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O estabelecimento de reflexão e diálogo com os estudantes é fundamental para a construção de um ambiente de aprendizado propício ao ensino de filosofia.
É possível construir uma didática universal para o ensino de filosofia, a despeito da perspectiva filosófica adotada.
O professor de filosofia deve ser o protagonista da construção do espaço filosófico, uma vez que os estudantes ainda não compreendem a dinâmica desse espaço.
A proposta didática de um curso independe das realidades do segmento ao qual se dirige, devendo vincular-se apenas aos níveis de compreensão e aos interesses dos estudantes.
O o que e o como ensinar estão fundamentalmente imbricados, o que implica a existência de uma didática universal para o ensino da filosofia.

o professor de filosofia do ensino médio deve, obrigatoriamente, incluir a análise dos textos integrantes da tradição filosófica como conteúdo a ser ministrado.
a estratégia correta de ensino de filosofia consiste em antecipar o que será ministrado aos estudantes em contexto de formação do ensino superior.
os conteúdos de filosofia devem ser orientados exclusivamente pelo uso de textos didáticos que instruam sobre a história da filosofia.
os conteúdos de filosofia referentes ao ensino médio devem favorecer o desenvolvimento de capacidade crítica e de redação de textos dos alunos.
os professores de filosofia do ensino médio devem ter, na sua formação, contato com textos filosóficos, a fim de que, na prática docente, os conteúdos desses textos sejam adequados ao escopo do ensino médio.

Os professores de filosofia devem dedicar-se unicamente a ensinar a cultura clássica.
O ensino de filosofia facilita a articulação das disciplinas, podendo ser um vetor de promoção das atividades interdisciplinares na escola.
A filosofia é pouco adequada ao diálogo inter e transdisciplinar, dado ser uma disciplina altamente conceitual.
A interdisciplinaridade é uma característica intrínseca ao contexto escolar e, consequentemente, ao ensino de filosofia, visto que saberes são produzidos a despeito do engajamento dos professores.
O professor de filosofia deve ensinar conceitos filosóficos desconsiderando o contexto escolar e atendendo às necessidades atuais.

nos temas que levam os alunos a filosofar, desconsiderando-se a história da filosofia.
nos manuais disponíveis.
na história da filosofia e no diálogo entre a sua perspectiva, a dos alunos e a dos textos.
na história da filosofia, composta pela maior quantidade possível de autores e obras.
em grandes teorias filosóficas previamente codificadas pelo professor, já que o aluno participa desse processo apenas como ouvinte.
Um dos objetivos listados nas Orientações Pedagógicas/ MG para o ensino da mitologia grega e de sua relação com a filosofia é o de que os alunos compreendam como a
filosofia é interpretação da cultura.
mitologia se opõe radicalmente à filosofia.
mitologia é construída por um discurso lógico rigoroso.
cultura grega se constituiu como a forma mais elevada de cultura.
De acordo com as Orientações Pedagógicas/MG para o tema “verdade e validade”, a avaliação do aprendizado destes conceitos deve preferencialmente ser realizada por meio de
provas de múltipla escolha.
compreensão e redação de textos argumentativos em geral.
chamada oral.
dissertação específica sobre o tema “verdade e validade”.
“Face à multiplicidade das orientações em filosofia, não se pode tratá-la apenas como um corpo de saber já a disposição para ser transmitido. A proliferação de teorias e discursos, a diversidade e a dispersão da atividade filosofia atual, exige que se fale em filosofias, e não em filosofia. Assim, a primeira tarefa do professor de filosofia é a de se definir por uma determinada concepção de filosofia que seja adequada para cumprir com os objetivos educacionais da disciplina. Situar a filosofia como disciplina escolar no horizonte dos problemas contemporâneos – científicos, tecnológicos, ético-políticos, artísticos ou decorrentes das transformações das linguagens e das modalidades de comunicação – implica uma tomada de posição para que sua contribuição seja significativa quanto aos conteúdos e processos cognitivos” (FAVARETTO, Celso. “Filosofia, ensino e cultura”. In: KOHAN, Walter (org.). Filosofia:: caminhos para seu ensino. Rio de Janeiro: DP&A, 2004.)
Com base no texto acima, é correto dizer:
Para que o ensino da filosofia seja significativo, o professor deve ter consciência de sua escolha dentre as inúmeras filosofias que podem ser ensinadas, adequando os objetivos da disciplina, seus conteúdos e procedimentos à concepção de filosofia escolhida.
O conteúdo das aulas de filosofia deve se ater a temas filosóficos, em vez de buscar referências sistemáticas na história da filosofia.
O conteúdo das aulas de filosofia deve se ater a referências sistemáticas na história da filosofia, em vez de focar temas filosóficos.
É impossível falar em uma única filosofia, sendo a postura do professor a da impossibilidade de se ensinar conteúdos filosóficos no ensino médio, mas a filosofar.
Para que a filosofia seja significativa, seus conteúdos devem estar alinhados com os problemas contemporâneos, de forma que seus conteúdos sejam mediados pelos meios de comunicação atuais para que sejam melhor compreendidos pelas novas gerações.
As Orientações Pedagógicas/MG sugerem, relativamente ao problema da indução, que o professor levante para os seus alunos as seguintes questões: Pode existir experiência sem teoria? Todo conhecimento provém da experiência? Os fatos científicos são simplesmente constatados? Em que condições uma experiência é científica? A teoria pode prescindir da experiência? Pode-se ter razão contra os fatos? A experiência pode confirmar uma ideia falsa? De maneira geral, o objetivo destas perguntas é o de estimular os alunos a refletirem sobre
a influência das ciências nas escolhas individuais.
a interferência da experiência pessoal no desenvolvimento das ciências.
o quanto as ciências e as suas inovações tecnológicas facilitam a vida das pessoas, tornando as tarefas do cotidiano mais cômodas.
a relação do conhecimento científico com o seu método e a ideologia da neutralidade da ciência.

concepção segundo a qual a ciência constitui a única forma possível de conhecimento verdadeiro vigorou em toda a história da humanidade.
concepção de muitos segundo a qual a ciência é a forma de conhecimento objetivo por excelência enraíza- se no positivismo.
ciência produz conhecimentos cuja validade se restringe apenas à comunidade científica.
ciência surgiu somente com o positivismo, corrente filosófica do século XIX.
No que se refere ao ensino do tema universalismo versus relativismo moral, o professor de filosofia deve apresentar a discussão procedendo a uma
defesa apaixonada do relativismo, procurando mostrar como apenas essa posição pode ser verdadeira.
discussão em sala de aula entre os alunos, de modo que eles percebam por si próprios as diferenças entre uma coisa e outra.
defesa apaixonada do universalismo, procurando mostrar como apenas essa posição pode ser verdadeira.
argumentação segundo a qual tanto o universalismo quanto o relativismo são destituídos de verdade, dado que não podem provar os seus argumentos.
Segundo as Orientações Pedagógicas/MG concernentes ao problema da indução, a principal diferença entre a inferência indutiva e a dedutiva é que, enquanto a indução
produz uma conclusão que extrapola o que está contido nas premissas, ampliando o conhecimento, a dedução produz uma conclusão que apenas explicita o que estava contido nas premissas.
trabalha sempre com relações de ideias, a dedução apenas lida com fatos obtidos da experiência.
é um procedimento exclusivo do senso comum, que se atém apenas ao que a experiência mostra, a dedução é o procedimento que propriamente caracteriza a ciência, que sempre produz conhecimentos necessários e universais.
chega a conclusões tautológicas, apenas repetindo o conteúdo do que já era conhecido, a dedução produz conhecimentos inéditos.
Ao longo da história da filosofia, uma das discussões mais ricas e complexas é aquela a respeito da relação liberdade e determinismo. De acordo com as Orientações Pedagógicas para o Ensino da Filosofia/MG, a forma mais adequada de se mostrar ao aluno como essa relação pode ser pensada no seio da vida cotidiana é
levantar fatos do cotidiano (colhidos por exemplo, de jornais ou revistas) e discutir em que medida neles as ações humanas são livres ou não.
distribuir aos alunos textos de filósofos e artigos especializados sobre o tema e exigir deles um fichamento.
realizar um intenso trabalho de memorização de trechos de obras de filósofos consagrados.
expor e resumir oralmente aos alunos os textos mais importantes de filósofos consagrados.
As Orientações Pedagógicas/MG sugerem como estratégia na iniciação ao problema da verdade e da objetividade o levantamento de uma discussão sobre algum tema, como o aborto e globalização, por exemplo. O professor deve, então, fazer com que os alunos, ao se depararem com a pluralidade de opiniões,
mantenham uma postura democrática e tolerante, aceitando a pluralidade de opiniões, sem questionálas.
percebam que toda discussão é inútil, já que cada um pensa algo diferente dos demais.
mantenham as suas posições e tenham convicção no que eles pensam, não se deixando convencer pelos demais.
procurem fundamentar as suas posições e tomem consciência do problema do critério que deve justificar as afirmações.
Segundo a Proposta Curricular do Ensino Médio para Filosofia (cf. p. 7), o ensino dessa disciplina nos séculos XX e XXI deve ir na contramão do modelo positivista tão disseminado na cultura brasileira principalmente na década de 1960. Segundo o texto, ensinar filosofia, no final do século XX e começos do século XXI, passa a significar formação crítica e torna-se um elemento decisivo na redescoberta da educação para a cidadania ... . Para isso, o texto propõe que o ensino da filosofia deve ser realizado de forma a
buscar seu sentido original de paideia e a se renovar com a pesquisa em História da Filosofia.
auxiliar os alunos a entrarem para o mercado de trabalho.
concorrer com as demais disciplinas do currículo escolar em termos de utilidade e tecnicidade.
encaixar o aluno naquela figura do filósofo descrita por Aristóteles na Metafísica, de um indivíduo totalmente desinteressado e que estaria acima dos desejos e necessidades humanos.
Nas Orientações Pedagógicas/MG concernentes à lógica e à argumentação, o professor do Ensino Médio é enfaticamente orientado a
mostrar como todo tipo de sentença possui um valor de verdade.
mostrar como a lógica não possui nenhuma relação com a linguagem comum.
não distinguir argumentos indutivos dos dedutivos, já que os mesmos possuem as mesmas características.
não lecionar lógica tendo por base apenas a silogística, que constitui uma pequena parte da lógica moderna.
Silvio Gallo, em seu texto “A filosofia e seu ensino: conceito e transversalidade” (In: SILVEIRA; GOTO (orgs.). Filosofia no ensino médio: temas, problemas e propostas. São Paulo: Loyola, 2007), propõe, à luz da concepção de Deleuze e Guattari, uma estratégia de ensino de filosofia que ele chama de oficina de conceitos. Ela estrutura a aula de filosofia em quatro partes, que objetiva levar o estudante de ensino médio à iniciarse na experiência filosófica de criação de conceitos, sem perder a referência na história da filosofia. Dos enunciados abaixo marque aquele que NÃO corresponde às etapas da oficina de conceitos de Silvio Gallo.
Sensibilização: Consiste em chamar a atenção para o tema de trabalho, criar uma empatia com ele, isto é, fazer com que o tema ‘afete’ aos estudantes.
Reflexão: Consiste em fazer o aluno se perguntar: de que forma este tema me afeta?
Problematização: Consiste em transformar o tema em problema, isto é, fazer com que ele suscite em cada um o desejo de buscar soluções.
Investigação: Consiste em buscar elementos que permitam a solução do problema. Uma investigação filosófica busca os conceitos na história da filosofia que podem servir como ferramentas para pensar o problema em questão.
Conceituação: Consiste em recriar os conceitos encontrados de modo a equacionarem nosso problema, ou mesmo de criar novos conceitos.
O ensino da lógica é importante principalmente porque
auxilia o aluno a escrever de modo mais rebuscado.
assegura a entrada do aluno no mercado de trabalho.
auxilia o aluno a argumentar melhor e com mais rigor.
faz o aluno entender melhor seus direitos e deveres.
Tendo em vista a dificuldade dos alunos do Ensino Médio em compreender os temas próprios da filosofia, o tema exposto no texto acima poderia ser abordado, por exemplo, por meio
de um longo exercício de memorização de todas as relações e diferenças referentes ao assunto.
da leitura de textos filosóficos estritamente técnicos, como artigos sobre a Crítica da Razão Pura de Kant e sobre a Fenomenologia do Espírito de Hegel.
do levantamento do conhecimento prévio dos próprios alunos acerca de algum movimento social de protesto ou de lutas por alguma causa.
de um rigoroso exercício de lógica, no qual os alunos aprenderiam a identificar as diferenças e relações entre uma coisa e outra analisando os termos das sentenças.
Um dos desafios do professor ao ensinar filosofia política ao aluno do Ensino Médio é
levar o aluno a compreender todas as teorias políticas mais importantes em seus mínimos detalhes.
formar o aluno para que ele possa se tornar no futuro um político capaz de desempenhar suas funções públicas com sucesso.
procurar desfazer os preconceitos do aluno em relação à política e à figura do político em geral.
fazer com que o aluno se desinteresse ao máximo da política e se concentre apenas em sua formação individual.
As Orientações Curriculares para o Ensino de Filosofia chamam a atenção para o ‘papel peculiar da filosofia no desenvolvimento da competência geral da fala, leitura e escrita’ (p. 26), que estão profundamente vinculadas à natureza argumentativa da disciplina e contribuem para o desenvolvimento de um pensamento autônomo e crítico. Para desenvolver essas competências de uma maneira especificamente filosófica, é preciso lembrar que o diferencial do ensino da disciplina Filosofia está em sua referência à História da Filosofia ou, em outras palavras, à tradição filosófica.
Segundo indica este texto, a História da Filosofia seria importante no currículo do Ensino Médio porqueé um elemento diferencial para se considerar a inserção dos alunos no mercado de trabalho.
ajuda aqueles que pretendem seguir a carreira de historiadores da filosofia.
colabora na formação de futuros oradores e políticos, na medida em que está vinculada à natureza argumentativa da disciplina.
contribui de maneira diferenciada para o desenvolvimento de um pensamento autônomo e crítico.