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É o conjunto organizado de todos os conhecimentos científicos, empíricos ou intuitivos, empregados na produção e comercialização de bens e serviços. A tecnologia gerada ou aperfeiçoada pela pesquisa e desenvolvimento experimental pode exigir diferentes graus de elaboração até o seu emprego numa unidade produtiva.
Dimenstein, Gilberto. Dez lições de Filosofia para um
Brasil cidadão. São Paulo: FTD, 2008, p. 77
A ciência normal é como uma solução de quebra-cabeças, que busca verificação e validade em tudo o que faz e realiza. O objetivo da ciência normal é ser produtiva. O que a ciência busca para validar seus procedimentos é uma garantia
ideal.
lógica.
cultural.
religiosa.
ideológica.
A ciência moderna, em particular a física, foi amplamente influenciada pelo neopitagorismo platônico, especialmente apresentado no Timeu.
Certo
Errado
O conceito de revolução científica, cunhado por Thomas Kuhn, situa que a evolução do conhecimento científico se dá por meio de uma sucessão de períodos de ciência normal e de ciência extraordinária (revoluções científicas).
Para Kuhn, quais são, respectivamente, os elementos que definem e que são fundamentais para o estabelecimento dos períodos de ciência normal e os períodos de ciência extraordinária?
Paradigma e incomensurabilidade.
Crise e paradigma.
Crise e incomensurabilidade.
Paradigma e crise.
Entre inúmeros papeis que a Filosofia desempenha com o pensamento humano, destaca-se aquela de crítica sobre o próprio conhecimento. Nesse sentido, uma das funções do filósofo consiste no desenvolvimento de conceitos substantivos que permitam reflexões profundas a respeito dos aspectos epistemológicos do ato de se fazer a ciência. Sobre esse aspecto, faça a associação correta entre a primeira e a segunda coluna:
Primeira coluna: questões sobre Filosofia da Ciência
1- Rupturas Epistemológicas
2- Neutralidade da Ciência
3- Anarquismo Metodológico
4- Paradigma Científico
5- A Falseabilidade
Segunda coluna: conceitos e reflexões sobre a epistemologia científica
( ) “Com a escolha do termo pretendo sugerir que alguns exemplos aceitos na prática científica real — exemplos que incluem, ao mesmo tempo, lei, teoria, aplicação e instrumentação — proporcionam modelos dos quais brotam as tradições coerentes e específicas da pesquisa científica” [...]. A partir daí, a atividade científica “normal”, consiste na “solução de todo o tipo de complexos quebra-cabeças instrumentais, conceituais e matemáticos” (KUNH, 1962).
( ) “[...] não exigirei que um sistema científico seja suscetível de ser dado como válido, de uma vez por todas, em sentido positivo; exigirei, porém, que sua forma lógica seja tal que se torne possível validá-lo através de recurso a provas empíricas em sentido negativo [...]” (POPPER, 1972).
( ) "Minha tese principal sobre esse ponto é: os eventos e resultados que constituem as ciências não têm qualquer estrutura em comum; não há elementos que ocorram em todas as investigações científicas, mas que estejam faltando em outros lugares [...]. A pesquisa bem-sucedida não obedece a padrões gerais. Ela ora utiliza um truque, ora outro, e os movimentos que a fazem avançar nem sempre são conhecidos por aqueles que o fizeram [...]” (FEYERABEND, 2010).
( ) ”O espírito cientifico é, essencialmente, uma retificação do saber, um alargamento dos quadros do conhecimento. Julga seu passado histórico, condenando-o. Sua estrutura é a consciência de suas faltas históricas. Cientificamente, pensa-se o verdadeiro como retificação histórica de um longo erro, pensa-se a experiência como retificação da ilusão comum e primeira. Toda a vida intelectual da ciência move-se dialeticamente sobre esse diferencial do conhecimento na fronteira do desconhecido. "A própria essência da reflexão é compreender que não se compreenderá" (BACHELARD, 2000).
( ) “[...] É uma entre várias teses que, em seu conjunto, constituem a ideia de que a ciência é livre de valores. [...] a neutralidade afirma que uma teoria poderia ser aplicada, em princípio, a práticas pertinentes a qualquer perspectiva de valor e não serve de modo especial a nenhuma perspectiva de valor particular [...]” (LACEY, 2008).
Assinale a alternativa que apresenta a correta associação entre as colunas:
4 – 2 – 1 – 3 – 5.
4 – 5 – 3 – 1 – 2.
5 – 4 – 2 – 1 – 3.
3 – 1 – 5 – 2 – 4.
2 – 1 – 4 – 3 – 5.
Teoria Científica e Fé em Galileu: na obra História da Filosofia, volume II, “A revolução científica”, – 6 “O drama de Galileu e a fundação da ciência moderna”, Giovani Reale e Dario Antiseri, no subtema 6.6, “A incomensurabilidade entre ciência e fé”, afirmam que: “Por um lado, Galileu teoriza a demarcação entre proposições científicas e proposições de fé, reclamando a autonomia dos conhecimentos científicos, que são comprovados e avaliados por meio da aparelhagem constituída pelas regras do método experimental (“sensatas experiências” e “demonstrações certas”). Mas, por outro lado, essa autonomia das ciências em relação às Sagradas Escrituras encontra justificação no princípio (que, em sua carta à senhora Cristina de Lorena, em 1615, Galileu diz ter ouvido do cardeal Barônio) de que “a intenção do Espírito Santo era a de nos ensinar como se vai ao céu e não como vai o céu”. Apoiando em Santo Agostinho (In Genesim ad literam, lib. II, c. 9), Galileu afirma que “não somente os autores das Sagradas Escrituras não pretenderam nos ensinar a constituição e os movimentos dos céus e das estrelas, com suas figuras, grandezas e distâncias, mas também, estudando-se bem, embora todas essas coisas fossem conhecidíssimas deles, vê-se que ele se abstiveram”. O conflito entre Ciência e Fé se acirra quando Galileu apresenta argumentos que fundamentam a sua tese em relação ao movimento físico dos astros e a sua Teoria Científica. São argumentos fundamentais apresentados por esse cientista da Renascença, devendo ser desconsiderado apenas:
Galileu admite, diante das Escrituras Sagradas, a sua força e o seu poder, dizendo que: “parece-me então que a questão dos efeitos naturais que a sensata experiência nos coloca diante dos olhos ou as demonstrações necessárias concluem que deve ser posta em dúvida.
Diz Galileu que Deus sentidos, discurso e intelecto: é por meio deles que podemos chegar àquelas “conclusões naturais” que podem ser obtidas “pelas sensatas experiências ou pelas necessárias demonstrações”.
“A Escritura não é um tratado de astronomia.”
Não é entendimento da Sagrada Escritura “nos ensinar se o céu se move ou está firme, nem se a figura é em forma de esfera, de disco ou estendida num plano, nem se a Terra está contida em seu centro ou de um lado”.
Galileu chega a afirmar: “Parece-me que, nas disputas sobre problemas naturais, não se deveria começar pela autoridade de passagens das Escrituras, mas sim pelas sensatas experiências e pelas demonstrações necessárias.
A revolução científica resultante das descobertas feitas por Nicolau Copérnico e Galileu Galilei, nos séculos XVI e XVII, deu origem:
à reforma protestante.
a uma nova imagem do mundo.
aos descobrimentos.
a um processo de decadência moral.
a um período de grandes revoltas.
Analise as afirmativas abaixo de acordo com as características do conhecimento científico.
-
1. É objetivo, pois procura as estruturas universais e necessárias das coisas investigadas.
2. É quantitativo, ao buscar medidas, padrões, critérios de comparação e de avaliação para coisas que parecem diferentes.
3. É homogêneo, isto é, busca as leis gerais de funcionamento dos fenômenos, para fatos que parecem diferentes.
4. É subjetivo, ao exprimir sentimentos e opiniões individuais e de grupos, variando de uma pessoa para outra, dependendo das condições nas quais vivem.
-
Assinale a alternativa que indica todas as afirmativas corretas.
É correta apenas a afirmativa 2.
São corretas apenas as afirmativas 3 e 4.
São corretas apenas as afirmativas 1, 2 e 3.
São corretas apenas as afirmativas 2, 3 e 4.
São corretas as afirmativas 1, 2, 3 e 4.
O manifesto do Círculo de Viena, pequeno volume com o título A concepção científica do mundo, surge em 1929 com a assinatura de Neurath, Hahn e Carnap.
Que linha programática NÃO faz parte do manifesto do Círculo de Viena?
A formulação de uma ciência unificada, compreendendo todos os conhecimentos provenientes da física, das ciências naturais etc.
O meio para tal fim devia consistir no uso da lógica matemática.
Contribuir para o esclarecimento dos conceitos e das teorias da ciência empírica e para o esclarecimento dos fundamentos da matemática.
Esclarecer a ciência em sua magnitude, visando a uma filosofia positivista, sem que seja necessário o princípio da verificação, somente utilizando os fundamentos da matemática como base.
Leia o texto abaixo.
“As meras ciências de fatos criam meros homens de fato. A revolução do comportamento geral do público foi inevitável, especialmente depois da guerra, e sabemos que na geração mais recente ela se transformou até em um estado de espírito hostil. Na miséria de nossa vida - ouve-se dizer - esta ciência não tem nada a dizer-nos. Ela exclui de princípio justamente aqueles problemas que são os mais prementes do homem, o qual, em nossos tempos atormentados, sente-se entregue ao sabor do destino: os problemas do sentido ou do não-sentido da existência humana em seu conjunto”.
(apud REALE, G., ANTISERI, D. História da Filosofia, 6: de Nietzsche à Escola de Frankfurt.
São Paulo: Paulus, 2006, p. 199).
Que filósofo é autor dessa interpretação sobre as meras ciências de fato?
Jean-Paul Sartre.
Albert Camus.
Edmund Husserl.
Martin Heidegger.
Gaston Bachelard foi um filósofo, matemático e poeta francês. Seu pensamento está focado principalmente em questões referentes à filosofia da ciência. Bachelard possui uma filosofia não positivista das ciências.
Em relação à epistemologia de Gaston Bachelard, é INCORRETO afirmar que
o filósofo deve ser contemporâneo à ciência de seu próprio tempo.
a ciência possui um inevitável caráter social.
a ciência não tem a filosofia que merece.
a razão que instrui a ciência.
O alemão Edmund Husserl foi idealizador de uma filosofia descritiva da experiência subjetiva, conhecida como fenomenologia, uma corrente filosófica particular, baseada na “suspensão do juízo” (epochê) em relação à realidade exterior. Tem sido discutido durante a maior parte do século 20, por pensadores como Martin Heidegger, Maurice Merleau-Ponty, Max Scheler, Hannah Arendt e Emmanuel Levinas. É CORRETO afirmar a respeito desse sistema filosófico que ele:
Se define, de forma geral, como o estudo da consciência e dos objetos da consciência, ou seja, do processo pelo qual tudo que é informado pelos sentidos é alterado em uma experiência de consciência.
Propõe não uma descrição, mas uma prescrição da experiência intuitiva do fenômeno.
Concebe a realidade como um fato externo, observável e experimental.
Apresenta grandes semelhanças com o relativismo e o historicismo, já que seu objetivo não é produzir afirmações universalmente válidas.
Em Lógica da descoberta científica (1935), Karl Popper afirma que o instrumental da ciência não está voltado para a verificação, mas para a falsificação das proposições científicas. “Nosso método de pesquisa”, dizia ele, “não visa defender nossas antecipações para provar que temos razão, mas, ao contrário, visa destruílas. Usando todas as armas do nosso arsenal lógico, matemático e técnico, tentamos provar que nossas antecipações são falsas, para apresentar, no lugar delas, novas antecipações não justificadas e injustificáveis, ‘novos preconceitos apressados e prematuros’, como escarnecia Bacon”
(ABBAGNANO, Dicionário de Filosofia, Martins Fontes).
Com isso, Popper NÃO pretendeu:
Desmitificar a ideia de que o conhecimento científico é algo absolutamente certo e demonstrável.
Exprimir o conceito da autocorrigibilidade da ciência.
Demonstrar que qualquer asserção científica é sempre provisória.
Ratificar o ideal clássico da ciência em relação a uma episteme precisa e definitiva.
A lenda diz que, em um belo dia ensolarado, Newton estava relaxando sob uma macieira. Pássaros gorjeavam em suas orelhas. Havia uma brisa gentil. Ele cochilou por alguns minutos. De repente, uma maçã caiu sobre a sua cabeça e ele acordou com um susto. Olhou para cima. “Com certeza um pássaro ou um esquilo derrubou a maçã da árvore”, supôs. Mas não havia pássaros ou esquilos na árvore por perto. Ele, então, pensou: “Apenas alguns minutos antes, a maçã estava pendurada na árvore. Nenhuma força externa fez ela cair. Deve haver alguma força subjacente que causa a queda das coisas para a terra”.
SILVA, C. C.; MARTINS, R. A. Estudos de história e filosofia das ciências. São Paulo: Livraria da Física, 2006 (adaptado).
Em contraponto a uma interpretação idealizada, o texto aponta para a seguinte dimensão fundamental da ciência moderna:
Falsificação de teses.
Negação da observação.
Proposição de hipóteses.
Contemplação da natureza.
Universalização de conclusões.
A dissolução e mesmo subversão intelectual dos fatos dados é a tarefa da dimensão filosófica. O método científico também vai além dos fatos e mesmo contra os fatos da experiência imediata. O método científico se desenvolve na tensão entre aparência e realidade. A mediação entre o sujeito e o objeto do pensamento, contudo, é essencialmente diferente. Atente para o que se afirma a seguir e escreva 1 para o que corresponder a uma mediação própria do pensamento filosófico e 2 para o que corresponder a uma mediação própria da ciência.
( ) O intermediário é o sujeito que observa, calcula e experimenta despojado de todas as suas outras qualidades.
( ) Seus objetos estão relacionados a uma consciência para a qual as qualidades concretas entram nos conceitos e em sua inter-relação.
( ) O sujeito abstrato projeta e define o objeto abstrato.
( ) Seus conceitos conservam e explicam mediações que tornaram o mundo-objeto aquilo que ele realmente é em sua continuidade histórica.
Está correta, de cima para baixo, a seguinte sequência:

Os dois trechos citados anteriormente se referem, respectivamente, a quais conotações da filosofia antiga?
Husserl nos apresenta duas racionalidades contrastantes para a compreensão da estrutura sócio-histórica da razão científica: “o universo concreto da causalidade que se torna matemática aplicada. (...) mas o mundo da percepção e da experiência, no qual vivemos a totalidade da nossa vida privada (Lebenswelt = Mundo da Prática, Mundoda Vida), permanece como aquilo que é, em sua estrutura essencial, em sua própria causalidade concreta inalterada”.
Considerando o enunciado acima, atente às seguintes afirmações e assinale com V as verdadeiras e com F as falsas.
( ) O universo da instrumentalidade mental e física se revela a si mesma como objeto para uma subjetividade.
( ) O método científico está inerentemente limitado à alteração para um novo modo qualitativo de vida.
( ) Compreende-se a posição social do indivíduo como resultado direto da racionalidade tecnocientífica do processo de produção.
( ) A natureza controlada pelo aparato técnico moderno de produção objetiva e efetiva a melhoria de vida dos cidadãos.
Está correta, de cima para baixo, a seguinte sequência:
Leia o texto a seguir:
“Durante o inverno de 1919-1920, essas considerações me levaram a conclusões que posso agora reformular da seguinte maneira: (1) É fácil obter confirmações ou verificações para quase toda teoria – desde que as procuremos. (2) As confirmações só devem ser consideradas se resultarem de predi-ções arriscadas. (3) Toda teoria científica “boa” é uma proibição: ela proíbe certas coisas de acontecer. Quanto mais uma teoria proíbe, melhor ela é. (4) A teoria que não for refutada por qualquer aconteci-mento concebível não é científica. A irrefutabilidade não é uma virtude, como freqüentemente se pensa, mas um vício” (POPPER, Karl. Conjecturas e Refutações. Brasília: Ed. Universidade de Brasí-lia, 1982, p. 66. Adaptado).
No trecho acima, Popper critica o princípio de verificabilidade como critério de demarcação entre ciência e não ciência, propondo um novo princípio. Segundo ele, o critério de cientificidade de uma teoria é a refutabilidade, ou seja,