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O teste de Lachman é um exame clínico específico, realizado com o joelho em leve flexão, que avalia a integridade do ligamento cruzado anterior (LCA), sendo considerado um dos testes com maior sensibilidade para o diagnóstico de sua ruptura.
Certo
Errado
Durante teste de alongamento dos isquiotibiais em decúbito dorsal, o fisioterapeuta observa dor localizada em região de inserção proximal do tendão; indique a provável anomalia patomecânica associada:
Tendinopatia dos isquiotibiais com encurtamento musculotendíneo.
Ruptura completa recente de ligamento cruzado posterior.
Condromalácia patelar grau IV.
Síndrome do túnel do carpo.
Fascite plantar aguda.
Leia o caso a seguir.
Paciente do sexo masculino, 45 anos, com queixa de dor no ombro direito há 3 meses. Durante o exame físico, feito pelo fisioterapeuta, é realizado o teste de Jobe para avaliação da integridade do manguito rotador. O paciente apresenta dor e fraqueza ao manter o braço em abdução de 90 graus no plano da escápula, com rotação interna e resistência aplicada no sentido inferior.
A estrutura anatômica avaliada e o mecanismo que explica esse achado são, respectivamente, tendão do
supraespinal e compressão subacromial durante abdução com rotação interna que reduz o espaço subacromial.
infraespinal e tensionamento excessivo das fibras musculares durante o movimento de rotação externa resistida.
subescapular e insuficiência muscular na estabilização anterior da cabeça umeral durante a elevação do braço.
redondo menor e instabilidade glenoumeral posterior com translação excessiva da cabeça umeral durante abdução.
Durante a avaliação fisioterapêutica de um paciente com dor anterior no ombro, após esforço repetitivo, o fisioterapeuta suspeita de lesão do tendão da cabeça longa do bíceps braquial. Considerando os testes funcionais específicos utilizados para essa condição, assinale a alternativa correta.
O teste de Phalen é indicado para confirmação de lesões do bíceps braquial.
O teste de Jobe avalia especificamente a integridade do tendão da cabeça longa do bíceps braquial.
O teste de Speed é realizado com o cotovelo estendido e o antebraço supinado, sendo positivo quando a flexão resistida do ombro provoca dor anterior.
O teste de Yergason é positivo quando há dor na face posterior do ombro durante a abdução passiva.
Na avaliação de um paciente com queixa de dor no ombro, o fisioterapeuta identifica um arco doloroso ativo entre 60 e 120 graus de abdução. A contração isométrica resistida da abdução é dolorosa, enquanto os testes de impacto de Neer e Hawkins-Kennedy são positivos. A palpação revela ponto gatilho hiperálgico no músculo supraespinhal. O sinal clínico caracterizado pela queda súbita do braço ao atingir aproximadamente 120 graus de abdução ativa, por falha na ação do músculo supraespinhal, é classicamente denominado:
Sinal de Neer.
Sinal de Jobe.
Sinal de Hawking.
Sinal de Codman.
Sinal do Arco Doloroso.
Um paciente de 40 anos apresenta dor lombar que irradia para a face posterior da coxa e perna direita, seguindo o dermátomo de S1. O teste de elevação da perna estendida (Lasegue) é positivo a 40 graus. A ressonância magnética confirma uma hérnia de disco póstero-lateral em L5-S1. Qual é a abordagem fisioterapêutica inicial mais prudente e baseada em evidências?
Realizar manipulação vertebral (thrust) de alta velocidade na região lombar para “recolocar” o disco no lugar.
Focar em exercícios de extensão da coluna (Método McKenzie), se eles centralizarem a dor (ou seja, diminuírem a dor irradiada), e em exercícios de estabilização segmentar e controle neuromotor.
Prescrever repouso absoluto no leito por 2 semanas.
Iniciar um programa de fortalecimento abdominal intenso (ex: abdominais completos) para proteger a coluna.
Alongar agressivamente os músculos isquiotibiais e o nervo ciático para liberar a compressão.
O disrafismo espinhal é um termo amplo que se refere a um grupo de defeitos congênitos da coluna vertebral causados pela falha no fechamento do tubo neural durante as primeiras semanas de desenvolvimento embrionário. Estes defeitos variam em gravidade e apresentação clínica, além disso, estas anomalias não apenas impactam a medula espinal, mas também influenciam significativamente a estrutura e a função da coluna vertebral, muitas vezes levando a deformidades complexas como escoliose e cifose. A relação entre o disrafismo espinhal e as deformidades da coluna é complexa e multifacetada. E, a presença de uma anomalia neurológica intrínseca pode afetar o crescimento e a estabilidade da coluna, resultando em deformidades que requerem intervenção precoce para prevenir a progressão e complicações associadas. A respeito do disrafismo espinhal e das deformidades da coluna vertebral, informe se é verdadeiro (V) ou falso (F) para o que se afirma e assinale a alternativa com a sequência correta.
( ) O disrafismo espinhal apresenta ampla variabilidade clínica e neurológica, tornando-se um desafio diagnóstico e terapêutico. A apresentação clínica pode variar de formas leves, onde os pacientes são assintomáticos ou apresentam apenas pequenas alterações cutâneas na região lombar, até formas graves, onde há comprometimento significativo da função neurológica e cognitiva. Crianças com formas graves de disrafismo espinhal podem estar acamadas, apresentando severas limitações motoras e cognitivas.
( ) Os déficits neurológicos no disrafismo espinhal podem ser sutis ou graves: os casos simples podem incluir apenas sintomas esfincterianos, como incontinência urinária ou fecal, sem déficits motores evidentes e, esses pacientes são deambulantes; os casos intermediários podem apresentar fraqueza muscular e perda de sensibilidade em diferentes graus, variando de leve fraqueza até paraparesia flácida já com alterações ortopédicas como o pé torto, são pacientes geralmente deambulantes, eventualmente com uso de órteses já que a fraqueza é pior nos segmentos distais; e, os casos graves incluem paraplegia flácida completa, onde há perda total de função motora abaixo do nível da lesão, além de possíveis comprometimentos cognitivos severos causados pelas comorbidades do disrafismo, esses pacientes geralmente são não deambulantes e se locomovem em cadeira de rodas ou eventualmente são acamados.
( ) As deformidades da coluna associadas ao disrafismo espinhal podem surgir tanto intraútero quanto após o nascimento da criança: a cifoescoliose, descrita como a curvatura lateral da coluna, pode ser leve e compensada pelo corpo, ou severa, causando deformidades estruturais significativas; a escoliose, descrita como curvatura exagerada da coluna no plano sagital que pode ser longa, quando inclui vários segmentos da coluna ou de raio curto, quando acompanhadas de malformação óssea vertebral; e, a cifose, descrita como a combinação de escoliose e cifose, resultando em uma deformidade complexa e multifacetada.
( ) As deformidades da coluna associadas ao disrafismo espinhal estão incluídas dentro do grande grupo das escolioses neuromusculares. Essas escolioses estão inseridas no contexto das escolioses de início tardio, que é uma condição caracterizada pela presença de uma deformidade da coluna detectada em crianças grandes. A escoliose de início precoce é subdividida em diferentes tipos com base na etiologia e características da deformidade: escoliose neuromuscular, curvatura da coluna sem causa conhecida, diagnosticada antes dos 10 anos; escoliose idiopática de início precoce, resultante de malformações vertebrais por defeitos de formação ou segmentação da coluna durante a fase embrionária e estão presentes desde antes do nascimento; e, escoliose congênita: associada a condições neurológicas ou musculares.
( ) As escolioses neuromusculares podem ser classificadas em dois tipos principais com base no padrão da curvatura: tipo C, a curvatura da coluna forma um arco simples, em forma de “C” longo, este tipo de escoliose é comum em pacientes com controle neuromuscular assimétrico, onde a fraqueza muscular em um lado do corpo é mais pronunciada e, acomete predominantemente, pacientes não deambulantes; tipo S, a curvatura da coluna forma dois arcos opostos, resultando em uma deformidade em forma de aspas, este tipo frequentemente é visto em pacientes que deambulam com ou sem auxílio. E, a distinção entre os tipos C e S é importante para a orientação do tratamento e prognóstico, pois cada padrão de curvatura pode responder de maneira diferente às intervenções terapêuticas.
( ) O tratamento conservador das deformidades da coluna vertebral associadas ao disrafismo espinhal visa melhorar a função e prevenir a progressão da deformidade. A fisioterapia desempenha um papel crucial na manutenção da mobilidade e da função respiratória das crianças com disrafismo espinhal. Programas de exercícios personalizados podem ajudar a fortalecer os músculos paravertebrais, melhorar a flexibilidade e prevenir contraturas. Além disso, técnicas de fisioterapia respiratória são importantes para manter a capacidade pulmonar e prevenir complicações respiratórias. O uso de órteses, como coletes de suporte, pode ser indicado em situações excepcionais para pacientes com escoliose e cifose para ajudar a manter o alinhamento da coluna e reduzir a progressão da deformidade. E, quando indicada é considerada uma medida temporária até que o paciente esteja pronto para a intervenção cirúrgica, se necessária.
V – F – V – F – V – F.
V – V – F – F – V – V.
F – F – V – V – F – F.
F – V – F – V – F – V.
A fisioterapeuta Fabíola recebe para atendimento uma paciente vítima de uma colisão de carro. A paciente relata que estava no banco do carona, sem cinto, e bateu com os joelhos no painel. No hospital foi constatada ruptura total do ligamento cruzado posterior (LCP) do joelho direito e realizada a reconstrução do ligamento lesionado. São critérios sugeridos para a deambulação sem muletas após a reconstrução do LCP, EXCETO:
Ausência de desvios da marcha.
Dor ou derrame articular mínimo ou ausente.
Flexão de joelho ativa e passiva de 0° a pelo menos 90°.
Força do quadríceps de pelo menos grau 3/5 no teste muscular manual.
A fisioterapeuta Luana está realizando o primeiro atendimento de um jovem de 19 anos que sofreu acidente de motocicleta há cerca de 5 meses. Ao analisar os exames de imagem, a fisioterapeuta nota que se trata de uma fratura cominutiva do fêmur esquerdo. Uma fratura cominutiva tem como característica:
I. Fraturas com mais de dois fragmentos.
II. Podem ter padrão em forma de cunha ou borboleta.
III. Podem ocorrer em dois ou três níveis segmentares.
Quais estão corretas?
Apenas I.
Apenas II.
Apenas I e III.
I, II e III.
A tríade infeliz de O'Donoghue é uma lesão complexa do joelho que envolve estruturas estabilizadoras fundamentais. De acordo com a biomecânica da lesão, as estruturas classicamente acometidas são:
LCA, menisco lateral e LCM.
LCP, menisco medial e LCL.
LCA, menisco medial e LCM.
LCP, menisco lateral e LCM.
LCA, menisco medial e LCL.
Com relação ao ombro doloroso, assinale a alternativa correta.
A presença de dor intensa de início súbito e dor noturna são sugestivas de capsulite adesiva.
Os músculos com síndrome dolorosa miofascial que podem mimetizar ou coexistir com a síndrome do manguito rotador incluem principalmente infraespinal, trapézio superior, subescapular, supraespinal, levantador da escápula, peitoral maior, deltoide anterior e posterior, escalenos, bíceps braquial e redondo maior. Porém, essa ocorrência é incomum e seu tratamento tem pouco impacto nos casos de dor crônica.
A associação de positividade nos testes Uppercut, Speed e Yergason tem alta sensibilidade e especificidade para tendinite biciptal.
O Teste de Adução cruzada tem baixa sensibilidade e especificidade para hipótese diagnóstica de osteoartrite acrômio-clavicular.
O teste de O’Brien positivo é patognomônico de lesão anterossupero lateral do labrum glenoidal.
Sobre as alterações osteometabólicas do paciente com lesão medular assinale a alternativa correta.
As fraturas por fragilidade são raras e só atingem pacientes com lesões altas e com muitos anos de lesão.
A osteoporose é frequentemente observada na densitometria, mas essa é considerada uma complicação esperada e não deve ser tratada.
São frequentes em pacientes tetraplégicos nas seguintes localizações: fêmur proximal, fêmur distal e antebraço.
Há grande perda de massa óssea em fêmur, podendo atingir valores de mais de 50%, nos primeiros meses após a lesão.
As fraturas por fragilidade óssea em membros inferiores de lesados medulares crônicos requerem, obrigatoriamente, imobilização gessada.
Beltrano, de 25 anos, atleta de handebol, sofreu uma luxação traumática anterior de ombro direito durante uma partida. Após a redução médica e período de imobilização, ele apresenta dor grave à palpação da interlinha articular, moderada apreensão positiva a 90° de abdução e rotação externa, além de fraqueza leve nos rotadores externos. Sua Deficiência Cinético-Funcional Musculoesquelética é D03.01.2.1.3.3, com M07.01 (Básica): Atividades básicas de membro superior limitada, M08.01 (Avançada): Atividades avançadas de membro superior com completa limitação. P05.01: Participação em atividades esportivas com Deficiência Cinético-Funcional com restrição. Diagnóstico Fisioterapêutico (CBDF): D03.01.2.1.3.3 | M08.01.4 | P05.01.4.
Diante das informações, analise as assertivas a seguir.
I- O Resumo do Diagnóstico Fisioterapêutico Completo é “Paciente apresenta Deficiência Cinético-Funcional Musculoesquelética (D03) associada a quadro de instabilidade e dor no ombro, com grave redução de funções musculares e controle do movimento, resultando em limitação completa para atividades avançadas de membro superior (M08) e restrição completa de participação esportiva (P05)”.
II- M08.01.4 (Atividades Avançadas de Membro Superior): Bloco A (M08.01) identifica Atividades Avançadas de Membro Superior (como o gesto do arremesso no handebol) com presença de Deficiência Cinético-Funcional.
III- M08.01.4 (Atividades Avançadas de Membro Superior): Bloco B (.4) caracteriza o grau de limitação como incompleta, o que significa que o paciente é capaz de realizar o gesto esportivo no momento.
IV- O código P05.01.4 descreve o impacto na vida social e profissional do atleta. Bloco A (P05.01) identifica a participação em atividades recreativas, de lazer e esportivas com presença de Deficiência Cinético-Funcional.
V- O código P05.01.4 descreve o impacto na vida social e profissional do atleta. Bloco B (.4) caracteriza uma restrição completa, indicando que o atleta está totalmente afastado das competições e treinos de handebol devido à luxação.
É CORRETO o que se afirma apenas em:
II, III, IV e V.
I e III .
I, II, IV e V.
I e IV.
II, III e V.
Um paciente de 45 anos apresenta dor no ombro, dificuldade para elevar o membro superior e teste positivo de Neer e Hawkins-Kennedy.O diagnóstico fisioterapêutico mais provável é:
Lesão do ligamento cruzado anterior
Síndrome do impacto subacromial
Epicondilite lateral
Capsulite adesiva
Qual o objetivo do teste de Craig? Assinale a alternativa CORRETA.
Avaliar condições patológicas do quadril em crianças mais velhas e adultos jovens.
Avaliar a estabilidade do quadril e a capacidade dos abdutores do quadril para estabilizar a pelve sobre o fêmur.
Testar a síndrome do impacto anterossuperior ou uma ruptura do labrum anterior no quadril, bem como uma tendinite do iliopsoas.
Medir a anteversão femoral ou torção para frente do colo femoral.
Os meniscos (discos fibrocartilaginosos) separam os côndilos tibiais dos femorais. Quando o joelho está flexionado, os meniscos se deformam para manter a congruência entre os côndilos. Pressionando para baixo, forçando lateral e medialmente, podemos ter crepitações ou dor em qualquer lado. Assinale a alternativa correta que indica a qual dos seguintes testes ortopédicos isto se refere.
Teste de Mcmurray.
Teste de deslocamento da dor à palpação de Steinman.
Teste de compressão de Apley
Teste de Losee.
São ossos longos que fazem parte do esqueleto apendicular, EXCETO:
Clavícula.
Ulna.
Fêmur.
Escápula.
Tíbia.
Qual teste abaixo é utilizado para verificar a presença de epicondilite lateral?
Sinal de Tinel
Teste de Cozen.
Sinal de lata vazia.
Teste de Finkelstein.
Teste de Garcia-Elias.
Um atleta de 28 anos, jogador de rugby, sofreu um trauma durante uma partida ao realizar um tackle com o ombro em abdução de 90° e rotação externa. Após o impacto, relatou dor intensa no ombro direito acompanhada de perda súbita de força, limitação para elevar o braço e dificuldade para dormir sobre o lado afetado. A ressonância magnética evidenciou uma lesão de Hill–Sachs grave.
Com base neste caso clínico, assinale a alternativa correta:
O relato de dor pode piorar em posição de flexão e adução de ombro.
O relato de dor pode piorar em posições de abdução ou hiperextensão de ombro.
A positividade do teste de apreensão no final da abdução e rotação lateral (end range) está atribuída à presença de defeito na cavidade glenoidal, e não à lesão de Hill-Sachs.
A confirmação da instabilidade do ombro não é necessária sob anestesia, pois o exame físico em vigília é sempre suficiente para detectar lesões de Hill-Sachs.
Após a lesão não há possibilidade de uma nova luxação.
O padrão de descontinuidade do tecido ósseo após um trauma define a classificação morfológica da fratura. Acerca das características anatômicas e dos impactos teciduais de cada tipo de fratura, assinale a alternativa correta:
A fratura por avulsão expressa-se pelo surgimento de múltiplos fragmentos ósseos pulverizados na diáfise, sendo uma ocorrência restrita aos ossos longos e pesados do esqueleto axial.
A fratura cominutiva consiste em uma rachadura perfeitamente paralela ao eixo longitudinal do osso, cujo tratamento dispensa intervenções cirúrgicas complexas devido à ausência de fragmentação.
A fratura oblíqua caracteriza-se por uma fenda diagonal através do osso com extremidades bastante irregulares e pontiagudas, apresentando um risco considerável de causar danos aos tecidos moles adjacentes.
A fratura transversa diferencia-se da fratura linear por propagar-se de modo diagonal ao osso, impulsionada por uma força de torção que faz o traço girar ao longo do eixo longitudinal.
A fratura linear determina uma separação em que um fragmento ósseo é tracionado para longe de sua posição original pela força de arrancamento de um ventre muscular hipertrofiado.