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De acordo com o funcionamento e as definição das modalidades ventilatórias utilizadas durante a assistência ventilatória mecânica, que é uma das áreas de atuação do fisioterapeuta, assinale a alternativa correta.
Na ventilação mandatória intermitente sincronizada (SIMV), ocorrem sempre três tipos de ciclos programados controlados pelo ventilador e pode haver um ciclo controlado pelo paciente.
A ventilação controlada a pressão (PCV) é um modo ventilatório ciclado a tempo, assistido por pressão ilimitada, caracterizada pelo padrão de fluxo desacelerado.
Na modalidade de ventilação mecânica assisto-controlada permite-se que o próprio paciente inicie ciclos respiratórios, não havendo a necessidade de determinar uma frequência respiratória mínima.
Na modalidade de ventilação mecânica controlada não há ajuste ativo da sensibilidade. A frequência respiratória é fixa.
A ventilação por pressão positiva contínua das vias aéras (CPAP) propicia aumento da pressão na via aérea na inspiração e redução sincronizada na expiração.
Quando um paciente encontra-se em ventilação mecânica invasiva, é necessário que se pense em desmame para minimizar os possíveis danos causados pela ventilação mecânica. Em relação ao desmame da VMI, este deverá ser interrompido caso o paciente apresente pelo menos 2 parâmetros clínicos comprometidos. Parâmetro que representa um sinal de intolerância ao teste do desmame:
SpO2 > 90%.
FC < 140bpm.
PAS > 180mmHg ou <90mmHg.
FR < 35ipm.
A maioria dos indivíduos que apresentam SARA, processo de edema pulmonar agudo, não cardiogênico e associado a uma hipoxemia persistente, precisam de suporte ventilatório. A ventilação mecânica tem como objetivos manter a troca gasosa e evitar as lesões pulmonares, associadas ao suporte ventilatório. Os princípios das chamadas estratégias protetoras de ventilação mecânica na SARA são, exceto:
Aplicação de baixos volumes.
Uso de altas frequências respiratórias.
Ajuste da PEEP em 2 cmH2O acima do ponto de inflexão.
Limitações no pico de pressão.
Manobras de recrutamento.
Em um paciente cardiopata que apresenta um quadro de insuficiência cardíaca (IC) e necessita de suporte mecânico respiratório, o fisioterapeuta deve considerar que,
entre as escalas para auxiliar na avaliação sequencial das mudanças funcionais do paciente idoso com IC, a mais difundida é a escala de Barthel.
na IC aguda, em presença de desconforto respiratório e edema agudo de pulmão, e não existindo contraindicação específica, recomenda-se o uso de suporte mecânico respiratório não-invasivo.
na IC aguda, uma das contraindicações absolutas do uso de suporte mecânico respiratório não-invasivo é a síndrome coronariana aguda.
no paciente com IC classe funcional II e III, em fase de reabilitação, deve ser encorajada a realização de exercícios competitivos, visando estimular seu condicionamento cardiopulmonar.
nos pacientes com IC crônica, o lactato arterial e a saturação venosa mista de O2 são os mais importantes marcadores metabólicos.
Nos pacientes portadores de DPOC, o conhecimento das indicações e dos objetivos do uso da ventilação mecânica deve ser também de domínio do fisioterapeuta da equipe de terapia intensiva. Assinale a alternativa correta quanto às indicações, aos objetivos e às repercussões do uso da ventilação mecânica no paciente com DPOC.
A ventilação mecânica invasiva está mais indicada nas exacerbações com hipoxemia grave, não corrigida pela oferta de oxigênio suplementar.
A combinação de pneumonia associada ao DPOC exacerbado é um dos fatores de escolha da ventilação mecânica invasiva em relação ao uso da ventilação não-invasiva.
Um dos objetivos relacionados à ventilação mecânica invasiva na DPOC é o de promover menor repouso muscular respiratório, evitando assim atrofia incapacitante.
A hiperinsuflação dinâmica e a presença de PEEPi não são observadas em pacientes portadores de DPOC e com limitação de fluxo aéreo.
Na fase de transição para o desmame, com o paciente em ventilação mecânica invasiva, deve-se utilizar o PEEPe abaixo de 35% da PEEPi.
As complicações decorrentes da entubação endotraqueal podem ocorrer no ato da canulação, durante a presença da cânula, após a extubação e também em decorrência da necessidade de traqueostomia. As lesões podem ocorrer na cavidade oral, nasal, faringe, laringe, traqueia ou brônquios principais, e aparecer precoce ou tardiamente. Sua ocorrência está associada, em grande parte, a excessivas pressões nos balonetes (cuff) das cânulas.
Um aspecto fundamental do cuidado da via aérea artificial, na tentativa de evitar lesões, é a mensuração e o ajuste da pressão do “cuff”, que deve ser mantido
acima da pressão de perfusão capilar da mucosa traqueal, estimada como sendo 20 a 25mmHg.
abaixo da pressão de perfusão capilar da mucosa traqueal, estimada como sendo 20 a 25cmH2O.
acima da pressão de perfusão capilar da mucosa traqueal, estimada como sendo 25 a 30mmHg.
abaixo da pressão de perfusão capilar da mucosa traqueal, estimada como sendo 20 a 25mmHg.
A alternativa que apresenta os parâmetros compatíveis com o início do desmame da ventilação mecânica é:
volume minuto < 10-15 L/Kg, Índice de Tabin> 60: 105, PaCO2 > 40 mmHg
volume minuto < 10 L/ Kg, Índice de Tobin > 105, PaCO2, < - 20 mmHg
volume corrente < 4- 6 ml/ Kg, PI/ PiMáx < 30%, PaCO2 > 40mmHg
volume minuto < 10-15 L/kg, Índice de Tobin < 60- 105, PaCO2 < 40 mmHg
volume corrente > 4- 6 ml/Kg , Índice de Tobin < 60-105, PaO2/ FIO, < 200
Em pacientes ventilados mecanicamente, a monitorização da oxigenação é fundamental. A principal função dos pulmões é a troca gasosa, sendo a hipoxemia o evento de maior gravidade, por comprometer diretamente a oferta de O2 aos tecidos. A oxigenação tissular adequada depende do balanço entre a demanda e o consumo de O2.
Leia atentamente as afirmativas abaixo e, em seguida, assinale a opção correta.
I. O cálculo da PAO2 é empregado como degrau inicial para o cálculo da diferença alvéolo-arterial de O2 e shunt pulmonar.
II. A principal desvantagem D(A-a)O2 é a variação não linear com a alteração da FiO2.
III. O valor isolado da pao2, D(A-a)O2 e SaO2 sem a sua correspondente FiO2 não tem qualquer significado.
IV. O índice de oxigenação ( PaO2 / FiO2), não requer cálculo da D(A-a)O2 e é de grande utilidade prática à beira do leito; valores < 200 sugerem hipoxemia resultante de distúrbios ventilação-perfusão e shunt pulmonar elevado.
Somente as afirmativas I, III e IV estão corretas.
Somente as afirmativas II, III e IV estão corretas.
Todas as afirmativas estão corretas
Somente as afirmativas I, II e III estão corretas.
Qual o fluxo inspiratório necessário para fornecer a um paciente em ventilação mecânica no modo volume controlado, 800ml de volume corrente, numa frequência respiratória de 12irpm e com um tempo expiratório de 4 segundos?
As técnicas comuns para a monitorização e avaliação da adequação da ventilação incluem vários fatores.
O índice considerado como “padrão ouro” para essa avaliação é
pressão parcial de oxigênio no sangue arterial.
pressão parcial de dióxido de carbono no sangue arterial.
A utilização de taxas de fluxo inspiratórias altas durante a ventilação mecânica de pacientes com doença pulmonar obstrutiva crônica tem o objetivo de:
aumentar o trabalho respiratório
reduzir o tempo respiratório total
reduzir o tempo inspiratório, aumentando o tempo expiratório
reduzir a frequência respiratória
aumentar o tempo inspiratório, reduzindo o tempo expiratório
Um paciente está pronto para ser extubado quando não existe mais necessidade de uma via aérea artificial. Dependendo das diversas razões que podem levar à necessidade de uma entubação, pode ser necessário considerar diferentes critérios para se estabelecer a adequada extubação.
Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta no procedimento recomendado para a extubação orotraqueal.
Reunião de equipamentos, aspiração do tubo e faringe, oxigenação do paciente, esvaziamento do cuff, remoção do tubo.
Reunião de equipamentos, oxigenação do paciente, esvaziamento do cuff, aspiração do tubo e faringe, remoção do tubo.
Reunião de equipamentos, esvaziamento do cuff, aspiração do tubo e faringe, oxigenação do paciente, remoção do tubo.
Reunião de equipamentos, aspiração do tubo e faringe, esvaziamento do cuff, oxigenação do paciente, remoção do tubo.
Um paciente com insuficiência respiratória, após sofrer uma parada cardíaca, necessitou de ventilação mecânica invasiva, apresentando a seguinte gasometria:
pH 7,10
PaCO 2 65
PaO 2 40
HCO3 13
Be -8
SatO2 82
Qual a interpretação da gasometria acima:
Acidose metabólica
Acidose mista
Alcalose metabólica
Alcalose respiratória
Acidose respiratória
Toda forma de interrupção de uma conduta pré- -estabelecida como forma terapêutica, seja ela profilática ou não, requer cuidados. Em relação à interrupção do suporte ventilatório, alguns cuidados devem ser rigorosamente tomados. Todos os fatores que possam contribuir negativamente para a evolução do desmame devem ser levados em consideração.
Assinale a alternativa em que todas representam causas comuns de FRACASSO no desmame.
Aumento da relação V/Q, aumento do shunt, hiperventilação central, aumento do espaço morto, aumento da produção de CO2.
Diminuição da relação V/Q, diminuição do shunt, hipoventilação central, aumento do espaço morto, aumento da produção de CO2.
Aumento da relação V/Q, aumento do shunt, hipoventilação central, diminuição do espaço morto, aumento da produção de CO2.
Diminuição da relação V/Q, aumento do shunt, hipoventilação central, aumento do espaço morto, aumento da produção de CO2.
A ventilação mecânica invasiva é indicada quando não se obtém sucesso com a ventilação mecânica não invasiva. As principais indicações para entubação e uso da ventilação invasiva são, exceto:
Acidose respiratória progressiva.
Aumento progressivo da pressão inspiratória máxima < 20-30 cm H2O.
Queda progressiva da capacidade vital < 10-15 ml/Kg.
Instabilidade cardiovascular aguda.
Alteração do estado mental.
Os critérios convencionais de desmame envolvem parâmetros clínicos, mecânicos e bioquímicos.
Assinale a alternativa em que os três parâmetros estão presentes.
Frequência respiratória menor que 30irpm, pH e PaCO2 dentro dos parâmetros da normalidade e PaO2 maior que 60mmHg com FiO2 menor ou igual a 40%.
Capacidade vital maior que 15ml/Kg, PaO2 maior que 60mmHg com FiO2 menor ou igual a 40% e volume minuto menor que 10L/min.
Frequência respiratória menor que 30irpm, capacidade vital maior que 15ml/Kg, pH e PaCO2 dentro dos parâmetros da normalidade.
pH e PaCO2 dentro dos parâmetros da normalidade, PaO2 maior que 60mmHg com FiO2 menor ou igual a 40% e volume minuto menor que 10L/min.
Paciente, 64 anos, bronquiectásico, foi internado no CTI com diagnóstico de pneumonia comunitária grave e em franca insuficiência respiratória (pH = 7,11; PaCO2 85 mmHg; PaO2 50 mmHg; bicarbonato 26 mEq/L). Foi sedado e entubado para repouso da musculatura respiratória. Acoplado à prótese ventilatória em modo assistocontrolado a volume, com parâmetros ventilatórios ajustados dentro da normalidade. Subitamente você é chamado(a) pela equipe porque o alarme de pressão máxima do ventilador está disparando acima de 40 cmH2O.
Em ventilação mecânica, podemos afirmar que um súbito aumento na pressão de vias pode ser indicativo de:
broncoespasmo, desconexão, grande atelectasia, pneumotórax, rolha de secreção ou dobra no tubo do ventilador.
extubação acidental, pneumotórax, rolha de secreção, escape de ar, broncoespasmo ou oclusão de via aérea.
rolha de secreção, grande atelectasia, pneumotórax, dobra no tubo do ventilador ou melhora da complacência.
rolha de secreção, grande atelectasia, pneumotórax, oclusão da via aérea ou uma dobra no tubo do ventilador.
No tocante à utilização da ventilação não invasiva, todos os pacientes abaixo são elegíveis para fazer uso desta, EXCETO paciente
portador de doença pulmonar obstrutiva crônica agudizada.
com apneia obstrutiva do sono.
com trauma na face.
portador de asma grave em crise.
com tendência a alterações pressóricas no espaço alvéolo capilar.
Após processo de desmame da ventilação mecânica, foi constatado que o paciente apresentou fadiga muscular. Qual o sinal na sua avaliação pneumofuncional e a medida após esse evento?
Ventilação minuto diminuída e repouso de 12h.
Ventilação minuto aumentada e repouso de 24h.
Ventilação minuto diminuída e repouso 48h.
Acidose respiratória 12h de repouso.
Alteração na ventilação voluntária máxima e sedação de 24h.
A monitorização da mecânica ventilatória (complacência e resistência) é fundamental durante a ventilação mecânica em pacientes internados no Centro de Terapia Intensiva. Um paciente em ventilação mecânica apresenta os seguintes parâmetros ventilatórios:
volume corrente = 640 ml
Ppico = 26 cmH2O
Pplatô = 20 cmH2O
PEEP = 10 cmH2O
FiO2 = 50%
I:E = 1:3
Qual o valor da complacência dinâmica do sistema respiratório?
30 mL/cmH2O
40 mL/cmH2O
50 mL/cmH2O
60 mL/cmH2O
64 mL/cmH2O