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No desenvolvimento de relógios de pêndulo de alta precisão, um dos maiores obstáculos é a variação do período devido à dilatação térmica da haste. Para mitigar esse efeito, utiliza-se o “pêndulo de grade”, que consiste em um arranjo de barras verticais de dois metais distintos, cujas dilatações se compensam para manter o centro de oscilação em uma posição fixa. Considere um pêndulo cujo comprimento efetivo 𝐿 deve ser mantido constante em 0,50 m. O projeto utiliza hastes de aço (coeficiente de dilatação linear 𝛼𝑎ç𝑜 = 1,1 × 10−5 ℃ −1 ) e hastes de alumínio (coeficiente de dilatação linear α𝑎𝑙 = 2,3 × 10−5 ℃−1). O arranjo é montado de forma que as hastes de aço se expandam para baixo, e as de alumínio, para cima, conforme o esquema a seguir:

Para que o comprimento efetivo 𝐿 permaneça rigorosamente invariável com a temperatura, a razão entre o comprimento total das hastes de aço (𝑙𝑎ç𝑜) e o comprimento total das hastes de alumínio (𝑙𝑎𝑙) deve ser aproximadamente:
0,48.
1,00.
1,20.
2,09.
4,35.
As juntas de dilatação são utilizadas em estruturas metálicas para evitar deformações causadas pela variação de temperatura. Em uma ponte metálica, duas barras de aço idênticas são colocadas alinhadas, deixando-se entre elas um espaço de 4 mm quando a temperatura ambiente é de 20 °C. Cada barra possui comprimento de 10 m e coeficiente de dilatação linear igual a 2,0 × 10-5 °C-1. Considerando que as barras se dilatam igualmente, determine a temperatura máxima ambiente a fim de que os trilhos não se deformem devido ao efeito da dilatação térmica.
25 °C.
30 °C.
35 °C.
40 °C.
45 °C.
O grau Newton (°N) foi uma escala de temperatura criada por Isaac Newton por volta de 1700. Nessa escala, a variação da temperatura entre o ponto de derretimento da neve e o ponto de ebulição da água é de 33,0 °N. Uma das observações de Newton foi que entre estes dois pontos, a variação do volume do óleo de linhaça é de 7,25%. Assinale a opção que apresenta o valor mais próximo do coeficiente de dilatação volumétrica do óleo de linhaça, em unidades de °N-1.
Dado: considere que o coeficiente de dilatação volumétrico é aproximadamente constante entre o ponto de derretimento da neve e o ponto de ebulição da água.
2,42.10-4
1,10.10-3
2,20.10-3
7,25.10-4
7,32.10-4
Uma partícula é abandonada no topo de uma calha metálica linear, homogênea e perfeitamente lisa. Para chegar à base da calha inclinada, conforme figura a seguir, essa partícula gasta um intervalo de tempo t.

Posteriormente, essa calha, que possui coeficiente de dilatação linear α, constante, é aquecida, sofrendo uma variação de temperatura ∆θ. Abandona-se novamente a partícula, agora no topo dessa calha aquecida.
Nessas condições, e considerando que a calha continua com a mesma inclinação em relação à horizontal, o tempo gasto pela partícula para chegar à base da calha será igual a
t ∙ α ∙ ∆θ
t ∙ (1 + α∙∆θ)1/2
t ∙ (1 + α∙∆θ)
t ∙ (1 + α∙∆θ)2
Em um experimento realizado em um laboratório típico de escola, a dilatação linear de um sólido depende
da pressão externa.
da temperatura, apenas.
do comprimento inicial desse sólido, do coeficiente de dilatação desse sólido e da variação de temperatura.
da massa desse sólido.
do comprimento inicial desse sólido, apenas.

Figura A

Figura B
No dilatômetro, dispositivo utilizado para medir a dilatação térmica linear de certas substâncias metálicas, uma barra metálica oca é anexada de modo que água aquecida (ou vapor aquecido) a uma temperatura conhecida circula em seu interior. Uma das extremidades da barra é fixada de modo que toda a expansão da barra ocorra apenas na outra extremidade livre. Nesta, há uma ponta móvel, que é encostada à barra e, com a dilatação da barra, se move, fazendo girar um eixo acoplado a um ponteiro, que indica a dilação da barra por meio de um mostrador graduado, conforme representado na figura A.
A figura B esquematiza a parte interna do mecanismo composto pela ponta móvel, pelo eixo giratório (cujo raio é r = 5,0 mm) e pelo ponteiro. Ao dilatar-se, a barra move a ponta para a direita, que faz girar o eixo juntamente com o ponteiro, por meio de um acoplamento entre a ponta e o eixo por intermédio de pequenos dentes de engrenagem.
Na situação descrita, supondo-se que não haja deslizamento entre a ponta móvel e o eixo rotativo do dilatômetro, e desprezando-se quaisquer atritos existentes em todo o sistema, é correto afirmar que a calibração da escala do mostrador será obtida quando a razão ΔΦ/ΔL, em que Δϕ é a variação angular do ponteiro e ΔL, a dilatação sofrida pela barra, for igual a
(12/π)º/mm.
(0,2)°/mm.
(36/π)°/mm.
(5,0)°/mm.
(900/π)º/mm.
Considere uma chapa metálica quadrada de lado inicial e área inicial . Essa chapa sofre uma variação de temperatura . O material possui coeficiente de dilatação linear . O novo comprimento do lado é dado por: . Sabendo disso, determine a expressão exata para a variação da área , sem utilizar aproximações.
Examine a figura abaixo.

A figura acima representa dois anéis finos, 1 (linha contínua) e 2 (linha pontilhada), que estão inicialmente às temperaturas TI,1 e TI,2, respectivamente (TI,1 e TI,2). Nesta temperatura, os anéis estão encaixados um no outro, perpendicularmente de maneira que o centro do anel 1 ( 1) está abaixo do centro do anel 2 ( C2), conforme indicado na figura. Os anéis trocam calor entre si e com o meio externo de maneira que, ao atingirem o equilíbrio térmico, os centros dos dois anéis coincidem, ou seja, os raios dos dois anéis são praticamente iguais. Dado que a razão entre os coeficientes de dilatação linear do anel 2 ( α2 ) e do anel 1 ( α1 ) é α2/α1=0,8 , calcule a diferença TI,2 - TI,1 , em termos de α1 , e assinale a opção correta.
4/α1
1/α1
9/(2⋅α1)
1/(4⋅α1)
1/(2⋅α1)
A água apresenta um comportamento térmico peculiar quando comparada à maioria das substâncias. Enquanto a densidade da maioria dos líquidos aumenta continuamente com o resfriamento, a água atinge sua densidade máxima a aproximadamente 4°C. Abaixo dessa temperatura, até o ponto de congelamento a 0°C, a água expande-se, tornando-se menos densa. Este fenômeno, fundamental para a sobrevivência da vida aquática em regiões frias, é explicado pela:
Capilaridade.
Calor específico.
Tensão superficial.
Anomalia da água.
Considere uma esfera maciça de aço que é aquecida a partir de uma temperatura inicial de 20 ºC até alcançar 120 ºC. Sabendo que o coeficiente de dilatação térmica linear do aço é 12 × 10-6 ºC-1, assinale a alternativa que indica a variação percentual do volume da esfera. Considere que o material é um sólido isotrópico e que o seu coeficiente de dilatação é constante nesse intervalo de temperaturas:
0,75%.
0,12%.
0,58%.
0,42%.
0,36%.
Para introduzir o estudo da dilatação térmica, um professor leva à sala de aula um pote de vidro fechado com uma tampa metálica rosqueada. A fim de facilitar sua abertura, orienta que apenas a tampa metálica seja mantida, por alguns segundos, sob um jato de água quente, procurando minimizar o aquecimento do recipiente de vidro. Após o procedimento, a tampa é aberta com menor esforço. Ao observar o resultado, um estudante afirma que isso ocorreu porque o metal "amoleceu" ao ser aquecido.
Com o objetivo de favorecer a reconstrução dessa interpretação, o professor deve explicar corretamente que o aquecimento
reduz a dureza do metal pela ação do calor, tornando a tampa temporariamente mais flexível e permitindo que ela se deforme com menor resistência durante a abertura.
provoca a contração do vidro do recipiente, pois o aquecimento desigual entre a tampa e o pote altera suas dimensões e aumenta a folga existente entre as rosas.
reduz significativamente o atrito entre as superfícies em contato, pois o aumento da temperatura modifica as propriedades do material e facilita o movimento da tampa, independentemente da alteração de suas dimensões.
provoca a dilatação da tampa metálica, aumentando temporariamente seu diâmetro interno mais do que a abertura do recipiente de vidro, reduzindo o atrito entre as rosas e facilitando sua remoção.
aumenta a temperatura e a pressão do ar no interior do recipiente, fazendo com que a força exercida sobre a tampa contribua para soltá-la e reduzir o esforço necessário para a abertura.
Um caminhoneiro compra gasolina em uma cidade do interior do Ceará onde a temperatura ambiente é de 40 °C. Ele abastece completamente seu caminhão-tanque, com capacidade de 40.000 L, pagando R$ 6,00 por litro. O combustível será revendido em uma cidade serrana onde a temperatura média no momento da venda é de 20 °C.
Admita que:
• o coeficiente de dilatação volumétrica 𝛄 da gasolina seja 𝜸 = 𝟏, 𝟎 × 𝟏𝟎−𝟑 𝑪 −𝟏
• o tanque esteja completamente cheio na temperatura inicial; • o volume comercializado seja medido na temperatura final;
• desconsidere custos operacionais (frete, manutenção, impostos etc.).
O caminhoneiro planeja vender todo o volume por R$ 7,00 por litro, supondo que ainda terá os mesmos 40.000 L. Ao chegar ao destino, qual será, aproximadamente, a diferença entre o valor que ele esperava receber e o valor que ele efetivamente receberá, devido exclusivamente à contração térmica do combustível?
R$ 3.500,00.
R$ 4.200,00.
R$ 5.600,00.
R$ 2.800,00.
R$ 1.400,00.
Nesse caso, é correto afirmar que o ajuste entre a barra e o furo ocorre porque o latão tem coeficiente de dilatação maior que o aço, de modo que em uma temperatura suficientemente alta, o furo do anel alcança o diâmetro da barra.
Certo
Errado
Sistemas de acionamento de contatos elétricos em dispositivos de automação utilizam propriedades térmicas, como a expansão e a contração de componentes metálicos, para controlar sua posição em função da temperatura. Esses dispositivos geralmente empregam metais com diferentes coeficientes de dilatação para garantir o funcionamento automático. A figura abaixo mostra uma haste de comprimento 𝐿, com coeficiente de dilatação linear 𝛼𝐴, conectada a um semiaro de raio 𝑅, e coeficiente de dilatação linear 𝛼𝐵. Essa configuração é utilizada em um mecanismo de termostato, onde a expansão térmica de componentes metálicos causa o movimento necessário para abrir ou fechar contatos elétricos, ajustando a operação do sistema de acordo com a temperatura. Para que o contato elétrico permaneça na mesma posição ao variar a temperatura, isto é, sem aproximação dos pontos 𝑃 e 𝑄, qual deve ser a razão entre os coeficientes de dilatação linear 𝛼𝐴/𝛼𝐵?

𝐿/𝑅
2𝜋𝑅/𝐿
2𝑅/𝐿
𝜋𝑅/𝐿
𝐿/(𝜋𝑅)
O comprimento de uma barra metálica varia com a temperatura de acordo com a função quadrática:
L(T)=L0.(1 + αT+ βT2 ), em que:
• L0 = 2,0m é o comprimento inicial da barra a T = 0 ºC;
• α = 1,5.10−5ºC−1 é o coeficiente de dilatação linear;
• β = 3,0.10−8°C−2 é um fator de correção térmica.
Diante disso, qual será o comprimento da barra quando a temperatura atingir 500 °C?
2,01 m.
2,02 m.
2,03 m.
2,04 m.
2,05 m.
O ensino da Física, conforme as orientações da Base Nacional Comum Curricular (BNCC) e do Currículo Base do Território Catarinense (CBTC), deve promover a alfabetização científica e tecnológica, articulando os conceitos físicos aos contextos socioculturais e produtivos locais. Também deve estimular a argumentação e a compreensão dos processos tecnológicos que envolvem transformações físicas observáveis no cotidiano.
Ao planejar uma aula sobre dilatação térmica dos materiais neste contexto, o professor deve priorizar:
O enfoque exclusivo em fenômenos microscópicos de agitação molecular, sem articulação com contextos práticos e aplicações.
A contextualização do tema da dilatação térmica, demonstrando sua importância exclusiva no ambiente educacional.
A exposição das fórmulas e tabelas de dilatação térmica, priorizando a memorização dos valores numéricos.
A experimentação não contextualizada e isolada dos fenômenos da dilatação térmica em relação aos conceitos teóricos.
A contextualização do fenômeno por meio da análise de aplicações tecnológicas, como trilhos de trem, pontes e termômetros, incentivando os estudantes a propor explicações e soluções para problemas reais.
Um pêndulo simples é composto por um fio de comprimento L0 e uma esfera presa ao final do fio. À temperatura inicial, o período do pêndulo é T0. Ao sofrer uma variação de temperatura Δθ, seu comprimento passa a ser LF e o período passa a ser TF. Considerando α o coeficiente de dilatação do material constituinte do fio e g a aceleração da gravidade local, determine a expressão para a variação de temperatura Δθ e assinale a alternativa correta.
((TF/T0) 2 + 1).α
((TF/T0) – 1).α
((TF/T0) 2 – 1).α -1
(g/4π2 ).(TF2 – T02 ).α -1
(g/2π2 ).(TF2 – T02 ).α -1
Uma barra de zinco e uma de alumínio têm o mesmo comprimento à temperatura de 0 °C. A 150 °C, seus comprimentos diferem de 0,3 cm. Sabendo-se que o coeficiente de dilatação linear do zinco é igual a 26 x 10-6 °C-1 e o do alumínio vale 22 x 10-6 °C-1. O comprimento das barras a 0 °C é igual a
125 cm
250 cm
300 cm
500 cm
600 cm
Nesse caso, é correto afirmar que para que haja o ajuste, a barra de aço precisa contrair ao ser aquecida, enquanto o anel de latão dilata.
Certo
Errado
Uma viga de aço tem dois metros e meio de comprimento a uma temperatura de 30 °C. Sabendo que o coeficiente de dilatação do aço é 1,2×10-⁵, o comprimento da viga a 50 °C é de
2,5 + 6×10-⁴m
2,5 + 3×10-⁵m
2,5 + 7×10-⁴m
2,5 + 6×10-⁵m
2,5 + 6×10-⁶m