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O período medieval foi marcado pela forte influência do pensamento teocêntrico a partir da doutrina católica. Por outro lado, a filosofia grega não foi totalmente abandonada, mas, em muitos casos, remodelada. Nesse contexto, pode‐se afirmar que o platonismo foi “cristianizado” pela filosofia construída por:
Santo Agostinho
Abelardo de Bath.
Guilherme de Ockham.
São Tomás de Aquino.
A divisão entre o bem e o mal não deixava Agostinho sossegado. Boa parte de seu pensamento filosófico foi dedicado ao chamado “problema do mal”. Assinale a alternativa que apresenta o pensamento de Agostinho a respeito do mal.
O mal é a ausência de Deus.
O mal é a presença de demônio.
O mal é a vontade do próprio homem.
O mal é uma personificação da violência entre os homens.
Agostinho foi um dos maiores filósofos e teólogos cristãos e, além disso, um pensador importante na transição da filosofia grega (pagã) para a filosofia cristã. Sua trajetória de conversão foi escrita no livro:
Imitação de Cristo.
Castelo Interior e moradas.
Confissões.
Atos dos Apóstolos.
A filosofia analítica diferencia-se do empirismo lógico, porque
concentra sua atenção na linguagem comum e não na linguagem científica.
concentra sua atenção na linguagem científica e não na linguagem comum.
reconhece declaradamente uma esfera do "indizível"
recusa a possibilidade de uma linguagem comum a todas as ciências.
afirma a possibilidade de uma linguagem comum a todas as ciências.
A partir do texto acima, de Wittgenstein, e de conhecimentos relativos ao debate filosófico acerca da linguagem no século XX, assinale a opção correta.
A filosofia não progride em sua problematização por estar ligada demasiadamente a conteúdos antigos.
Está-se a cada dia inventando novos problemas filosóficos.
Estudar os mesmos problemas de sempre é tarefa fundamental da filosofia.
A sedução da linguagem impede que a filosofia elabore novas questões.
Ao abordar o problema da linguagem no De Magistro, Santo Agostinho indaga-se sobre a relação entre palavra e aprendizado. Sua posição a esse respeito
aproxima-se da concepção platônica, pois retoma a doutrina da anamnese, reinterpretada, porém, à luz da teoria estóica da Heimarméne.
rejeita a doutrina platônica da intuição intelectual das idéias pela via dialética, mas admite, sem ressalvas, a teoria da anamnese.
alinha-se com a concepção inatista de Platão, transformando, porém, a doutrina platônica da anamnese na teoria da interioridade e da iluminação.
propõe uma via inédita, pois sua teoria da iluminação é elaborada sem tomar por base nenhuma das concepções tradicionais da antiguidade.
ignora todas as concepções pagãs do mundo antigo, articulando elementos retirados apenas dos ensinamentos de São Paulo e do Evangelho de São João.
Assinale a opção que apresenta a objeção feita por Sto. Tomás ao argumento teológico de Santo Anselmo.
Entre aqueles que admitem a existência de Deus, nem todos sabem que ele seja "aquele do qual nada de maior se pode pensar". Mesmo admitindo isso, quando se concebe o que se encerra sob o nome de Deus, daí não se deriva que ele exista, a não ser no intelecto. A existência real, ao contrário, é demonstrada perfeitamente por meio dos efeitos, isto é, a posteriori.
A suma perfeição jamais poderia ser intuída pelo intelecto humano, na medida em que, sendo este imperfeito, não poderia ter a idéia de algo perfeito e, portanto, não há meios de inferir a existência do ente supremo, nem a priori nem a posteriori. A existência de Deus, portanto, não admite provas metafísicas, constituindose apenas como questão de fé
A idéia de perfeição não inclui, necessariamente, o predicado da existência, pois tal idéia, bem como a idéia de Deus, é variável de povo para povo e de cultura para cultura, não se sustentando, portanto, como um critério universalmente válido e aceitável para provar a existência de Deus nem para o intelecto, nem na realidade
O estilo da argumentação, elaborado de forma complexa e tortuosa, apresenta um retrocesso em relação aos argumentos dos teólogos anteriores, na medida em que sua compreensão exige o conhecimento das regras fundamentais da lógica aristotélica. O verdadeiro propósito da teologia, que é esclarecer a fé através da razão, acaba, desta forma, desvirtuado.
O argumento tem traços sofistas e é destinado à mera persuasão. Ao mesmo tempo, reforça o dogmatismo de certas posições da Igreja, pois postula a idéia de separação inconciliável entre o que é da ordem da fé e o que é da ordem da razão, através da tentativa de demonstrar a falibilidade da lógica e da impossibilidade de tratar as questões divinas pela via metafísica.
O fim da filosofia é o esclarecimento lógico dos pensamentos. A filosofia não é uma teoria, mas uma atividade. Uma obra filosófica consiste essencialmente em elucidações. O resultado da filosofia não são proposições filosóficas, mas é tornar proposições claras. Cumpre à filosofia tornar claros e delimitar precisamente os pensamentos, antes como que turvos e indistintos.
(L. Wittgenstein)
A visão de filosofia acima expressa gerou uma corrente significativa de trabalhos cuja característica fundamental é
a fusão da filosofia com as ciências da natureza, trazendo à primeira um estatuto científico.
a ênfase em estudos voltados para as linguagens, analisando-as do ponto de vista da clareza dos conceitos e da força dos argumentos.
a separação entre as ciências e a metafísica, ficando esta última como tarefa eminentemente filosófica.
a ênfase na construção, por parte da filosofia, de sistemas éticos, já que as proposições sobre a natureza ficam ao encargo das ciências.
o abandono de qualquer pretensão de esclarecimento conceitual nos campos tradicionais da ética e da epistemologia.