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As propostas pedagógicas das escolas devem assegurar tratamento interdisciplinar e contextualizado para os conhecimentos de filosofia.
No ensino médio, o estudo da filosofia explica como aplicar praticamente a tecnologia do método à história e à sociologia.
Leia com atenção o texto a seguir.

A nova concepção de currículo escolar acima propõe
uma cisão radical entre as atividades curriculares e extracurriculares.
uma diferenciação, em sala de aula, entre cultura e conhecimento.
uma ênfase apenas nas atividades extracurriculares, já que hoje em dia cultura é mais importante do que o currículo tradicional.
uma interação entre conhecimento específico e cultura como uma forma de superar os obstáculos criados pelos tempos atuais.
uma ênfase apenas nas atividades curriculares, já que cultura é apenas lazer, divertimento e folclore.
utilizem os conhecimentos filosóficos no estudo das demais disciplinas.
aprendam a escrever textos literários e jornalísticos de acordo com as normas cultas da língua portuguesa.
decorem o máximo possível de teorias, enunciados e fórmulas filosóficas.
sejam capazes de observar a relação dos conceitos filosóficos com a vida cotidiana.
sejam capazes de diferenciar a essência da aparência.
Tendo como base as Orientações Curriculares para o Ensino Médio, no que se refere à metodologia do ensino da Filosofia, a aula preparada pelo professor deve procurar
basear-se tão somente em manuais de Filosofia e em textos clássicos da História da Filosofia.
deixar de lado a História da Filosofia e centrar-se apenas em textos paralelos, tais como os de jornais e revistas, que proporcionem uma passagem para temas propriamente filosóficos.
abordar temas próprios da Filosofia, utilizando-se, porém, apenas das entradas proporcionadas por outras disciplinas, tais como História, Geografia e Física.
manter a centralidade do texto filosófico (de preferência primário) e procurar complementá-lo por meio de textos literários e jornalísticos, por exemplo.
ter sempre como instrumento mais importante a utilização de dinâmicas de grupo, recursos audiovisuais, dramatizações, apresentações de filmes etc.
Uma educação de caráter humanista capaz de fazer frente aos desafios da contemporaneidade não pode dispensar a contribuição das ciências humanas e da filosofia.
Se um professor de geografia for explicar aos seus alunos o que é uma ilha e, em vez de ensinar exclusivamente com conceitos racionais, utilizar uma maquete como suporte didático, é correto afirmar que o professor promoverá o conhecimento de forma empírica, tal como preconizado por Bacon no início da época moderna.
Segundo a Proposta Curricular do Estado de São Paulo para Filosofia, essa disciplina no Ensino Médio é indispensável para a formação da cidadania. De que modo o ensino da Filosofia pode ajudar a formar um jovem cidadão?
Atentando tão somente ao ensino da História da Filosofia, ensinando ao aluno, assim, as estruturas internas dos textos.
Proporcionando uma leitura intensa, profunda e detalhada dos textos clássicos de filosofia política e de ética.
Deixando completamente de lado questões relacionadas à História da Filosofia e procurando abordar apenas questões relativas aos problemas sociais do Brasil.
Fazendo com que o aluno memorize e decore as leis mais essenciais de convívio em sociedade e os chamados valores éticos.
Estabelecendo um diálogo com as demais áreas do conhecimento e aliando ao ensino da História da Filosofia questões concretas, relacionadas ao cotidiano social do aluno.
Segundo as Orientações Curriculares para o Ensino Médio, na discussão sobre os parâmetros curriculares para o ensino de Filosofia, a noção de competência não pode ser apresentada como solução mágica para as dificuldades do ensino, mas também não constitui obstáculo intransponível (p. 19). Com isto, os autores querem enfatizar que na formulação destes parâmetros buscou-se
atentar às necessidades especiais de cada aluno, por um lado, e, por outro, privilegiar a adequação dos adolescentes ao mercado de trabalho, que constitui o principal objetivo do Ensino Médio como um todo.
mostrar como a competição é o principal mecanismo a ser empregado na melhoria do ensino.
apontar como a noção de competência desnorteia o professor em sala de aula, propondo, em vez disto, que o professor planeje suas aulas em acordo apenas com o seu foro íntimo.
evitar a doutrinação excessiva de como o professor deve ensinar, para que a multiplicidade de perspectivas não seja reprimida, por um lado, e delimitar o que é próprio da disciplina, por outro.
mostrar como não se pode delimitar em nenhum grau o que cabe ao ensino da Filosofia.
A LDB trata como finalidades do ensino médio: a formação ética e o desenvolvimento da autonomia intelectual, excluindo o pensamento crítico, visto que esse tema é específico da disciplina de filosofia.
Uma das diretrizes do currículo do ensino médio é a inclusão da disciplina de filosofia como obrigatória em todos os seus três anos.
Sílvio Gallo afirma: “Estou convencido de que é possível ensinar Filosofia, que é possível aprender Filosofia. Que é possível socializar este exercício de solidão...”
Américo Piovesan et al. Filosofia e ensino em debate. Ijuí: Unijuí, 2002, p. 194 (com adaptações).
Acerca desse pensamento, assinale a alternativa correta.
A ideia de exercício de solidão propõe uma contradição que não admite que se ensine ou que se aprenda Filosofia.
Na concepção do autor, o ensino de Filosofia pressupõe o conhecimento da história da Filosofia e dos filósofos como algo imprescindível no processo do filosofar.
Na concepção do autor, o ensino de Filosofia passa pela aprendizagem e pela socialização de conceitos como ferramentas a serviço da resolução de problemas específicos.
O professor ensina, e o aluno aprende: esse é o fundamento que embasa a tese de Gallo.
A Filosofia não deve se preocupar com as respostas, e sim com as perguntas; por isso, os conceitos não precisam ser aprofundados nem solucionar problemas do cotidiano.
Sobre Wittgenstein e sua Filosofia é incorreto afirmar:
Wittgenstein, filósofo analítico da linguagem, permaneceu por toda sua vida intelectual numa mesma temática, onde pode-se concluir que o seu pensamento possui uma única fase.
O pensamento de Wittgenstein possui mais de uma fase, podendo-se dividir num primeiro, o do Tractatus Logicus Philosophicus, e num segundo Wittgenstein, o das Investigações Filosóficas.
Wittgenstein influenciou decisivamente as duas principais vertentes da Filosofia Analítica da Linguagem contemporânea, a da semântica formal e a da pragmática.
O Tractaus versa sobre a relação entre forma lógica da linguagem e a sua relação com o mundo.
John Dewey, em Educação e Democracia, reforça seu apelo à educação, entendida como investigação científica, enfatizando a necessidade do pensar reflexivo em educação. A respeito desse assunto, julgue os itens que se seguem.
I Dewey aproveitou-se do método desenvolvido por Charles Sanders Peirce, aplicando-o à ciência, à arte, à lógica e à educação.
II Os estudantes devem tornar-se investigadores, aprendendo a lidar com problemas.
III Dewey distingue o pensamento comum do pensamento reflexivo.
IV O significado das ideias encontra-se, em seu aspecto prático, nos efeitos que exerce sobre o mundo.
V O indivíduo pensante é tão importante quanto a sociedade que questiona.
A quantidade de itens certos é igual a
1.
2.
3.
4.
5.
Levando em conta as dificuldades enfrentadas para estabelecer parâmetros de ensino de Filosofia explanados pelos PCNs, marque a questão incorreta:
Ao contrário de disciplinas como a Física, não existe uma Filosofia, mas sim filosofias.
Diferente das outras disciplinas, não há um começo, um pré-requisito para se introduzir à Filosofia.
Como a Filosofia deverá se ocupar da formação para a cidadania se a Filosofia não é uma atividade com fins pragmáticos, por mais nobre que seja.
Porque nada escapa ao seu interesse, ocupando-se de tudo. (em nenhum momento os PCNs citam esse aspecto como dificuldade didática)
Cabe à filosofia da educação explicar e explorar o significado da condição humana no mundo, contribuindo o profissional da educação na formação de uma visão da totalidade do ser humano. Com base na filosofia da educação, assinale a alternativa incorreta.
Os cursos de formação dos profissionais da educação podem perder de vista a exigência de procedimentos rigorosos da ciência na construção do conhecimento do objeto educacional.
Um bom professor deve ter uma sólida formação científica, com visão objetiva da realidade, superando todas as formas ingênuas e superficiais dos dados que constituem a educação.
A apropriação do desenvolvimento de uma consciência social e sensível às condições políticas de sua atividade faz parte da formação filosófica do educador.
A visão de um projeto antropológico de educação passa pela formação filosófica do educador.
A educação, como prática de intervenção social, exige metodologias específicas que possam torná-la eficaz no alcance de seus objetivos.
Muitos filósofos referem-se ao pensamento como capacidade reflexiva de elaboração crítica; nesse sentido, esse pensamento é bem elaborado e cuidadoso na escolha de critérios e na construção da argumentação. Acerca desse assunto, assinale a alternativa correta.
O pensamento crítico deve ser permeado por critérios, que são normas ou princípios utilizados para se fazerem julgamentos.
O pensamento crítico baseia-se em habilidades, e estas são conquistadas independentemente de critérios.
As opiniões são matéria-prima para a elaboração das razões, e estas independem de fundamentação para se alcançar o pensamento crítico.
O raciocínio lógico é um empecilho ao pensamento crítico, pelo fato de engessar as formas de pensar.
A dialética é a única fonte favorável ao pensamento crítico.

Baseado nesta passagem da Proposta Curricular do Estado de São Paulo para o Ensino da Filosofia para o Ensino Médio é possível afirmar que o ensino da Filosofia na escola pública deve

Levando em consideração o texto acima, é correto afirmar que o ensino da Filosofia deve