Questões de Concurso sobre Filosofia e Ciência

 
 
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Em relação à diferença entre ciência e senso comum, assinale a alternativa correta.


A

A imprecisão do senso comum o leva a um conhecimento muito geral acerca da realidade. A ciência, por sua vez, seleciona casos específicos, de início, aleatoriamente, para que, depois, possa controlar a experiência.


B

Ao passo que o senso comum possui uma grande amostra de casos, segundo os quais organiza seus conhecimentos, a ciência observa casos particulares e sem nenhuma orientação.


C

À medida que o senso comum não observa a realidade, a ciência vai se fazendo por meio de generalizações apressadas.


D

Ao mesmo tempo que o senso comum resulta de um conhecimento particular e sistemático, a ciência busca conclusões gerais.


E

Enquanto o senso comum resulta de um conhecimento particular e assistemático, a ciência busca conclusões gerais.

A partir das transformações no campo científico ocorridas na passagem do século XIX para o século XX, muitas certezas foram abaladas, fazendo surgir novos questionamentos e reavaliações dos critérios de verdade e da validade dos métodos e das teorias científicas. Sobre o tema da filosofia da ciência, analise as assertivas e assinale a alternativa que aponta a(s) correta(s).


I. Karl Popper, em suas reflexões acerca do procedimento científico, enfatizou as exigências de clareza e precisão e propôs o critério da verificabilidade para validar uma teoria científica. Em outras palavras, a teoria deveria passar pelo crivo da verificação empírica para ser aceita como verdadeira.

II. Gaston Bachelard destacou a importância do estudo da história da ciência como instrumento de análise da própria realidade. De acordo com Bachelard, a ciência progride por rupturas epistemológicas quando supera obstáculos epistemológicos. Bachelard destacou também o papel da imaginação e da criatividade como elemento imprescindível à prática científica.

III. Thomas Kuhn desenvolveu sua teoria acerca da história da ciência entendendo-a não como um processo linear e evolutivo, mas como uma sucessão de paradigmas que se confrontam entre si. Paradigma, em sua definição, é um conjunto de normas e tradições dentro do qual a ciência se move, durante determinado período e em certo contexto cultural.


A

I, II e III.


B

Apenas I e II.


C

Apenas II e III.


D

Apenas I e III.


E

Apenas II.

Mundialmente conhecida por seu trabalho científico, a psiquiatra Nise da Silveira (1905-1999) é o tema de exposição em cartaz no CCBB de Belo Horizonte. O térreo do Centro Cultural recebe mais de 100 obras do Museu de Imagens do Inconsciente, lugar que recebeu e recebe as produções artísticas de pacientes psiquiátricos, e ainda peças, fotografias, vídeos e aquarelas. Com curadoria do Estúdio M’Baraká, a exposição mostra o posicionamento de Nise como uma das maiores cientistas do Brasil com reconhecimento internacional.


(Exposição sobre Nise da Silveira chega ao CCBB em Belo Horizonte — Português.)


Nise da Silveira recebeu inúmeros prêmios pelo trabalho desenvolvido ao longo de sua vida e se tornou uma referência na psiquiatria brasileira, recebendo, também, reconhecimento internacional. Em sua vida e carreira:


A

Um dos métodos alternativos propostos e aceitos por Nise foi o uso da lobotomia, criada pelo médico Egas Moniz.


B

Foi fundadora na década de 1930 do Partido Comunista Brasileiro e participou da Intentona Comunista naquele mesmo ano.


C

Foi a primeira psiquiatra brasileira a utilizar o coma medicamentoso e convulsões induzidas por insulina, para tratar esquizofrenia.


D

Se posicionou contra métodos violentos, como o eletrochoque; usava tratamentos que colocavam os pacientes em contato com animais domésticos.

A boa prática científica pode se assentar num conjunto de dogmas, isto é, de crenças postas acima de suspeitas? Contrariando a imagem do cientista como um “espírito aberto” e essencialmente não-dogmático, o filósofo da ciência Thomas Kuhn acredita que o cientista individual não partilha desses atributos. Para ele,


Preconceito e resistência parecem ser mais a regra do que a exceção no desenvolvimento científico avançado. [...] Embora o preconceito e resistência às inovações possam muito facilmente pôr um freio ao progresso científico, a sua onipresença é, porém, sintomática como característica requerida para que a investigação tenha continuidade e vitalidade. Características desse tipo, tomadas coletivamente, eu classifico como dogmatismo das ciências maduras. [...] A educação científica “semeia” o que a comunidade científica, com dificuldade, alcançou até aí - uma adesão profunda a uma maneira particular de ver o mundo e praticar a ciência. (KUHN, Thomas S. A função do dogma na investigação científica. Curitiba: UFPR / SCHLA, 2012, p. 20-21).


Considere as seguintes assertivas:

I – Há aqui uma contradição no pensamento do autor porque não se compreende como o autor de A estrutura das revoluções científicas defenda a importância do dogma para a ciência e que os cientistas sejam em sua prática conservadores e não, revolucionários.

II – O posicionamento de Kuhn é coerente com sua concepção de paradigma científico. Com efeito, para Kuhn, na base da prática científica está a adesão a um paradigma que, partilhado pela comunidade científica, define os limites da ciência normal de uma dada época.

III – Aqui está um dos pontos centrais da divergência entre Kuhn e Popper. Para Popper, não haveria dogma científico acima ou imune ao princípio da falseabilidade. A ideia de uma crença que devesse ser protegida e não falseada lhe pareceria também não-científica.

IV – Neste ponto, é possível aproximar o posicionamento de Kuhn e de Imre Lakatos. Porque este último compreende que todo programa de pesquisa parte de um “núcleo irredutível” de hipóteses que não serão postas em discussão (que, de princípio, não se tentará falsear).


Assinale a alternativa que contém apenas as assertivas corretas:


A

I e III.


B

II e III.


C

I, III e IV.


D

II, III e IV.

Analise o texto abaixo:


A ............................. também é conhecida como teoria da conhecimento, pois trata-se do estudo dos postulados e métodos do conhecimento científico, ou das teorias e práticas em geral, consideradas em sua validade cognitiva ou descritas em suas trajetórias evolutivas, seus ............................. estruturais ou suas relações com a sociedade e a história.


Assinale a alternativa que completa corretamente as lacunas do texto.


A

epistemologia • paradigmas


B

hermenêutica • fundamentos


C

dialética • métodos


D

ideologia • pressupostos


E

teodiceia • corolários

Sobre o naturalismo epistêmico, considere as seguintes afirmações.


I - Uma das principais motivações para a naturalização da epistemologia diz respeito à necessidade de se compreender o modo como a espécie humana realiza operações cognitivas e de que não é possível alcançar essa compreensão através de uma reflexão independentemente da observação.

II - O naturalismo aponta para uma continuidade entre epistemologia e ciências empíricas, tanto no que diz respeito ao método, quanto ao objeto da investigação.

III - Trata-se de um projeto que procura estabelecer as condições normativas que devem estar presentes para que a crença verdadeira seja justificada. Ou seja, mais do que apresentar meras pretensões descritivistas, o naturalismo tem como objetivo central reformular nossos esquemas conceituais a fim de aprimorar os juízos epistêmicos.

IV - O naturalismo epistêmico relaciona-se, em parte, à desconfiança daquilo que os filósofos denominam de intuições a priori que, não raro, colocaramse como ponto de partida para a construção de suas teorias.


Está correto apenas o que se afirma em


A

I, II e IV.


B

I e II.


C

II, III e IV.


D

I e III.


E

II e IV.

Edmund Gettier ficou conhecido por introduzir na Epistemologia os, assim denominados, casos de Gettier, casos problemáticos (contra exemplos) para a suficiência da definição tripartite do conhecimento proposicional como crença verdadeira e justificada.


Considere os seguintes casos e avalie se eles se classificam, ou não, como casos de Gettier.


I - Eduardo acredita em tudo aquilo que é notícia no seu canal preferido, já que ele é reconhecido como um veículo de informação confiável, e frequentemente checa as suas notícias antes de publicá-las. Certo dia, esse mesmo canal noticiou falsamente que o presidente X havia falecido. Eduardo concluiu falsamente, embora de modo justificado, que faleceu o presidente X.

II - Todos os dias, ao passar pela praça central de sua cidade, Alice consulta a hora no preciso relógio de ponteiros da catedral. Ela sempre confia na hora informada pelo relógio, pois ele é muito preciso e regular. Sem que Alice o saiba, entretanto, o relógio parou de funcionar às 8:15 da noite anterior. Hoje, ao passar pela praça central, exatamente às 8:15 da manhã, Alice olha para o relógio da catedral e se informa, acidentalmente, sobre a hora certa.

III - Eustáquio sempre jogava na loteria a mesma sequência de números. Ele acreditava que um dia tais números lhe trariam sorte, pois sonhava com eles copiosamente. Certo dia, jogando com estes mesmos números, Eustáquio acertou na loteria e ganhou um prêmio milionário.


É (são) caso (s) de Gettier apenas


A

I.


B

II.


C

III.


D

II e III.


E

I, II e III.

Afinal, um laboratório terá uma boa performance tanto por seu pessoal ser bem organizado e ter acesso a aparelhos precisos quanto por raciocinar corretamente. A fim de produzir resultados científicos, é preciso, também, possuir recursos, acesso às revistas, às bibliotecas, a congressos etc. É preciso, também, que, nas unidades de pesquisa, a comunicação, o diálogo e a crítica circulem. O método de produção da ciência passa, portanto, pelos processos sociais que permitem a constituição de equipes estáveis e eficazes; subsídios, contratos, alianças sociopolíticas, gestão de equipes etc. Mais uma vez, a ciência aparece como um processo humano, feito por humanos, para humanos e com humanos.


(FOUREZ, Gérard. A construção das ciências: introdução à filosofia e à ética das ciências São Paulo: Editora Unesp, 1995. p. 94-95.)


O conhecimento científico é considerado conquista recente da humanidade. Atualmente, temos várias comunidades científicas, indivíduos que se reconhecem e são reconhecidos como possuidores de conhecimentos específicos nas áreas da investigação científica. Nesse contexto:


A

Algumas teorias científicas incompatíveis entre si podem ser aceitas, para explicar diferentes aspectos do mesmo fenômeno.


B

A ciência, no auge da revolução nanotecnológica, tem uma responsabilidade social a mais e só apresenta teorias fidedignas e irrefutáveis.


C

É possível considerar grande parte das conclusões científicas como indubitáveis e com uma perenidade impossível para as teorias anteriores.


D

A participação em uma comunidade científica implica, necessariamente, na aceitação de uma teoria pelo grupo, que, na verdade, a respalda.

Durante a década de 60, as leis de segregação racial predominavam nos EUA. No entanto, um grupo de mulheres afro-americanas se destacou por resistir ao racismo estrutural da época. Inspirado no livro de não-ficção de Margot Lee Shetterly, o filme “Estrelas Além do Tempo” conta a história dessas figuras feministas. Composta em sua maioria por mulheres — conhecida popularmente como “computadores humanos” — tinha como objetivo resolver manualmente os cálculos matemáticos necessários para a montagem de foguetes. Na época, a segregação racial era iminente, o que dificultou o trabalho das três cientistas. A equipe foi dividida em duas partes, sendo uma composta por matemáticas negras e outra por cientistas brancas. As mulheres afro-americanas ganhavam menos e eram obrigadas a usar uma área reservada para elas dentro da Nasa. As três mulheres enfrentaram o racismo e o machismo, dentro do ambiente de trabalho, para garantir que os astronautas Neil Armstrong, Alan Shepard e John Glenn pudessem realizar uma viagem espacial em total segurança. [...]


(Estrelas Além do Tempo: a verdadeira história das cientistas negras da Nasa. Disponível em: uol.com.br.)


Muitas cientistas eram e são responsáveis por descobertas importantes na história e seus nomes ficaram marcados pelo imenso conhecimento produzido, sobretudo por serem precursoras e vanguardistas em certos períodos em que a ciência era dominada por homens. Em relação a algumas dessas protagonistas da ciência e sua atuação na área do conhecimento, assinale a afirmativa correta.


A

Ada Lovelace: descobriu o principal tratamento efetivo para a hanseníase no início do século XX. A lepra, como a doença era conhecida, sujeitava os doentes ao isolamento.


B

Jaqueline Goes de Jesus: com apenas 32 anos de idade é um nome importante na ciência brasileira. Biomédica e doutora em patologia humana, coordenou a equipe de pesquisa e sequenciou o genoma da Covid-19 no país.


C

Alice Ball: na sua vida, se dedicou aos cálculos matemáticos e também à escrita. Ficou conhecida por ter desenvolvido o primeiro algoritmo processado por uma máquina — ou seja, ela foi a primeira programadora da História.


D

Mary Jackson: considerada pioneira na paleontologia, foi uma cientista que teve papel fundamental em descobertas históricas. Ela encontrou centenas de fósseis e conseguiu identificar a chave da cadeia alimentar pré-histórica.

Em sua investigação sobre a lógica da pesquisa científica, Karl Popper percebe a impossibilidade de provarmos a verdade de uma teoria a partir da experimentação empírica. Isso porque tal prova implicaria necessariamente no recurso a um argumento falacioso, a afirmação do consequente. De forma esquemática, poderíamos resumir da seguinte maneira tal argumento: se a teoria A está correta, então o experimento terá o resultado X; o experimento teve o resultado X (o esperado); logo, a teoria A é verdadeira. Ora, não necessariamente, afinal, uma outra teoria ainda não apresentada também poderia oferecer uma boa explicação para este fenômeno. Todavia, pode-se sim provar por modus tollens a falsidade de uma teoria, desde que o resultado que se previa para o experimento não seja verificado.


Como Popper redefine a ciência a partir dessa constatação?


A

Popper parte para uma abordagem historicista da ciência, segundo a qual a aceitação pela comunidade científica de um paradigma seja a única forma de se estabelecer uma ciência dita “normal” para cada momento histórico, a despeito da impossibilidade de se provar tal paradigma.


B

Popper acaba por adotar um tipo de anarquismo epistemológico fortemente relativista conhecida por falsificacionismo, pois compreende que, sem acesso à verdade das teorias, as proposições científicas são tão válidas quanto qualquer proposição. Com efeito, isso faz desse autor referência do pensamento negacionista.


C

Popper compreende que a ciência não pode ser pensada como conjunto de proposições verdadeiras, mas que ela é uma prática que se interessa por proposições falseáveis, isto é, que possam ter sua falsidade verificada através de um experimento.


D

Popper parte para uma crítica da tradição aristotélica que dava às sensações um papel informativo importante para a construção do conhecimento e tenta reabilitar uma concepção racionalista e intelectualista da ciência. Neste sentido, aproxima-se muito de Descartes e Platão.

As ciências que investigam o ser humano nas suas mais diversas manifestações, denominadas ciências humanas, deparam-se com dificuldades específicas pelo fato de elas terem, ao mesmo tempo, o sujeito e o objeto das pesquisas. Nas ciências da natureza elementos subjetivos podem também interferir, seja no método, seja nos resultados a alcançar e tenta-se, talvez com mais facilidade, superar este aspecto. Já nas ciências humanas, há mais dificuldades.


A afirmação que está de acordo com as dificuldades metodológicas das ciências humanas apresentadas no livro Filosofando pelas autoras ARANHA & MARTINS (2009) é:


A

Complicações insuperáveis nos fenômenos humanos; proibição total de experimentações com pessoas; características apenas qualitativas dos fenômenos.


B

Complexidade dos fenômenos humanos; não possibilidade de experimentações em muitos desses fenômenos; características predominantemente qualitativas dificultando ou impedindo sua matematização; constante presença da subjetividade no pesquisador; impactos da liberdade das pessoas.


C

Variabilidade dos fenômenos humanos; características predominantemente afetivas que impedem a objetivação; não continuidade das pesquisas nesta área.


D

Simplicidade dos fenômenos humanos; artificialidade de simulações em laboratórios; má vontade das pessoas quando pesquisadas.


E

Incomensurabilidade dos fenômenos humanos; imposições éticas absurdas quanto a experimentos com humanos; altíssima presença de qualidades variadas nos fenômenos; acúmulo de dúvidas quanto aos métodos de pesquisa na área.

A proposta filosófica de Spinoza não priorizava a elaboração de uma metodologia capaz de servir de guia para o conhecimento teórico-abstrato, mas a busca da verdade capaz de dar sentido à:


A

reflexão filosófica.


B

criação humana.


C

existência de Deus.


D

investigação científica.


E

existência humana.

É preciso partir de dados indubitáveis para, com base neles, construir depois o edifício filosófico. Em suma, procuram-se evidências estáveis para colocar como fundamento da filosofia: “sem evidência não há ciência”, dirá Husserl nas Pesquisas lógicas. Os limites da evidência apodítica representam os limites de nosso saber. Assim, é preciso buscar coisas manifestas, fenômenos tão evidentes que não possam ser negados.

-

REALE, G.; ANTISSIERI, D. História da filosofia, 6: de Nietzsche à Escola

de Frankfurt. São Paulo: Paulus, 2005, com adaptações.

-

Com base nessas informações e na fenomenologia de Husserl, assinale a alternativa correta.


A

A epoché é um procedimento realizado quando não se pode chegar à verdade.


B

Assim como Max Scheler, Husserl, sobretudo em seus últimos trabalhos, dirige suas investigações para os valores objetivos que se impõem à intuição emocional.


C

As tarefas dos cientistas e dos fenomenólogos são semelhantes. Por partirem da intencionalidade da consciência, ambos buscam conhecer e descrever os fatos.


D

A epoché é um procedimento que coloca entre parênteses a atitude natural, as persuasões, sejam elas filosóficas ou científicas, para chegar ao apodítico e incontestável.


E

Para Husserl, o que há de mais evidente são os dados de fato, isto é, aquilo que perfaz a vida cotidiana. A consciência, por sua vez, só pode ser pensada em relação a essa evidência.

Carnap é extremamente claro: fora das expressões lógicas e matemática, que são apenas transformações tautológicas, não há fonte de conhecimento além da experiência: não existe nenhum juízo sintético a priori, nenhuma intuição, nenhuma visão eidética. As palavras só têm significado quando indicam algo de factual, e as afirmações só têm sentido quando expressam um possível estado de coisas; do contrário, no primeiro caso, temos um scheinbegriff (pseudoconceito) e, no segundo, uma scheinsatz (pseudoproposição).

-

REALE, G.; ANTISSIERI, D. História da filosofia, 7: de Freud à

atualidade. São Paulo: Paulus, 2006, com adaptações.

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Um dos temas e problemas que surgiram na filosofia da ciência e na teoria do significado foi a caracterização do sentido dos termos empregados em uma linguagem científica. Carnap, ocupado com esse problema, dirige duras críticas à linguagem de algumas áreas de investigação filosófica. Acerca desse tema, é correto afirmar que Carnap dirige duras críticas à(s)


A

proposições metafísicas.


B

linguagem lógica.


C

linguagem matemática.


D

expressão do sentimento da vida.


E

proposições de ordem empírica.

O filósofo austríaco Karl Popper tece críticas contra a teoria da psicologia individual de Adler, a psicanálise de Freud e a teoria marxista da história. Qual das alternativas abaixo expressa corretamente a ideia de Popper que fundamenta essas críticas?


A

A transição de um paradigma científico para outro não é decidido de forma racional.


B

Uma teoria que só pode ser confirmada e não refutada não é científica, mas pseudocientífica.


C

Muitas de nossas teorias científicas devem ser verdadeiras, caso contrário, o sucesso da ciência seria um milagre.


D

Se a psicologia popular é uma teoria, então a psicologia popular é falível, ou seja, eliminável.


E

É possível uma pessoa ter uma crença verdadeira justificada que não seja conhecimento.

A respeito do pensamento de Spinoza, assinale a alternativa INCORRETA.


A

Spinoza foi um incansável defensor do Estado de direito. O Estado de direito que Spinoza reconstruiu teoricamente parte de pressupostos muito próximos aos de Hobbes. Entretanto o fim do Estado para Spinoza não é a tirania, e sim a liberdade.


B

Dado que tudo acontece sob o signo da necessidade mais rigorosa, não existem na natureza “bem” e “mal”, assim como não existem fins: o que se pode corretamente chamar de bem é apenas o útil, e mal é seu contrário.


C

Spinoza individua três graus de conhecimento: 1) a opinião e a imaginação, ligadas às percepções sensoriais e às imagens, sempre confusas e vagas, mas utilíssimas no plano prático; 2) o conhecimento racional, próprio da ciência, que encontra sua expressão típica na matemática, na geometria e na física; 3) o conhecimento intuitivo, que consiste na visão das coisas em seu proceder de Deus.


D

O fundamento de todo o sistema spinoziano é constituído pela nova concepção da substância. Tudo aquilo que é, dizia Aristóteles, ou é substância ou é afecção da substância; e Spinoza repete o mesmo quando diz: “Na natureza nada se dá além da substância e de suas afecções”. Nesse sentido, para Spinoza, as substâncias são múltiplas e hierarquicamente ordenadas.


E

Como meta suprema do itinerário filosófico, Spinoza pregou a visão das coisas sub specie aeternitates, que é uma visão capaz de libertar das paixões e de dar um estado superior de paz e de tranquilidade. Eis por que o interesse de Spinoza é sobretudo de caráter ético, enquanto o de Descartes era essencialmente gnosiológico.

Requer ajuda de conceitos e equações que exigem explicação e estudo adequados e não pode ser entendida por alguém que não pertença ao fluxo científico. Isto é:


A

Explicação Científica.


B

Metafísica.


C

Explicação Filosófica.


D

Linguagem Técnica.


E

Linguagem Contemporânea.

“O contexto do problema da pesquisa é um rio em que os peixes estão morrendo. Nenhuma teoria disponível dá conta de explicar a mortalidade desses peixes. Quer dizer, o problema da pesquisa é: por que os peixes desse rio estão morrendo? A primeira hipótese da causa de mortalidade desses peixes é a presença de uma planta aquática específica. Então, o teste dessa hipótese consistirá na remoção de todas essas plantas aquáticas, mantendo-se todas as outras condições intactas. Se a hipótese for confirmada, a mortalidade dos peixes irá diminuir. Se a mortalidade dos peixes se mantiver, conclui-se que a hipótese é falsa e insuficiente para se chegar em uma conclusão.”


(Karl Popper. Principais Ideias e Biografia. Toda Matéria. Disponível em: todamateria.com.br. Adaptado.)


A filosofia da ciência é o ramo que reflete e questiona sobre a ciência e o saber científico. Karl Popper, um dos filósofos que se dedica a esse ramo de estudos, se debruça no pensamento do racionalismo crítico.As informações citadas anteriormente se referem a uma de suas principais contribuições; assinale-a.


A

Comprovação da eficácia do método experimental analítico.


B

Formulação do método hipotético dedutivo, no qual refuta a indução.


C

Inauguração do método dialético, adotado, depois, por outros pensadores.


D

Criação do método indutivo, usado até hoje nos meios acadêmicos e científicos.

O filósofo Thomas Kuhn afirma que uma teoria pode se tornar um modelo de conhecimento ou um paradigma científico. Para ele, o paradigma se torna o campo no qual uma ciência trabalha normalmente, sem crises. Em tempos normais, um cientista, diante de um fato ou de um fenômeno ainda não estudado, explica-o usando o modelo ou o paradigma científico existente. Em contraposição à ciência normal, ocorre a revolução científica. Uma revolução científica acontece quando o cientista descobre que o paradigma disponível não consegue explicar um fenômeno ou um fato novo, sendo necessário produzir um outro paradigma.

CHAUÍ, M. Convite à Filosofia. São Paulo: Ática, 2011. Adaptado.


Com base no texto, assinale a afirmativa que descreve corretamente o desenvolvimento da ciência.


A

Ocorre por momentos de ruptura, revolução e criação de novos paradigmas.


B

Depende da descoberta de leis infalíveis, a partir da observação e da experiência.


C

Produz uma representação objetiva da realidade, com base nas teorias dos precursores.


D

Resulta da evolução linear dos meios tecnológicos para investigar e conhecer a natureza.


E

É progressivo e é fruto do acúmulo de conhecimentos no interior de um único paradigma.

“A ciência humana de maneira nenhuma nega a existência de Deus. Quando considero quantas e quão maravilhosas coisas o homem compreende, pesquisa e consegue realizar, então reconheço claramente que o espírito humano é obra de Deus, e a mais notável.” (Galileu Galilei.)


“O conhecimento é em si mesmo um poder.” (Francis Bacon.)


Os efeitos da Revolução Científica foram incontáveis e mudaram, significativamente, a história da humanidade. Entre os grandes nomes do período que deram suas contribuições para o avanço da ciência estão: Isaac Newton; Galileu Galilei; René Descartes; Francis Bacon; Nicolau Copérnico; Louis Pasteur; e, Francesco Redi. Especificamente sobre as teorias e ações de Francis Bacon, é correto afirmar que:


A

Sua teoria reestruturou o trabalho de Copérnico e comprovou que as órbitas dos Planetas são elípticas.


B

Acreditava que o mundo obedecia a uma série de leis predeterminadas, de modo que todos os fenômenos eram explicáveis.


C

Acreditava que a realidade só poderia ser revelada com observação; a linguagem na qual poderia ser traduzida era a matemática.


D

A ciência era uma técnica e os conhecimentos científicos deveriam ser considerados instrumentos práticos de controle da natureza.

   
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