Questões de Concurso sobre Santo Agostinho - Página 2 | Gran Questões

Questões de Concurso sobre Santo Agostinho

 
 
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O período medieval foi marcado pela forte influência do pensamento teocêntrico a partir da doutrina católica. Por outro lado, a filosofia grega não foi totalmente abandonada, mas, em muitos casos, remodelada. Nesse contexto, pode‐se afirmar que o platonismo foi “cristianizado” pela filosofia construída por:


A

Santo Agostinho


B

Abelardo de Bath.


C

Guilherme de Ockham.


D

São Tomás de Aquino.

A divisão entre o bem e o mal não deixava Agostinho sossegado. Boa parte de seu pensamento filosófico foi dedicado ao chamado “problema do mal”. Assinale a alternativa que apresenta o pensamento de Agostinho a respeito do mal.


A

O mal é a ausência de Deus.


B

O mal é a presença de demônio.


C

O mal é a vontade do próprio homem.


D

O mal é uma personificação da violência entre os homens.

Agostinho foi um dos maiores filósofos e teólogos cristãos e, além disso, um pensador importante na transição da filosofia grega (pagã) para a filosofia cristã. Sua trajetória de conversão foi escrita no livro:


A

Imitação de Cristo.


B

Castelo Interior e moradas.


C

Confissões.


D

Atos dos Apóstolos.

A filosofia analítica diferencia-se do empirismo lógico, porque


A

concentra sua atenção na linguagem comum e não na linguagem científica.


B

concentra sua atenção na linguagem científica e não na linguagem comum.


C

reconhece declaradamente uma esfera do "indizível"


D

recusa a possibilidade de uma linguagem comum a todas as ciências.


E

afirma a possibilidade de uma linguagem comum a todas as ciências.

Em seu Tractatus logico-philosophicus, ao discutir a relação entre lógica e linguagem corrente, Wittgenstein assegura que

A
a forma lógica da linguagem corrente é diferente de sua forma gramatical.

B
a forma lógica da linguagem corrente é idêntica à sua forma gramatical.

C
cada linguagem particular possui uma estrutura lógica específica.

D
a linguagem corrente é defeituosa de um ponto de vista lógico.

A partir do texto acima, de Wittgenstein, e de conhecimentos relativos ao debate filosófico acerca da linguagem no século XX, assinale a opção correta.


A

A filosofia não progride em sua problematização por estar ligada demasiadamente a conteúdos antigos.


B

Está-se a cada dia inventando novos problemas filosóficos.


C

Estudar os mesmos problemas de sempre é tarefa fundamental da filosofia.


D

A sedução da linguagem impede que a filosofia elabore novas questões.

Ao abordar o problema da linguagem no De Magistro, Santo Agostinho indaga-se sobre a relação entre palavra e aprendizado. Sua posição a esse respeito


A

aproxima-se da concepção platônica, pois retoma a doutrina da anamnese, reinterpretada, porém, à luz da teoria estóica da Heimarméne.


B

rejeita a doutrina platônica da intuição intelectual das idéias pela via dialética, mas admite, sem ressalvas, a teoria da anamnese.


C

alinha-se com a concepção inatista de Platão, transformando, porém, a doutrina platônica da anamnese na teoria da interioridade e da iluminação.


D

propõe uma via inédita, pois sua teoria da iluminação é elaborada sem tomar por base nenhuma das concepções tradicionais da antiguidade.


E

ignora todas as concepções pagãs do mundo antigo, articulando elementos retirados apenas dos ensinamentos de São Paulo e do Evangelho de São João.

Assinale a opção que apresenta a objeção feita por Sto. Tomás ao argumento teológico de Santo Anselmo.


A

Entre aqueles que admitem a existência de Deus, nem todos sabem que ele seja "aquele do qual nada de maior se pode pensar". Mesmo admitindo isso, quando se concebe o que se encerra sob o nome de Deus, daí não se deriva que ele exista, a não ser no intelecto. A existência real, ao contrário, é demonstrada perfeitamente por meio dos efeitos, isto é, a posteriori.


B

A suma perfeição jamais poderia ser intuída pelo intelecto humano, na medida em que, sendo este imperfeito, não poderia ter a idéia de algo perfeito e, portanto, não há meios de inferir a existência do ente supremo, nem a priori nem a posteriori. A existência de Deus, portanto, não admite provas metafísicas, constituindose apenas como questão de fé


C

A idéia de perfeição não inclui, necessariamente, o predicado da existência, pois tal idéia, bem como a idéia de Deus, é variável de povo para povo e de cultura para cultura, não se sustentando, portanto, como um critério universalmente válido e aceitável para provar a existência de Deus nem para o intelecto, nem na realidade


D

O estilo da argumentação, elaborado de forma complexa e tortuosa, apresenta um retrocesso em relação aos argumentos dos teólogos anteriores, na medida em que sua compreensão exige o conhecimento das regras fundamentais da lógica aristotélica. O verdadeiro propósito da teologia, que é esclarecer a fé através da razão, acaba, desta forma, desvirtuado.


E

O argumento tem traços sofistas e é destinado à mera persuasão. Ao mesmo tempo, reforça o dogmatismo de certas posições da Igreja, pois postula a idéia de separação inconciliável entre o que é da ordem da fé e o que é da ordem da razão, através da tentativa de demonstrar a falibilidade da lógica e da impossibilidade de tratar as questões divinas pela via metafísica.

O fim da filosofia é o esclarecimento lógico dos pensamentos. A filosofia não é uma teoria, mas uma atividade. Uma obra filosófica consiste essencialmente em elucidações. O resultado da filosofia não são proposições filosóficas, mas é tornar proposições claras. Cumpre à filosofia tornar claros e delimitar precisamente os pensamentos, antes como que turvos e indistintos.

(L. Wittgenstein)

A visão de filosofia acima expressa gerou uma corrente significativa de trabalhos cuja característica fundamental é


A

a fusão da filosofia com as ciências da natureza, trazendo à primeira um estatuto científico.


B

a ênfase em estudos voltados para as linguagens, analisando-as do ponto de vista da clareza dos conceitos e da força dos argumentos.


C

a separação entre as ciências e a metafísica, ficando esta última como tarefa eminentemente filosófica.


D

a ênfase na construção, por parte da filosofia, de sistemas éticos, já que as proposições sobre a natureza ficam ao encargo das ciências.


E

o abandono de qualquer pretensão de esclarecimento conceitual nos campos tradicionais da ética e da epistemologia.

 
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