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“É certo que na vida cotidiana estamos acostumados a falar de belas cores, de um belo céu, de um belo rio, como também de belas flores, de belos animais e, ainda mais, de belos seres humanos, embora não queiramos aqui entrar na discussão acerca da possibilidade de se poder atribuir a tais objetos a qualidade da beleza e de colocar o belo natural ao lado do belo artístico. Mas pode-se desde já afirmar que o belo artístico está acima da natureza. Pois a beleza artística é a beleza nascida e renascida do espírito e, quanto mais o espírito e suas produções estão colocadas acima da natureza e seus fenômenos, tanto mais o belo artístico está acima da beleza da natureza. Sob o aspecto formal, mesmo uma má ideia, que porventura passe pela cabeça dos homens, é superior a qualquer produto natural, pois em tais ideias sempre estão presentes a espiritualidade e a liberdade”.
(G.W.F. Hegel, Cursos de Estética, vol.1, São Paulo, Edusp, 2001)
De acordo com texto apresentado, pode-se concluir que
a beleza que podemos observar na natureza é superior e mais importante que a beleza produzida pelo homem.
quando os produtos humanos são mal elaborados espiritualmente, eles se tornam inferiores ao belo natural.
na medida em que o homem é capaz de produzir obras de arte cada vez mais belas, mais o belo artístico é superior ao belo natural.
é possível atribuir beleza à natureza, pois os rios, as flores e os animais já possuem uma beleza intrínseca.
as obras de arte produzidas pelo homem são consideradas belas quando se igualam com o belo natural.
Tradicionalmente, considera-se que a experiência estética tem valor em si mesma, logo essa experiência só é possível se houver uma atitude desinteressada na relação com os objetos. Com relação à atitude desinteressada, assinale a opção correta.
A atitude desinteressada transforma o objeto em meio a serviço de um fim.
A atitude desinteressada é uma atitude instrumental e cognitiva.
Na atitude desinteressada, a relação com o objeto tem valor moral e ativo.
Na atitude desinteressada, a atenção é mobilizada sem nenhuma intenção instrumental.
A atitude desinteressada é uma atitude indiferente com valor teleológico.
De acordo com Hegel, a arte é uma manifestação do espírito (geist). Em uma obra de arte, o belo manifesta o espírito sensivelmente, sendo produto do espírito. O espírito é superior à natureza, logo o belo natural é inferior ao belo artístico. Com base na teoria estética hegeliana, é correto afirmar que
a arte manifesta o espírito do belo natural sensivelmente.
a arte é uma das vias pelas quais o homem se integra à natureza.
a arte é uma das vias pelas quais a natureza se eleva ao nível do espírito.
a arte é uma das vias pelas quais o homem se separa da natureza.
a arte manifesta o espírito imitando sensivelmente a natureza.
A sociedade é formada a partir de relações de dominação, e a linguagem oferece o paradigma para compreendê-la.
O prognóstico sobre o fim da arte surgiu, inicialmente, em um sistema filosófico no qual a arte é vista como destinada a ser superada pela religião revelada e pela filosofia. De acordo com esse sistema, a religião e a filosofia são menos dependentes do sensível e do material que a arte, constituindo-se em momentos puramente espirituais. Desse modo, assinale a opção em que é apresentado o nome do filósofo que defende essas ideias.
Adorno
Kant
Hegel
Horkheimer
Platão
A totalidade não é redutível aos elementos que a compõem, de modo que a soma dos elementos do conjunto não é capaz de constituir o todo.
“Se o homem deixou um dia o abrigo seguro da natureza e aventurou-se pela rota incerta da cultura foi porque, como ser inteligente e livre, ele só pode operar pensando e escolhendo os seus próprios fins e não recebendo-os predeterminados pela natureza. Isso significa que os fins propriamente humanos só se constituem tais enquanto avaliados e escolhidos pelo próprio homem, ou seja, enquanto são valores. A cultura, como domínio dos fins humanos é, pois, uma imensa axiogênese, uma gestação incessante de bens e valores, desde os bens materiais que alimentam a vida aos valores espirituais que exprimem as razões de viver”.
(Henrique Cláudio de Lima Vaz, Escritos de Filosofia III – filosofia e cultura, São Paulo, Edições Loyola, 1997)
A partir da análise do texto, assinale a alternativa correta.
Os valores que o homem cria e adota são resultado da influência da natureza sobre ele.
Pensar a relação do homem com a cultura significa compreender o homem como capaz de refletir e, voluntariamente, escolher os seus próprios fins.
O conjunto de fins que o homem pode criar é limitado aos bens materiais que tornam possível sua sobrevivência.
Mesmo sendo dotado de inteligência e tendo a liberdade de escolher os seus fins, a cultura criada pelo homem reflete o que a natureza determina.
O homem é livre para escolher seus próprios fins somente quando a natureza permite que ele aja desse modo.
Nietzsche, no ensaio Richard Wagner em Bayreuth (1876), criticou os valores modernos, a hipocrisia e a decadência. Nesse ensaio, Nietzsche propôs uma releitura do mito da caverna de Platão, associando a sociedade moderna à caverna e o artista a um homem superior, que tem acesso à luz e à verdade, livre das amarras da caverna. Com base nas teorias de Nietzsche, é correto afirmar que
a arte eleva o homem aos valores modernos.
o homem assimila o mundo subterrâneo da caverna por meio da arte.
o homem assimila os valores da vida moderna por meio da arte.
a arte liberta o homem da trivialidade da vida moderna.
a arte possibilita o acesso à luminosidade do mundo moderno.
Considerando a ética teleológico-eudemonológica da tradição platônico-aristotélica e a da tradição cristã, assinale a opção correta.
Essas tradições identificam a felicidade com o prazer. Para elas, a felicidade é simplesmente um sentimento subjetivo de prazer.
De acordo com essas tradições, a felicidade não é somente uma questão de sentimento subjetivo, mas é também uma questão de escolha individual. A felicidade comunitária e a social são desconsideradas tanto na ética quanto na política.
Para essas tradições, a ética é vista utilitariamente, ou seja, a felicidade ou o bem maior para o viver humano coincide, de forma necessária e exclusiva, com o útil e o prazeroso.
A felicidade, entendida como bem-viver, é pensada de maneira ontológica como o prosseguimento pleno da realização da essência do homem. O caminho para alcançar a felicidade, por sua vez, é a virtude. Além disso, a felicidade e a virtude têm um papel importante na consideração ética, tanto na história biográfica dos indivíduos, quanto na vida histórica coletiva das comunidades e sociedades humanas.
Segundo essas tradições, a ética é uma questão de dever. Sua preocupação central é com as normas do viver ou do conviver humano.
Segundo Walter Benjamin, o conceito de aura é associado à invenção de um meio de representação que modificou o estatuto da pintura na virada dos séculos XIX e XX. Assinale a opção em que é apresentado esse meio de representação.
fotografia
xilogravura
serigrafia
litografia
ready-made
Em razão dos postulados de Heidegger, a relação entre arte e verdade assume um novo lugar na história da filosofia. Segundo ele, a essência da obra de arte é o pôr-se-em-obra da verdade. Cada ente que se torna manifesto na obra de arte é a expressão direta do modo como seu mundo é fundado. Desse modo, Heidegger tenta escapar de qualquer elemento subjetivista na arte. Considerando a relação entre arte e verdade, conforme a filosofia de Heidegger, é correto afirmar que esse filósofo
considera a arte como meio da verdade mimética, conforme a tradição platônica.
considera a arte como verdade subjetiva, visto que o artista constrói a verdade na arte.
considera que a arte eleva-se ao nível da experiência da verdade ontológica subjetivada pelo artista.
propõe uma contraposição entre arte e verdade no cerne da obra de arte.
considera que a verdade se põe em obra e a obra é, assim, obra da verdade.
Considerando os conceitos de ética e moral, assinale a opção correta.
A moral é um elemento da cultura de um povo, que deve ser respeitada sem sofrer transformações históricas. Portanto, a ética não pode questionar a cultura e suas concepções sobre o agir e o viver humano.
Fundamentalmente, a ética é uma experiência e a moral, uma reflexão.
A ética é heterônoma e uma questão de adaptação às regras exteriores da convivência social, por conveniência ou por receio de repreensões sociais.
A moral é autônoma e uma questão de questionamento sobre o sentido da moralidade humana em geral.
Enquanto a moral é uma prática que segue os costumes de uma cultura, a ética é uma parte da filosofia e busca investigar criticamente o sentido da moralidade humana em geral.

são categorias metafísicas e por isso transcendentes em relação ao homem.
estão relacionadas à vida emocional na relação com outras pessoas.
derivam do exame racional da realidade por parte da consciência.
dependem do grau de rigor na aplicação de punições dadas pela justiça.
contém conteúdo inato, estabelecido previamente por leis naturais.

é um método de conhecimento amparado na lógica aristotélica.
originou-se da contestação do método adotado nos diálogos socráticos.
originou-se como parâmetro básico do método cartesiano.
pressupõe a impossibilidade de alcançar a verdade filosófica.
pressupõe a existência de conflitos ou de contradições na realidade objetiva.
Leia o texto abaixo.
“São, pois, os sofistas que irão consumar a inflexão antropológica da filosofia grega. A própria designação sophistês, que engloba o saber teórico e as habilidades práticas, revela que o homem e suas capacidades passam a ser o objeto principal da filosofia. Algumas das ideias diretrizes que irão constituir uma constelação conceptual permanente na concepção ocidental do homem são formuladas pela primeira vez claramente no contexto da ilustração sofística ateniense” (LIMA VAZ, H. C. Antropologia filosófica. Volume I. Edições Loyola, 2010).
Com base no texto e em seus conhecimentos, assinale a alternativa que NÃO convém à antropologia sofística:
O conceito de natureza humana (anthropinê physis) com seus predicados próprios e com as exigências que lhes são essenciais;
A oposição entre a convenção (nómos) e a natureza (physis) na organização da cidade e nas normas de agir individual, dando origem às primeiras teorias do convencionalismo jurídico.
A concepção de um desenvolvimento progressivo da cultura, de Mênon.
A análise do homem como ser de necessidade e carência, ao qual compete suprir com a cultura o que lhe é negado pela natureza.
A ideia fundamental de homem como zoon logikón, ou seja, dotado de palavra e discurso capaz de demonstrar e persuadir.
Diferenças de comportamento entre homens de diferentes culturas podem ser explicadas por meio das diversidades somatológicas ou mesológicas.

identifica-se com um processo contínuo de progresso não-contraditório.
está relacionada com o aumento da felicidade e expansão dos valores éticos.
expressa-se como domínio da natureza não relacionado à luta de classes.
apresenta tensões internas relacionadas com o conflito entre necessidade e liberdade.
é um processo conduzido por uma racionalidade de natureza libertadora.
A existência da pobreza e da miséria econômica pode ser considerada uma forma de violência branca, em contraposição às formas de violência vermelha.
A validade lógica de um argumento é determinada
pela sua forma.
pelo seu conteúdo.
pela pessoa que o profere.
pela sua finalidade.
O conceito de progresso abrange a ideia de que há uma evolução social, com um gradual crescimento do bem-estar.