

Seu próximo nível começa aqui
Com a Assinatura Ilimitada, você tem tudo que precisa para sua aprovação.
Com a Assinatura Ilimitada, você combina prática, teoria e método em uma única assinatura com tudo que você precisa para sua aprovação.
De acordo com a sugestão de organização de eixos temáticos de Filosofia constante nos parâmetros curriculares nacionais (PCNs), marque a alternativa correta:
Os temas devem abordar apenas a moral, a ética e a política, já que a formação visa prioritariamente a cidadania.
Os primeiros temas a serem abordados são os conceitos de Filosofia, mito e senso comum, é lógico.
Há ausência de temas como metafísica, lógica e filosofia da linguagem na proposta.
Deve-se concentrar na história da Filosofia, reduzindo-se a exposição histórica de fatos e idéias.

A respeito do tema educação em Rousseau, assinale a alternativa correta.
A educação da natureza consiste em aprender com as flores e as outras manifestações naturais; por isso, não há distinção entre natureza e hábito.
Uma educação livresca é mais eficiente que uma educação de fatos, pois as interpretações do preceptor ou dos autores auxiliam o educando no entendimento real dos acontecimentos.
O primeiro papel do educador é proteger o seu aluno das influências da sociedade e dos julgamentos dos outros, para que este possa desenvolver sua própria capacidade de pensar.
Não há como separar a educação da natureza, a educação das coisas e a educação dos homens, pois as três podem ser controladas do mesmo modo.
A educação é uma ciência cujo êxito pode ser provado; por isso, pode ser controlada e previsível para todos os homens.
O recurso do tratamento contextualizado dos conhecimentos, por parte da escola, pode auxiliar o aluno a desenvolver competências de mediação entre ele mesmo e os diferentes conhecimentos, isto é, o tornar-se intérprete. Essa competência de interpretação/tradução, para ser completa, deve poder ser pensada em duas direções, a saber: tanto no sentido ascendente quanto descendente, isto é, tanto na direção do intérprete em seu próprio contexto, até o contexto específico de um conhecimento, quanto na direção oposta, ou seja, quando se trata de “aplicar” um conhecimento a uma situação determinada no contexto do próprio intérprete. Nesse sentido, a metodologia utilizada pode ir tanto do vivencial para o abstrato quanto deste para a situação de aprendizagem.
Parâmetros curriculares nacionais do ensino médio, p. 343.
Tendo o texto acima como referência inicial, assinale a opção correta com relação ao processo de ensino-aprendizagem.
Na escola, tratar os conhecimentos de forma contextualizada significa abrir a janela e interpretar o mundo unidirecionalmente.
"Aplicar" um conhecimento a uma situação determinada no contexto do interprete é traduzir todo o trabalho de tradução do conhecimento que é requerido.
Tratar os conhecimentos de forma contextualizada significa ir tanto do vivencial para o abstrato quanto deste para a situação de aprendizagem.
O aluno que não souber interpretar o mundo deverá ser reprovado por não ter alcançado a competência abstrata necessária para isso.
A metodologia de ensino mais adequada é a que permite a passagem exclusivamente do vivencial para o abstrato.
Do ponto de vista estético, a cidadania se instala à proporção que se adquire a capacidade de acesso à própria “natureza interna”, suas necessidades e seus pontos cegos. Trata-se, portanto, de um modo de ser que se traduz na fluência da expressão subjetiva e na livre aceitação da diferença. Por um lado, a capacidade de conhecer-se a si mesmo pode ser traduzida na possibilidade de refletir criticamente no sentido apontado e levar à elaboração consciente de comportamentos sintomáticos e(ou) afetos reprimidos e, por outro lado, a capacidade de abertura para a diversidade, a novidade e a invenção — que deve materializar-se expressivamente, num fazer criativo e lúdico — é que tornam possível conceber um dos aspectos fundamentais em que a cidadania se exercita, a saber, a sensibilidade.
Parâmetros curriculares nacionais do ensino médio, p. 332.
A partir das ideias expressas no texto acima, assinale a opção correta com relação ao processo de ensino-aprendizagem.
A educação da sensibilidade é um dos aspectos essenciais para a educação à cidadania.
A "natureza interna" do indivíduo é seu ponto estético mais alto, ao qual se tem acesso exclusivamente após uma revelação divina.
Estimular a invenção e a criatividade não pode ser um dos objetivos da educação à cidadania.
Conhecer a si mesmo significa compreender qual é o seu lugar no mundo e viver em consequência desse conhecimento.
Educação à cidadania é sobretudo fazer respeitar as regras políticas expressas pela democracia.
Tendo as ideias expressas no texto acima como referência inicial, assinale a opção correta acerca da filosofia da educação.
Severidade e virilidade são facilmente confundidas no âmbito educativo com valores de coragem.
A educação deve reprimir o medo.
Quem é severo consigo mesmo será acolhedor do outro.
A educação hoje deve premiar a capacidade de suportar a dor.
É recomendável, para a metodologia do ensino da filosofia no ensino médio, a articulação de problemas tipicamente filosóficos com questões emergentes da experiência individual, social e histórica.
A Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, embora afirme que o currículo do ensino médio adotará metodologias de ensino e de avaliação que estimulem a iniciativa dos estudantes, não apresenta qualquer manisfestação a respeito do domínio dos conhecimentos de Filosofia e de Sociologia, necessários ao exercício da cidadania.
Para Heidegger uma coisa é verificar opiniões dos filósofos e descrevê-las. Outra coisa bem diferente é debater com eles aquilo que dizem, e isto quer dizer, do que falam.
A posição crítica do discente não se consubstancia com a simples discussão, nem com a confrontação de posições contrárias ou mesmo com a doação de soluções pelo professor e sim com a sua estruturação de questões fundamentais.
O estudo da filosofia propõe-se a vencer o medo que impede a autonomia do pensamento. A doutrina é caminho e não tese para a constituição de tutelados.
Uma das figuras privilegiadas na adoção do poder pastoral pelo Estado moderno, nas instituições educacionais, é a figura do professor-pastor. Ele assume a responsabilidade pelas ações e pelo destino da turma e de cada um de seus integrantes. Ele se encarrega de cuidar do bem e do mal que possam acontecer dentro da sala de aula. Ele responde por todos os pecados que possam ser cometidos no seu espaço. Embora assuma modalidades leves e participativas, entre o professor e a turma há uma relação de submissão absoluta; sem o professor os alunos não saberiam o que fazer, como aprender, de qual maneira comportar-se. O professor ganhará a confiança de cada aluno para que ele lhe confie seus desejos, angústias e ilusões. Por último, lhe ensinará que sem alguma forma de sacrifício ou renúncia seria impossível desfrutar de uma vida feliz e de uma sociedade justa.
Walter Kohan. Infância: entre educação e filosofia. Belo Horizonte. Autêntica, 2003, p. 87-8 (com adaptações).
A partir das idéias desenvolvidas no texto acima, assinale a opção correta.
O poder pastoral, conceito elaborado por Foucault em seus escritos mais recentes, revela-se como modelo para a atuação do professor de filosofia.
O poder pastoral é a forma de poder que irá estruturar as tecnologias, os dispositivos do Estado moderno.
O ensino de filosofia, por meio de modalidades leves e participativas, deve visar o controle absoluto do educando.
O professor deve ganhar a confiança do aluno para que possa depois ensinar-lhe a necessidade do sacrifício.
O programa de filosofia para o ensimo médio deve ter um enfoque histórico, sendo inadequados enfoques como o sistemático ou por áreas de conhecimento.
A nova legislação educacional brasileira parece reconhecer, afinal, o próprio sentido histórico da atividade filosófica e, por esse motivo, enfatiza a competência da filosofia para promover, sistematicamente, condições indispensáveis para a formação de cidadania plena. Em que pese essa competência, entretanto, cumpre destacar que, embora imprescindíveis, os conhecimentos filosóficos não são suficientes para o alcance dessa finalidade. Aliás, constitui quase um truísmo pedagógico afirmar que todos os conhecimentos, disciplinas e componentes curriculares da educação básica são necessários e importantes na formação de cidadania do educando. Nesse sentido, embora restaurando para a filosofia o papel que lhe cabe no contexto educacional, a legislação tratou igualmente de indicar como se deve corretamente dimensioná-la no ensino médio: a rigor, portanto, o texto refere-se aos conhecimentos da filosofia que são necessários para o fim proposto. Destarte, a fim de atender à demanda legal, devemos fazer um esforço para recortar, do vasto universo dos conhecimentos filosóficos, aqueles que imediatamente precisam e podem ser trabalhados no ensino médio, o que, convenhamos, não é tarefa fácil.
Parâmetros curriculares nacionais: ensino médio. Parte IV: ciências humanas, p. 45 (com adaptações).
Acerca do assunto abordado no texto acima, assinale a opção correta.
A formação da cidadania plena no ensino médio requer o desenvolvimento da competência da filosofia.
Todos os conhecimentos filosóficos são necessários ao objetivo da formação da cidadania plena.
A responsabilidade do desenvolvimento da cidadania plena é, no ensino médio, exclusivamente do ensino de filosofia.
A legislação não reconhece a importância da história da filosofia.
Ensinar não é transferir conhecimento, mas criar as possibilidades para sua própria produção ou sua própria construção, o que exige que o professor pense certo. Com relação aos pressupostos filosóficos subjacentes a essa afirmativa e ao texto, assinale a opção correta.
Pensar certo é uma postura exigente, difícil e penosa que o professor tem de assumir diante dos outros e com os outros, em face do mundo e dos fatos.
Pensar certo é ter a certeza de que todas as ações humanas estão predeterminadas pelo destino, que a interferência do indivíduo pouco mudará a realidade.
Pensar certo é agir com espontaneidade, a ponto de todas as ações serem pautadas pelo espontaneísmo.
Pensar certo é fácil, pouco exigente e complementa a atitude autoritária do professor, que cada vez menos necessita da rigorosidade metódica.
O professor de filosofia no ensino médio, antes de definir-se por conteúdos, procedimentos e estratégias, precisa definir o sentido do seu filosofar.
Para que se possa falar realmente de história da filosofia, em sua completude, parece-me necessário estabelecer uma relação teorética, isto é, um diálogo com o clássico: pondo a ele perguntas (as nossas, as de sempre) e avaliando suas respostas às mesmas. Sem esta relação vital com o clássico a história da filosofia se torna passatempo de colecionador e o professor de filosofia, antiquário de loja de antiguidades. Especialmente para este diálogo torna-se necessária a superação de uma pretensa postura de neutralidade do historiador da filosofia (no nosso caso, do professor): será preciso declarar explicitamente sua postura filosófica para que essa mesma possa ser avaliada e colocada “na mesa”.
G. Cornelli. A lição dos clássicos: algumas anotações sobre a história da filosofia na sala de aula. In: S. e Danelon G. M. Gallo e G. Cornelli. Ensino de filosofia: teoria e prática. Unijuí, 2004, p. 194 (com adaptações).
Tendo o texto acima como referência, assinale a opção correta acerca da história da filosofia.
A história da filosofia é inútil para o desenvolvimento da reflexão teorética.
A história da filosofia é um passatempo de colecionador de antiguidades.
Para que uma história da filosofia se torne ensino de filosofia é necessária uma relação vital com o clássico.
O historiador da filosofia precisa manter-se neutro na frente dos clássicos.
A autoridade de quem sabe e a influência de autoridade do representante magisterial exercem papel decisivo com relação à verdade no relacionamento do mestre que ensina filosofia e dos alunos que aprendem em uma pedagogia autêntica.
A partir da compreensão do uso da história da filosofia para o ensino apresentada no texto acima, assinale a opção correta.
O estudo da história da filosofia é, na seqüência dos filósofos, por si mesma educativa.
É preciso aproximar o aluno aos clássicos da filosofia para que apreenda os conteúdos fundamentais da filosofia.
O estudo da história da filosofia é a história de indivíduos atormentados.
O que a história da filosofia ensina é a compreender o tormento, a inquietude por maior conhecimento e reflexão que moveu os filósofos desde a Antiguidade.
Na filosofia para o ensino médio, a busca de estruturas identificadoras de situações (topoi) prejudica o desenvolvimento das condições de inteligibilidade da problemática filosófica.
A partir do saber fundamental "mudar é difícil, mas é possível" é que se deve programar a ação político-pedagógica. Com base nesse pressuposto e considerando, ainda, o texto de Paulo Freire, assinale a opção correta.
O educador deve assumir uma postura neutra diante do real, pois a função da educação é estudar e constatar a realidade, para compreendê-la e admirá-la como obra da construção humana.
O educador deve tomar consciência de que não é apenas objeto da história, mas também sujeito. No mundo da história, da cultura e da política, deve constatar a realidade não para se acomodar, mas para mudar.
Para que se possa transformar o mundo por meio da educação é preciso pregar a rebelião e instigar a revolta nas camadas populares, pelo fato de estas serem profundamente injustiçadas.
O educador deve respeitar o saber dos grupos com que trabalha. Porém, não pode permitir que estes predominem, por ter consciência de que aquilo que pensa, em face de sua formação, é melhor para o grupo.