

Seu próximo nível começa aqui
Com a Assinatura Ilimitada, você tem tudo que precisa para sua aprovação.
Com a Assinatura Ilimitada, você combina prática, teoria e método em uma única assinatura com tudo que você precisa para sua aprovação.
O logos difere do mito, pois o primeiro, como discurso racional, apresenta explicações em que razões são dadas, enquanto o mito, como narrativa de caráter poético, freqüentemente recorre aos deuses, ao tempo em que revela os profundos anseios humanos.
No mito da caverna, Platão atribui ao filósofo, após este ter conhecido o mundo real, ou seja, o mundo das idéias, o papel político-pedagógico de salvar os seus irmãos prisioneiros da caverna.
Ao se vivenciar os mitos, sai-se do tempo profano, cronológico, ingressando-se em um tempo qualitativamente diferente, um tempo “sagrado”, um tempo sem tempo, primordial e indefinidamente recuperável.
Uma das características das cosmologias gregas é
constituir-se como uma projeção da pólis no universo, empregando um vocabulário jurídico e humano para referir- se ao cosmos.
sustentar o pressuposto de que no início não havia um caos ou a atuação de uma potência divina, mas sim o nada que se transmuta em ser.
buscar as causas primeiras, através de um procedimento que consiste em reconstruir a genealogia dos seres, remontando à unidade divina originária.
criar um vocabulário rigoroso e absolutamente novo, utilizando apenas palavras antes desconhecidas na língua grega.
recorrer freqüentemente à noção de acaso para explicar o devir, que não mais é visto como o desdobramento de atos divinos.
Alguns estudiosos como Werner Jaeger atribuem um importante papel aos poetas Homero e Hesíodo na passagem do mito à filosofia porque, na poesia de ambos,
o elemento fantástico torna-se ainda mais monstruoso do que nas narrativas míticas anteriores, contribuindo para estimular o já latente descrédito no mito e a busca de explicações racionais.
os acontecimentos nunca são apresentados numa simples seqüência narrativa, havendo uma preocupação em apresentar um nexo causal entre os motivos das ações e um esforço para apresentar a realidade em seu todo.
os personagens míticos são representados completamente destituídos de poderes fantásticos e sobrenaturais, incitando a dúvida a respeito da veracidade de seus feitos e da inexorabilidade das leis divinas.
a recorrência a certas idéias do orfismo, como a imortalidade e a transmigração das almas, conquista aos poucos a adesão dos gregos que abandonam sua religião oficial e retiram daí as bases para a nascente filosofia.
a noção da justiça como virtude fundamental e condição das outras virtudes desaparece, dando primazia ao desenvolvimento da sabedoria concebida como a prática de ações em conformidade com o Logos.
O pensamento mítico buscava explicar a origem do cosmo e do homem, sendo, portanto, classificado como filosofia.