados, e com manifestações de sofrimento existencial acentuado. A equipe médica, amparada na Resolução CFM nº 1.995/2012, argumenta pela restrição como estratégia de contenção emocional e preservação da estabilidade hemodinâmica. A enfermeira, por sua vez, fundamenta sua posição na Política Nacional de Humanização (Portaria GM/MS nº 1.820/2009), na Resolução COFEN nº 564/2017 e em evidências clínicas que indicam benefícios da presença familiar para a modulação neurofisiológica do estresse. Considerando a tensão entre decisões técnicoassistenciais, os princípios da bioética clínica, e os fundamentos das práticas integrativas centradas no paciente crítico, qual conduta representa maior aderência técnico-normativa e epistêmica?
Endossar a decisão médica de restringir as visitas familiares como medida protetiva da estabilidade emocional da paciente, mesmo diante da discordância de outros membros da equipe, em respeito à prescrição terapêutica prioritária.
Convocar reunião interprofissional para discutir o caso com base em escuta qualificada, envolvendo a família nas deliberações e construindo um plano singular de cuidado, conforme os direitos do paciente e os princípios da cogestão clínica.
Reforçar a importância do afastamento progressivo das interações afetivas da paciente, permitindo que esta internalize o processo de finitude e desenvolva aceitação subjetiva do estado terminal, de acordo com diretrizes de resignação clínica.
Encaminhar a questão à direção clínica institucional, retirando-se da discussão terapêutica, por entender que a Política Nacional de Humanização não possui normatividade suficiente para contrapor decisões médicas documentadas.
Orientar os familiares a buscarem tutela judicial para ampliação das visitas, uma vez que as instâncias assistenciais hospitalares não possuem mecanismos internos eficazes de mediação em contextos decisórios divergentes.
Em unidade de terapia intensiva, paciente idoso em tratamento para sepse desenvolve agitação psicomotora, desorientação e inversão do ciclo sono-vigília. À luz das evidências sobre delirium hiperativo e das recomendações de segurança assistencial, qual conduta técnica se mostra mais adequada?
Aplicar medicação sedativa de ação rápida sem prescrição, priorizando a contenção imediata de movimentos e proteção dos dispositivos.
Permitir vigilância exclusiva de familiares, delegando a observação direta a cuidadores não técnicos durante o período de agitação.
Manter o paciente fisicamente contido por período prolongado, registrando apenas intercorrências significativas no prontuário eletrônico.
Limitar interações verbais, restringindo abordagens comunicativas para evitar sobrecarga sensorial e exacerbação do quadro.
Reduzir estímulos luminosos e sonoros, reorientar o paciente quanto ao tempo e ao espaço, proteger dispositivos e comunicar o enfermeiro para reavaliação multiprofissional.
Em Unidade de Terapia Intensiva, um paciente séptico apresenta instabilidade hemodinâmica, débito urinário reduzido e necessidade de suporte ventilatório. Entre as atribuições do técnico de enfermagem, qual ação é condizente com a prática legal e científica da função?
Titular bomba de noradrenalina conforme variações pressóricas, ajustando doses em tempo real sem prescrição médica registrada.
Realizar monitorização da pressão arterial invasiva, manipulando parâmetros do transdutor conforme protocolos de calibração clínica.
Controlar balanço hídrico rigoroso, registrando entradas e saídas, comunicando variações significativas à equipe multiprofissional.
Indicar antibioticoterapia de amplo espectro em associação dupla, considerando empiricamente os focos de infecção mais prováveis.
Estabelecer estratégia de ventilação protetora, ajustando parâmetros de PEEP e volume corrente diretamente no ventilador mecânico.
As diretrizes PADIS (Pain, Agitation/Sedation, Delirium, Immobility and Sleep Disruption) e a campanha ICU Liberation (ABCDEF bundle) reforçam que a assistência intensiva deve integrar avaliação sistemática da dor, sedação leve preferencial com agentes não benzodiazepínicos, triagem estruturada de delirium (CAM-ICU, ICDSC), mobilização precoce segura, promoção do sono fisiológico e envolvimento da família como coautora do cuidado, incluindo coordenação entre SAT (spontaneous awakening trials) e SBT (spontaneous breathing trials). Considerando esse arcabouço, qual plano de manejo se alinha mais precisamente às recomendações contemporâneas?
Combina mobilização precoce com visitas ampliadas, mas mantém sedação contínua com midazolam, avalia dor apenas intermitentemente e utiliza antipsicóticos como prevenção de rotina.
Conduz sedação profunda com benzodiazepínicos contínuos, usa antipsicóticos profiláticos, restringe mobilização precoce, reduz visitas familiares e posterga avaliação estruturada de dor.
Prioriza promoção farmacológica do sono com hipnóticos potentes, mantém haloperidol profilático, adia SAT/SBT, aceita imobilidade prolongada e negligencia delirium hipoativo silencioso.
Estrutura protocolos de analgesia guiada por dor, sedação leve com propofol ou dexmedetomidina, vigilância estruturada de delirium, mobilização precoce, promoção do sono fisiológico e coordenação SAT/SBT.
Sustenta protocolos de reorientação cognitiva isolada, inclui calendários à beira-leito, emprega opioides como sedativos principais, aceita participação familiar, mas omite triagem estruturada de delirium.
Durante o plantão em uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI), a enfermeira precisa documentar o nível de sedação de um paciente sob ventilação mecânica, que apresenta resposta lenta ao estímulo doloroso e não reage a comandos verbais. A escala mais indicada para avaliar e monitorar esse nível de sedação é a escala de
Braden.
Barthel.
Ramsay.
Glasgow.
Considerando a proporção entre os diferentes profissionais que compõem a categoria de enfermagem, nos cuidados intensivos, qual é a distribuição percentual do total desses profissionais?
33% são enfermeiros e os demais são técnicos e/ou auxiliares de enfermagem.
36% são enfermeiros e os demais são técnicos e/ou auxiliares de enfermagem.
42% são enfermeiros e os demais são técnicos e/ou auxiliares de enfermagem.
45% são enfermeiros e os demais são técnicos de enfermagem.
52% são enfermeiros e os demais são técnicos de enfermagem.
O modelo de Cuidado Centrado no Paciente e na Família é abordagem essencial nas unidades de terapia intensiva neonatal, buscando minimizar os impactos da hospitalização do recém-nascido e fortalecer o vínculo familiar. De acordo com os princípios do Cuidado Centrado na Família em unidades neonatais, a enfermagem deve:
Restringir a presença dos pais para reduzir o risco de infecção e sobrecarga emocional.
Centralizar as informações apenas na equipe médica, evitando a participação da família no processo terapêutico.
Estimular a presença da mãe, limitando a participação de outros membros da família no cuidado.
Reconhecer os pais como parceiros no cuidado, garantindo presença irrestrita e participação ativa nas decisões e nos cuidados ao recém-nascido.
Em uma unidade de terapia intensiva (UTI), um paciente idoso, com doença terminal e em estado vegetativo persistente, necessita de um procedimento invasivo para manutenção de suas funções vitais. A equipe médica está dividida: alguns defendem a realização do procedimento para preservar a vida a todo custo, enquanto outros argumentam que a intervenção seria fútil e prolongaria o sofrimento. A família do paciente, ciente do desejo prévio do mesmo de não ser submetido a medidas heroicas, recusa a autorização para o procedimento.
Diante do conflito ético apresentado e dos quatro princípios básicos da bioética (Beneficência, Não Maleficência, Autonomia e Justiça), assinale a alternativa que relaciona CORRETAMENTE os princípios envolvidos no caso:
O conflito central envolve primariamente a Justiça (distribuição de recursos escassos da UTI) e a Beneficência (fazer o bem ao paciente, prolongando sua vida).
A posição da equipe que defende a intervenção baseia-se no princípio da Autonomia (o direito do paciente de ter seu tratamento continuado), enquanto a família se apoia na Não Maleficência (não causar mal ou sofrimento desnecessário).
A decisão de não realizar o procedimento, respeitando a vontade anterior do paciente e da família, prioriza os princípios da Autonomia (respeito à vontade do paciente) e Não Maleficência (evitar a futilidade terapêutica e o sofrimento).
O princípio da Beneficência (fazer o bem) é absoluto e deve se sobrepor à Autonomia (vontade do paciente), justificando a realização de qualquer procedimento que mantenha a vida.
No transporte de pacientes críticos, medidas de segurança são fundamentais para evitar complicações. Qual prática é adequada durante o transporte intra-hospitalar de um paciente entubado?
Desconectar o ventilador mecânico para facilitar a mobilidade.
Garantir a fixação adequada do tubo e monitorar sinais vitais continuamente.
Priorizar a velocidade do transporte em detrimento da estabilidade do paciente.
Manter o paciente em decúbito lateral durante todo o percurso.