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O processo da perda progressiva e generalizada da musculatura esquelética, a qual está fisiologicamente associada ao processo de envelhecimento humano, é denominado:
Osteoporose.
Sarcopenia.
Imobilismo.
Osteopenia.
As quedas representam uma das principais síndromes geriátricas e constituem importante causa de incapacidade funcional, hospitalização e mortalidade de pessoas idosas.
A avaliação fisioterapêutica deve contemplar a identificação de fatores de risco modificáveis e não modificáveis para subsidiar estratégias de prevenção.
Com base nas evidências científicas disponíveis na literatura, sobre os fatores de risco para quedas nos idosos, assinale a opção correta.
Hipercifose torácica, baixa renda familiar e sexo masculino.
Hiperlordose lombar, depressão e infecção respiratória aguda.
Obesidade, osteoartrite em membros superiores e baixa escolaridade.
Fraqueza muscular de membros inferiores, histórico de quedas e alterações do equilíbrio e da marcha.
Uso de dispositivo auxiliar de marcha, acuidade visual preservada e prática regular de atividade física.
Ainda que não possa exercer as atribuições de preceptoria, o fisioterapeuta especialista em gerontologia está habilitado a trabalhar nas áreas de direção, de chefia, de consultoria e de assessoria de seu campo profissional de atuação.
Certo
Errado
Um fisioterapeuta atua em uma clínica de reabilitação e precisa realizar uma avaliação abrangente em um paciente idoso que apresenta múltiplas comorbidades. O objetivo é identificar não apenas alterações musculoesqueléticas, mas também riscos sistêmicos e funcionais que possam comprometer a segurança do tratamento. Considerando a avaliação e prática da Fisioterapia em Gerontologia Clínica, assinale a afirmativa CORRETA.
A avaliação do idoso deve restringir-se à goniometria de membros inferiores, sendo a reabilitação vestibular e a urogenital exclusivas de outras especialidades.
O exame físico em gerontologia ignora os aspectos psicológicos e nutricionais, pois estes não influenciam os resultados da reabilitação física.
Testes ortopédicos e neurológicos são contraindicados para idosos com mais de 80 anos devido ao risco de fraturas durante a manipulação.
A prática de reabilitação abrange áreas diversas, incluindo o sistema urogenital, cardiovascular, pulmonar, vestibular e a análise da síndrome da fragilidade.
A avaliação da marcha e da estabilidade postural é secundária e só deve ser realizada se o paciente fizer uso de dispositivos auxiliares.
Sr. Joaquim, 65 anos, foi hospitalizado com diagnóstico de pneumonia adquirida na comunidade. Ele apresenta estabilidade clínica, mas com dificuldade na depuração de secreções. A equipe de fisioterapia decide implementar a técnica de Pressão Expiratória Positiva (PEP), utilizando um dispositivo que aumenta a resistência ao fluxo de ar, como parte do plano terapêutico adjuvante. Considerando as evidências científicas sobre a eficácia e segurança da fisioterapia torácica para pneumonia em adultos, assinale a afirmativa CORRETA.
A aplicação da PEP pode reduzir a duração do internamento hospitalar e o tempo de febre, embora a certeza da evidência para esses achados seja considerada muito baixa.
A técnica de PEP é considerada o padrão-ouro para reduzir a mortalidade em idosos com pneumonia, possuindo evidência de alta certeza.
O uso da PEP é contraindicado para este paciente, pois estudos demonstram que ela aumenta significativamente o tempo de uso de antibióticos
O fisioterapeuta deve priorizar a fisioterapia convencional (percussão e vibração) em vez da PEP, pois apresenta resultados superiores na taxa de cura.
A PEP é ineficaz para a depuração de secreções, devendo ser substituída obrigatoriamente pelo ciclo ativo das técnicas respiratórias para garantir a estabilidade clínica.
Um fisioterapeuta atuante em Unidade Básica de Saúde identifica elevada prevalência de quedas recorrentes entre usuários acima de 60 anos adscritos à sua área de abrangência, com registros de fraturas de fêmur proximal e traumatismos cranianos nos últimos seis meses. Para enfrentar esse problema de saúde pública, o profissional organiza uma intervenção coletiva preventiva estruturada em encontros semanais de 90 minutos durante doze semanas consecutivas, direcionada exclusivamente a idosos com histórico de quedas ou com fatores de risco identificados através de triagem com testes funcionais validados. O programa implementado combina exercícios progressivos de fortalecimento muscular de membros inferiores utilizando caneleiras e faixas elásticas, treino específico de equilíbrio estático e dinâmico em diferentes superfícies e com redução gradual de informação visual, alongamentos de cadeias musculares encurtadas, além de componente educativo abordando identificação de riscos ambientais domiciliares, calçados adequados e estratégias comportamentais de prevenção. A metodologia preventiva estruturada descrita, validada internacionalmente por ensaios clínicos randomizados e recomendada pela Organização Mundial da Saúde para redução de incidência de quedas em idosos comunitários, denomina -se:
Reeducação Postural Global.
Otago Exercise Programme.
Cinesioterapia Laboral.
Método Pilates Clínico.
Escola de Postura.
No contexto do envelhecimento populacional, a atuação fisioterapêutica envolve estratégias de avaliação e intervenção voltadas à manutenção da mobilidade, da capacidade funcional e da qualidade de vida. Considerando esses aspectos, assinale a alternativa CORRETA.
Na osteoartrite em idosos, o exercIcI0 terapêutico com fortalecimento muscular, treino de mobilidade articular e atividades aeróbicas de baixo impacto é recomendado, pois contribui para redução da dor, melhora da função e manutenção da independência funcional.
Em pacientes idosos com artrite reumatoide em fase ativa, a intervenção deve priorizar o repouso articular, sendo contraindicado o exercício terapêutico devido ao risco de agravamento do processo inflamatório.
Nas demências, a intervenção deve ser evitada nas fases iniciais da doença, uma vez que os déficits cognitivos impedem a realização de atividades terapêuticas com benefícios funcionais.
Programas de equilíbrio e marcha são desnecessários para idosos que já caíram, pois o treinamento aumenta o risco de novos episódios de queda durante a reabilitação.
Em idosos com doenças reumatológicas crônicas, o uso de exercícios resistidos é contraindicado, devido ao risco de sobrecarga articular e progressão do dano estrutural através da ação de osteoclastos.
As quedas são uma preocupação e uma queixa frequente na Fisioterapia geriátrica. Um dos testes mais utilizados na avaliação de equilíbrio dinâmico e mobilidade funcional nessa população é o TUG. Sobre o teste, assinale a alternativa correta.
O teste mede o tempo que o idoso leva para caminhar 6 metros em linha reta.
Um tempo superior a 30 segundos para a sua realização é indicativo de independência funcional preservada e baixo risco de quedas.
O cronômetro deve ser acionado após o idoso iniciar a deambulação.
O teste consiste no paciente levantar-se de uma cadeira, deambular por 3 metros, dar meia volta e sentar-se novamente.
O envelhecimento populacional impõe desafios à rede de saúde, exigindo ações que previnam a fragilidade e mantenham a independência da pessoa idosa. Com base exclusivamente na redação atual das normas de atenção integral, assinale a alternativa CORRETA.
A atenção integral à saúde da pessoa idosa orienta o cuidado pela padronização das condutas assistenciais, utilizando protocolos uniformes para todas as condições de saúde da população idosa.
A atenção integral à saúde da pessoa idosa estrutura as ações de cuidado por meio da centralização das decisões clínicas nos serviços especializados, reduzindo a participação da atenção básica.
A atenção integral à saúde da pessoa idosa orienta a organização do cuidado a partir da avaliação da capacidade funcional, estimulando ações de promoção da autonomia e prevenção de agravos no território.
A atenção integral à saúde da pessoa idosa organiza o cuidado principalmente a partir da idade cronológica, utilizando esse critério como referência para definir as prioridades assistenciais no território.
Um idoso com histórico de quedas apresenta redução de força muscular e alterações de equilíbrio. A intervenção fisioterapêutica deve incluir:
Exercícios de força, equilíbrio e treino funcional.
Restrição de movimentos.
Apenas técnicas passivas.
Evitar exercícios resistidos.
A prevenção de quedas no idoso integra a atuação fisioterapêutica voltada à preservação da funcionalidade. Acerca do assunto, registre V para as afirmativas verdadeiras e F para as falsas:
(__)O treino de equilíbrio e de força muscular reduz o risco de quedas no idoso, atuando sobre fatores modificáveis associados à instabilidade postural e à fraqueza dos membros.
(__)A adequação do ambiente, com a retirada de tapetes soltos e a instalação de barras de apoio, integra as medidas de prevenção de quedas na atenção ao idoso.
(__)As quedas no idoso decorrem do processo natural do envelhecimento, evento sem possibilidade de prevenção pelas ações de avaliação e de intervenção fisioterapêutica.
(__)A imobilidade prolongada do idoso preserva a sua independência funcional, recomendando-se o repouso no leito como medida de prevenção das quedas no domicílio.
Após análise, assinale a alternativa que apresenta a sequência correta dos itens acima, de cima para baixo:
F, F, V, V.
F, V, F, V.
V, V, F, F.
V, F, V, F.
Considerando práticas fisioterapêuticas voltadas à população idosa com fragilidade, sarcopenia e risco de quedas, analise as afirmativas.
I – A fragilidade envolve perda de reserva fisiológica, redução de força, lentificação funcional e maior vulnerabilidade após estressores clínicos de pequena magnitude.
II – O treinamento resistido progressivo pode ser combinado ao treino de potência, equilíbrio e marcha, desde que a carga seja ajustada ao desempenho e aos sinais clínicos.
III – A avaliação do risco de quedas precisa considerar força, marcha, visão, cognição, medicamentos, medo de cair e barreiras do ambiente domiciliar.
IV – Na sarcopenia, massa muscular, força e desempenho físico devem ser analisados em conjunto, pois a função pode cair antes de grande perda volumétrica.
V – O medo de cair pode reduzir participação, condicionar piora da mobilidade e aumentar dependência, ainda que a força isolada pareça preservada.
Estão corretas as afirmativas:
I, II e III, apenas.
I, II e IV, apenas.
III e V, apenas.
II, III e IV, apenas.
I, II, III, IV e V.
Patrícia é fisioterapeuta integrante de equipe de atenção domiciliar em seu município e está se dirigindo à residência de um idoso para o primeiro atendimento. O paciente tem o diagnóstico de DPOC e passou por uma longa estadia hospitalar. Cerca de 30 minutos antes do atendimento, o paciente iniciou um quadro de desconforto respiratório. Normalmente, sua SpO2 varia entre 88% e 89% em casa sob oxigenoterapia domiciliar via cânula nasal (4 L/min). O paciente utiliza uma máscara facial simples com fluxo de 1,5 L/min. Ao aferir os sinais vitais do paciente, observou-se FC: 107 bpm, FR: 24 rpm, PA: 134/86 mmHg e SpO2: 84%. Patrícia questiona o familiar e descobre que o filho decidiu trocar por conta própria o método de fornecimento de O2 e reduzir o fluxo. Ela realiza a troca para a cânula nasal de baixo fluxo a 4 L/min, obtendo estabilização clínica, e orienta os familiares. Com base no cenário descrito acima, qual é o motivo técnico da escolha de Patrícia?
Reverter a hipoxemia através da restauração do fluxo basal de 4 L/min e evitar o aumento da resistência à respiração e reinalação de CO2 devido ao uso da máscara simples com fluxo menor que 5 L/min.
Priorizar o conforto do paciente com a cânula nasal, permitindo que a SpO2 ultrapasse os 95% para compensar o período de desconforto respiratório agudo.
Reverter a hipoxemia através da restauração do fluxo basal de 4 L/min e favorecer a reinalação de CO2, uma vez que máscaras com reservatório não devem ser utilizadas com fluxos superiores a 5 L/min.
Utilizar a cânula nasal por ser um dispositivo de alto fluxo, garantindo que a FiO2 seja fixa e independente do padrão ventilatório do paciente.
Substituir a máscara facial simples pelo cateter tipo óculos apenas para facilitar a comunicação e alimentação, mantendo o fluxo reduzido de 1,5 L/min para evitar a toxicidade pelo oxigênio.
Sobre as fraturas de fêmur, comuns em idosos, é correto afirmar que:
a osteopenia e osteoporose são causas primárias das fraturas nessa população, sendo as fraturas, em sua maioria, geradas espontaneamente, sem história de trauma.
após a fixação da fratura com gesso, o atendimento fisioterapêutico deve iniciar, visando a descarga de peso e treino de marcha no mesmo dia da cirurgia ou no mesmo dia da imobilização, no caso de tratamento conservador.
o tratamento preconizado para fraturas de colo de fêmur em idosos com osteoporose é conservador, já que a cirurgia envolve risco de menos da metade dos pacientes recuperarem sua função de marcha.
as fraturas proximais do fêmur são comuns nesta faixa etária. Destacam-se entre elas as intracapsulares (do colo do fêmur) e extracapsulares (transtrocantéricas e subtrocantéricas).
Em fisioterapia geriátrica, para idoso com alto risco de quedas, a intervenção prioritária é:
Treino de equilíbrio, fortalecimento de membros inferiores e revisão de barreiras ambientais domiciliares.
Restrição completa da deambulação para evitar quedas.
Uso apenas de órteses imobilizadoras em membros inferiores.
Foco exclusivo em exercícios respiratórios sentado.
Estímulo a corridas rápidas para “treinar reflexos”.
Durante a realização de exercícios passivos em um idoso com mobilidade reduzida, o Fisioterapeuta deve considerar os princípios anatômicos e biomecânicos aplicados à mobilização passiva.
A partir desses princípios, assinale a afirmativa correta.
A realização de movimentos rápidos durante a mobilização passiva reduz o risco de rigidez articular.
A mobilização passiva pode ultrapassar os limites fisiológicos da articulação, desde que o paciente não relate dor.
A amplitude de movimento passivo independe da integridade de estruturas como cápsula articular, ligamentos e músculos.
Em idosos, a mobilização passiva deve ser evitada devido ao risco elevado de lesão articular.
Os exercícios passivos devem respeitar o plano anatômico e o eixo de movimento de cada articulação, evitando compensações.
Durante a avaliação fisioterapêutica de um idoso na Atenção Primária à Saúde, o profissional buscou identificar fatores que possam comprometer a funcionalidade e aumentar o risco de quedas.
Nessa avaliação, o Fisioterapeuta deverá
avaliar apenas a força muscular, pois é o único fator relacionado ao risco de quedas em idosos.
desconsiderar o ambiente domiciliar, pois a avaliação deve focar exclusivamente nas condições físicas do paciente.
investigar o equilíbrio, a mobilidade, a força muscular e o histórico de quedas.
priorizar os exames laboratoriais em detrimento da avaliação funcional.
evitar os testes funcionais para não expor o idoso a riscos durante a avaliação.
No âmbito da Fisioterapia em Geriatria, assinale a alternativa que descreve corretamente a diferença entre “Idoso Frágil de Baixa Complexidade” e “Idoso Frágil de Alta Complexidade”.
Idoso Frágil de Baixa Complexidade apresenta declínio funcional iminente, enquanto Idoso Frágil de Alta Complexidade apresenta ausência de declínio funcional.
Idoso Frágil de Baixa Complexidade necessita de acompanhamento geriátrico-gerontológico intensivo devido ao elevado potencial de reversibilidade; Idoso Frágil de Alta Complexidade não se beneficia de acompanhamento especializado.
Idoso Frágil de Baixa Complexidade tem declínio funcional estabelecido com baixo potencial de reversibilidade e acompanhamento especializado pouco intensivo; Idoso Frágil de Alta Complexidade apresenta dependência nas atividades de vida diária associada a condições de difícil manejo e elevado potencial de ganho funcional com acompanhamento intensivo.
Idoso Frágil de Baixa Complexidade é caracterizado por sobrevida estimada menor que seis meses, devendo receber cuidados paliativos; Idoso Frágil de Alta Complexidade apresenta apenas alterações instrumentais nas AVD.
Idoso Frágil de Baixa Complexidade é sempre classificado no estrato 7 independentemente do melhor desempenho atual nas AVD; Idoso Frágil de Alta Complexidade é classificado somente quando há perda completa das AVD básicas.
As diretrizes estabelecidas pelas sociedades americana e britânica de geriatria detalham os fatores de riscos para quedas conforme o ambiente em que o idoso se encontra. Em relação aos riscos associados às quedas em idosos residentes na comunidade e em ambiente hospitalar, é correto afirmar:
A instabilidade de marcha, a fraqueza dos membros inferiores e o uso de medicações sedativas que agem centralmente destacam-se como fatores de risco de quedas identificados especificamente em idosos hospitalizados.
O comprometimento das atividades de vida diária e o histórico prévio de quedas atuam de forma isolada como fatores de risco em idosos na comunidade, sendo essas variáveis descartadas na avaliação de pacientes internados.
A faixa etária avançada de indivíduos acima de 60 anos e a presença de patologias metabólicas inflamatórias constituem os únicos componentes comunitários que disparam o risco de acidentes domésticos.
Os fatores ambientais de risco na comunidade compreendem somente as disfunções internas do idoso, de modo que tapetes soltos, escadas sem corrimão e superfícies escorregadiças são considerados fatores neutros.
A incontinência urinária e a necessidade frequente de ir ao banheiro figuram como componentes de risco protetores, ajudando o idoso hospitalizado a manter o nível de alerta e com tônus muscular dinâmico durante a internação.
A equipe multiprofissional de uma Unidade de Atenção Básica discutiu a relação entre as barreiras arquitetônicas existentes no território e o acesso à saúde, porque vários idosos deixaram de frequentar as atividades comunitárias devido à dificuldade de locomoção e à falta de recursos financeiros.
Essa proposta está fundamentada principalmente
na farmacovigilância.
no diagnóstico etiológico.
nos determinantes sociais.
na assistência especializada.
na vigilância epidemiológica.