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Avaliar a circulação periférica é uma prática em fisioterapia. Um paciente com edema nos membros inferiores é examinado. Sobre o sistema circulatório, relacione corretamente os termos da Coluna A com as descrições da Coluna B.
Coluna A (termos):
1−Sistema arterial.
2−Sistema venoso.
3−Sistema linfático.
Coluna B (descrições):
(__)Transporta linfa, contribuindo para o controle de edema.
(__)Conduz sangue rico em oxigênio para os tecidos.
(__)Retorna sangue desoxigenado ao coração.
Assinale a alternativa que apresenta a sequência da associação correta dos itens acima, de cima para baixo:
3 − 1 − 2.
3 − 2 − 1.
2 − 1 − 3.
1 − 3 − 2.
2 − 3 − 1.
Sistemas do corpo trabalham em harmonia. Um paciente com insuficiência cardíaca exige uma abordagem integrada para reabilitação. Esse conceito é conhecido como _______.
Assinale a alternativa que corretamente completa a lacuna no excerto:
Fisiologia celular.
Biomecânica funcional.
Fisiologia integrativa.
Anatomia integrativa.
Histologia sistêmica.
Na prescrição do exercício físico aeróbico para pacientes hospitalizados, especialmente aqueles em reabilitação cardiovascular, o controle da intensidade deve ser realizado com base em parâmetros fisiológicos seguros.
Considerando os diferentes conceitos de frequência cardíaca (FC) utilizados nesse processo, assinale a alternativa que representa a fórmula para determinar a frequência cardíaca de treino (FC treino), de acordo com a diretriz de cardiologia do esporte e exercício da Sociedade Brasileira.
FC treino= FC cardíaca máxima + FC basal.
FC treino= %FC de reserva + FC basal.
FC treino= % FC de reserva + FC máxima.
FC treino= % FC máxima + FC de reserva.
FC treino = FC basal + (%FC máxima – FC basal)
A figura abaixo mostra os valores medianos de pressão arterial sistólica (PAS) e pressão arterial diastólica (PAD) obtidos de cinco jovens saudáveis durante a realização de protocolo de esforço (intensidade) crescente contínuo, feito em bicicleta ergométrica.

PASCHOAL, M. A. Fisioterapia cardiovascular: avaliação e conduta na reabilitação cardíaca. Barueri: Manole, 2010 (adaptado).
Com base nas informações da figura e nos conhecimentos acerca do comportamento da pressão arterial durante exercícios físicos dinâmicos, avalie as afirmações a seguir:
I. Elevações da pressão arterial diastólica (PAD) a valores acima de 15 mmHg são preocupantes e indicam presença de anormalidades, sendo, inclusive, um dos fatores para interrupção de protocolos de avaliação diagnóstica ou protocolos de tratamento.
II. Quando o exercício físico é estável, ou seja, realizado sem variações de intensidade, mas com um consumo de oxigênio maior do que no início da atividade, espera-se uma elevação da pressão arterial sistólica (PAS) em relação ao valor de repouso, seguida de uma estabilização após alguns minutos.
III. É fisiológico ocorrer hipotensão arterial pós-esforço devido a fatores que reduzem a resistência vascular periférica, o que torna os exercícios físicos dinâmicos uma boa opção terapêutica para indivíduos hipertensos.
É CORRETO o que se afirma em:
I e II, apenas.
I e III, apenas.
II e III, apenas.
I, II e III.
A reabilitação cardiovascular (RCV), didaticamente, é dividida em fases. O tempo de permanência do indivíduo em cada uma das fases dependerá de sua condição clínica. Em relação às diferentes fases, é correto afirmar:¬
A fase 1 pode ser iniciada de modo precoce, independentemente do quadro clínico, em cardiopatas com tratamento clínico e/ou procedimento intervencionista.
A fase 2 tem início um dia após a alta da unidade de terapia intensiva ou um dia após um evento cardiovascular ou de uma descompensação clínica de qualquer natureza.
Na fase 3 somente podem participar os pacientes liberados da fase 2 considerados de baixo risco, respeitando-se a sequência das fases.
Na fase 4, as sessões ainda precisam de supervisão in loco e devem ter acompanhamento periódico.
Na fase 2, as sessões devem ser executadas em ambiente com estrutura para atendimento de emergência e os recursos necessários para tal.
Segundo Costa (2024), em seu estudo intitulado “O impacto da reabilitação cardíaca fase I no tempo de internação em pacientes submetidos ao transplante cardíaco”, qual dos fatores abaixo está associado ao aumento do tempo de internação hospitalar após o transplante cardíaco?
Início precoce da reabilitação cardíaca fase I.
Alto índice de funcionalidade no Índice de Barthel.
Ausência de complicações renais no pós-operatório.
Necessidade de hemodiálise após o transplante.
Realização de fisioterapia somente no pós-operatório tardio.
Leia o caso a seguir.
Um paciente está internado na Unidade de Tratamento Intensivo (UTI) após sofrer um IAM. Durante a avaliação fisioterapêutica, o paciente apresenta dispneia intensa e edema bilateral em membros inferiores.
Considerando as principais complicações fisioterapêuticas associadas ao quadro clínico desse paciente, qual o diagnóstico coerente com o caso?
DPOC, insuficiência cardíaca congestiva e insuficiência renal aguda.
Derrame pleural, atelectasia e hipoventilação alveolar.
Pneumotórax, bronquiectasia e linfedema.
Fraqueza muscular respiratória, edema pulmonar e TVP.
Já é de consenso que o sedentarismo, hipertensão, colesterol alto e diabetes, quando em conjunto, aumentam exponencialmente o risco de o indivíduo apresentar doença arterial coronariana (DAC). Entretanto existem algumas variações que podem aumentar ou diminuir esse risco. Com base nessas afirmações, assinale a alternativa correta com relação aos fatores de risco da DAC.
Na avaliação de risco global os fatores de risco, tais como, medida da circunferência abdominal, história familiar e triglicérides aumentado, determinam a classificação do risco para DAC.
Indivíduos mais idosos e do sexo feminino apresentam menor chance de apresentar DAC, pois são considerados fora da faixa de maior incidência da doença, que são homens mais jovens.
A prevenção e/ou tratamento da DAC pode ser dividida em duas frentes: a primária, para aqueles indivíduos que já apresentam a doença, e a secundária, para indivíduos com mais de três fatores de risco.
A presença da DAC não aumenta a gravidade do quadro mesmo quando associada aos fatores de risco, uma vez que a doença já está estabelecida.
A presença de um fator de risco isolado, porém grave, como a hipertensão grave e descontrolada, leva ao desenvolvimento da DAC precoce, mesmo na ausência de outros fatores de risco.
Sobre as competências do fisioterapeuta cardiovascular no ambiente hospitalar, analise as afirmativas abaixo:
I — Realização de consulta fisioterapêutica, anamnese, solicitação e realização de interconsulta e encaminhamento.
II — Estabelecimento da capacidade funcional cardiorrespiratória e estratificação do risco cardiovascular do indivíduo.
III — Aplicação e interpretação de questionários e escalas de angina, dispneia, percepção de esforço, atividade física e qualidade de vida.
IV — Prescrição e execução da intervenção fisioterapêutica cardiovascular, respeitando os limites clínicos de segurança.
É verdadeiro o que se afirma em:
I, II, III e IV
II, III e IV apenas
I e II apenas
I, II e III apenas
III e IV apenas
A aterosclerose é uma doença crônica, progressiva e sistêmica. Os componentes envolvidos nas alterações vasculares causadas por esse processo incluem:
disfunção endotelial, obstrução da luz vascular por placas e complicações trombóticas
vasoconstrição periférica, aumento da frequência cardíaca e hipertrofia ventricular
inflamação pulmonar, retenção hídrica e aumento da pressão venosa central
hipotensão arterial, vasodilatação excessiva e necrose celular
A prescrição de exercício físico para indivíduos hipertensos deve seguir critérios específicos, com o objetivo de garantir segurança, eficácia e benefícios cardiovasculares. Após a realização de uma avaliação clínica e teste de esforço, a conduta adequada que o fisioterapeuta deve adotar corresponde às seguintes orientações:
exercício aeróbico com duração de 30 a 60 minutos, além de intensidade de 50 a 70% da frequência cardíaca de reserva
sessões de exercícios com duração de 10 a 20 minutos, com intensidade superior a 90% da frequência cardíaca de reserva
atividade física deverá ser exclusivamente anaeróbica, com sessões de alta intensidade e curta duração
frequência cardíaca de carga de esforço deverá ser calculada apenas na frequência cardíaca máxima
A insuficiência cardíaca é caracterizada pela falência progressiva do coração em suprir adequadamente os tecidos. Um dos principais mecanismos compensatórios ativados nos estágios iniciais da doença é:
melhora da perfusão tecidual por vasodilatação inflamatória
aumento da atividade do sistema nervoso simpático
redução da atividade simpática
supressão neuro-hormonal
Um paciente de 70 anos com diagnóstico de Insuficiência Cardíaca Congestiva (ICC) descompensada, fração de ejeção de 35%, relata dispneia paroxística noturna e ortopneia, necessitando de 3 travesseiros para dormir. Ao exame físico, o fisioterapeuta observa edema bilateral de membros inferiores e estertores crepitantes em bases pulmonares. O diagnóstico cinético-funcional principal é a intolerância ao esforço e a sobrecarga de volume, secundárias à disfunção ventricular. A base fisiopatológica da ortopneia é a
diminuição da pré-carga cardíaca e do retorno venoso em decúbito dorsal.
compressão do diafragma pelo conteúdo abdominal na posição supina.
redistribuição do fluido intersticial para a circulação central e pulmonar em decúbito.
ocorrência de broncoespasmo noturno associado à hiperreatividade brônquica.
A mobilização precoce pode reduzir os efeitos deletérios associados à internação dos pacientes em UTI. Sua realização deve estar apoiada em critérios de segurança, tanto para o início quanto para sua interrupção.
Os critérios cardiovasculares de segurança para iniciar a mobilização precoce são:
FC > 40 bpm < 100 bpm; pressão sistólica > 90 mmHg < 180 mmHg; pressão arterial média > 60 mmHg < 110 mmHg.
FC > 40 bpm < 130 bpm; pressão sistólica > 90 mmHg < 200 mmHg; pressão arterial média > 60 mmHg < 110 mmHg.
FC > 50 bpm < 130 bpm; pressão sistólica > 90 mmHg < 200 mmHg; pressão arterial média > 70 mmHg < 120 mmHg.
FC > 50 bpm < 130 bpm; pressão sistólica > 90 mmHg < 210 mmHg; pressão arterial média > 70 mmHg < 120 mmHg.
FC > 60 bpm < 130 bpm; pressão sistólica > 90 mmHg < 200 mmHg; pressão arterial média > 60 mmHg < 120 mmHg.
A fisioterapia cardiovascular tem papel essencial na avaliação funcional e na prescrição de condutas que visam otimizar a capacidade cardiorrespiratória, reduzir riscos e promover reintegração às atividades diárias. Considerando esse tema, analise as afirmativas a seguir:
I. O teste de caminhada de seis minutos (TC6M) é um método submáximo amplamente utilizado para avaliar a tolerância ao esforço e a resposta funcional ao treinamento, sendo influenciado por fatores motivacionais e pela capacidade cardiorrespiratória do paciente.
II. A fisioterapia na reabilitação cardiovascular pode incluir o uso de exercícios resistidos de baixa a moderada intensidade, desde que o paciente esteja clinicamente estável, com monitoramento hemodinâmico adequado e sob supervisão multiprofissional.
III. Durante o treinamento aeróbico em pacientes cardiopatas, o controle da intensidade deve ser baseado na percepção subjetiva de esforço (PSE), dispensando o monitoramento da frequência cardíaca e da pressão arterial, pois estes não se correlacionam com a carga de trabalho.
Assinale a alternativa que apresenta a(s) proposição(ões) CORRETA(S).
I, II e III.
II.
I e II.
I e III.
Um homem de 62 anos, hipertenso e ex-tabagista, foi submetido recentemente a uma angioplastia coronariana e encaminhado ao programa de reabilitação cardiopulmonar. Durante a avaliação fisioterapêutica, observou-se leve dispneia aos esforços e pressão arterial controlada. O fisioterapeuta elabora o plano terapêutico considerando aspectos de segurança, monitorização e progressão do exercício físico, com base em parâmetros fisiológicos e respostas cardiorrespiratórias. Diante desse contexto, assinale a alternativa CORRETA sobre a conduta fisioterapêutica e o monitoramento cardiovascular durante a reabilitação.
A frequência cardíaca alvo deve ser definida exclusivamente com base na fórmula preditiva (220 - idade), desconsiderando o uso de betabloqueadores e a resposta clínica do paciente.
A utilização da escala de percepção subjetiva de esforço (Borg) e a monitorização contínua da frequência cardíaca e da pressão arterial são fundamentais para ajustar a carga de exercício e garantir segurança ao paciente.
Durante as sessões iniciais, o treinamento deve priorizar intensidade moderada a alta para estimular a adaptação cardíaca precoce e o aumento rápido do VO2máx.
A fase II da reabilitação cardiopulmonar é caracterizada pela ausência de supervisão fisioterapêutica, sendo realizada exclusivamente de forma domiciliar após alta hospitalar.
Estudos recentes (Laborde et al., 2017; Sandercock et al., 2020) apontam a variabilidade da frequência cardíaca como marcador sensível de modulação autonômica, sendo utilizada na fisioterapia cardiorrespiratória para monitorar respostas adaptativas ao exercício terapêutico. Entretanto, a literatura destaca que valores isolados de VFC carecem de interpretação contextualizada, sobretudo em pacientes críticos. Considerando esse panorama, qual proposição reflete com maior precisão a aplicação clínica da VFC na prática fisioterapêutica contemporânea?
A variabilidade da frequência cardíaca reflete parâmetros exclusivamente respiratórios, sendo desconsiderada em análises fisioterapêuticas cardiorrespiratórias amplas.
A variabilidade da frequência cardíaca representa índice isolado de regulação simpática, aplicável independentemente de correlação com variáveis fisiológicas adicionais.
A variabilidade da frequência cardíaca assegura diagnóstico definitivo de disfunção autonômica, prescindindo de outros exames cardiológicos complementares.
A variabilidade da frequência cardíaca constitui biomarcador de modulação autonômica, devendo ser interpretada em associação a parâmetros clínicos funcionais.
A variabilidade da frequência cardíaca equivale a marcador estritamente estatístico, sem utilidade prática nas decisões fisioterapêuticas clínicas cotidianas.
Durante o exercício físico, o sistema cardiovascular realiza ajustes complexos para atender à demanda metabólica aumentada dos músculos ativos. Um dos principais mecanismos para aumentar a oferta de oxigênio é a redistribuição do débito cardíaco. Assinale a alternativa que descreve corretamente essa redistribuição durante um exercício aeróbico de intensidade moderada a alta.
Vasoconstrição nas arteríolas dos territórios esplâncnico (rins e vísceras) e muscular inativo, e vasodilatação nas arteríolas dos músculos esqueléticos ativos.
Aumento do fluxo sanguíneo para o cérebro proporcionalmente ao aumento da intensidade do exercício, desviando sangue dos músculos.
Vasodilatação generalizada em todos os leitos vasculares, incluindo pele, rins e músculos, para diminuir a resistência periférica total.
Vasoconstrição nas arteríolas dos músculos esqueléticos ativos para aumentar a pressão de perfusão, e vasodilatação no território esplâncnico.
Assinale a alternativa que indica o momento em que ocorre contração ventricular sem esvaziamento das câmaras e todas as valvas cardíacas encontram-se fechadas.
Fase de contração isovolumétrica.
Fase de contração excêntrica.
Fase de contração concêntrica.
Fase de contração isotônica.
Fase de contração isocinética.
A aterosclerose resulta em um estreitamento da luz arterial, mas a trombose é a maior responsável pelos efeitos cardiovasculares.
Em relação ao coração, os eventos que resultam da formação de trombos no interior das artérias coronárias são
angina instável e ataque cardíaco.
angina instável e arritmia sinusal.
insuficiência ventrvicular esquerda ou direita.
hipertrofia miocárdica e hipertensão.
apoplexia e hipertensão.