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Durante a fase inflamatória ou exsudativa do reparo tecidual, que ocorre tipicamente nas primeiras 48 a 72 horas após a lesão aguda, o tecido conjuntivo apresenta um aumento da permeabilidade vascular e quimiotaxia. Nesse estágio, o planejamento terapêutico do fisioterapeuta deve priorizar a proteção biológica do tecido, fundamentando-se em:
Controle do quadro álgico e modulação da resposta inflamatória por meio de recursos de eletrotermofototerapia e compressão, respeitando a fragilidade do coágulo de fibrina.
Ganho de amplitude de movimento por meio de alongamentos estáticos sustentados, com o intuito de prevenir aderências teciduais no foco da lesão.
Estímulo ao anabolismo protéico por meio de exercícios resistidos com carga excêntrica progressiva, visando o alinhamento precoce das fibras colágenas.
Facilitação neuromuscular visando o retorno imediato à atividade de alto impacto, utilizando o estresse mecânico para acelerar a transição para a fase de maturação.
Instituição de imobilização gessada absoluta e prolongada, a fim de evitar qualquer sinal de angiogênese ou fibroplasia na zona de penumbra da lesão.
Após período prolongado de imobilidade, o paciente inicia reabilitação motora e apresenta fraqueza global, diminuição do controle postural e baixa tolerância ao esforço. Qual abordagem fisioterapêutica é mais coerente com a recuperação funcional segura?
Progressão gradual do treino motor, incluindo sedestação, ortostatismo assistido e exercícios funcionais.
Intervenções focadas apenas em fortalecimento de membros inferiores.
Treino motor intensivo sem monitorização.
Manutenção de imobilização parcial para evitar fadiga.
Evitar exercícios respiratórios para não elevar o gasto energético.
A prescrição de exercícios terapêuticos deve considerar as condições clínicas e funcionais do paciente. Um dos principais objetivos da cinesioterapia é:
Restringir movimentos articulares para evitar sobrecarga.
Restaurar ou melhorar mobilidade, função e capacidade funcional.
Promover imobilização prolongada das articulações afetadas.
Substituir completamente outras formas de tratamento.
Uma paciente de 45 anos com diagnóstico de Esclerose Sistêmica (Esclerodermia) apresenta espessamento da pele nas mãos e face, fenômeno de Raynaud e desenvolvimento de contraturas em flexão dos dedos. A fisioterapia é crucial para manter a função. Qual é a abordagem mais importante para prevenir a perda de função das mãos nesta paciente?
Um programa que inclua educação sobre proteção articular e conservação de energia, parafina para aquecimento e melhora da elasticidade da pele, e um plano de exercícios domiciliares de amplitude de movimento para todas as articulações dos dedos e punho.
Focar em exercícios de fortalecimento de preensão com alta resistência para combater a rigidez.
Utilizar crioterapia para reduzir a inflamação associada ao espessamento da pele.
Indicar o uso de órteses estáticas de repouso durante o dia todo para prevenir as deformidades.
Realizar manipulações articulares de alta velocidade para romper as aderências de tecido.
Na Terapia de Movimento Induzido por Restrição, utilizam-se com sucesso diversos princípios de intervenção individual para melhorar a adesão ao exercício e aos comportamentos orientados à função física.
A intervenção que envolve pedir aos participantes que escrevam atividades específicas, que normalmente realizam durante o curso de um dia e, em seguida, entrar em um acordo com o fisioterapeuta sobre o que será realizado e como será realizado, sendo a verificação da execução realizada por meio do preenchimento de um diário, é chamada de:
Apoio social.
Monitoramento.
Apoio intervencional.
Contrato comportamental.
Intervenção de resolução de problemas.
A Resolução COFFITO nº 565/2022 normatiza a atuação do fisioterapeuta e da equipe de Fisioterapia na Atenção Domiciliar, pública ou privada, com ênfase na promoção, prevenção, recuperação e cuidados paliativos. Define como atribuição exclusiva do fisioterapeuta o diagnóstico e o plano terapêutico.
Considerando as previsões contidas na Resolução COFFITO nº 565/2022, é CORRETO afirmar que:
a decisão e definição do plano fisioterapêutico domiciliar não são de exclusiva responsabilidade do fisioterapeuta.
todas as ações concernentes à Atenção Domiciliar de Fisioterapia devem ser registradas em prontuário a ser mantido no domicílio do paciente, sob os seus cuidados ou da família.
o fisioterapeuta não poderá fazer uso da teleconsulta e do telemonitoramento para acompanhamento dos pacientes domiciliares.
as empresas que exercem como atividade a Fisioterapia na atenção domiciliar não precisam registrar-se nos respectivos Conselhos Regionais.
o fisioterapeuta e as pessoas jurídicas que prestam serviços de Fisioterapia não necessitam da anuência, por meio do Termo de Consentimento, do paciente para a intervenção fisioterapêutica.
Estudos atuais sobre o tratamento de crianças com Paralisia Cerebral permitem a identificação de técnicas que são mais recomendadas para a utilização nessa condição de saúde, com base nos objetivos do tratamento, preferências da família/paciente e disponibilidade de recursos humanos e estrutura, como recomenda a prática em saúde baseada em evidências.
Nesse contexto, é CORRETO afirmar que quando o desfecho pretendido é/são:
habilidade motora grossa/mobilidade, recomenda-se treino de marcha na esteira ergométrica, treino orientado por metas, treino de resistência cardiorrespiratória, Bandagem funcional, treino de força.
equilíbrio, recomenda-se treino de força e estimulação elétrica.
os componentes da marcha e resistência (endurance), recomenda-se uso de dispositivo de comunicação para letramento individualizado.
força muscular, recomenda-se treino de equilíbrio e propriocepção.
habilidade manual, recomenda-se treino de marcha na esteira ergométrica, treino de marcha na esteira ergométrica com suporte parcial de peso, treino funcional de marcha, treino de resistência cardiorrespiratória.
Entre os diferentes modelos de próteses parciais, existe uma modalidade caracterizada por ser um implante monobloco, constituído por uma única peça que integra a haste femoral e a cabeça protética, sendo, na maioria das vezes, fixada ao fêmur com o uso de cimento ortopédico. Essa descrição corresponde à prótese
bipolar.
de Fabroni.
de Charnley.
de Thompson.
total híbrida.
No contexto das diretrizes atuais voltadas à atenção às pessoas com transtorno mental em conflito com a lei, assinale a alternativa que está em consonância com a política de saúde mental e com os princípios da reforma psiquiátrica brasileira.
Priorizam a ampliação dos hospitais de custódia como principal estratégia assistencial.
Defendem a institucionalização prolongada como medida preferencial para proteção social.
Valorizam a substituição do modelo manicomial por uma atenção baseada na Rede de Atenção Psicossocial e na garantia de direitos.
Recomendam a segregação dos usuários em serviços exclusivos, sem articulação com a rede territorial.
Estabelecem que o cuidado em liberdade deve ser adotado apenas quando houver inexistência de serviços especializados.
A Rede de Cuidados à Pessoa com Deficiência (RCPD) propõe-se a atender os pacientes por meio da elaboração de um
programa individualizado, realizado com base na avaliação fisioterapêutica.
programa de reabilitação baseado na comunidade, a partir da avaliação do agente comunitário de saúde.
programa de reabilitação baseado na comunidade, apoiado na avaliação médica.
projeto terapêutico singular, segundo a avaliação da assistente social.
projeto terapêutico singular, com base na avaliação biopsicossocial.
Segundo as recomendações da Clinical Practice Guideline da JOSPT para a tendinopatia do manguito rotador, assinale a opção que apresenta a recomendação de nível A como tratamento inicial.
Priorizar os recursos eletroterapêuticos no início do tratamento.
Indicar infiltração de corticoide como primeira linha de tratamento para todos os pacientes.
Recomendar uma avaliação cirúrgica precoce para todos os pacientes com tendinopatia do manguito rotador.
Prescrever repouso relativo do ombro como tratamento exclusivo, até a resolução completa dos sintomas.
Prescrever um programa de exercícios de reabilitação ativa, como tratamento inicial para reduzir dor e incapacidade.
Um homem de 52 anos com mielopatia associada ao HTLV-1 apresenta paraparesia espástica, fadiga, urgência urinária, quedas ocasionais e redução da participação social.
Sobre o plano de cuidado fisioterapêutico mais adequado para esse caso, assinale a afirmativa correta.
Utilizar treinamento resistido e aeróbico em intensidade elevada, buscando ampliar a reserva motora apesar da fadiga relatada.
Concentrar o programa em conservação de energia e mobilidade por cadeira de rodas, mantendo a marcha apenas nas atividades essenciais.
Priorizar inicialmente mobilidade e manejo da espasticidade, introduzindo fortalecimento e treino de marcha após redução dos padrões espásticos.
Elaborar um programa individualizado com força, equilíbrio, marcha, manejo da espasticidade e fadiga, prevenção de quedas e avaliação de dispositivos, articulado ao cuidado multiprofissional.
Direcionar a abordagem aos problemas motores e encaminhar sintomas urinários, dor e repercussões psicossociais quando interferirem na adesão.
Situação hipotética: Um atleta sofre uma entorse de tornozelo durante uma partida. Assertiva: A conduta fisioterapêutica imediata deve seguir o protocolo HEAT, que consiste na aplicação de calor (Heat), elevação, deambulação (Ambulation) e tratamento medicamentoso (Treatment).
Certo
Errado
Luiza, após tratamento conservador por ruptura de 25% da fibras do tríceps sural à direita, foi encaminhada à fisioterapia. Após a avaliação, o fisioterapeuta optou por usar a técnica de inibição recíproca para alongar a musculatura extensora do membro inferior direito, como uma das possibilidades para ganho de elasticidade.
Essa técnica refere-se à
inibição da musculatura flexora do membro inferior direito.
excitação da musculatura extensora do membro inferior direito.
inibição da musculatura sinergista do membro inferior.
excitação da musculatura sinergista do membro inferior.
inibição da musculatura extensora do membro inferior direito.
Na elaboração do plano de tratamento fisioterapêutico para um paciente com fascite plantar, o fisioterapeuta prescreveu a terapia com ondas de choque. Quanto aos efeitos proporcionados ao paciente por esse recurso, assinale a alternativa correta.
As ondas de choque de alta energia são capazes de estimular uma mudança no fenótipo do macrófago de M2 para M1, potencializando o processo regenerativo tecidual.
O estímulo químico culmina em reações químicas, como a liberação de biomoléculas de difosfato de adenosina, ocasionando a ativação da sinalização celular.
Na fase do efeito físico, as ondas de choque promovem alteração das funções dos canais aquaporinas nas membranas celulares, contribuindo no processo de síntese proteica.
Na fase de efeito biológico, ocorre a modulação do processo de angiogênese e as ações anti-inflamatórias, atuando no processo de cicatrização de tecidos moles.
As ondas de choque causam uma pressão negativa entre os tecidos e as células, promovendo analgesia ao diminuir a permeabilidade das membranas celulares.
Um paciente com AVC agudo é atendido pelo fisioterapeuta no hospital. O fisioterapeuta planeja uma intervenção baseada em Terapia Orientada à Tarefa (TOT) para os membros superiores, considerando que o paciente possui grau de força muscular 2 em flexores de ombro. Qual estratégia de intervenção e dosagem é a mais adequada para este caso?
Realizar sessões curtas (aprox. 10 minutos) de 2 a 4 vezes por dia, utilizando estratégias como eliminação da gravidade (decúbito lateral) e redução do atrito (uso de toalha) para facilitar o movimento.
Realizar uma única sessão diária de 60 minutos, focando em movimentos passivos para evitar a fadiga do paciente.
Priorizar o uso de polias e cinesioterapia autoassistida acima de 90 graus para ganhar amplitude de movimento rapidamente.
Focar exclusivamente no treino de marcha com suporte de peso para acelerar a alta.
Prescrever apenas repouso no leito até que a força muscular atinja grau 4.
De acordo com a Política Nacional de Saúde da Pessoa com Deficiência e os princípios organizativos do SUS, a atenção à pessoa com deficiência deve assegurar acesso oportuno, continuidade e integralidade. Assim, o cuidado deve ser estruturado
com centralidade na alta complexidade, priorizando serviços hospitalares e procedimentos especializados.
como responsabilidade restrita à atuação médica, com encaminhamentos pontuais para demais profissões.
em rede de atenção, articulando níveis de complexidade e pontos de atenção, garantindo integralidade e longitudinalidade.
por internação, preferencialmente, uma vez que o cuidado contínuo depende de ambiente hospitalar.
Luiz queimou 50% do hemicorpo direito quando fazia churrasco no fim de semana em sua casa. Foi levado ao hospital mais próximo para os cuidados iniciais, onde permaneceu para a continuidade do tratamento. Ele tende a permanecer imóvel, movimentando pouco seu hemicorpo direito devido a dor e desconforto. O fisioterapeuta do serviço avaliou-o, e indicou um programa de exercícios visando preservar as amplitudes de movimento e a necessidade de posicionamento para amenizar as contraturas.
O hemicorpo direito deve ser posicionado por até
12 meses após o incidente, e, em oposição ao plano, à direção que está ocorrendo a contratura.
6 meses após o incidente, e, em oposição ao plano, à direção que está ocorrendo a contratura.
3 meses após o incidente, e, em oposição ao plano, à direção que está ocorrendo a contratura.
6 meses após o incidente, e, no mesmo plano, à direção que está ocorrendo a contratura.
12 meses após o incidente, e, no mesmo plano, à direção que está ocorrendo a contratura.
No contexto do atendimento fisioterapêutico em serviços de urgência e emergência, um paciente politraumatizado encontra-se clinicamente estável, em monitorização contínua, sem contraindicações imediatas à intervenção. Considerando os princípios da atuação fisioterapêutica hospitalar e a prevenção de complicações secundárias, a conduta mais adequada é
iniciar a intervenção restringindo-se ao treino de marcha funcional.
atuar na estabilização clínica, no suporte ventilatório quando indicado e na prevenção de complicações respiratórias e musculoesqueléticas.
limitar a intervenção à realização de alongamentos passivos isolados.
postergar qualquer intervenção fisioterapêutica até a alta hospitalar.
Paciente masculino, 29 anos, vítima de acidente automobilístico, evoluiu com lesão medular traumática completa ao nível de T10, com perda da função motora e sensitiva abaixo do nível da lesão. Durante o acompanhamento em centro de reabilitação, a equipe multiprofissional discute avanços recentes em terapias regenerativas, incluindo o uso da polilaminina, uma molécula sintética baseada na proteína laminina, envolvida na regeneração axonal em modelos experimentais. Considerando os potenciais efeitos da polilaminina e suas implicações para a fisioterapia, assinale a alternativa CORRETA:
A polilaminina atua exclusivamente na redução da espasticidade muscular, sem impacto sobre a regeneração neural ou a plasticidade do sistema nervoso.
A polilaminina tem como principal efeito a substituição funcional dos neurônios lesados, dispensando intervenções fisioterapêuticas durante o processo de recuperação.
A polilaminina poderá favorecer a regeneração axonal, a sobrevivência neuronal e a reorganização de circuitos neurais, podendo ampliar o potencial de recuperação funcional quando associada a intervenções fisioterapêuticas baseadas em atividade e neuroplasticidade.
O uso da polilaminina eliminará a necessidade de reabilitação funcional, pois promove recuperação completa e espontânea da função motora.
A polilaminina poderá ser indicada exclusivamente para o tratamento de lesões musculares periféricas, sem aplicação em lesões do sistema nervoso central.