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Situação hipotética: Um paciente em reabilitação após um acidente vascular encefálico (AVE) é submetido a exercícios repetitivos e orientados a tarefas. Assertiva: Essa abordagem se baseia no princípio da neuroplasticidade, que é a capacidade do cérebro de se reorganizar e formar novas conexões neurais, sendo um processo que se limita às primeiras semanas após a lesão.
Certo
Errado
Testes funcionais são amplamente utilizados na prática fisioterapêutica para avaliar mobilidade, equilíbrio e risco de quedas. Um desses instrumentos consiste em medir o tempo necessário para que o indivíduo se levante de uma cadeira, percorra três metros, realize o retorno ao ponto inicial e sente se novamente, permitindo análise objetiva do desempenho motor e da capacidade funcional. Com base nessa informação, assinale a opção que apresenta o teste dessa descrição.
TUG
BORG
EVA
Hoehn e Yahr
Ashworth
O tratamento das tendinopatias, especialmente do tendão calcâneo (Aquiles), evoluiu com a compreensão da mecanotransdução. Assinale a alternativa correta sobre o "Protocolo de Alfredson" e sua base fisiológica para a remodelação tendínea.
O Protocolo de Alfredson utiliza exercícios isométricos de baixa intensidade realizados apenas uma vez por semana, focando na analgesia através da inibição cortical, sem objetivo de remodelação tecidual estrutural.
O Protocolo de Alfredson baseia-se no repouso absoluto e imobilização gessada por 6 semanas, seguido de uso exclusivo de ultrassom terapêutico e laser, evitando qualquer carga mecânica no tendão para não agravar a inflamação.
O Protocolo de Alfredson consiste na aplicação de ondas de choque extracorpóreas de alta energia combinadas com injeção de corticoide intratendíneo, dispensando a cinesioterapia ativa.
O Protocolo de Alfredson baseia-se em exercícios excêntricos de alta carga para o tríceps sural, realizados de forma repetida, com o objetivo de estimular a remodelação e o realinhamento das fibras do tendão calcâneo.
Em grande queimado em fase de cicatrização, a intervenção fisioterapêutica precoce visa principalmente:
Evitar qualquer movimento para proteger o enxerto.
Estimular exposição solar direta sobre as áreas queimadas.
Prevenir retrações cicatriciais e deformidades articulares com posicionamento e mobilização graduada.
Aplicar agentes térmicos quentes sobre o enxerto.
Focar apenas em treino de corrida leve.
Durante a avaliação da força muscular pela escala do Medical Research Council (MRC), um paciente internado em unidade de internação apresenta grau 2 para o grupo muscular flexor de coxa. Considerando os princípios da avaliação manual de força muscular e sua repercussão funcional, assinale a alternativa correta.
O paciente é capaz de realizar a flexão de coxa em decúbito dorsal, porém não consegue executar o movimento em posição sentada ou ortostática, sem auxílio.
O paciente apresenta contração muscular palpável, sem produção de movimento articular, sendo incapaz de iniciar tarefas funcionais.
O grau 2 indica que o paciente já possui força suficiente para iniciar o treino funcional de marcha sem dispositivos auxiliares.
O paciente consegue realizar a flexão de coxa contra a ação da gravidade, mas não tolera resistência manual mínima.
Um fisioterapeuta está elaborando um plano de reabilitação cinesioterapêutica para um paciente com amputação transtibial, com objetivo de restabelecer sua independência e funcionalidade nas atividades de vida diária (AVDs). Quais tipos de exercícios devem compor o protocolo de intervenção?
Exercícios resistidos com foco na musculatura da coxa, treino de equilíbrio estático e eletroestimulação neuromuscular. A eletroestimulação é usada para melhora da saúde mental percebida.
Fortalecimento muscular, exercícios de flexibilidade passiva e treino de adaptação sensorial. A flexibilidade passiva é essencial para reduzir o risco de queda.
Treino de marcha em velocidade confortável única (10 minutos), fortalecimento excêntrico exclusivo do membro intacto e exercícios respiratórios diafragmáticos.
Fortalecimento isométrico para evitar dor, exercícios aquáticos e treinamento protético tradicional.
Fortalecimento muscular, treinamento de marcha e exercícios funcionais proprioceptivos; e o treino de marcha com progressão de velocidades para reduzir o gasto de energia total de pacientes protetizados.
Durante a reabilitação locomotora, devem ser transmitidas ao paciente orientações fundamentais para a execução segura da subida de escadas sem corrimãos. Uma dessas orientações é:
ao subir escadas com o uso da bengala, o membro inferior não afetado deve subir primeiro; em seguida, sobem a bengala e o membro afetado.
ao descer escadas com o uso da bengala, o membro inferior não afetado e a bengala devem descer primeiro; em seguida, desce o membro afetado.
ao subir escadas com muletas na marcha de três pontos (com descarga de peso), o membro inferior afetado deve subir primeiro; em seguida, sobem a bengala e o membro não afetado.
ao subir escadas com muletas na marcha de três pontos (sem descarga de peso), o paciente mantém o membro não afetado atrás, sobe primeiro o membro afetado, apoiando-se nas muletas, e, em seguida, leva as muletas para o mesmo degrau.
ao descer escadas com muletas na marcha de três pontos (sem descarga de peso), o paciente desce primeiro as muletas, depois o membro não afetado e, por último, o membro afetado.
A amputação geralmente é um evento devastador na vida do indivíduo. A reabilitação precoce e uma equipe multi e interdisciplinar coesa são fundamentais para garantir o sucesso funcional e psicológico do paciente amputado. E, o fisioterapeuta atua em todas as etapas, da pré-cirurgia à independência protética. As amputações de membros inferiores (MMII) podem ser decorrentes de doenças vasculares periféricas (DVP), diabetes mellitus (DM) e também podem ser causadas por traumas. A avaliação fisioterapêutica dos pacientes com amputação de membro inferiores é crucial para a implementação de um programa de reabilitação eficaz. Ela deve ser abrangente e considerar aspectos físicos, funcionais, psicológicos e sociais do paciente. E, a reabilitação pós-amputação visa metas realistas e individualizadas. Diante dessa afirmativa, são objetivos fisioterapêuticos na fase pré-protetização de pacientes com amputação de membros inferiores, exceto:
recuperar a funcionalidade e independência nas atividades diárias, laborais e esportivas.
estimular cuidados com a pele e manejo do edema em membro residual, além de promover alívio da dor no coto de amputação e dor fantasma.
diminuir o risco de quedas, prevenir complicações, e preparar o indivíduo e especialmente o membro residual para protetização.
promover cuidados com membro amputado e, diminuir a função e força do membro preservado.
Paciente do sexo feminino, 62 anos, com histórico de acidente vascular cerebral isquêmico há 3 meses, apresenta hemiparesia à direita, diminuição do equilíbrio em ortostatismo, lentificação da marcha e dificuldade para realizar atividades de vida diária, como vestir-se e caminhar em ambientes externos. Na avaliação fisioterapêutica, observa-se redução da força muscular em membros inferiores direitos, déficit de controle postural e limitação na participação social.
Com base na Classificação Brasileira de Diagnósticos Fisioterapêuticos (CBDF) e no estabelecimento de metas funcionais, assinale a alternativa que melhor representa uma conduta adequada e alinhada ao modelo biopsicossocial:
Formular o diagnóstico fisioterapêutico com base na CBDF, descrevendo as deficiências cinético-funcionais, e estabelecer metas funcionais voltadas para melhora da marcha, do equilíbrio e da independência nas atividades de vida diária e participação social.
Priorizar apenas alterações estruturais, sem considerar limitações de atividade e restrições de participação, definindo metas exclusivamente relacionadas à amplitude de movimento.
Utilizar a CBDF apenas para fins administrativos, sem relação com o planejamento terapêutico e sem definição de metas funcionais mensuráveis.
Registrar apenas o diagnóstico médico (AVC isquêmico) e estabelecer como meta funcional exclusiva o ganho de força muscular global.
Um paciente de 78 anos apresenta histórico de duas quedas no último ano. Durante a avaliação observa-se fraqueza de membros inferiores, marcha lenta e déficit de equilíbrio. A intervenção fisioterapêutica mais indicada para prevenção de novas quedas é:
Restrição da deambulação para evitar novos episódios.
Treinamento de equilíbrio, fortalecimento muscular e treino funcional da marcha.
Rescrição de repouso prolongado.
Exercícios exclusivamente respiratórios.
O conceito de cadeias musculares e a interdependência regional sustentam que o sistema locomotor atua de forma integrada, exigindo do fisioterapeuta a compreensão de que as condições de existir moldam a postura e o movimento. Com base nessa perspectiva integradora, assinale a alternativa CORRETA.
A análise da interdependência regional deve ignorar o significado do adoecimento para o indivíduo, priorizando técnicas manuais passivas em detrimento do suporte aos profissionais para lidarem com as próprias subjetividades.
As alterações posturais observadas devem ser tratadas como disfunções puramente mecânicas, vedando-se a articulação com outros equipamentos do território, como escolas ou igrejas, para manter a pureza do núcleo profissional.
O tratamento das tensões musculares deve negligenciar o uso de Práticas Integrativas e Complementares, uma vez que o Lian Gong e o Tai Chi Chuan não possuem fundamentação para o equilíbrio dinâmico e autorregulação orgânica.
As dores crônicas originadas em contextos de alta vulnerabilidade social devem ser resolvidas exclusivamente por suporte farmacológico, sendo proibida a criação de espaços de escuta das angústias dos profissionais sobre o cotidiano.
A avaliação das cadeias musculares deve fundamentar-se na compreensão de que os modos de viver e as condições de trabalho são produtores de transformações físicas e subjetivas que condicionam as práticas sociais e a saúde.
Um paciente com DPOC apresenta dispneia aos esforços, uso de musculatura acessória, hiperinsuflação dinâmica e baixa tolerância ao exercício. A reabilitação pulmonar deve contemplar:
treino aeróbico e resistido, educação respiratória, conservação de energia e estratégias para controle da dispneia.
repouso funcional, redução das atividades externas e suspensão de exercícios durante períodos de dispneia leve.
exercícios respiratórios de alto volume e alta velocidade, para aumentar a hiperinsuflação e melhorar a ventilação.
foco exclusivo em alongamentos cervicais, pois o uso de musculatura acessória é a causa principal da obstrução pulmonar.
A prevenção de complicações sistêmicas em indivíduos restritos ao leito exige intervenções focadas na mobilização precoce e na manutenção da integridade musculoesquelética e tegumentar. Considerando os riscos da imobilidade prolongada, analise as afirmativas a seguir.
I. A hipotensão ortostática é uma complicação frequente decorrente da redução da sensibilidade dos barorreceptores e do descondicionamento cardiovascular após o repouso prolongado.
II. O posicionamento terapêutico no leito deve incluir a mudança de decúbito a cada 2 (duas) horas para prevenir a ocorrência de lesões por pressão em proeminências ósseas.
III. A imobilidade prolongada induz um aumento imediato da densidade mineral óssea e do trofismo das fibras musculares do tipo I devido à ausência de carga gravitacional.
Está CORRETO o que se afirma em:
I, II e III.
I e III apenas.
I e II apenas.
II apenas.
Na avaliação da laceração do manguito rotador, o fisioterapeuta utiliza um teste adjuvante, especificamente do supraespinhal, onde o profissional faz abdução do braço do paciente até 90º e pede a ele que o baixe lentamente, desde a posição de abdução de volta para o lado, no mesmo arco de movimento. Confirma-se resultado positivo se o paciente não puder retornar o braço lentamente para o lado ou sentir dor intensa ao tentar fazê-lo.
Esse teste é conhecido como:
Teste de Frank.
Teste de Robinns.
Teste de Mc Ronald.
Teste do braço caído.
Teste de laceração do manguito.
No tratamento fisioterapêutico a ser realizado no processo de reabilitação, as intervenções restaurativas concentram-se na deficiência de movimentos a serem tratadas e utilizam intervenções baseadas na atividade e estratégias de aprendizagem motora.
Para serem mais eficazes, as intervenções restaurativas incluem como elementos básicos:
1. Prática repetitiva e intensa de atividades funcionais orientadas à tarefa.
2. Realização preferencial de exercícios passivos isolados, sem a necessária relação com tarefas funcionais ou participação ativa do paciente.
3. Estratégias que melhoram a aprendizagem motora ativa e comportamentos que melhoram a adesão ao tratamento.
4. Priorização do repouso do segmento comprometido, evitando sua utilização durante as atividades funcionais para prevenir fadiga muscular.
5. Estratégias que incentivam o uso dos segmentos corporais mais comprometidos, limitando o uso dos segmentos menos comprometidos.
Assinale a alternativa que indica todas as afirmativas corretas.
São corretas apenas as afirmativas 1, 2 e 3.
São corretas apenas as afirmativas 1, 2 e 5.
São corretas apenas as afirmativas 1, 3 e 5.
São corretas apenas as afirmativas 2, 3 e 4.
São corretas apenas as afirmativas 2, 4 e 5.
Um paciente de 58 anos, com sequela de AVE (Acidente Vascular Encefálico) isquêmico há 6 meses, apresenta um padrão extensor de membro inferior caracterizado por extensão e adução de quadril, extensão de joelho e inversão de tornozelo. Durante a última semana, o cuidador relata que a rigidez do paciente aumentou subitamente, dificultando o posicionamento no leito e a higiene. Ao avaliar, o fisioterapeuta observa a presença de uma úlcera por pressão na região sacral que não existia anteriormente. Além disso, o paciente apresenta fraqueza muscular grave nos membros inferiores. Considerando as diretrizes clínicas para o tratamento da espasticidade, qual deve ser a conduta do fisioterapeuta?
Indicar imediatamente o bloqueio químico com toxina botulínica para todos os grupamentos musculares espásticos, visando reduzir o tônus antes de tratar a úlcera por pressão.
Iniciar exercícios de fortalecimento intensivo e cinesioterapia resistida, ignorando o aumento do tônus, já que a espasticidade é um fenômeno que desaparece completamente durante o sono.
Priorizar o tratamento da úlcera por pressão e das possíveis condições clínicas associadas, pois complicações como infecções e úlceras podem agravar a hipertonia.
Recomendar o uso de medicações antiespásticas sistêmicas (como baclofen ou tizanidina) como única forma de tratamento, visto que recursos físicos como a cinesioterapia não têm efeito sobre reflexos tônicos de estiramento.
Suprimir totalmente a espasticidade por meio de intervenção medicamentosa agressiva, desconsiderando que, em casos de fraqueza muscular grave, a hipertonia pode colaborar na função.
A reabilitação de pacientes com sequelas de Acidente Vascular Cerebral (AVC) envolve diferentes recursos terapêuticos, os quais podem ser aplicados de forma isolada ou combinada, visando melhora da funcionalidade e redução das limitações neuromotoras. Considerando os efeitos fisiológicos e funcionais das intervenções utilizadas nesses pacientes, assinale a alternativa correta:
A associação de técnicas fisioterapêuticas, como cinesioterapia, crioterapia e eletroestimulação, pode favorecer a redução da espasticidade por meio da modulação da atividade neuromuscular.
A terapia do espelho atua exclusivamente na melhora da força muscular do membro afetado, não influenciando aspectos relacionados ao controle motor ou reorganização neural.
A crioterapia, ao reduzir a condução nervosa, promove aumento da excitabilidade neuromuscular, sendo indicada para potencializar a contração em músculos espásticos.
A cinesioterapia deve ser evitada em pacientes com espasticidade, pois pode aumentar o tônus muscular e piorar o padrão motor.
A eletroestimulação apresenta efeito limitado à analgesia, não interferindo na reeducação motora ou no desempenho funcional em pacientes pós-AVC.
Sobre a reabilitação de amputados, pode-se afirmar corretamente que
as alterações visuais não interferem no equilíbrio e sucesso na protetização de membros inferiores.
para amputações de membros superiores, em pacientes jovens, o sucesso de protetização para amputados acima e abaixo do cotovelo é semelhante.
populações geriátricas com amputação transfemoral não se beneficiam de joelhos protético com microprocessador.
a taxa de abandono de próteses para amputados de membros superiores é alta, mas vem diminuindo com a incorporação de novas tecnologias.
a idade está fortemente associada a piores resultados, com apenas 25% dos amputados transfemorais acima de 50 anos de idade alcançando mobilidade comunitária.
O exercício terapêutico é o pilar da reabilitação física, visando a restauração da função e a produção de autonomia do sujeito. No contexto da promoção da saúde e prevenção de agravos, assinale a alternativa CORRETA.
A prescrição de exercícios passivos deve ser a única conduta em pacientes com sequelas de acidente vascular cerebral, proibindo-se a reabilitação psicossocial e a inclusão no território.
O treinamento de força muscular restringe-se ao plano da deficiência biomecânica isolada, sendo vedada a abordagem de questões sociais ou determinantes culturais em grupos de idosos.
As atividades de alongamento devem ser realizadas exclusivamente através da medicalização precoce das fibras musculares com antidepressivos de alta tecnologia centralizada.
A cinesioterapia deve visar a produção de autonomia e o exercício da cidadania, desenvolvendo ações sistemáticas que preservem e aumentem o potencial individual de escolher formas de vida saudáveis.
No ingresso do paciente em um programa de reabilitação cardíaca, a estratificação de risco ajuda a definir vigilância, progressão do exercício e nível de supervisão inicial.
Assinale a alternativa correta sobre os critérios usados para definir supervisão e progressão do exercício.
O baixo risco se reconhece principalmente pela ausência de sintomas em repouso, enquanto o teste de esforço ocupa papel complementar no primeiro enquadramento.
O baixo risco reúne, entre outros achados, boa capacidade funcional, resposta hemodinâmica e eletrocardiográfica favorável e ausência de sintomas isquêmicos.
A fração de ejeção sozinha organiza o risco, porque sintomas, resposta ao esforço e recuperação têm utilidade secundária no primeiro enquadramento.
A ausência de sintomas isquêmicos em repouso basta para enquadrar o paciente como baixo risco, ainda que a capacidade funcional seja reduzida e a resposta ao esforço seja desfavorável.
A estratificação inicial perde utilidade em reabilitação supervisionada, porque a progressão passa a depender da tolerância observada em cada sessão.