Questões de Concurso sobre Conceitos Filosóficos

 
 
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Francis Bacon dizia que Saber é poder e Descartes que A ciência deve tornar-nos senhores da natureza. Essas frases dão testemunho paradigmático de que a ciência moderna


A

é essencialmente teórico-contemplativa.


B

visa ao despotismo político perante a natureza.


C

antepõe o voluntarismo à observação objetiva.


D

tem um caráter explicitamente antiecológico.


E

busca intervir na natureza para controlá-la.

A ideologia é um conjunto lógico, sistemático e coerente de representações (ideias e valores) e de normas ou regras (de conduta) que indicam e prescrevem aos membros da sociedade o que devem pensar e como devem pensar.

Marilena Chauí. O que é ideologia. São Paulo: Brasiliense, 1980, p. 113.

Quanto a esse assunto, assinale a alternativa correta.


A

A ideologia constitui um corpo sistemático de regras que interferem exclusivamente no pensar humano.


B

A ideologia não se refere aos conflitos sociais e de classe; por isso, assegura a coesão entre os homens.


C

A naturalização das diferenças sociais não constitui objeto de estudo da ideologia.


D

A função da ideologia dominante é a de apagar a diferença entre os indivíduos e fornecer aos membros da sociedade uma identidade social.


E

A ideologia mostra uma realidade como ela realmente é; por isso, não valoriza a práxis.



1

2

3

p

q

p → q

1

V

V


2

V

F


3

F

V


4

F

F


Tabela de verdade

Considere a tabela de verdade acima para o cálculo do conectivo implicação material (→). Os valores de verdade expressos ao se calcular a implicação (p → q) na coluna 3, considerando a sequência das linhas 1, 2, 3 e 4, nessa ordem, são


A

V, V, F, F.


B

V, V, V, F.


C

V, F, V, V.


D

F, V, F, F.


E

V, F, V, F.

Imagem associada para resolução da questão

Considerando o texto acima, os nomes tradicionais dessas três leis fundamentais do pensamento são os princípios


A

de identidade, de não-contradição e do terceiro excluído.


B

de não-contradição, de caridade e de identidade.


C

da existência, de identidade e de não-contradição.


D

do terceiro excluído, de caridade e de identidade.


E

da abstração, de identidade e de não-contradição.

Segundo argumentação formulada por Wittgenstein em seu Tractatus logico-philosophicus, é um traço essencial de toda proposição dotada de sentido ser


A

bipolar, ou seja, ao mesmo tempo verdadeira e falsa.


B
logicamente necessária e a priori.

C

bipolar, ou seja, capaz de ser verdadeira e também de ser falsa.


D
tautológica e logicamente contingente.

No século XIX, o filósofo alemão Dilthey propôs uma distinção entre as ciências que buscam conhecer causalmente o objeto externo, e as ciências que buscam compreender o objeto que é o próprio sujeito da ação de conhecer. Essa distinção se refere, respectivamente, às seguintes áreas do conhecimento:


A

física e psicologia.


B

ciências naturais e ciências do espírito.


C

matemática e astrologia.


D

ciência e religião.


E

lógica e esoterismo.

A vontade é um tipo de causalidade que pertence aos seres vivos enquanto racionais. A liberdade, então, seria a propriedade pela qual essa causalidade pode operar independentemente de determinação por causas externas. Da mesma forma, a necessidade natural é uma propriedade que caracteriza a causalidade de todos os seres não racionais, ou seja, a propriedade de serem eles determinados à atividade pela influência de causas externas.


(Kant, I. Fundamentação da metafísica dos costumes)

A citação acima estabelece uma distinção crítica fundamental entre


A

causas eficientes e causas finais.


B

razão prática e razão instrumental.


C

liberdade racional e escravidão irracional.


D

liberdade da vontade e necessidade natural.


E

física da natureza e metafísica dos costumes.

Por meio da arte, o ser humano lê e representa a realidade vivida, utilizando para isso a imaginação e a capacidade criativa. No mundo contemporâneo, este processo sofre a influência da chamada “indústria cultural”, que tem como característica


A

inserir-se no contexto da industrialização e submeter-se aos mesmos princípios existentes na produção econômica em geral.


B

deixar aos consumidores de arte ampla liberdade de escolha, uma vez que seu objetivo é educar a sensibilidade.


C

abolir a padronização do gosto artístico, notada pela recusa dos modismos e da homogeneização.


D

valorizar a arte popular espontânea, especialmente o folclore, que expressa a arte da população rural.


E

estimular a formação do senso crítico de seus consumidores em relação à realidade vivida.

Ano: 2010
Prova: CONSEP PI - Prefeitura - Professor - Área Filosofia - 2010

Sofismas são falsos raciocínios. Alguns estudiosos fazem a distinção entre sofismas e paralogismos. Afirmam que naquele há uma intenção de enganar e, portanto, têm um sentido pejorativo; nos paralogismos não há essa intenção. Marque a alternativa que contenha um exemplo de sofisma.


A

Todos os homens são vertebrados. Ora, eu sou vertebrado. Logo, sou homem.


B

Todo homem é mortal. Ora, sou homem. Logo, sou mortal.


C

Toda baleia é mamífero. Ora, nenhum mamífero é peixe. Logo, baleia não é peixe.


D

Todo brasileiro é sul-americano. Todo piauiense é brasileiro. Todo piauiense é sul-americano.

O indagar como atitude filosófica dirigida ao mundo que nos rodeia e às nossas relações com ele pode ser resumido em três perguntas fundamentais, a saber:


A

De onde vim? Onde estou? Para onde vou?


B

Ser ou não ser? Deus existe? Qual é a origem de tudo?


C

O bem existe? O mal existe? O que devo fazer?


D

O que é o homem? O que é tudo? O que é o nada?


E

O que é? Como é? Por que é?

Tendo o cético como objeto de crítica, Descartes vai, em suas Meditações, tentar


A

provar que a ideia de Deus é uma ilusão e que a razão pode desfazê-la.


B

validar a certeza objetiva e estabelecer algo de firme nas ciências.


C

mostrar que as verdades da Lógica e da Matemática são as únicas que não podem ser postas em dúvida.


D

mostrar que nossas certezas têm em hábitos ou costumes coletivos o seu fundamento racional último.

Na parte da Crítica da razão pura intitulada “Estética Transcendental”, Kant afirma que


A

espaço e tempo são conceitos empíricos abstraídos de experiências externas.


B

espaço e tempo são entidades reais, existentes independentemente das mentes humanas.


C

espaço e tempo são ideais do ponto de vista empírico e reais do ponto de vista transcendental.


D

espaço e tempo inexistem independentemente das mentes humanas.

Uma teoria científica aceita reflete a concordância parcial entre uma comunidade de especialistas sobre a explicação de um fato ou conjunto de fatos.

C
Certo

E
Errado

As diversas manifestações culturais são expressões diferentes de uma sociedade pluralista, e não tem sentido tecer considerações a respeito da superioridade de uma sobre outra, o que leva à depreciação, quando a avaliação é feita segundo parâmetros válidos para outro tipo de cultura. Portanto, cuidar da educação popular não é vulgarizar, “popularizar” a cultura erudita, tornando-a superficial e aguada, nem tampouco significa dirigir de forma paternalista a produção cultural popular. Com isso seria evitada a contrafação, isto é, o produto resultante de imitação, típico de uma cultura envergonhada de si mesma. Diante da ação compacta dos meios de comunicação de massa, o educador deve estar apto a utilizar os benefícios deles decorrentes e cuidar da instrumentalização adequada para que sejam evitados os seus efeitos massificantes.


Maria Lúcia de Arruda Aranha. Filosofia da educação.

2.ª ed. São Paulo: Moderna, 1996, p. 43-4.


A partir das ideias expressas no texto acima acerca do binômio cultura de elite versus cultura popular, assinale a opção correta.


A

Sem cultura erudita, as novas gerações não poderão alcançar os níveis civilizatórios europeus.


B

O educador deve saber aproveitar o que de bom trazem para a cultura popular os meios de comunicação de massa.


C

As novelas televisivas constituem o melhor exemplo de cultura popular brasileira.


D

Há razões históricas e filosóficas para se considerar a cultura nordestina melhor que a cultura gaucha.


E

A educação popular é necessariamente paternalista e massificante.

A partir de conhecimentos relativos à filosofia e do texto acima, assinale a opção correta.


A

Wittgenstein, em suas Investigações Filosóficas, elaborou uma nova imagem da linguagem, em continuidade à imagem agostiniana da mesma


B

Contra a tentação da elaboração de uma nova teoria da linguagem, Wittgenstein opôs à teoria da linguagem agostiniana alguns esboços filosóficos sobre o tema.


C

A filosofia, como a pintura impressionista, limita-se a poucas anotações de viagem.


D

A filosofia da linguagem de Wittgenstein é ainda fortemente atrelada à filosofia da linguagem de matriz platônica.


E

Wittgenstein é o filósofo da linguagem menos preciso de toda a história da filosofia.

Assinale a opção que apresenta a reflexão da qual deriva o convite de Epicuro a não se temer a morte.


A

Quando a morte chega, já não se está mais presente e, portanto, não se pode mais sofrer.


B

Suportar a chegada da morte é um ato de máxima coragem e fortaleza.


C

A morte é a libertação das amarras do corpo e dos sofrimentos da vida.


D

Aceitar a morte com desapego à vida é sinal do sábio, que vive com desapego às paixões.


E

A morte é somente uma passagem para outra condição, imortal.

Na filosofia de Husserl, o termo "intencionalidade" indica


A

o componente de vontade que acompanha todo ato da percepção.


B

o próprio ato da percepção.


C

a tensão em direção do mundo concreto que anima todo desejo de conhecer.


D

o componente de realidade que acompanha o ato da percepção.


E

a relação entre ato perceptivo e dado percebido.

Assinale a opção em que o termo apresentado não faz parte do léxico heideggeriano.


A

ser-para-a-morte


B

angustia


C

destino


D

ser-no-mundo


E

mudança transcendental

A magia, por ter uma pretensa correlação causal, está historicamente próxima da constituição do conceito de ciência, o que aproxima o mago, o alquimista e o cientista.


C
Certo

E
Errado
Embora o homem participe tanto do reino da natureza quanto do reino da cultura, esses reinos são caracterizados diferentemente pelos pensadores do século X III porque a

A
cultura é o domínio do determinismo e a natureza, da escolha.

B
natureza é o reino da necessidade causal e a cultura, o domínio da finalidade livre.

C
natureza é o reino dos valores e a cultura, o da regularidade dos fenômenos sociais.

D
cultura é o reino da ordem e da conexão universal e a natureza, do domínio da historicidade.
   
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