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Nas Orientações Pedagógicas/MG concernentes à relação entre mito e logos, Platão é assinalado como um filósofo que o professor deve contemplar na sua aula. Isto porque, no pensamento de Platão,
o mito é completamente ausente, já que o filósofo contrapunha ao mito o discurso demonstrativo, o único que pode lograr alcançar as verdades universais e necessárias.
há uma imbricação entre discurso demonstrativo e mítico, uma vez que o filósofo utilizava o mito como recurso para tratar de certas questões.
há uma análise profunda e detalhada de toda a mitologia grega, razão pela qual os seus escritos constituem a principal fonte de conhecimento desta.
o mito é reconhecido como precursor da atitude filosófica, ainda que o filósofo acabe por excluí-lo de seu discurso.
O mito de Prometeu é uma das imagens mais ricas já inventadas para diferenciar o homem dos demais seres vivos. Nesse mito, o
fogo roubado, entregue aos homens, representa o início da corrupção e do vício humanos.
homem é representado como poderoso e invencível em relação aos deuses, que nada podem fazer para deter o progresso humano.
principal deus do Olimpo, Zeus, se compadece com a fraqueza humana e doa aos homens a razão e a técnica.
roubo do fogo indica o início da cultura humana, na medida em que representa a aquisição do saber técnico.
Na Cosmogonia, tenta-se explicar a totalidade do real por meio dos mitos religiosos.
Os deuses gregos eram antropomórficos e, em geral, representavam fenômenos relacionados aos homens ou à natureza.
São características compositivas do mito-religioso no mundo antigo o irracional e o fantástico.
O mito religioso na cultura grega antiga era meramente alegórico e, por isso, não exerceu influência alguma nesse contexto.
O interesse pela mentalidade arcaica veio mostrar que o principal aspecto da questão da origem histórica da filosofia reside na compreensão de como se processou a passagem entre a mentalidade mítico-poética e a mentalidade teorizante. A filosofia surge em meados do século VI a.C. e, apesar de não existir consenso sobre os aspectos predominantes para a sua origem, pode-se afirma que
os pré-socráticos estavam desvinculados dos aspectos da mentalidade mítica quando propuseram as suas ideias.
a lenta transição da mentalidade mítica para a mentalidade totalizante teve nos elementos da linguagem poética seus primeiros indícios.
a mentalidade arcaica e a literatura referente às narrativas das epopeias perdem o significado e a importância com o advento da filosofia.
nem todos os pensadores, como Platão, por exemplo, concebem a importância da literatura arcaica para a filosofia.
fundamentado progressivamente na razão e afastado aos poucos das explicações produzidas pela religião e pelos mitos.
A respeito da relação entre Mitologia Grega e Filosofia, considere as afirmações a seguir.
I. O Mito não se importa em cair em contradições ao explicar a origem do mundo por meio da fantasia, do fabuloso e do incompreensível.
II. A Filosofia não admite contradições, fabulações e coisas incompreensíveis e exige uma explicação coerente, lógica e racional.
III. O Mito fala em Urano, Ponto e Gaia; a Filosofia fala em céu, mar e terra.
IV. O Mito narra a origem por meio de genealogias e disputas entre os deuses, enquanto a Filosofia explica a origem das coisas por elementos e causas naturais e impessoais.
V. O Mito procura narrar como as coisas teriam sido num passado imemorial e longínquo enquanto a Filosofia se preocupa em explicar como e por que as coisas são como são em qualquer momento do tempo.
Está correto o que se afirma em
I, II, III, IV e V.
I e II, apenas.
II e III, apenas.
III e IV, apenas.
V, apenas.
O surgimento da filosofia entre os gregos está associado à passagem do pensamento mítico ao pensamento racional. Nesse processo, confrontaram-se dois modos diferentes de explicar o cosmos, a saber:
astrologia e lógica.
teologia e racionalismo.
cosmogonia e cosmologia.
sofística e dialética.
astrologia e astronomia.
Estudos antropológicos afirmam que os mitos são muito importantes para a organização cultural dos povos. Nesse sentido, asseguram que os gregos, como qualquer outro povo, acreditavam em seus mitos e que a Filosofia nasceu gradualmente do interior desses mitos. Acerca desse tema, é correto afirmar que
os mitos prendem-se a narrativas passadas para explicar o presente.
a filosofia admite as coisas incompreensíveis.
o mito valoriza, acima de tudo, as contradições.
a Filosofia não se preocupa em explicar como e por que as coisas acontecem na totalidade.
tanto na Filosofia quanto no mito, a autoridade e a credibilidade da explicação se fortalecem na pessoa de quem os expõe.
A magia, por ter uma pretensa correlação causal, está historicamente próxima da constituição do conceito de ciência, o que aproxima o mago, o alquimista e o cientista.
místico transcendental, típico das religiões.
Uma das funções do mito é revelar os profundos anseios do ser humano, abordando a interpretação da realidade em uma linguagem fantasiosa.
Entender o mito significa abandonar a perspectiva onírica em prol de explicações lógicas e psicológicas.
O mito conta uma história sagrada, relata um acontecimento ocorrido no tempo primordial, o tempo fabuloso do princípio.
O conhecimento racional pretende ter um discurso explicativo sobre a origem do mundo e de todas as coisas ao transformar o mito em realidade.
O que vemos aí é uma completa mudança de todos os valores anteriores. O mito, que estava relegado às posições inferiores, foi subitamente elevado à suprema dignidade.
Essa afirmação, retirada de O Mito do Estado (Cassirer), descreve uma forma de conceber o mito que é representativa da transição do pensamento
pré-socrático para o socrático.
antigo para o medieval.
medieval para o moderno.
iluminista para o romântico.
romântico para o positivista.
De acordo com o texto, o mito não se identifica com o bom senso, pois o mito, como fantasia e mentira, é desprovido de contato com o real.