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Nos casos de disfagia neonatal, a avaliação clínica comportamental do desenvolvimento oromotor permite a tomada de decisões. Sobre o tema, analise as assertivas abaixo e assinale a alternativa correta.
I. Optar pelo início da alimentação por via oral.
II. Modificar a prescrição por via oral.
III. Iniciar ou continuar o trabalho terapêutico de sucção não-nutritiva.
Todas as assertivas estão corretas.
Todas as assertivas estão incorretas.
Apenas as assertivas I e II estão corretas.
Apenas as assertivas I e III estão corretas.
Apenas as assertivas II e III estão corretas.
Em disfagia, a suspeita de aspiração silente, febre sem etiologia e ocorrência de pneumonia de repetição reforçam a realização de exame complementar. O exame que tem a finalidade de avaliar a eficiência do paciente em deglutir diferentes consistências em quantidades crescentes e de maneira dinâmica é:
a phmetria 24 horas
a manometria esofágica
a videofluoroscopia da deglutição
a avaliação videoendoscópica da deglutição
Na avaliação de uma criança com suspeita de disfagia, o que é importante ser considerado pelo fonoaudiólogo?
Avaliar apenas a função da musculatura oral, pois a disfagia infantil está sempre relacionada a problemas na mastigação.
Descartar imediatamente a possibilidade do refluxo gastroesofágico, pois o mesmo não está relacionado a quadros de disfagia.
Observar os sintomas durante a alimentação, como a presença de engasgo ou tosse, bem como atrasos no desenvolvimento alimentar.
O profissional mais adequado para tratar casos de disfagia em crianças é o pediatra.
Antes mesmo da avaliação, o fonoaudiólogo deve orientar imediatamente a dieta de consistência líquida para evitar qualquer desconforto durante a alimentação.
Paciente 62 anos, com quadro de disfagia e dificuldade de ejeção do bolo alimentar para região esofágica, decorrente da redução de força de pilares faríngeos.
Para proporcionar movimentação da parede faríngea, o fonoaudiólogo responsável utilizará a seguinte técnica:
Manobra de Mendelsohn
Emissão do |i| sustentado
Deglutição Múltipla
Manobra de Masako
Estimulação térmica fria
A Iniciativa Internacional de Padronização de Dietas para Disfagia (IDDSI - International Dysphagia Diet Standardisation Initiative) foi fundada com o objetivo de desenvolver uma nova terminologia e definições padronizadas a nível global para descrever as consistências adaptadas de alimentos e líquidos espessados utilizados para indivíduos com disfagia. Segundo a definição IDDSI, o alimento no nível 5 e no nível 2 são, respectivamente:
alimento moído e úmido; líquido levemente espessado.
alimento pastoso; líquido moderadamente espessado.
alimento macio e picado; líquido muito levemente espessado.
alimento liquidificado; líquido moderadamente espessado.
A disfagia é um distúrbio da deglutição decorrente de causas neurológicas e/ou estruturais. Para avaliar a deglutição é necessário observar alguns estágios, dentre eles o oral. Assinale a alternativa que corresponde a essa fase.
É o momento em que o bolo alimentar é preparado.
Ocorre a propulsão do bolo até a orofaringe.
A apreensão do alimento com os lábios.
É o momento que ocorre a incisão do alimento.
Sobre a disfagia, julgue as seguintes afirmações como verdadeiras (V) ou falsas (F):
(__) A disfagia esofágica origina-se dentro do corpo do esôfago, do esfíncter esofágico inferior ou da cárdia.
(__) Pacientes com disfagia orofaríngea comumente apontam para a região cervical ao serem questionados sobre o local de seus sintomas.
(__) Pacientes com disfagia esofágica, ao serem solicitados a identificar o local de seus sintomas, geralmente apontam para a fúrcula esternal ou para uma área atrás do esterno.
Assinale a alternativa com a sequência correta:
V - F - V
V - V - V
F - V - V
V - F - F
F - F - F
São sinais e sintomas associados a disfagia, exceto:
Tosse ou engasgo.
Sialorréia.
Aumento de peso.
Mudanças no padrão vocal.
Pneumonias de repetição.
Sobre os princípios que norteiam os programas terapêuticos em disfagia orofaríngea, marque a alternativa correta:
Os estímulos sensoriais que desencadeiam e modulam a deglutição incluem estímulos táteis, químicos e térmicos isolados e jamais combinados.
O planejamento motor necessário para efetivar a deglutição é modulado de acordo com as transformações das características sensoriais e físicas de cada alimento ao chegar em região de hipofaringe.
Os programas terapêuticos que privilegiam tarefas com foco no fortalecimento muscular supõem que o planejamento motor está deficitário, o que não ocorre quando o treinamento é baseado em habilidades.
As características sensoriais dos alimentos (sabor, temperatura, viscosidade, consistência, volume) e a seleção dos instrumentos de oferta para a alimentação são estímulos aferentes que resultam na organização do planejamento motor para deglutição.
As informações sensoriais produzidas quando o alimento é introduzido na boca modulam a execução motora da deglutição, mas não da mastigação, que é voluntária e independente.
São sinais e sintomas da disfagia infantil, na fase oral, faríngea e esofágica, respectivamente:
regurgitação nasal do alimento; tosse e/ou engasgo durante e após a deglutição; recusa alimentar.
sialorreia ou sialostase; qualidade vocal molhada ou ruidosa durante e após a deglutição; vômitos frequentes.
tempo de alimentação aumentado; tosse fraca ineficiente para o clareamento da via aérea; quadros pulmonares de repetição.
perda de peso; sinais de desconforto durante ou logo após a alimentação; necessidade de deglutições múltiplas para movimentação do bolo.
escape extraoral de alimentos; tempo de alimentação aumentado; regurgitação nasal do alimento.
Um estudo publicado por Larré et al. (2020) utilizou indicadores fonoaudiológicos de disfagia e comparou a ingestão da alimentação por Via Oral (VO) antes e após terapia fonoaudiológica com pacientes oncológicos. Estão entre os principais resultados e conclusões do estudo, EXCETO:
O indicador “tempo de decanulação” da traqueostomia não foi suficiente para demonstrar a eficácia do processo, dada a falta de associação entre traqueostomia e aspiração laringotraqueal.
O tratamento proposto para os mais variados tipos de câncer, habitualmente, envolve cirurgia, radioterapia, quimioterapia ou uma combinação delas, o que pode alterar a função de deglutição.
O fato de menos de 5% dos pacientes de ambos os grupos estudados retirarem a via de alimentação alternativa em menos de 10 dias pode ser atribuído ao fato de a população do estudo apresentar uma desordem neurológica aguda, com grande potencial de reabilitação a partir de aspectos de neuroplasticidade cerebral.
Para mensurar o grau de ingestão oral pré e pós-fonoterapia, foi utilizada a escala FOIS, que se divide em sete níveis, desde “nada por via oral” a “via oral total sem restrições”.
De acordo com o Protocolo Fonoaudiológico de Avaliação do Risco para Disfagia (PARD), a classificação da disfagia é proposta conforme a gravidade do distúrbio de deglutição e direciona o fonoaudiólogo na tomada de condutas. Deve-se seguir o raciocínio clínico proposto nas especificações dos itens do protocolo, de acordo com os sinais apresentados pelo paciente. Para a classificação da disfagia é necessário que o paciente apresente pelo menos um sinal que o diferencie do nível anterior. Em relação à classificação das disfagias propostas pelo protocolo, assinale a afirmativa correta.
Disfagia orofaríngea grave: impossibilidade de alimentação via oral. Engasgo com dificuldade de recuperação; presença de cianose ou broncoespasmos; aspiração silente para duas ou mais consistências; tosse voluntária ineficaz; inabilidade de iniciar deglutição.
Deglutição funcional: geralmente está alterada, mas não resulta em aspiração ou redução da eficiência da deglutição, sendo possível manter adequadas nutrição e hidratação por via oral. São esperadas compensações espontâneas de dificuldades moderadas, em pelo menos duas consistências, com pouco risco de aspiração.
Disfagia orofaríngea leve: distúrbio de deglutição presente, com necessidade de orientações específicas dadas pelo fonoaudiólogo durante a deglutição. Necessidade de modificações na dieta em mais de duas consistências; tosse e/ou pigarros espontâneos muitas vezes ineficazes; moderadas alterações orais com compensações ineficientes.
Disfagia orofaríngea moderada: há risco significativo de aspiração, embora ainda não haja necessidade de suplementação por via alternativa, sinais de aspiração para três consistências. O paciente pode se alimentar de algumas consistências, utilizando técnicas específicas para minimizar o potencial de aspiração e/ou facilitar a deglutição, com necessidade de supervisão. Tosse reflexa fraca ou ausente.
Com relação à avaliação clínica da Disfagia Orofaríngea Infantil à beira do leito, analise as afirmativas a seguir e assinale (V) para a verdadeira e (F) para a falsa.
( ) A ausculta cervical não deve ser realizada durante a avaliação com alimento, já que esse procedimento não contribui na identificação da relação entre sucção, deglutição e pausas.
( ) A avaliação da sucção não nutritiva (SNN) é indicada em bebês menores de 6 meses, utilizando-se chupeta ou um dedo mínimo enluvado, com eliciação prévia do reflexo de busca, presente até os 4 meses de idade.
( ) A avaliação da deglutição de saliva é iniciada com a inspeção da mucosa oral, observando-se se a mucosa está lubrificada pela saliva (adequada), se está seca (xerostomia) ou se há acúmulo de saliva (sialoestase).
As afirmativas são, na ordem apresentada, respectivamente,
V – V – V.
V – V – F.
V – F – F.
F – F – F.
F – V – V.
Os músculos infra hioideos fazem parte da musculatura extrínseca da laringe e tem a função de abaixar a laringe. Quais são esses músculos
Digástico, gênio-hióideo, tíreo-hióideo e o esterno-hióideo.
Omo-hióideo, esternotireóideo, o tíreo-hióideo e o esterno-hióideo
Hioglosso, milo-hióideo, estilo-hióideo e genioglosso.
Cricotireóideo, aritenóideo oblíquo eTireoaritenóideo.
Assinale a alternativa que apresenta uma manifestação possível de disfagia relacionada à laringectomia parcial vertical.
Alteração na fase faríngea da deglutição.
Redução na retração de base de língua.
Alteração na pressão intraoral.
Disfagia transitória apenas nos primeiros dias.
Penetração e aspiração antes, durante e após deglutição.
Com relação à intervenção terapêutica do fonoaudiólogo na disfagia orofaríngea neurogênica em paciente adulto, analise as afirmativas a seguir.
I. É importante considerar aspectos como etiologia, gravidade, história alimentar, psicossociais, cognitivos e condição clínica do paciente.
II. O principal norteador da reabilitação é a determinação da via oral segura, sem riscos pulmonares para manutenção do estado nutricional.
III. As abordagens terapêuticas para os sintomas de disfagia podem ser organizadas em ajustes, compensações e modificações.
Está correto o que se afirma em
I, apenas.
II, apenas.
III, apenas.
I e II, apenas.
I, II e III.
A independência motora em casos de disfagia orofaríngea neurogênica, ou seja, a alta fonoaudiológica, será conquistada quando constatar-se que o paciente está educado, orientado e, se possível, treinado para realizar uma deglutição eficiente que forneça estabilidade nutricional.
Certo
Errado
A disfagia é mecânica quando causada por uma lesão estrutural que estreite o lúmen do trato alimentar ou por um bolo alimentar muito grande.
Certo
Errado
Na avaliação e tratamento das disfagias orofaríngeas, a atuação do fonoaudiólogo é fundamental para melhorar a qualidade de vida dos pacientes. Qual das seguintes afirmativas relacionadas a atuação do fonoaudiológica é verdadeira?
Apenas pacientes idosos apresentam disfagia, devido ao envelhecimento das estruturas relacionadas a deglutição, logo eles são os únicos que se beneficiam com a terapia fonoaudiológica.
A avaliação clínica da deglutição inclui a análise da função motora e sensorial, bem como a observação das estruturas das vias aéreas superiores envolvidas no ato da deglutição.
Apenas a alimentação via sonda é indicada para pacientes em quadros de disfagia grave.
Em alguns casos de disfagia orofaríngea, a terapia fonoaudiológica não é eficaz, sendo a cirurgia a única opção de tratamento.
A disfagia é uma condição causada por alterações neuromusculares, não estando relacionada com outros quadros de saúde.
Em uma visita domiciliar, o fonoaudiólogo NASF realiza o cuidado de uma pessoa idosa, que recebeu alta hospitalar com a seguinte prescrição da equipe de fonoaudiologia hospitalar:
“Escala Fois- Nível 4 e IDSSI nível 4 para bebidas e alimentos”.
Diante dessa prescrição, o usuário deve realizar ingesta de
alimentos sólidos e líquidos finos.
alimentos pastosos heterogêneos e líquidos finos.
alimentos pastosos homogêneos e líquidos espessados na consistência pudim.
alimentos e líquidos finos.
alimentos sólidos e líquidos espessados néctar.