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A metodologia platônica do ensino da filosofia privilegiava o sistema do diálogo por propor pontos de vista respeitando a liberdade de expressão e procurando uma coerência argumentativa intersubjetiva.
De acordo com o pensamento predominante no texto, o ato de ensinar exige
I rigorosidade metódica, pesquisa e criticidade.
II respeito aos saberes dos educandos, estética e ética.
III corporificação das palavras pelo exemplo.
IV risco, aceitação do novo e rejeição a qualquer forma de discriminação.
A quantidade de itens certos é igual a
1.
2.
3.
4.
Tendo em vista a contribuição das aulas de filosofia para o desenvolvimento do senso crítico do aluno, assinale a opção correta.
Apenas o conhecimento dos filósofos europeus e a repetição das idéias dos filósofos para o seu correto entendimento são importantes.
A inteligência crítica dos problemas filosóficos deve ser o único objetivo a ser perseguido pelos professores de filosofia do ensino médio.
A filosofia é um saber ornamental, pois é o conhecimento que com o qual ou sem o qual se torna tal e qual.
A história da filosofia, inclusive a história da filosofia no Brasil, deve ser estudada para que, conhecendo-se os principais problemas filosóficos, possam ser elaborados novos questionamentos e soluções originais.
Considerando as estratégias didáticas para o ensino da filosofia, assinale a opção correta.
O professor deve manter um nível constante de exposição doutrinária, pois exemplificações podem confundir a essência teórica.
Nos tempos atuais, com o uso dos meios eletrônicos de comunicação, torna-se obsoleto o emprego de livros para o estudo da filosofia.
É recomendável a análise de questões atuais para exemplificar a temática filosófica abordada nas aulas.
O fundamento das indagações finalísticas impede a metafísica de abordagens práticas, devendo a estratégia didática se adaptar a esse contexto.
Entre os objetivos da Filosofia no ensino médio, inclui-se
preencher as lacunas da sociologia, da psicologia e da história conforme determina a Lei de Diretrizes e Bases do Ensino Nacional.
desenvolver o educando com base nos princípios de liberdade e nos ideais de solidariedade humana, tendo por base o seu pleno desenvolvimento, preparando-o para o exercício da cidadania e sua qualificação para o trabalho.
entender a filosofia no ensino médio como é entendida pela Lei de Diretrizes e Bases do Ensino Nacional, ou seja, como disciplina obrigatória da educação especial.
conceder o grau de Licença de Ensino Médio para a formação de futuros professores de Filosofia.

Ao pensar o ensino de filosofia a partir dessa perspectiva, Favaretto destaca que
todo aluno está apto a filosofar, já que se trata, fundamentalmente, de um exercício de retórica.
a vivência dos alunos e o debate sobre suas ideologias constituem o ponto de partida de qualquer projeto atual de ensino de filosofia.
os alunos, através da leitura e da interpretação filosófica, educam-se para o domínio desta linguagem.
perdemos por completo a noção da história da filosofia como uma evolução na busca da verdade, restando-nos apenas a abordagem temática.
a filosofia deve progressivamente voltar-se para o desenvolvimento das competências da retórica e da expressão lingüística.
Desde o final do século XIX, tem-se observado uma reabilitação da sofística. Historiadores da filosofia, a partir de então, consideram os sofistas fundadores da pedagogia democrática mestres da arte da educação do cidadão.
A respeito da Filosofia como componente da área de Ciências Humanas no currículo do ensino médio, assinale a opção correta.
A filosofia deveria ser considerada uma ciência exata pois a lógica, ciência do correto pensar, é parte fundamental da filosofia, e é uma ciência formal, matemática e simbólica.
O atual estado do mundo neocapitalista e tecnocrático, que quer resultados positivos, não deixa espaço para as filosofias que encarnam conhecimentos humanos, que são meramente opinativos.
O domínio do conhecimento da filosofia, entre outras disciplinas, é necessário, ao final do ensino médio, para o exercício da cidadania.
A filosofia é uma ciência humana, pois toda ciência é humana, não havendo nenhuma que queira ser desumana.
A respeito da metodologia e da contribuição das aulas de Filosofia para o desenvolvimento do senso crítico, é correto afirmar que
estudar a História da Filosofia não é fazer filosofia, ou seja, conhecer como os filósofos tentaram resolver os seus problemas ilustra e informa, mas não forma o senso crítico.
cartazes, flanerógrafos, projetores e retro-projetores são meios que podem ser usados nas aulas de filosofia, mas não nas atividades extra-classe, pois esses meios convidam à dispersão.
o desenvolvimento do senso crítico opera-se nas teorias filosóficas e não, nas teorias metafísicas, pois as teorias filosóficas falam da própria realidade e as metafísicas falam sobre a realidade.
a crítica, como algo negativo, deve sempre ser exercida sobre a opinião dos alunos, e não, sobre a opinião dos filósofos consagrados, que são os mestres da doutrina.

É correto afirmar que, de acordo com a autora,
a educação deve restaurar os métodos tradicionais de ensino a fim de resgatar o valor da autoridade.
o desafio da educação contemporânea é traduzir em recursos midiáticos a tradição da filosofia.
o diálogo entre a tradição e o mundo da mídia representa a grande oportunidade de renovação dos métodos escolares.
enquanto a educação não superar seus métodos tradicionais, ela não trará inteligibilidade para o mundo da mídia contemporânea.
o valor da tradição humanista em educação reside no seu potencial formador de um espírito capaz de pensar o presente.
No que se refere à defesa da leitura do texto filosófico como sendo essencial para o ensino de filosofia no nível médio, alguns dos autores que abordam o tema alegam que
a proposta de ensino por competência exige que as disciplinas contribuam com suas habilidades específicas para a competência geral da leitura
a tese de Kant segundo a qual não é possível aprender filosofia, mas apenas a filosofar é insustentável.
a defesa do debate como competência central para o ensino de filosofia em nível introdutório é um equívoco.
a interação direta com o texto filosófico é um elemento necessário para a aproximação do aluno ao questionamento filosófico.
apenas um suporte estritamente filosófico impede que a interdisciplinaridade se transforme em um conjunto de generalidades vazias.
De acordo com a seção dedicada aos "Conhecimentos de Filosofia" dos Parâmetros Curriculares Nacionais do Ensino Médio (PCNEM), o problema inicial para se pensar o ensino de filosofia no nível médio reside na clássica pergunta: "o que é filosofia?" Ao se deterem na questão da variedade de perspectivas da tradição filosófica, os PCNEM sugerem que o professor tenha em mente:
o recurso à interdisciplinaridade como principal método de aproximação dos alunos ao universo dos filósofos e suas doutrinas.
o desenvolvimento de habilidades específicas da filosofia, tais como leitura de textos filosóficos, análise e articulação de conceitos.
a ênfase em teorias filosóficas que melhor se aproximem de problemas contemporâneos e que sejam familiares ao professor.
a especificidade da atividade filosófica, que inclui sua pretensão de verdade e, sobretudo, sua natureza reflexiva.
uma seleção de teorias representativas de cada período histórico visando a oferecer um panorama abrangente da história da disciplina
Uma proposta que NÃO é listada pelos PCNEM como uma das competências e habilidades a serem desenvolvidas no ensino da filosofia é:
"Ler textos filosóficos de modo significativo".
"Traduzir conceitualmente concepções do senso comum".
"Debater, defendendo uma posição argumentativamente".
"Elaborar por escrito o que foi apropriado de modo reflexivo".
"Contextualizar conhecimentos filosóficos em diversos planos".
a denúncia da semiformação promovida pela sociedade do espetáculo.
a discussão sobre a própria presença da disciplina na escola
amplo conhecimento da história da filosofia e dos problemas filosóficos
relação com as experiências, demandas e interesses dos estudantes.
elaboração conceitual, procedimentos argumentativos e problematização
a única competência com a qual se articula o objetivo de interpretar/traduzir os conhecimentos essencialmente abstratos da filosofia, a partir de uma prática dialógica e da mediação, articulada ao exercício da contextualização.
a competência a partir da qual melhor se poderia trabalhar a percepção e análise crítica do cenário de fragmentação cultural em que estamos imersos, tendo em vista os processos de autonomia das esferas da ciência, do direito e da arte.
uma competência que não diz respeito apenas à filosofia, sendo relevante para a competência global de aprender a aprender, embora seja também qualificada como "síntese" das demais competências especificamente filosóficas.
uma proposta indispensável, por mobilizar todas as competências, mas que deve ser trabalhada com cuidado para não incidir diretamente sobre o conteúdo programático, o que pode inviabilizar o planejamento do professor.
parte essencial do ensino filosófico, mas que não deve dar a entender que se possa sempre determinar qual o argumento mais consistente, ou que este seria suficiente para levar alguém a mudar automaticamente sua posição.
No que diz respeito às estratégias metodológicas no ensino de filosofia, a maioria dos autores que tratam do assunto considera necessário
promover a inteligibilidade através do contato com a ordem das razões implícita na teoria escolhida pelo professor.
promover a leitura de textos filosóficos como a principal estratégia para incentivar os estudantes a aprender filosofia de modo rigoroso.
realizar debates em sala visando ao desenvolvimento de análise detalhada de teorias concorrentes.
definir um conjunto de condições mínimas que possibilitem alcançar os objetivos do ensino de filosofia.
valorizar a tradição filosófica e realizar o seu exame visando à relativização das diversas doutrinas.
Procurando fazer abstração das diversas e significativas diferenças na compreensão que se tem do que seja filosofia e do que deva ser o seu ensino, é possível afirmar que as questões sobre como ensinar essa disciplina em nível introdutório dificilmente podem ser tratadas apenas de uma perspectiva didática, pois
como disse Kant, não é possível ensinar filosofia, mas apenas a filosofar, e essa é uma tarefa que cabe apenas ao filósofo, não ao pedagogo.
todo e qualquer ensino de filosofia pressupõe a dúvida, a crítica e, sendo assim, também os métodos e conteúdos devem ser relativizados desde o início.
a questão sobre o que é filosofia é, nesse nível de ensino, ao menos recorrente, e o modo de lidar com ela envolve, desde já, um posicionamento filosófico.
ensinar filosofia é, por definição, ensinar a pensar por si mesmo, enquanto os métodos e técnicas de ensino já vêm prontos e acabados
não existe até hoje um trabalho consistente em didática filosófica, o que implica realizar um questionamento desde já propriamente filosófico.
Ao discutir a importância da interdisciplinaridade, a parte específica de filosofia dos PCNEM afirma que a filosofia,
por sua natureza intrinsecamente transdisciplinar, pode cooperar decisivamente para a articulação teórica e conceitual do currículo.
por ser "mãe das ciências", deve funcionar como referência para as outras disciplinas, agrupando e dando sentido aos diversos saberes
em função de ser um conhecimento acessível a todos, tem a vantagem de poder ser trabalhada sem a presença disciplinar ou de um "especialista".
pelo seu grau de generalidade, serve no máximo como animadora dos debates, não como tradução conceitual das outras disciplinas em suas especilidades.
por não ser um saber especializado, deve ser um dos principais agentes na busca de uma necessária "visão de conjunto", integrando os elementos da cultura.
A educação desempenha um papel importante na formação do indivíduo socialmente participativo.