

Seu próximo nível começa aqui
Com a Assinatura Ilimitada, você tem tudo que precisa para sua aprovação.
Com a Assinatura Ilimitada, você combina prática, teoria e método em uma única assinatura com tudo que você precisa para sua aprovação.
Na avaliação fisioterapêutica respiratória, a presença de hipoxemia com retenção de dióxido de carbono, evidenciada pela gasometria arterial, caracteriza um quadro de:
atelectasia basal.
hiperventilação alveolar.
broncoespasmo isolado.
insuficiência respiratória.
Durante uma visita multiprofissional na unidade de terapia intensiva, o fisioterapeuta percebe que um procedimento respiratório realizado por outro profissional gerou risco potencial ao paciente. Considerando as normativas do COFFITO sobre conduta ética e responsabilidade profissional, qual atitude do fisioterapeuta está de acordo com os princípios éticos vigentes?
Comunicar o evento à chefia imediata e aos responsáveis pela segurança do paciente, assegurando registro formal e discussão da situação.
Relatar o fato diretamente ao paciente e familiares, destacando os riscos envolvidos.
Registrar o ocorrido apenas no prontuário, sem comunicação adicional, para evitar conflitos na equipe.
Solicitar que outro fisioterapeuta realize todos os atendimentos futuros do paciente, afastando-se do caso.
Conversar informalmente com o profissional envolvido, sem qualquer registro ou encaminhamento.
Durante a admissão de um paciente no pós-operatório imediato de cirurgia abdominal alta, o fisioterapeuta deve estruturar um plano que contemple promoção, prevenção e intervenção respiratória. Qual conduta representa essa integração de forma adequada?
Incentivar repouso prolongado para reduzir dor e permitir cicatrização plena.
Priorizar técnicas de tosse dirigida e ciclo ativo da respiração, sem considerar mobilização precoce.
Conduzir exercícios de alta intensidade visando a uma melhora acelerada da função respiratória.
Aplicar somente técnicas de expansão pulmonar com pressão positiva contínua.
Estabelecer respiração fracionada, mobilização precoce assistida e orientações educativas sobre proteção da ferida cirúrgica.
Um paciente crítico, sob ventilação mecânica, está estável hemodinamicamente, com parâmetros ventilatórios adequados e força muscular grau 3 nos membros superiores. A equipe avalia a possibilidade de mobilização precoce. Qual intervenção representa um passo seguro e adequado nessa fase?
Deambulação independente dentro da UTI sem suporte adicional.
Exercícios resistidos máximos para ganho rápido de força.
Elevação progressiva do decúbito, sedestação à beira do leito e exercícios ativos monitorados.
Ortopneia prolongada sem progressão de atividades funcionais.
Suspensão total de mobilização até retirada completa da ventilação mecânica.
Leia o caso a seguir.
Paciente do sexo masculino, 68 anos, internado em UTI no primeiro dia de pós-operatório de cirurgia de revascularização do miocárdio, encontra-se sedado (RASS -3) e em ventilação mecânica invasiva. Durante a avaliação fisioterapêutica, observa-se diminuição da expansibilidade torácica à direita, acúmulo de secreções e risco de atelectasia.
A técnica propedêutica e o recurso terapêutico indicados para avaliar e tratar essa condição são, respectivamente,
ausculta pulmonar para identificação de ruídos adventícios e manobras de higiene brônquica associadas à mobilização precoce.
palpação torácica para avaliação do frêmito toracovocal e posicionamento em decúbito lateral sobre o lado afetado.
percussão torácica para avaliação de áreas de hipersonoridade e aspiração traqueal isolada sem outras intervenções.
inspeção dinâmica para avaliação do padrão respiratório e aumento dos parâmetros ventilatórios sem fisioterapia motora.
No pós-operatório de cirurgias plásticas ou reparadoras, a conduta fisioterapêutica deve respeitar fase inflamatória, integridade tecidual e risco de complicações. Quando o objetivo é prevenir aderências e favorecer mobilidade tecidual sem aumentar agressivamente a resposta inflamatória inicial, a tomada de decisão depende prioritariamente da:
irritabilidade do tecido.
dominância lateral.
reserva cronotrópica.
complacência pulmonar.
velocidade de condução nervosa.
Em um serviço de atenção especializada, a equipe multiprofissional discute casos clínicos que envolvem disfunções respiratórias, neurológicas, vasculares e do desenvolvimento infantil. Com base nos conhecimentos aplicados à prática fisioterapêutica, assinale a alternativa CORRETA.
Na Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC), observa-se aumento da complacência pulmonar, redução do recolhimento elástico e tendência ao aprisionamento aéreo, o que pode comprometer a mecânica ventilatória e levar ao uso de musculatura acessória.
Na espasticidade decorrente de lesões do neurônio motor superior, há diminuição do tônus muscular e dos reflexos profundos, sendo comum a presença de arreflexia e flacidez persistente.
Na insuficiência venosa crônica, a dor nos membros inferiores tende a piorar com a elevação dos membros e melhorar com a posição ortostática, devido ao aumento do retorno venoso.
Em crianças com encefalopatia crônica não progressiva do tipo espástica, o desenvolvimento motor ocorre de forma acelerada, com aquisição precoce de marcos motores e aumento da coordenação motora fina em relação às crianças típicas.
No contexto da atuação fisioterapêutica nas fases pré-operatória e pós-operatória de pacientes submetidos a diferentes procedimentos cirúrgicos (ortopédicos, torácicos e abdominais), a intervenção precoce e fundamentada em evidências é determinante para a redução de complicações, otimização da recuperação funcional e diminuição do tempo de internação. Analise as afirmativas a seguir.
( ) A fisioterapia pré-operatória tem como objetivos principais a educação do paciente, o treinamento ventilatório e funcional e a identificação de fatores de risco, contribuindo para a redução de complicações respiratórias e funcionais no pós-operatório.
( ) No pós-operatório imediato, a mobilização precoce e os exercícios respiratórios devem ser evitados em cirurgias abdominais e torácicas devido ao risco de deiscência de sutura e instabilidade hemodinâmica.
( ) A fisioterapia respiratória no pós-operatório de cirurgias torácicas e abdominais altas é indicada para prevenir atelectasias, melhorar a ventilação pulmonar e otimizar as trocas gasosas.
( ) O controle da dor no pós-operatório influencia diretamente a efetividade da fisioterapia, pois níveis elevados de dor limitam a participação do paciente nas intervenções terapêuticas.
( ) A atuação fisioterapêutica no pós-operatório deve ser padronizada para todos os pacientes, independentemente do tipo de cirurgia, comorbidades e evolução clínica.
Assinale a alternativa que indica a sequência correta de V (verdadeiro) e F (falso).
V – F – V – V – F
V – V – V – F – F
F – F – V – V – V
V – F – F – V – F
F – V – V – V – F
Durante o atendimento fisioterapêutico a um paciente adulto internado com pneumonia comunitária, observa-se aumento da produção de secreções, padrão respiratório superficial, tosse ineficaz e redução da expansibilidade torácica. O paciente encontra-se hemodinamicamente estável, em uso de oxigenoterapia por cateter nasal.
Com base nos princípios da Fisioterapia em Pneumologia, qual é a conduta fisioterapêutica mais adequada para otimizar a ventilação pulmonar e auxiliar na remoção de secreções?
Priorizar repouso no leito e evitar manobras respiratórias, a fim de reduzir o consumo metabólico do paciente.
Suspender temporariamente a fisioterapia respiratória devido ao risco de fadiga muscular respiratória.
Indicar ventilação mecânica invasiva de forma preventiva, independentemente do nível de consciência e da estabilidade clínica.
Aplicar apenas exercícios resistidos de membros superiores, pois estes são suficientes para melhorar a função pulmonar.
Realizar exercícios respiratórios, técnicas de higiene brônquica e incentivo à tosse eficaz, respeitando a tolerância clínica do paciente.
O exame físico minucioso permite ao fisioterapeuta identificar sinais de disfunção e escolher a manobra terapêutica mais adequada. Sobre os achados semiológicos e as técnicas de tratamento, assinale a alternativa correta.
A técnica de Aceleração do Fluxo Expiratório é indicada exclusivamente para pacientes em ventilação mecânica invasiva com pressão de suporte superior a vinte centímetros de água.
O batedouro cardíaco deslocado lateralmente e para baixo no ictus cordis sugere a ocorrência de estenose valvar tricúspide com redução do volume diastólico final.
A percussão torácica com som maciço indica a presença de ar em excesso no espaço pleural, sendo um sinal clássico de pneumotórax hipertensivo.
O frêmito toracovocal apresenta-se aumentado em regiões de consolidação pulmonar, como na pneumonia, devido à melhor transmissão das ondas sonoras através de meios sólidos.
Ruídos adventícios do tipo estertores finos, que não se alteram com a tosse, são característicos de presença de secreção espessa nas vias aéreas de grande calibre.
No pós-operatório imediato de cirurgias de grande porte com necessidade de traqueostomia e/ou ventilação mecânica, a atuação fisioterapêutica deve priorizar estratégias baseadas em evidências para prevenção de complicações respiratórias. Considerando os dados apresentados no capítulo, assinale a alternativa correta:
A mobilização precoce é recomendada nas primeiras 24 horas após a cirurgia, estando associada a menores taxas de complicações e menor tempo de internação hospitalar, devendo ser realizada com critérios de segurança e em consenso com a equipe cirúrgica.
A mobilização deve ser iniciada apenas após 48 horas da cirurgia, pois mobilização antes desse período é fator preditor de complicações maiores relacionadas ao retalho e ao sistema respiratório.
A fisioterapia respiratória isoladamente, sem associação com mobilização precoce, é suficiente para reduzir significativamente a incidência de complicações pulmonares no pós-operatório imediato.
A manutenção do paciente em repouso no leito nos primeiros dias pós-operatórios reduz o risco de pneumonia e atelectasia, especialmente em pacientes traqueostomizados.
O Sr. Beltrano, 68 anos, ex-tabagista (carga tabágica de 50 anos/maço), apresenta-se ao serviço de Fisioterapia com queixa de dispneia aos pequenos esforços, como o ato de banhar-se, acompanhada de tosse produtiva crônica. Durante o exame físico, o fisioterapeuta observou: Inspeção: Uso de musculatura acessória (esternocleidomastoideo), aumento do diâmetro anteroposterior do tórax (tórax em tonel) e cianose de extremidades. Palpação: Expansibilidade torácica diminuída globalmente e Frêmito Toraco-Vocal (FTV) reduzido. Percussão: Hipersonoridade pulmonar bilateral. Ausculta: Murmúrio vesicular reduzido, com presença de roncos dispersos e sibilos expiratórios.
Com base no quadro clínico sugestivo de Deficiência Cinético-Funcional Respiratória Obstrutiva (CBDF D04.02) e na semiologia pulmonar, analise as assertivas a seguir.
I- A Radiografia de Tórax é um recurso complementar que permite identificar sinais de hiperinsuflação, como a retificação das cúpulas diafragmáticas e o aumento do espaço retroesternal, corroborando o achado clínico de tórax em tonel.
II- A Gasometria Arterial é contraindicada em pacientes que apresentam cianose de extremidades e uso de musculatura acessória, devido ao risco de alcalose metabólica compensatória imediata durante a coleta.
III- A Espirometria é o exame padrão-ouro para confirmar e quantificar o distúrbio ventilatório obstrutivo, sendo o diagnóstico funcional definido por uma relação VEF1/CVF acima de 0,90 após o uso de broncodilatador.
IV- A utilização de escalas de dispneia validadas é fundamental para quantificar a percepção subjetiva da dispneia relatada pelo paciente, auxiliando na sistematização da assistência e na prescrição da intensidade do exercício.
V- A Oximetria de Pulso substitui a necessidade de gasometria arterial para a avaliação do equilíbrio acidobásico, pois a saturação de oxigênio fornece dados diretos sobre a pressão parcial de gás carbônico no sangue.
É CORRETO o que se afirma apenas em:
II e V.
I e IV.
III e V.
I, II, III e IV.
I, III, IV e V.
Usa-se técnicas para melhorar e aumentar a capacidade da respiração através de alongamentos e massagem no tórax. Após o tratamento, o paciente faz exercícios de respiração em casa.
O texto refere-se a:
Acupressura
Anma
Ayurvédica
Método Bowen
Método Lotorp
Um homem de 68 anos, aposentado, sedentário, com obesidade grau I, procura atendimento médico na Unidade de Saúde da Família e é diagnosticado com doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC). É ex-tabagista (40 maços/ano) e fumou por oito anos. Relata aumento progressivo da dispneia nos últimos 12 meses, principalmente durante atividades de vida diária como subir escadas, caminhar mais de 100 metros e carregar objetos leves. Refere sensação frequente de aprisionamento de ar e fadiga aos esforços. Foi instruído a procurar a fisioterapia para um programa de reabilitação cardiorrespiratória a fim de melhorar a sua qualidade de vida. Na consulta com o fisioterapeuta, exclama: "Fico cansado ao caminhar pequenas distâncias e sinto dificuldade para soltar todo o ar dos pulmões". Inicia-se a avaliação do paciente: frequência cardíaca: 88 bpm; frequência respiratória: 24 irpm; pressão arterial: 130/80 mmHg; saturação periférica de O2 : 93% em ar ambiente. Na inspeção, nota-se: tórax em leve aumento do diâmetro anteroposterior, uso discreto de musculatura acessória, padrão respiratório predominantemente apical, expansibilidade torácica reduzida bilateralmente, predominando em bases pulmonares. Na ausculta pulmonar: murmúrio vesicular diminuído difusamente e sibilos expiratórios esparsos. Realiza-se também o teste de caminhada de 6 minutos: distância percorrida: 320 metros, com dispneia moderada ao final do teste (Escala de Borg = 5). As afirmativas a seguir descrevem diversas justificativas para a condição apresentada no caso clínico, marque a que apresenta a adequada interpretação fisioterapêutica para o caso.
O paciente apresenta uma condição restritiva associada ao tabagismo de longa data e redução do volume residual medido na espirometria, durante a prova de função pulmonar.
O paciente apresenta déficit ventilatório restritivo com redução do volume de reserva inspiratório (VRI) e diminuição da mobilidade torácica, fraqueza muscular respiratória leve e intolerância ao esforço.
O paciente apresenta déficit ventilatório obstrutivo com redução da capacidade vital funcional respiratória, que limita a movimentação do diafragma para realizar uma inspiração máxima.
O paciente apresenta padrão ventilatório obstrutivo moderado, associado a redução importante do volume de reserva expiratória (VRE).
O paciente apresenta redução do volume residual agravado pela obesidade abdominal, que limita a movimentação do diafragma e reduz a capacidade de expulsar ar adicional após uma expiração normal.
Um indivíduo privado de liberdade encontra-se hospitalizado na unidade prisional após cirurgia abdominal de médio porte. No 2º dia pós-operatório, apresenta padrão respiratório superficial, redução da expansibilidade torácica basal, tosse ineficaz e permanência prolongada no leito. A saturação periférica de oxigênio permanece dentro da normalidade. Considerando a fisiopatologia das complicações pulmonares pós-operatórias e as evidências sobre fisioterapia respiratória, assinale a alternativa correta.
A manutenção de valores adequados de saturação periférica de oxigênio indica menor probabilidade de alterações pulmonares pós-operatórias e pode reduzir a necessidade de monitoramento respiratório.
A redução da capacidade residual funcional decorrente da anestesia e do repouso prolongado favorece o fechamento precoce de vias aéreas periféricas e o desenvolvimento de atelectasias.
A tosse assistida está contraindicada em pacientes submetidos à cirurgia abdominal devido ao aumento da pressão intra-abdominal.
As mudanças de decúbito podem contribuir para o manejo respiratório pós-operatório, embora sua aplicação esteja relacionada principalmente ao posicionamento e à mobilidade do paciente.
Exercícios de expansão pulmonar têm como principal objetivo aumentar a força muscular periférica, não interferindo na ventilação alveolar.
Na avaliação cinético-funcional realizada em Fisioterapia Respiratória, diferentes exames podem ser utilizados para investigar a mecânica ventilatória e a performance dos músculos respiratórios. Entre esses recursos, destaca-se a manovacuometria, aplicada na prática clínica para fornecer parâmetros úteis ao diagnóstico e ao acompanhamento da função respiratória. Considerando suas aplicações, a manovacuometria tem como finalidade principal a:
determinação da saturação periférica de oxigênio em tempo real
avaliação da complacência pulmonar em diferentes volumes pulmonares
medição do volume corrente durante ciclos respiratórios espontâneos
mensuração das pressões respiratórias máximas inspiratória (Pimáx) e expiratória (Pemáx), refletindo a força muscular respiratória
As doenças respiratórias são condições que afetam o sistema respiratório, podem ser agudas ou crônicas e, incluem variados sintomas. O fisioterapeuta visa prevenir e tratar doenças pulmonares, utilizando técnicas para melhorar a função respiratória, mobilizar secreções, fortalecer a musculatura e proporcionar uma qualidade de vida para os pacientes. Assim sendo, leia a descrição a seguir e assinale a alternativa que apresenta o nome da doença respiratória descrita: “É uma doença caracterizada por inflamação crônica das vias aéreas. Apresenta sintomas respiratórios como sibilos, falta de ar, sensação de aperto no peito e tosse, que variam ao longo do tempo e em intensidade com a limitação variável do fluxo aéreo expiratório. Geralmente está associada à hiper-responsividade brônquica e à inflamação das vias aéreas. A sua principal característica quando aguda, é um episódio súbito e reversível de broncoconstrição, levando a um aumento da resistência das vias aéreas que varia em gravidade. A mudança aguda na carga mecânica (principalmente resistiva) gera hiperinsuflação, aumento do esforço muscular respiratório e dispneia. A hiperinsuflação também reduz a eficiência muscular respiratória, e, portanto, o desempenho da musculatura respiratória pode, em última análise, evoluir para fadiga e exaustão.”
Pneumonia.
Doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC).
Tuberculose.
Síndrome do desconforto respiratório agudo (SDRA).
Asma.
Pacientes com doenças neuromusculares frequentemente desenvolvem tosse ineficaz em decorrência da fraqueza dos músculos respiratórios, favorecendo a retenção de secreções, as atelectasias e as infecções pulmonares.
Sobre o manejo respiratório desses pacientes, considerando as recomendações atuais, assinale a afirmativa correta.
A insuflação-exsuflação mecânica deve ser reservada apenas para pacientes submetidos à ventilação mecânica invasiva.
A insuflação-exsuflação mecânica deve ser evitada em pacientes com esclerose lateral amiotrófica devido ao risco aumentado de broncoespasmo.
Em pacientes com fraqueza neuromuscular e tosse ineficaz, recomenda-se o uso da insuflação-exsuflação mecânica como estratégia para aumentar a eficácia da tosse e auxiliar na depuração de secreções.
A utilização rotineira da insuflação-exsuflação mecânica é recomendada para todos os pacientes com doenças neuromusculares, independentemente da presença de tosse ineficaz.
A insuflação-exsuflação mecânica tem como principal objetivo promover recrutamento alveolar sustentado, sendo seu efeito sobre a eliminação de secreções considerado secundário.
A Espirometria é uma prova de função pulmonar amplamente empregada no diagnóstico de doenças respiratórias e monitoramento da eficácia da reabilitação pulmonar. Com base nos parâmetros mensurados durante a realização desse teste, é possível afirmar que:
O volume residual funcional corresponde ao volume de gás que permanece nos pulmões após uma inspiração máxima.
O Pico de Fluxo Expiratório é o maior fluxo alcançado durante a expiração lenta e gradual basal.
O volume expiratório forçado no primeiro segundo é o volume de ar exalado no primeiro segundo após uma inspiração máxima.
A capacidade vital forçada representa o volume de ar que permanece nos pulmões após a realização de uma expiração máxima.
Um paciente jovem com Fibrose Cística apresenta-se para atendimento fisioterapêutico com grande quantidade de secreção viscosa e purulenta em vias aéreas distais. O fisioterapeuta decide aplicar a técnica de Drenagem Autógena (DA) para facilitar o transporte do muco. Para que a técnica seja eficaz no deslocamento da secreção das vias aéreas distais para as proximais, como deve ser a orientação de execução dada ao paciente?
Realizar inspirações curtas e rápidas seguidas de tosse provocada (tic-traqueal).
Executar vibrocompressão torácica manual exclusivamente na fase inspiratória.
Utilizar o incentivador inspiratório a fluxo de forma rápida para atingir a capacidade pulmonar total.
Realizar a manobra de Valsalva sustentada por 10 segundos antes de cada esforço expiratório.
Realizar inspirações e expirações lentas e controladas, iniciando em baixos volumes pulmonares (próximo ao volume residual) progredindo para volumes médios e altos para coletar e expelir a secreção nas vias aéreas centrais.